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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 25/XVII/1ª
Recomenda ao Governo que, no âmbito das comemorações dos 900 anos
da Batalha de São Mamede, garanta o reforço da participação da
sociedade civil, das academias, das autarquias e das escolas
Exposição de Motivos
A batalha de São Mamede é um dos marcos fundadores de Portugal e da nacionalidade.
A vitória de D. Afonso Henriques e dos nobres portucalenses sobre o exército de D.
Teresa de Leão e o Conde de Trava no dia 24 de junho de 1128, num campo próximo
de Guimarães, foi a primeira etapa no processo de consolidação de Portugal enquanto
país independente e dos portugueses como um povo.
Assim, a celebração dos 900 anos da batalha de São Mamede é um impera tivo de
memória histórica, de coesão nacional e de consciência da sua importância para
Portugal ser hoje o mais velho Estado-Nação da Europa com as mesmas fronteiras.
Mas o processo da fundação do Reino de Portugal não pode ser desligado de outros
marcos fundadores, como a aclamação de D. Afonso Henriques após a batalha de
Ourique em 1139, o entendimento com os Reinos de Leão e Castela que resultou da
Conferência de Zamora em 1143, e o reconhecimento internacional através da bula
“Manifestis Probatum” do Papa Alexandre III em 1179.
Este ciclo largo e contínuo de eventos históricos, que se estenderam por cinco décadas
do século XII, tem um profundo e riquíssimo património de memórias, consequências e
implicações para os dias de hoje que devem ser reconhecidos, como aliás a sociedade
civil está a fazer.
Referimo-nos, designadamente, à Sociedade Histórica da Independência de Portugal
com o seu ciclo “Portugal 900 anos”, programas que têm contado com o Alto Patrocínio
de Sua Excelência o Presidente da República , e que tiveram o primeiro momento
nacional em Zamora nos passados dias 6 a 8 de Junho, com o Congresso Histórico
Luso-Espanhol “Portugal Século XII – Como éramos há 900 anos ”. Em paralelo, são
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vários os concelhos, como é neste ano o caso de Ponte de Lima, que estão a celebrar
900 anos dos seus forais.
Por isso, a AD – Coligação PSD/CDS assumiu desde o primeiro momento o
compromisso de celebrar condignamente os 900 anos da Batalha de São Mamede como
uma das datas fundadoras da nacionalidade.
E, nesse sentido, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2026, de 26 de fevereiro,
determinou a realização das comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede,
a ter lugar a partir de 24 de junho de 2026, e cri ou o Comissariado Nacional para as
Comemorações, composto por 11 comissários.
Para o CDS-PP , é absolutamente fundamental garantir que estas comemorações, terão
uma participação e mobilização cívica que seja verdadeiramente nacional: tanto no
âmbito, como no desígnio.
Para esse fim, o Comissariado poderia integrar, ainda que não como Comissários,
outras entidades relevantes da sociedade civil para a dinamização destas
comemorações. Referimo-nos, por exemplo, à Academia das Ciências de Lisboa, ao
Conselho Nacional de Educação, à Associação Nacional de Municípios Portugueses, à
Associação Nacional de Freguesias, e, no caso da Batalha de São Mamede, à
Sociedade Martins Sarmento.
Pretendemos que estas comemorações sejam dignas, prestigiantes, abrangentes e com
capacidade para motivar no país o interesse, o orgulho e o sentimento de pertença que
a História desperta.
Nestes termos, o Grupo Parlamentar do CDS -PP , ao abrigo das disposições
constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República
recomende ao Governo que reforce a participação da sociedade civil, das academias,
das autarquias e das escolas n a preparação antecipada das comemorações dos 900
anos da Batalha de São Mamede, um dos marcos fundadores da nacionalidade , que
iniciará o ciclo de comemorações dos 900 anos de Portugal.
Palácio de São Bento, 10 de junho de 2025
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Os Deputados do Grupo Parlamentar do CDS-PP ,
Paulo Núncio
João Pinho de Almeida
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