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Proposta em foco
Projeto de Lei 774Em comissão
Reforça a segurança e a proteção dos utilizadores de veículos de micromobilidade elétrica, alterando o Código da Estrada
Baixa comissão especialidade
Estado oficial
Em comissão
Apresentacao
18/09/2026
Votacao
30/09/2026
Resultado
Aprovado
Linha temporal
Progressão legislativa
Entrada
Proposta registada na legislatura
Admissão
Iniciativa admitida à apreciação
Comissão
Em análise de comissão
Debate
Apreciação legislativa e alterações
Votação
Votação em 30/09/2026
Publicação
Publicada no Diário da República
Votação
Leitura por partido
1 registo(s)
Votação na generalidade
Aprovado
30/09/2026
Aprovado
| Partido | Voto | Deputados |
|---|---|---|
Partido Social Democrata PSD | A Favor | 89 |
Partido Socialista PS | A Favor | 58 |
Iniciativa Liberal IL | A Favor | 9 |
Livre L | A Favor | 6 |
Partido Comunista Português PCP | A Favor | 3 |
Centro Democrático Social - Partido Popular CDS-PP | A Favor | 2 |
Bloco De Esquerda BE | A Favor | 1 |
Juntos Pelo Povo JPP | A Favor | 1 |
Chega CH | Abstencao | 60 |
Pessoas-Animais-Natureza PAN | Abstencao | 1 |
Texto consolidado
Leitura de publicação
Projeto de Lei n.º 774/XVII/2.ª
Reforça a segurança e a proteção dos utilizadores de veículos de micromobilidade elétrica, alterando o Código da Estrada
Exposição de motivos
A crescente utilização de soluções de micromobilidade elétrica veio diversificar as formas de deslocação, em particular nos percursos urbanos de curta distância. Esta evolução deve ser acompanhada por regras de circulação que conciliem a promoção de modos de mobilidade mais flexíveis com a proteção dos seus utilizadores e a segurança rodoviária.
O Código da Estrada distingue atualmente diferentes tipos de veículos em função das respetivas características técnicas. Em particular, os velocípedes com motor que respeitem os requisitos previstos no n.º 2 do artigo 112.º são equiparados a velocípedes, solução que importa preservar, não impondo aos seus utilizadores uma obrigação geral de utilização de capacete.
Diferente deve ser a resposta relativamente aos velocípedes que excedam aqueles parâmetros técnicos, designadamente em matéria de potência, funcionamento da assistência ou velocidade, bem como às trotinetas com motor elétrico e aos demais dispositivos de circulação com motor elétrico equiparados a velocípedes.
Nestes casos, considerando as características dos veículos e a maior exposição dos seus utilizadores em caso de queda ou colisão, justifica-se estabelecer a obrigatoriedade de utilização de capacete devidamente ajustado e apertado, como medida adicional de proteção individual.
A presente iniciativa estabelece, assim, uma solução diferenciada e proporcional, que procura reforçar a segurança e a proteção dos utilizadores sem comprometer a atratividade da micromobilidade elétrica enquanto alternativa de deslocação, designadamente em meio urbano.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista abaixo-assinados apresentam o seguinte projeto de lei:
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei estabelece a obrigatoriedade de utilização de capacete por condutores e passageiros de determinados velocípedes equipados com motor auxiliar, por condutores de trotinetas com motor elétrico e de outros dispositivos de circulação com motor elétrico, alterando para o efeito o Código da Estrada, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de maio.
Artigo 2.º
Alteração ao Código da Estrada
O artigo 82.º do Código da Estrada, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de maio, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 82.º
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Devem proteger a cabeça usando capacete devidamente ajustado e apertado:
a) Os condutores e passageiros dos velocípedes que estejam equipados com motor auxiliar com potência máxima contínua superior a 1,0 kW ou cuja alimentação não seja interrompida se se deixar de pedalar ou cuja velocidade máxima seja superior a 25 km/h, referidos no n.º 8 do artigo 112.º;
b) Os condutores de trotinetas com motor elétrico, de dispositivos de circulação com motor elétrico, autoequilibrados e automotores ou de outros meios de circulação análogos com motor, quando equiparados a velocípedes nos termos da alínea b) do n.º 3 do artigo 112.º.
[…]
Quem não utilizar ou utilizar incorretamente os dispositivos de segurança previstos no presente artigo é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600, salvo se a infração respeitar ao disposto no n.º 5, caso em que a coima é de (euro) 30 a (euro) 150.»
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor 30 dias após a sua publicação.
Palácio de São Bento, 18 de setembro de 2026
As Deputadas e os Deputados,
Frederico Francisco
Luís Moreira Testa
André Pinotes Batista
André Rijo
Davide Amado
Hugo Oliveira
Humberto Brito
José Carlos Barbosa
Marina Gonçalves
Miguel Cabrita
Ricardo Lima
---
Documento integral
Projeto de Lei n.º 774/XVII/2.ª
Reforça a segurança e a proteção dos utilizadores de veículos de micromobilidade elétrica, alterando o Código da Estrada
Exposição de motivos
A crescente utilização de soluções de micromobilidade elétrica veio diversificar as formas de deslocação, em particular nos percursos urbanos de curta distância. Esta evolução deve ser acompanhada por regras de circulação que conciliem a promoção de modos de mobilidade mais flexíveis com a proteção dos seus utilizadores e a segurança rodoviária.
O Código da Estrada distingue atualmente diferentes tipos de veículos em função das respetivas características técnicas. Em particular, os velocípedes com motor que respeitem os requisitos previstos no n.º 2 do artigo 112.º são equiparados a velocípedes, solução que importa preservar, não impondo aos seus utilizadores uma obrigação geral de utilização de capacete.
Diferente deve ser a resposta relativamente aos velocípedes que excedam aqueles parâmetros técnicos, designadamente em matéria de potência, funcionamento da assistência ou velocidade, bem como às trotinetas com motor elétrico e aos demais dispositivos de circulação com motor elétrico equiparados a velocípedes.
Nestes casos, considerando as características dos veículos e a maior exposição dos seus utilizadores em caso de queda ou colisão, justifica-se estabelecer a obrigatoriedade de utilização de capacete devidamente ajustado e apertado, como medida adicional de proteção individual.
A presente iniciativa estabelece, assim, uma solução diferenciada e proporcional, que procura reforçar a segurança e a proteção dos utilizadores sem comprometer a atratividade da micromobilidade elétrica enquanto alternativa de deslocação, designadamente em meio urbano.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista abaixo-assinados apresentam o seguinte projeto de lei:
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei estabelece a obrigatoriedade de utilização de capacete por condutores e passageiros de determinados velocípedes equipados com motor auxiliar, por condutores de trotinetas com motor elétrico e de outros dispositivos de circulação com motor elétrico, alterando para o efeito o Código da Estrada, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de maio.
Artigo 2.º
Alteração ao Código da Estrada
O artigo 82.º do Código da Estrada, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de maio, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 82.º
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Devem proteger a cabeça usando capacete devidamente ajustado e apertado:
a) Os condutores e passageiros dos velocípedes que estejam equipados com motor auxiliar com potência máxima contínua superior a 1,0 kW ou cuja alimentação não seja interrompida se se deixar de pedalar ou cuja velocidade máxima seja superior a 25 km/h, referidos no n.º 8 do artigo 112.º;
b) Os condutores de trotinetas com motor elétrico, de dispositivos de circulação com motor elétrico, autoequilibrados e automotores ou de outros meios de circulação análogos com motor, quando equiparados a velocípedes nos termos da alínea b) do n.º 3 do artigo 112.º.
[…]
Quem não utilizar ou utilizar incorretamente os dispositivos de segurança previstos no presente artigo é sancionado com coima de (euro) 120 a (euro) 600, salvo se a infração respeitar ao disposto no n.º 5, caso em que a coima é de (euro) 30 a (euro) 150.»
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor 30 dias após a sua publicação.
Palácio de São Bento, 18 de setembro de 2026
As Deputadas e os Deputados,
Frederico Francisco
Luís Moreira Testa
André Pinotes Batista
André Rijo
Davide Amado
Hugo Oliveira
Humberto Brito
José Carlos Barbosa
Marina Gonçalves
Miguel Cabrita
Ricardo Lima
---
Votação na generalidade — DAR I série — 128-128 - 01/10/2026
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