Projeto de Resolução n.º 594/XVII/1ª
Recomenda ao Governo a aposta no papel das rádios em situação de
catástrofe
Exposição de Motivos:
A rádio constitui um meio de comunicação social de inegável relevância pública,
desempenhando um papel essencial na difusão de informação e no apoio às
populações, em particular em contextos de crise, emergência ou catástrofe.
Em situações de interrupção do fornecimento de energia elétrica, falha das redes
de comunicações móveis ou indisponibilidade de acesso à internet , a rádio
assume frequentemente a condição de último e único meio operacional capaz
de assegurar a transmissão de avisos, informações e orientações das
autoridades competentes revelando-se determinante para a proteção civil e para
a segurança das populações.
Os acontecimentos recentes vieram reforçar esta evidência. A tempestade que
atingiu o território nacional provocou danos significativos em habitações,
empresas e infraestruturas, deixando extensas zonas do País sem energia
elétrica e sem comunicações. A cresce que, em abril do ano passado, Portugal
viveu um apagão energético que evidencioua vulnerabilidade das infraestruturas
e a necessidade de reforçar mecanismos de prevenção e resiliência.
Neste contexto, torna -se particularmente relevante existir uma rede de rádios
com capacidades para manter a emissão em situações de emergência,
designadamente através da existência de sistemas de alimentação elétrica de
emergência, como geradores, bem como de planos estruturados de continuidade
de serviço.
Todavia, a aquisição, instalação e manutenção deste tipo de equipamentos
representa um encargo financeiro significativo, sobretudo para rádios locais e
regionais, que operam frequentemente com recursos limitados, apesar do seu
papel insubstituível na proximidade às comunidades e na cobertura de territórios
de menor densidade populacional.
O Regime de Incentivos à Comunicação, eventualmente revisto e atualizado com
mais foco na modernização e resiliência dos órgãos e serviços de comunicação
social, pode ser o instrumento adequado para aquele desiderato.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os(as)
Deputados(as) do PSD, abaixo -assinados, propõem que a Assembleia da
República resolva recomendar ao Governo:
1. Avalie e eventualmente reveja o Regime de Incentivos à Comunicação
Social, designadamente no que respeita aos programas e instrumentos
de apoio às rádios locais e regionais, incluindo para investimento em
medidas de resiliência e de continuidade de emissão que possam
viabilizar a existência de uma rede adequada de rádios com sistemas de
alimentação elétrica de emergência, designadamente geradores.
2. Promova a articulação entre os organismos responsáveis pela
comunicação social e pela proteção civil, no sentido de definir orientações
e boas práticas que reforcem o papel das rádios enquanto instrumentos
essenciais de informação em contextos de crise.
Palácio de São Bento, 13 de janeiro de 2026
As/Os Deputadas/os,
Hugo Soares
João Antunes dos Santos
Gonçalo Capitão
Sofia Carreira
Paulo Cavaleiro
Ana Isabel Ferreira
Carolina Marques
Ricardo Aires
Ricardo Barroso
Alberto Machado
Bruno Faria
Emídio Guerreiro
Eva Brás Pinho
Inês Barroso
Joana Seabra
João Pedro Louro
Pedro Soares Pimenta
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Apreciação — DAR I série — 29-44 - 27/02/2026
28 DE FEVEREIRO DE 2026
que assumiu publicamente que, em Espanha, desejava que essa substituição fosse feita. Não fui eu que a fiz,
Sr. Deputado!
Srs. Deputados do Livre, há aqui uma questão que tem de ser, desde já, desmistificada: ou os senhores
não leram aquilo que foi proposto, ou usaram uma demagogia absolutamente insustentável. Aquilo que a
nossa proposta diz é que a decisão deve estar no tribunal onde o processo é instruído, próximo das pessoas!
O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Claro!
O Sr. Rui Rocha (IL): — O que os senhores querem, porque não saem de Lisboa, não saem dos vossos
gabinetes, não abandonam a alcatifa, é Lisboa no centro! E isso é que não pode ser, Srs. Deputados!
Aplausos da IL.
Protestos do L.
Srs. Deputados, nós vimos os pareceres que foram apresentados e temos soluções nesta versão que
agora apresentamos, que vão ao encontro de alguns dos pareceres das entidades que ouvimos.
O problema é real. Há menos fluxo, mas existe um enorme stock. Cabe a esta Assembleia decidir se quer
resolvê-lo ou não…
Por ter excedido o tempo de intervenção, o microfone do orador foi automaticamente desligado.
Aplausos da IL.
O Sr. Presidente: — Com esta intervenção, finda este ponto da ordem do dia e vamos passar para o
terceiro ponto, que consiste na apreciação dos Projetos de Resolução n.os 528/XVII/1.ª (L) — Recomenda a
criação de um programa nacional de distribuição de kits de emergência, 549/XVII/1.ª (L) — Recomenda ao
Governo a criação de guias de emergência impressos para distribuição às famílias portuguesas e a
designação de um canal de rádio público como referência para comunicação em situações de catástrofe,
554/XVII/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo medidas para o reforço da resiliência e continuidade dos
serviços essenciais e das infraestruturas críticas, 574/XVII/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo o reforço dos
geradores em infraestruturas essenciais e o aumento da resiliência dessas infraestruturas em situações de
emergência, 575/XVII/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas que reforcem a resiliência da
população e a melhoria da comunicação da proteção civil em eventos meteorológicos extremos,
583/XVII/1.ª (PAN) — Recomenda ao Governo o reforço da preparação das famílias para situações de
emergência, através da sensibilização para a constituição de kits de emergência domésticos, da sua
disponibilização às populações e da inclusão dos animais de companhia nos planos familiares de resposta a
crises, 584/XVII/1.ª (PAN) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas de reforço da sensibilização da
população para a prevenção de riscos associados a tempestades e 594/XVII/1.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo a aposta no papel das rádios em situação de catástrofe.
Se houver movimentações nas bancadas, pedia o favor de ser rápido, nomeadamente ao Partido Social
Democrata, a ver se pode fazer a mudança com rapidez, porque estamos a aguardar que se sentem para
poder dar a palavra ao Sr. Deputado do Livre, que irá iniciar este ponto da ordem do dia e apresentar as suas
propostas.
Pausa.
Sr. Deputado Jorge Pinto, tem a palavra, para a intervenção de apresentação das iniciativas do Livre.
O Sr. Jorge Pinto (L): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Caras e Caros Concidadãos nas galerias:
Fogos florestais cada vez mais intensos e mais destruidores, longos períodos de seca, intercalados com
chuvas e tempestades a uma escala e intensidade nunca antes observadas no nosso País — é esta a nova
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Votação na generalidade — DAR I série — 66-66 - 28/02/2026
I SÉRIE — NÚMERO 61
Agora votamos, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 594/XVII/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo
a aposta no papel das rádios em situação de catástrofe.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 287/XVII/1.ª (PCP) — Revê o complemento de pensão
destinado ao pessoal militar e militarizado, corrigindo injustiças no cálculo das respetivas pensões de reforma
(primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2017, de 6 de janeiro).
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do L, do PCP, do BE, do PAN e do JPP e a abstenção do PS.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 288/XVII/1.ª (PCP) — Revê o complemento de
pensão destinado ao pessoal com funções policiais da PSP, do pessoal da carreira de investigação criminal, da
carreira de segurança e dos especialistas de polícia científica, com funções de inspeção e identificação judiciária
da PJ e do pessoal do CGP, corrigindo injustiças no cálculo das respetivas pensões de reforma (terceira
alteração ao Decreto-Lei n.º 4/2017, de 6 de janeiro).
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do L, do PCP, do BE, do PAN e do JPP e a abstenção do PS.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 419/XVII/1.ª (CH) — Revê o regime de atribuição das
pensões de reforma e de velhice dos militares das Forças Armadas, dos militares da Guarda Nacional
Republicana, do pessoal militarizado da Marinha e da Polícia Marítima.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN e do JPP e as abstenções do PS, do L e do PCP.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 420/XVII/1.ª (CH) — Revê o regime de atribuição
das pensões de aposentação e de velhice do pessoal com funções policiais da Polícia de Segurança Pública,
do pessoal da carreira de investigação criminal, da carreira de segurança e dos especialistas de polícia científica
da Polícia Judiciária e do pessoal do Corpo da Guarda Prisional.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN e do JPP e as abstenções do PS, do L e do PCP.
A Sr.ª Deputada Júlia Rodrigues pede a palavra para que efeito?
A Sr.ª Júlia Rodrigues (PS): — Sr.ª Presidente, é para anunciar a apresentação de uma declaração de voto
por escrito, relativamente à votação deste projeto de lei e dos anteriores diplomas sobre o mesmo tema.
A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Fica registado, Sr.ª Deputada.
O Sr. André Ventura (CH): — O PS é que tem de corrigir, criou essa situação!
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Foi no Governo de Passos Coelho!
O Sr. André Ventura (CH): — Qual Passos Coelho! Isso foi há mil anos!
A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — O Sr. Deputado João Almeida pede a palavra para que efeito?
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