Representação Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 863/XVII/1.ª
Passes intermodais 20, 30, 40
Exposição de Motivos
Desde que as Nações Unidas reconheceram a existência de alterações climáticas, nos anos 1970, as emissões mundiais de gases com efeito de estufa duplicaram. A melhoria da mobilidade, garantindo, designadamente, o acesso a transportes públicos acessíveis e de qualidade, é um vetor importante para o bem-estar das pessoas e para o progresso socioecológico.
Em 2025, a nível nacional, a CP atingiu um recorde: transportou mais de 200 milhões de passageiros. No caso específico das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, o transporte coletivo registou também dados positivos: o Metro do Porto superou as 94,5 milhões de validações em 2025 e a Carris Metropolitana registou um novo máximo, 194 milhões de passageiros em 2025. A nível nacional, o transporte ferroviário registou um crescimento de 9,7%. A existência dos passes intermodais municipais e intermunicipais a custos controlados e a do passe ferroviário verde têm contribuído para promover o uso dos transportes coletivos.
Apesar do crescimento do uso do transporte coletivo, apenas cerca de um décimo da população utiliza o transporte público diariamente para as suas deslocações principais. Em todas as regiões, o uso do automóvel próprio continua a ser predominante nas deslocações diárias. Mesmo nas regiões com mais transportes públicos, uma parte significativa da população, entre os 41% da AML e os 55% da AMP, ainda considera que não tem alternativas práticas ao carro.
É necessário um maior investimento nos transportes coletivos, melhorando frotas, para evitar supressões, aumentando a frequência dos transportes, criando corredores bus para tornar os autocarros mais rápidos, desenvolvendo novas ligações por ferrovia ligeira, e criando soluções adaptadas aos territórios de baixa densidade. Esse investimento também deve ser feito no sentido de reduzir o preço do transporte para os utilizadores.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
No âmbito dos programas de redução tarifária, estabeleça um montante máximo de 20 euros para os passes municipais, de 30 euros para os passes intermunicipais, de 40 euros para os passes integrados (intermunicipais mais passe ferroviário verde) e de 60 euros para os passes familiares intermunicipais.
Assembleia da República, 17 de abril de 2026.
O Deputado do Bloco de Esquerda,
Fabian Figueiredo
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Apreciação — DAR I série — 19-32 - 09/05/2026
9 DE MAIO DE 2026
O pedófilo mais procurado em todo o mundo, que, por sua vez, é português. Tínhamos hoje a oportunidade
de meter este sentimento de impunidade no lixo da História, mas, mais uma vez, ficam do lado dos agressores,
dos criminosos e dos violadores. Espero que tenham um peso na consciência!
Aplausos do CH.
O Sr. Presidente: — Para encerrar o debate, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Rocha, dispondo de
2 minutos.
O Sr. Rui Rocha (IL): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: A pergunta que nos trouxe aqui hoje é se é possível
ou não — hoje, em que estamos a falar —, com a legislação em vigor, que um abusador sexual de crianças
exerça, depois de condenado, uma profissão que implique contacto com crianças, com menores. E a resposta,
face à legislação hoje aplicável, é que isso é possível.
Ora, é precisamente essa possibilidade que nos parece absolutamente inaceitável. Não só porque a mera
possibilidade já nos perturba, mas também porque nós temos exemplos concretos — exemplos concretos! —
de situações que aconteceram na prática, em que abusadores sexuais de crianças exerceram, depois de
condenados, profissões de contacto com menores. É esse o problema que aqui nos trouxe e é esse o problema
que a proposta legislativa da Iniciativa Liberal visava resolver.
A isto respondeu, por exemplo, a Sr.ª Deputada Isabel Moreira, com a questão de «não somos julgadores».
É evidente que não, mas também não podemos ser indiferentes, do ponto de vista da intervenção legislativa,
aos problemas que nos chocam, às questões que nos chocam, e mais do que a nós, à nossa comunidade. Como
é possível que um abusador sexual de crianças, face à lei em vigor — que tem sido aplicada, em alguns casos,
no sentido de permitir que continue em funções depois de ser condenado —, como é que nós, como legisladores,
podemos ficar indiferentes a esta matéria?
É isto que está em discussão, é esta possibilidade que nós não queremos, foi esta solução que nós aqui
apresentámos e continuaremos a lutar para que abusadores sexuais não trabalhem junto de menores. É esse o
propósito da nossa proposta.
Aplausos da IL.
O Sr. Presidente: — Termina, então, este ponto da nossa ordem de trabalhos.
Antes de darmos início ao ponto seguinte, dou a conhecer à Câmara que estão a assistir aos nossos
trabalhos, nas diversas galerias, alunos e professores do Colégio Nossa Senhora da Conceição, de Guimarães;
um grupo de alunos e professores da Associação Solidariedade e Desenvolvimento do Laranjeiro, de Almada;
e um grupo de alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Anadia.
Aplausos gerais.
Vamos então passar ao terceiro ponto da nossa agenda, logo que as Sr.as e os Srs. Deputados estejam
sentados.
Pausa.
Pedia agora aos Srs. Deputados o favor de se sentarem para eu poder dar a palavra ao Sr. Deputado Jorge
Pinto para apresentar o respetivo diploma.
Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Jorge Pinto (L): — Sr. Presidente, cumprimento as Sr.as e Srs. Deputados, cumprimento os
Concidadãos nas galerias.
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Votação na generalidade — DAR I série — 72-72 - 09/05/2026
I SÉRIE — NÚMERO 89
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do L, do PCP, do BE, do PAN e do JPP, o
voto contra da IL e as abstenções do PSD, do CH e do CDS-PP.
Esta iniciativa baixa à 14.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 863/XVII/1.ª (BE) — Passes intermodais 20, 30,
40.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do L,
do PCP, do BE, do PAN e do JPP e as abstenções do CH e do PS.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 754/XVII/1.ª (PCP) — Condenação da escalada
de agressão e de ameaças dos EUA contra Cuba e exigência do respeito da soberania e dos direitos do povo
cubano.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do CH, da IL e do CDS-PP, os votos a favor
do L, do PCP e do BE e as abstenções do PS, do PAN e do JPP.
Vamos agora votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 721/XVII/1.ª (L) — Recomenda ao Governo
que condene o bloqueio imposto a Cuba e denuncie o recrudescimento da instabilidade na ilha.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, da IL, do L, do BE, do PAN e
do JPP e os votos contra do CH, do PCP e do CDS-PP.
Esta iniciativa baixa à 2.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 841/XVII/1.ª (IL) — Recomenda ao Governo que
defenda o povo cubano e promova o respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais em Cuba.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do CH, do PS, da IL, do L, do CDS-PP, do
BE, do PAN e do JPP e o voto contra do PCP.
Esta iniciativa baixa à 2.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 844/XVII/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo que
realize todos os esforços políticos e diplomáticos no sentido de pressionar o regime cubano e conduzir à plena
democratização da República de Cuba.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do CH, da IL, do CDS-PP e do JPP, os votos contra
do PS, do L, do PCP, do BE e do PAN e a abstenção do PSD.
Esta iniciativa baixa à 2.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 856/XVII/1.ª (PAN) — Pela defesa de uma solução
diplomática para o confronto entre os Estados Unidos da América e a República de Cuba.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, da IL, do L, do PAN e do JPP, os votos
contra do CH, do PCP e do CDS-PP e as abstenções do PSD e do BE.
Esta iniciativa baixa à 2.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 862/XVII/1.ª (BE) — Sobre a crise humanitária em
Cuba e a necessidade de Portugal assumir uma posição ativa pelo fim das sanções unilaterais e pela proteção
da população civil cubana.
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