Documento integral
Projecto de Resolução n.º 717/XVII/1.ª
Recomenda ao Governo a adopção das medidas necessárias à concretização da
variante à EN246 em Santa Eulália, no concelho de Elvas
Exposição de motivos
A Estrada Nacional n.º 246 constitui uma via estruturante no distrito de Portalegre,
assegurando a articulação entre Elvas, Arronches e Portalegre e desempenhando
igualmente função relevante na ligação à fronteira espanhola e nos fluxos
transfronteiriços de pessoas e mercadorias. A continuidade funcional e a seguran ça
deste eixo rodoviário são, por isso, determinantes para a mobilidade regional, para a
coesão territorial e para a actividade económica no Alto Alentejo.1
Sucede, porém, que na freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas, subsiste há
décadas um estrangulamento rodoviário associado à travessia inferior da Linha do Leste,
cujas limitações físicas condicionam a circulação, designadamente de veículos pesados,
e têm sido reiteradamente identificadas a nível local como factor de constrangimento à
fluidez e segurança do tráfego.2
Trata-se, portanto, de um problema antigo, há muito reconhecido a nível local e
institucional, sem que até hoje tenha sido concretizada uma solução definitiva. Não
obstante, a limitação existente no atravessamento ferroviário de Santa Eulália tem
consequências permanentes, comprometendo a circulação em condições de segurança,
condicionando o tráfego de veículos pesados, induz indo percursos alternativos menos
1 Município de Elvas, Carta Social Municipal de Elvas, referência à EN246 como ligação a Portalegre,
passando por Arronches e Santa Eulália: https://www.cm -elvas.pt/wp-content/uploads/2023/10/Carta-
Social-Municipal-Elvas-25.07.pdf
2 Rádio Campanário, “Não quero matar a freguesia de Santa Eulália”, diz Rondão de Almeida sobre a
variante proposta pela I.P.: https://www.radiocampanario.com/nao -quero-matar-a-freguesia-de-santa-
eulalia-diz-rondao-de-almeida-sobre-a-variante-proposta-pela-i-p/
adequados e repercut indo-se negativamente na organização dos fluxos rodoviários e
logísticos num eixo regional relevante.
Nos últimos anos, o problema voltou a ser reconhecido institucionalmente, com vista à
supressão e reclassificação de passagens de nível na Linha do Leste, prevendo -se uma
solução para o atravessamento rodoviário e m Santa Eulália. Contudo, a informação
posteriormente divulgada evidenciou a inexistência de concretização efectiva,
mantendo-se o constrangimento sem resolução material e também sem qualquer
horizonte temporal definido
A manutenção desta situação constitu i um obstáculo claro à mobilidade num eixo
rodoviário estruturante do distrito de Portalegre e reflecte a persistência de
estrangulamentos cuja resolução se arrasta no tempo, com impactos evidentes na
segurança rodoviária, designadamente na circulação de v eículos pesados, na eficiência
dos fluxos rodoviários e na coesão territorial.3
Neste contexto, justifica-se a adopção de uma solução técnica definitiva, acompanhada
de calendarização clara e compromisso efectivo de execução, que permita ultrapassar
um con strangimento há muito identificado e assegurar condições adequadas de
mobilidade e segurança na EN246.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados
do grupo parlamentar do CHEGA recomendam ao Governo que:
1. Proceda à definição e validação da solução técnica definitiva destinada a eliminar
o actual estrangulamento rodoviário da EN246 em Santa Eulália.
2. Promova, em articulação com as entidades competentes, a regularização
institucional e administrativa do processo de concretização da variante.
3 Rádio Elvas, 19 de Junho de 2024, “Variantes de S. Eulália e Ponte das Hortas aguardam aprovação
ministerial”: https://radioelvas.com/2024/06/19/variantes-de-s-eulalia-e-ponte-das-hortas-aguardam-
aprovacao-ministerial/
3. Determine a elaboração, aprovação e calendarização do respectivo projecto de
execução, assegurando a transparência dos respetivos prazos e fases.
4. Garanta a inscrição e afectação dos meios financeiros necessários à realização
da obra e ao cumprimento do calendário estabelecido.
Palácio de São Bento, 17 de Março de 2026,
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA
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