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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 864/XVII/1
EM DEFESA DO POVO CUBANO CONTRA A TIRANIA DO REGIME
COMUNISTA
Cuba e o povo cubano vivem sob o jugo de um regime totalitário comunista, instalado após
um movimento revolucionário que levou Fidel Castro ao poder, desde 1959.
O Partido Unido da Revolução Socialista Cubana, rebatizado Partido Comunista de Cuba em 1965,
mantém o poder desde então. E a governação comunista de Cuba provocou as consequências
trágicas que regimes desta natureza impõem sempre ao seu povo.
Pela mão dos irmãos Castro, que controlaram diretamente o país até 2021, o povo cubano viu o seu
país usado como testa-de-ferro geopolítico pelo Pacto de Varsóvia durante a Guerra Fria. Depois do
fim da União Soviética, em 1991, a posição internacional de Cuba conta com o apoio e a
solidariedade de outros notáveis exemplos de regimes livres, plurais e democráticos, como a
Federação Russa e a República Bolivariana da Venezuela.
A nível económico e social, Cuba caracteriza-se pela marca d’água do comunismo: a miséria. Só
desde 2021, o PIB do país caiu mais de 15 pontos percentuais. A média dos salários ronda os 15
dólares por mês. Há escassez generalizada de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.
A esta escassez, juntam-se os sucessivos cortes de fornecimento de energia elétrica durante várias
horas por dia: a agência Reuters indica que várias regiões do país chegam a estar às 22 horas sem
eletricidade. A Organização das Nações Unidas alertou, em fevereiro, para um possível colapso
humanitário.
A estas condições de pobreza e miséria a que as políticas comunistas atiraram o país, soma -se a
ausência de um Estado de Direito democrático e do respeito pelos direitos fundament ais que é
próprio dos regimes políticos desta natureza. Não há respeito pela liberdade de consciência, pela
liberdade de expressão, associação, imprensa e participação política. Às recorrentes manifestações
do povo cubano por melhores condições de vida e r eformas que abram o país, o Governo cubano
opta por cortar o acesso à Internet e às redes sociais para esconder a dimensão destes protestos e
limitar a projeção da sua violenta repressão.
Em resposta à pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos d a América, e graças à
mediação e bons-ofícios da Santa Sé, o regime comunista já libertou mais de 2 mil pessoas em 2026.
Não é claro quantos destes homens e mulheres estavam presos por motivos políticos, mas é certo
que persistem inúmeras vítimas da perseguição política do regime comunista nas suas cadeias e
prisões. De acordo com associações da sociedade civil e ONGs, como a Prison Defenders, ainda há
mais de 700 presos políticos em Cuba.
O Governo, através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, já manifestou a sua preocupação com
as condições do povo cubano e afirmou que está a acompanhar a situação.
A liberdade d e um povo, perante uma ditadura comunista que amordaça os direitos e condena à
fome e à doença, deve ser algo que qualquer democrata apoia inequivocamente.
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Nestes termos, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do CDS-PP propõe que a Assembleia da República resolva:
1. Expressar a sua solidariedade com o povo cubano , vítima de um regime sanguinário,
criminoso, corrupto e ditatorial;
2. Manifestar o seu repúdio pel os crimes cometidos pelo regime cubano contr a o seu próprio
povo, em expressa violação das liberdades fundamentais de todos os cubanos;
3. Exortar o ilegítimo regime cubano a promover uma transição democrática pacífica e plena,
com a realização de eleições livres, plurais e democráticas, para que o pov o cubano possa
decidir sobre o seu futuro
Palácio de São Bento, 17 de abril de 2026,
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CDS-PP ,
Paulo Núncio
João Pinho de Almeida
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