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Proposta em foco
Proposta de Lei 70Em entrada
Aprova a Lei das Grandes Opções para 2026-2029
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21/04/2026
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Publicação
Publicada no Diário da República
Texto consolidado
Leitura de publicação
Documento integral
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
1
Proposta de Lei n.º 70/XVII/1.ª
Exposição de Motivos
A proposta de Lei das Grandes Opções para 2025-2029 (Lei das Grandes Opções)
apresentada pelo XXV Governo Constitucional corresponde às Grandes Opções de política
económica, social, ambiental e territorial para os anos de 2025 a 2029, refletindo os eixos
prioritários presentes na Agenda Transformadora do Programa do XXV Governo
Constitucional.
A presente proposta atualiza as orientações e escolhas fundamentais de política pública
económica, social, ambiental e territorial até 2029, as quais estão assentes em 10 eixos
prioritários: (i) Uma política de rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito
e a Justiça Social; (ii) Reforma do Estado e guerra à burocracia: simplificar a vida dos cidadãos
e das empresas; (iii) Criar riqueza, acelerar a economia e aumentar o valor acrescentado; (iv)
Imigração regulada e humanista; (v) Serviços essenciais a funcionar para todos e com
qualidade, com complementaridade entre oferta pública, privada e social; (vi) Segurança mais
próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção; (vii) Construir Portugal: mobilização de
todos para ultrapassar a crise da habitação; (viii) As infraestruturas que alavancam o país; (ix)
Água que Une: salvaguardar o futuro; (x) Plano de reforço estratégico de investimento em
Defesa.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
2
Neste contexto, o Governo propõe submeter à Assembleia da República, para o ano de 2026,
uma proposta de atualização que assegura a consolidação e a monitorização da Lei das
Grandes Opções para 2025-2029, em vez de apresentar uma proposta integralmente nova.
Ao optar por um diploma que evidencia de forma transparente o que se mantém, o que se
ajusta e o que se adita relativamente à lei vigente, o Governo cumpre de forma adequada o
dever de apresentação anual da Lei das Grandes Opções, respeitando a natureza estratégica,
estável e continuada das Grandes Opções e promovendo simultaneamente um processo
legislativo mais racional, mais inteligível e mais alinhado com as exigências de escrutínio
democrático e de boa administração. Esta solução não só se harmoniza com o quadro
normativo aplicável, como reforça a clareza, a previsibilidade e a coerência das políticas
públicas, valorizando o interesse público e a responsabilidade democrática.
É igualmente relevante sublinhar que nenhum interesse público é desconsiderado com esta
solução. Pelo contrário, ao tornar mais evidentes as variações de política, a atualização serve
melhor o interesse público da transparência, da boa administração e da responsabilidade
democrática. A função de planeamento não fica diminuída, antes reforçada, porque é possível
acompanhar com maior clareza a evolução das opções estratégicas do Governo. A
previsibilidade e a coerência das políticas públicas mantêm-se asseguradas, enquanto se
melhora a compreensão pública do que muda e do que permanece.
Foi promovida a audição do Conselho Económico e Social.
Assim:
Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 32.º da Lei de Enquadramento Orçamental,
aprovada em anexo à Lei n.º 151/2015, de 11 de setembro, e da alínea d) do n.º 1 do artigo
197.º da Constituição, o Governo apresenta à Assembleia da República a seguinte proposta
de lei:
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
3
Artigo 1.º
Alteração à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro
O artigo 4.º da Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro, passa a ter a seguinte redação:
«Artigo 4.º
[...]
As prioridades de investimento constantes da Lei das Grandes Opções são
compatibilizadas no âmbito do Orçamento do Estado para 2026 e 2027.»
Artigo 2.º
Alteração ao anexo I à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro
O anexo I à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro, é alterado com a redação constante do
anexo I à presente lei e da qual faz parte integrante.
Artigo 3.º
Alteração ao anexo II à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro
O anexo II à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro, é alterado com a redação constante do
anexo II à presente lei e da qual faz parte integrante.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
4
Artigo 4.º
Norma revogatória
São revogados o n.º 2.2.2., o ponto 2 do n.º 7.2.3., os pontos 7 e 8 do n.º 7.3.4., o ponto 2
do n.º 8.7.2 e o ponto 2 do n.º 8.8.2 do anexo I à Lei n.º 73-B/2025, de 31 de dezembro.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 16 de abril de 2026
O Primeiro-Ministro
O Ministro da Presidência
O Ministro dos Assuntos Parlamentares
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
5
ANEXO I
(a que se refere o artigo 2.º)
«ANEXO I
[...]
[...]
1 – [...]
1 - [...]
2 - [...]
2.1 - [...]
2.2 - [...]
2.2.1 - Recomendações Específicas por País
2.3 - [...]
3 - [...]
3.1 - [...]
3.1.1 - [...]
3.2 - [...]
3.2.1 - [...]
3.3 - [...]
3.3.1 - [...]
3.3.2 - [...]
4 - [...]
4.1 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
6
4.1.1 - [...]
4.2 - [...]
4.2.1 - [...]
4.2.2 - [...]
4.3 - [...]
4.3.1 - [...]
4.3.2 - [...]
4.3.3 - [...]
4.3.4 - [...]
4.4 - [...]
4.4.1 - [...]
4.5 - [...]
4.5.1 - [...]
5 - [...]
5.1 - [...]
5.1.1 - [...]
5.1.2 - [...]
5.1.3 - [...]
5.1.4 - [...]
5.1.5 - [...]
5.1.6 - [...]
5.1.7 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
7
5.2 - [...]
5.2.1 - [...]
5.3 - [...]
5.3.1 - [...]
5.3.2 - [...]
5.3.3 - [...]
5.4 – Ensino superior, ciência e inovação
5.4.1 - Promover equidade no acesso e sucesso no ensino superior e reforçar a integração
com o mercado de trabalho
5.4.2 - Transformar talento e conhecimento em valor social, económico, cultural e ambiental
5.5 - [...]
5.5.1 - [...]
5.6 - [...]
5.6.1 - [...]
5.7 - [...]
5.7.1 - [...]
5.8 - [...]
5.8.1 - [...]
5.9 - [...]
5.9.1 - [...]
6 - [...]
6.1 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
8
6.1.1 - [...]
6.1.2 - [...]
6.2 - [...]
6.2.1 - [...]
6.3 - [...]
6.3.1 - [...]
6.4 - [...]
6.4.1 - [...]
6.4.2 - [...]
7 - [...]
7.1 - [...]
7.1.1 - [...]
7.1.2 - [...]
7.1.3 - [...]
7.1.4 - [...]
7.1.5 - [...]
7.1.6 - [...]
7.2 - [...]
7.2.1 - [...]
7.2.2 - [...]
7.2.3 - [...]
7.2.4 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
9
7.2.5 - [...]
7.2.6 - [...]
7.2.7 - [...]
7.3 - [...]
7.3.1 - [...]
7.3.2 - [...]
7.3.3 - [...]
7.3.4 - [...]
7.3.5 - [...]
7.3.6 - [...]
7.4 - [...]
7.4.1 - [...]
7.4.2 - [...]
7.4.3 - [...]
7.5 - [...]
7.5.1 - [...]
7.5.2 - [...]
7.5.3 - [...]
7.5.4 - [...]
7.6 - [...]
7.6.1 - [...]
8 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
10
8.1 - [...]
8.1.1 - [...]
8.1.2 - [...]
8.2 - [...]
8.2.1 - Fortalecimento da capacidade operacional das forças e serviços de segurança, em
especial para combater a criminalidade violenta e grave, o tráfico de droga e a criminalidade
organizada
8.3 - [...]
8.3.1 - [...]
8.4 - [...]
8.4.1 - [...]
8.5 - [...]
8.5.1 - [...]
8.6 - [...]
8.6.1 - [...]
8.7 - [...]
8.7.1 - [...]
8.7.2 - [...]
8.7.3 - [...]
8.8 - [...]
8.8.1 - [...]
8.8.2 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
11
9 - [...]
9.1 - [...]
9.1.1 - [...]
9.2 - [...]
9.2.1 - [...]
9.2.2 - [...]
9.3 - [...]
9.3.1 - [...]
9.4 - [...]
9.4.1 - [...]
10 - [...]
10.1 - [...]
10.1.1 - [...]
10.2 - [...]
10.2.1 - [...]
10.3 - [...]
10.3.1 - [...]
10.4 - [...]
10.4.1 - [...]
10.5 - [...]
10.5.1 - [...]
10.5.2 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
12
10.6 - [...]
10.6.1 - [...]
10.7 - [...]
10.7.1 - [...]
11 - [...]
11.1 - [...]
11.1.1 - [...]
11.2 - [...]
11.2.1 - [...]
11.2.2 - [...]
11.2.3 - [...]
11.2.4 - [...]
11.3 - [...]
11.3.1 - [...]
12 - [...]
12.1 - [...]
12.1.1 - [...]
12.2 - [...]
12.2.1 - [...]
12.3 - [...]
12.3.1 - [...]
12.4 - [...]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
13
12.4.1 - [...]
12.5 - [...]
12.5.1 - [...]
12.6 - [...]
12.6.1 - [...]
12.7 - [...]
12.7.1 - [...]
12.7.2 - [...]
2 – [...]
2.1 - […]
2.2 - […]
A eficácia de um instrumento de planeamento transversal estratégico de médio prazo é
aferida não apenas pela sua capacidade de responder aos desafios nacionais e do presente,
mas também pelo seu alinhamento com os compromissos internacionais e pela sua robustez
e coerência perante as grandes transformações em curso e emergentes. As Grandes Opções
2025-2029 foram concebidas sob esta dupla perspetiva: orientar as medidas de política
pública para responder aos desafios nacionais e do presente e, simultaneamente, posicionar
Portugal de forma consciente e estratégica no contexto internacional para responder aos
efeitos expectáveis, de impacto profundo e duradouro, das grandes transformações
emergentes. Assim, no sentido de garantir o alinhamento entre vários instrumentos e
estratégias de referência, importa referir que nas Grandes Opções 2025-2029 já havia sido
apresentado o alinhamento com as Megatendências 2050 e com os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), pelo que se remete para esse documento a análise
dessa matriz de interligação. Adicionalmente, reconhecendo que o alinhamento com as
Recomendações Específicas por País (REP), no âmbito do Semestre Europeu, não tinha sido
ainda explicitado de forma sistemática nas Grandes Opções 2025-2029, a presente alteração
formaliza essa articulação.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
14
2.2.1. Recomendações Específicas por País
No quadro do Semestre Europeu, as Recomendações Específicas por País (REP) constituem
orientações fundamentais da Comissão Europeia para a implementação de reformas
estruturais e investimentos com uma dupla finalidade. Por um lado, visam a correção de
desequilíbrios estruturais internos e a resolução de vulnerabilidades específicas da economia
e sociedade portuguesas. Por outro lado, estas orientações são desenhadas para que Portugal
contribua para o cumprimento dos objetivos e mitigação dos desafios comuns a todos os
Estados-Membros, assegurando uma resposta coordenada e resiliente no contexto da União
Europeia.
O Quadro 1 apresenta o alinhamento estratégico entre os Eixos Prioritários e as REP
dirigidas a Portugal em 2025. Este alinhamento é estabelecido através de uma análise
qualitativa e integrada da dimensão estratégica e orçamental de todos os elementos – medidas
de política pública, objetivos estratégicos e metas – que compõem cada eixo, aferindo o seu
contributo para a resolução dos desafios identificados nas REP.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
15
Quadro 1 – Alinhamento das Grandes Opções 2026-2029 com as Recomendações Específicas por País
(REP) dirigidas a Portugal (2025)
Recomendações Específicas
por País (REP) dirigidas a
Portugal (2025)
Eixos Prioritários
I II III IV V VI VII VIII IX X
REP
1
Reforçar investimento
em Segurança e Defesa,
garantindo
sustentabilidade da
dívida.
Respeitar limites de
crescimento da
despesa, usando a
flexibilidade para a
Defesa.
Implementar medidas
para assegurar a
sustentabilidade do
sistema de pensões.
● ○ ○ ○ ●
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
16
REP
2
Acelerar a execução do
PRR, incluindo o
capítulo REPowerEU.
Intensificar a execução
dos fundos de coesão
(FEDER, FTJ, FSE+,
FC), aproveitando, se
for caso, a revisão
intercalar.
Reforçar a utilização de
instrumentos
financeiros da UE
(InvestEU, STEP) para
aumentar a
competitividade.
○ ○ ● ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
17
REP
3
Simplificar
regulamentação e
reduzir encargos
administrativos para
empresas.
Melhorar
licenciamento,
promover inovação e
reforçar capital de risco
nacional.
Aumentar eficiência
dos tribunais
administrativos e fiscais
e melhorar a
administração
tributária.
Reforçar políticas
públicas baseadas em
dados, investigação e
participação das partes
interessadas.
○ ● ● ○ ● ○ ○
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
18
REP
4
Reduzir dependência
de combustíveis fósseis,
eliminando subsídios e
investindo em
transportes
sustentáveis.
Acelerar renováveis
com regras previsíveis e
licenciamento digital;
reforçar
armazenamento e
redes.
Desenvolver
competências para a
transição ecológica,
especialmente na
administração pública.
Intensificar
investimento em
eficiência energética,
economia circular e
gestão integrada da
água.
○ ○ ● ●
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
19
REP
5
Garantir acesso
equitativo a cuidados de
saúde e cuidados
continuados
sustentáveis.
Melhorar competências
da população e reforçar
educação de adultos
alinhada com o
mercado de trabalho.
Responder ao
problema da habitação:
aumentar oferta,
mobilizar imóveis
devolutos e melhorar
ligações de transporte
público.
○ ○ ○ ○ ● ● ●
● Contributo principal | ○ Contributo secundário
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
20
A articulação estratégica entre os Eixos Prioritários e as REP revela uma convergência
substancial entre as prioridades nacionais e as orientações europeias, visando
simultaneamente a correção de vulnerabilidades nacionais e a contribuição para a
materialização das prioridades comuns da UE. Os Eixos I e X assumem um papel
determinante ao endereçar a REP 1, garantindo o reforço do investimento em Segurança e
Defesa necessário para responder aos novos desafios geopolíticos, em equilíbrio com a
sustentabilidade da dívida pública e do sistema de pensões. As vertentes orçamental e de
sustentabilidade da segurança social da REP 1 são asseguradas pelo Eixo I, que promove a
valorização dos rendimentos e a Justiça Social de forma equilibrada e compatível com a
sustentabilidade das contas públicas. O Eixo III, em particular, afirma-se como um dos
pilares mais transversais, contribuindo para a totalidade das recomendações – com especial
incidência na execução de fundos (REP 2) e na modernização e eficiência administrativa
(REP 3).
No domínio da Administração Pública e contexto empresarial (REP 3), o Eixo II destaca-se
como o motor da modernização, reorganização e digitalização dos serviços públicos,
simplificação regulatória e redução de encargos para as empresas e cidadãos. Para esta mesma
recomendação, contribui o Eixo VI, através da promoção de reformas que visam melhorar
a eficiência e celeridade da justiça administrativa e fiscal e o combate à corrupção.
Simultaneamente, os Eixos VIII e IX surgem como os pilares da transição climática (REP
4), focando-se na redução da dependência de combustíveis fósseis através da ferrovia e
infraestruturas energéticas, na expansão das renováveis e na gestão integrada da água.
Por fim, as dimensões social e dos serviços públicos, identificadas na REP 5, são asseguradas
pelos Eixos V, VII e VIII, contando ainda com o contributo do Eixo IV no que respeita à
integração de imigrantes. Estes eixos materializam o compromisso de garantir o acesso
equitativo à saúde e educação, reforçar a formação de adultos e responder ao problema da
habitação, e melhorar das redes de transporte público.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
21
Em suma, a distribuição dos contributos pelos dez eixos evidencia uma estratégia int egrada
de reformas e investimentos que utilizam a flexibilidade e os vários instrumentos de
financiamento nacionais e europeus para promover o desenvolvimento económico e a
coesão social e territorial.
2.2.2 - [Revogado]
2.3 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 3 – Programação plurianual do financiamento relativo às medidas e aos investimentos previstos
para cada um dos eixos prioritários
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
22
Quadro 4 – Fontes de financiamento para cada um dos eixos prioritários
Nota Metodológica
O Quadro de programação plurianual para financiamento das medidas de política pública
contempla a projeção de execução dos investimentos previstos no PRR, em outras fontes
europeias previstas no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2021 -2027) –
nomeadamente os fundos da Política de Coesão, acordados através do PT2030, o
Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE), os fundos da Política Agrícola
Comum, enquadrados no PEPAC, do FEAMPA, através do Programa Mar 2030 e
investimentos previstos no Mecanismo Interligar Europa (MIE) – contemplando ainda
medidas de política financiadas através de fontes de financiamento nacionais, incluindo as
contrapartidas públicas nacionais (CPN) dos fundos europeus, o Fundo Ambiental (FA) e
medidas cujo financiamento está previsto no Orçamento do Estado (OE) de natureza fiscal,
valorização de carreiras, apoio social e investimento na Defesa. Este quadro não contempla
medidas relativas ao PTRR recentemente anunciado. As projeções de execução para o PRR
e para o PT20 30 foram elaboradas tendo em consideração a diferente natureza destes
instrumentos e o respetivo estágio de execução.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
23
As medidas de política financiadas pelo PRR incluem as previsões de pagamento para o
período de referência entre 2026 e 2027 pelo que não são considerados os montantes já
transferidos em 2021-2025 para esses beneficiários. Estes dois pressupostos explicam as
diferenças entre os valores reportados no Quadro e os valores globais inscritos no PRR. Os
valores ora apresentados refletem o resultado da Reprogramação aprovada em abril de 2025
e da Revisão para a Simplificação aprovada em dezembro de 2025, e preveem a existência de
pagamentos a Beneficiários Diretos e Finais, durante o ano de 2027. A abordagem
metodológica seguida para a previsão de pagamentos a beneficiários diretos e finais não é
compatível com uma comparação direta com o cronograma de montantes contratados com
beneficiários diretos e beneficiários intermediários.
Em particular, nos fundos programados ao abrigo do Quadro Financeiro Plurianual da União
Europeia 2021-2027, o exercício previsional de execução dos fundos considera, também, o
horizonte temporal 2026-2029, pelo que os montantes apresentados ao longo do documento
não são diretamente comparáveis com os montantes constantes nos documentos de
programação conhecidos, cuja execução se prolonga, em regra, até 2029 (regra n+2) e até
2030 (regra n+3) para os programas que, na revisão intercalar realizada em 2025, transferiram
mais de 10% do seu montante para as novas prioridades europeias.
Para os fundos da Política de Coesão, foi considerada a previsão de execução para o período
2026 a 2029, no âmbito do Quadro Plurianual das Despesas Públicas (QPDP). A
correspondência aos eixos prioritários foi elaborada a partir das tipologias de ação que
integram os objetivos específicos. Quando um objetivo abrangia várias áreas, o valor foi
atribuído em função do peso relativo de cada área.
Os montantes relativos ao PT2030 apenas consideram o financiamento através do FEDER,
FSE+, Fundo de Coesão e Fundo para uma Transição Justa (FTJ), pelo que não incluem os
fundos dirigidos especificamente à Aquicultura e Pescas (FEAMPA), nem ao Asilo e
Migrações (FAMI).
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
24
Para a Contrapartida Pública Nacional (CPN), e para o período 2026-2029, é considerada
uma estimativa dos fundos incluídos no PT2030 e no PEPAC, bem como de outros fundos
europeus como o Mecanismo Interligar Europa, quando aplicável.
Os valores referentes ao PEPAC foram ajustados, tendo em consideração a 3ª
reprogramação do PEPAC - aprovada por Decisão de Execução da Comissão Europeia de
4 de fevereiro de 2025, que teve como objetivo manter a capacidade de resiliência das
explorações e atendendo ao contexto de evolução dos instrumentos de financiamento
disponíveis, nomeadamente no âmbito do Plano Nacional de Regadios (RCM nº 206-
A/2023). Esta reprogramação teve como consequência ajustes entre a distribuição das
dotações das intervenções do PEPAC – FEADER, tendo sido necessário rever a
orçamentação das intervenções inscritas no PEPAC face ao histórico e às necessidades de
investimento inventariadas, nomeadamente para acomodar a dotação a atribuir às
intervenções que decorrem da reprogramação.
No caso do Fundo Ambiental (FA), para o ano de 2026 consideraram-se os valores do
Despacho n.º 14805-B/2025, de 12 dezembro e o valor total aprovado no Orçamento de
Estado de 2026. A desagregação por áreas temáticas baseou-se na estimativa disponível nas
Grandes Opções 2024-2028 e POENMP 2025-2028. Adicionalmente, assumiu-se que para
os anos de 2026 a 2028 serão assumidos novos compromissos plurianuais. Neste exercício
foram consideradas as receitas do CELE 2 (Comércio Europeu de Licenças de Emissão,
Diretiva (UE) 2023/959) e do Fundo Social para o Clima (FSC), existe alguma incerteza
associada às estimativas destes valores decorrente, também da necessária harmonização
legislativa por transposição da Diretiva Europeia nesta matéria. Assume-se, de uma forma
conservadora, que se mantém a importância e repartição das áreas temáticas para os anos de
2027, 2028 e 2029, e igual a 2026.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
25
Relativamente ao SAFE, Portugal requereu assistência financeira no montante de 5 841 179
332 €. Para a distribuição dos montantes pelos anos de 2026 a 2029, tomou-se como
referência o Plano de Investimento na Indústria Europeia de Defesa que acompanhou o
pedido de assistência financeira apresentado por Portugal à Comissão Europeia,
posteriormente aceite por esta e adotado pelo Conselho. Dado que o ano de 2030 – último
ano abrangido por aquele Plano de Investimento – se encontra excluído do período das
Grandes Opções para 2026-2029, o montante de 866 810 000 €, correspondente ao valor
previsto para esse ano, fica igualmente excluído.
É incluído o financiamento através de fontes nacionais de um conjunto de medidas,
designadamente de cariz fiscal, de valorização de carreiras na função pública, de reforço de
apoios sociais e de investimento na Defesa.
Por outro lado, importa realçar que os exercícios de projeção foram realizados com base na
informação disponível à data, considerando as alterações que decorreram da revisão
intercalar do PT2030 e da reprogramação do PRR.
Foi adotada uma metodologia de classificação única. Ou seja, cada item, ou medida de
política pública, e o seu respetivo financiamento foram alocados a um único eixo prioritário.
Nos casos em que uma dada medida contribua para mais do que um eixo, foi aplicado um
ponderador de forma a repartir o financiamento por esses eixos. Os valores de financiamento
alocados aos eixos estratégicos “Imigração regulada e humanista” e “Segurança mais
próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção” são inferiores aos restantes eixos; esta
diferença explica-se principalmente por estes eixos se centrarem, em grande parte, em
intervenções de natureza administrativa e de reformas legislativas.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
26
Por fim, importa salientar que a alocação do financiamento é efetuada por Eixo Prioritário e
não por Ministério. Dada a natureza transversal de alguns Eixos Prioritários, designadamente
o Eixo II “Reforma do Estado e guerra à burocracia: simplificar a vida dos cidadãos e das
empresas”, diversas medidas de política pública e Instrumentos de Planeamento (IP) a ele
associados contribuem de forma substancial para outros Eixos Prioritários. É o caso,
nomeadamente, da Estratégia Digital Nacional (EDN), da Agenda Nacional para a
Inteligência Artificial (ANIA) e do Pacto de Competências Digitais que, embora associados
ao Eixo II, interligam-se também com o Eixo III “Criar riqueza, acelerar a economia e
aumentar o valor acrescentado”.
3 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 5 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário I «Uma política de
rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a Justiça Social»
Temas Objetivos Estratégicos Metas
Rendimentos
Aumentar os
rendimentos e aliviar a
carga fiscal sobre o
trabalho e pensões
Aumentar o salário médio em Portugal dos
atuais 1.600 euros para 2.000 euros até 2029
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
27
Poupança
Melhorar a literacia
financeira e incentivar a
poupança
Duplicar o número de publicações do
projeto "Finanças à Lupa" até 2029, face às
publicações efetuadas até final de 2025
Apoios sociais
e inclusão
Tornar os apoios sociais
mais eficazes e
integrados
Aumentar progressivamente o valor de
referência do Complemento Solidário para
Idosos (CSI) até atingir o montante de 870
euros em 2029
Reduzir a taxa de pobreza após transferências
sociais, em 3 p.p. até 2029
Em 2026, simplificar o regime das prestações
sociais através da sua agregação, diminuindo
o número de apoios com natureza similar em
90%
Promover a inclusão
Aumentar, até 2030, o número de
beneficiários do Serviço de Apoio à Vida
Independente face ao número de 2025
Aumentar, até 2030, o número de crianças e
jovens até aos 12 anos com medida de
acolhimento familiar, face ao valor de
referência em 2024
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
28
Quadro 6 - Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário I «Uma política de rendimentos que
valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a Justiça Social»
[…]
Quadro 7 - Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário I «Uma política de rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a Justiça
Social»
Designação Situação
Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030 Adotado
Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência
(ENIPD)*
Adotado
Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens 2025-2035 Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
29
Designação Situação
Nova Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em
Situação de Sem-Abrigo 2025-2030
Adotado
Plano de Ação da Estratégia Única dos Direitos das Crianças e
Jovens 2025-2035
Adotado
Plano de Ação da Garantia para a Infância 2022-2030 Adotado
Plano de Ação da Nova Estratégia Nacional para a Integração de
Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2025-2026
Adotado
Plano de Ação do Envelhecimento Ativo e Saudável 2023-2026 Adotado
Estratégia Nacional para os Direitos das Pessoas com Deficiência
2026-2030
A elaborar
Estratégia Nacional para a Longevidade A elaborar
Plano de Ação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza
2026-2030
A elaborar
Plano de Ação para a Nova Estratégia Nacional para a Integração
de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2027-2028
A elaborar
Plano de Ação para a Nova Estratégia Nacional para a Integração
de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2029-2030
A elaborar
Plano Nacional de Formação Financeira A elaborar
Planos de Ação da Estratégia Nacional para a Inclusão de Pessoas
com Deficiência 2026-2030
A elaborar
* Adotada até à entrada em vigor da Estratégia para os Direitos das Pessoas com
deficiência 2026-2030
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
30
[…]
Quadro 8 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário I «Uma
política de rendimentos que valoriza o trabalho e a poupança, o mérito e a Justiça Social»
3.1 - […]
3.1.1 - […]
3.2 - […]
3.2.1 - […]
3.3 - […]
3.3.1 - […]
3.3.2 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
[…];
[…];
[…];
[…];
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
31
[…];
[…];
Elaboração da Lei do Financiamento do Sector Social e Solidário;
4 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 9 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário II «Reforma do Estado e
guerra à burocracia: simplificar a vida dos cidadãos e das empresas»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
No plano da
simplificação dos
procedimentos
Combate à
burocracia que
prejudica as
empresas e os
cidadãos
Rever, até 2026, com medidas de
simplificação, os seguintes pacotes
legislativos: Código dos Contratos Públicos
(CCP); Lei do Tribunal de Contas (LOPCT);
Código de Procedimento Administrativo
(CPA); Licenciamento Ambiental;
Licenciamento Industrial; Justiça
administrativa e fiscal (CPTA); e
Simplificação dos Atos Societários
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
32
No plano da
digitalização da
Administração
Pública
Reforma da
governação,
organização e da
prestação do setor
público
administrativo
Aprovar, até 2027, o Novo Regime de
Interoperabilidade da Administração Pública
Aumentar em 15%, até 2029, as poupanças
em € e em horas via interoperabilidade da
AP , face ao período 2007-2025, que se situa
no 1 M€/ano e 70 milhões de horas/ano
Inovação,
empreendedorismo
e digitalização
Até 2030, assegurar 100% dos serviços
públicos digitais
Aprovar, até 2027, um novo modelo para
Compras Públicas Tecnológicas (criação de
Acordos-Quadro e CCP Digital)
No plano orgânico-
institucional
Reforma da
governação,
organização e da
prestação do setor
público
administrativo
Proceder à reforma orgânica dos ministérios
e rever a orgânica do IMT, IHRU e Camões
- Instituto da Cooperação e da Língua, I. P.,
até 2026
Até 2028, rever e simplificar as jornadas dos
cidadãos e empresas
Simplificação
transversal
Até 2027, aumentar o número de Lojas de
Cidadão de 77 para 89, de Espaços Cidadão
de 1042 para 1100 e de unidades de apoio
móveis de 10 para 14
Inovação,
empreendedorismo
e digitalização
Até 2029, alcançar 75% de PMEs a usarem
IA
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
33
Processo de
descentralização
Rever o Regime Financeiro das Autarquias
Locais e Entidades Intermunicipais, durante
o ano 2026, visando aprofundar, entre outras
matérias, o processo de descentralização em
áreas como as estradas, edifícios públicos e
habitação
No plano
orçamental
Revisão da despesa
pública e reforma
do processo
orçamental
Implementar, até 2029, a orçamentação por
programas plurianual em todas as áreas
governativas
Até 2029, aumentar em 4% o valor estimado
de poupança no âmbito dos exercícios de
revisão de despesa, atualmente nos 240
milhões de euros
No plano dos
trabalhadores da
Administração
Pública
Promover uma
cultura de serviço
público de
excelência
Até 2030, capacitar 2,8 milhões de
portugueses em competências digitais, dos
quais um mínimo de 75% em: i) idades
compreendidas entre 45 - 70 anos; ii)
residentes em zonas rurais e iii) com
escolaridade inferior ao ensino secundário
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
34
Quadro 10 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário II «Reforma do Estado e guerra à
burocracia: simplificar a vida dos cidadãos e das empresas»
[…]
Quadro 11 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário II «Reforma do Estado e guerra à burocracia: simplificar a vida dos cidadãos e das
empresas»
Designação Situação
Agenda Nacional de Inteligência Artificial Adotado
Compete 2030 - Programa Temático Inovação e Transição Digital Adotado
Estratégia Digital Nacional Adotado
Estratégia para a Transformação Digital na Administração Pública
2021-2026
Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
35
Designação Situação
Pacto de Competências Digitais Adotado
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – Recuperar Portugal,
Construindo o Futuro
Adotado
Programa de Assistência Técnica 2030 Adotado
Plano de Renovação e Aumento dos Serviços Públicos Digitais A elaborar
[…]
Quadro 12 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário II
«Reforma do Estado e guerra à burocracia: simplificar a vida dos cidadãos e das empresas»
4.1 - […]
4.1.1 - […]
4.2 - […]
4.2.1 - […]
4.2.2 - […]
4.3 - […]
4.3.1 - […]
4.3.2 - […]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
36
4.3.3 - […]
[…]:
[…];
Criar um plano acelerado de formação em IA para a Administração Pública, para
integrar todos os trabalhadores no processo de transformação tecnológica. Este
plano assegura que a IA é usada como instrumento de valorização profissional,
permitindo aos trabalhadores adquirir competências para usar ferramentas
tecnológicas;
Adotar a IA nos serviços públicos para respostas mais rápidas e serviços mais simples
para cidadãos e empresas. Estes projetos focam-se em problemas específicos e em
áreas tais como licenciamento e verificação processual, permitindo libertar os
funcionários para tarefas de maior valor acrescentado;
Desenvolver um novo Regime de Interoperabilidade, assegurando partilha segura e
eficiente de informação;
Promover serviços públicos digitais, desenvolver o portal e app gov.pt,
acrescentando novos serviços;
Desenvolver o modelo omnicanal de atendimento, com novos Espaços e Lojas de
Cidadão físicas e móveis.
4.3.4 - […]
4.4 - […]
4.4.1 - […]
4.5 - […]
4.5.1 - […]
5 - […]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
37
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 13 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário III «Criar riqueza,
acelerar a economia e aumentar o valor acrescentado»
Temas Objetivos Estratégicos Metas
Competitividade
fiscal e laboral
Melhorar o ambiente
fiscal e incentivar o
investimento
Reduzir gradualmente o IRC até aos 17%
até 2029
Aumentar a
produtividade e a
flexibilidade laboral
Proceder à revisão da legislação laboral até
2026
Alinhar a formação
profissional com o
mercado e o valor
acrescentado
Até ao final de 2029, lançar um programa
de formação e qualificação dos gestores,
com vista a melhorar as práticas de gestão
Valorizar o trabalho
Reduzir a taxa de desemprego jovem 16-24
anos face ao valor registado em 2025
Igualdade de
oportunidades e de
tratamento entre
Até 2030, reduzir as disparidades salariais
entre homens e mulheres (gender pay gap)
face ao valor registado em 2025
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
38
mulheres e homens no
trabalho e emprego
Implementar em 2026 a Diretiva (EU)
2023/970, relacionada com a transparência
salarial e a Diretiva (EU) 2022/2381
(Women on boards)
Promover um sistema
de proteção social e de
distribuição de apoios
sociais mais justo e
universal
Elaborar um Código das Prestações Sociais
e reduzir o número de diplomas em vigor
(45) em 90%, até 2027
Continuar a reforçar a
sustentabilidade do
sistema previdencial da
segurança social
Até 2029, reforçar o FEFSS com
transferências em todos os anos que haja
excedente no sistema da Segurança Social
Concorrência e
regulação
Promover a
concorrência, a
liberdade económica e a
regulação especializada
independente nos
setores regulados
Durante o primeiro semestre de 2026,
proceder a uma avaliação da temática
relativa à independência das entidades
reguladoras, através da Comissão para o
Reforço da Independência das Entidades
Reguladoras, criada pelo Despacho n.º
15226-A/2025, de 22 de dezembro
Empresas
Financiamento e
crescimento empresarial
Até 2029, criar um Fundo de Fundos, com
compromissos de três fundos por ano,
mobilizando 200M€ de financiamento
público e privado por ano
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
39
Elevar o portefólio de garantias financeiras
de crédito do BPF para 5% do PIB, até 2029
Apoiar a tesouraria das
empresas nacionais
Garantir a totalidade dos pagamentos de
incentivos a empresas, pelas entidades
públicas, a 30 dias, até 2029
Transformar custos de
contexto em
oportunidades
Alcançar um crescimento médio do PIB
superior à média europeia, ao longo da
legislatura
Ensino
Superior, ciência
e inovação
Promover equidade no
acesso e sucesso no
ensino superior e
reforçar a integração
com o mercado de
trabalho
Aumentar a percentagem de adultos entre
os 25-34 anos com diploma de ensino
superior, que deverá ser superior a 50% até
2030
Reduzir o percentual de bolseiros a receber
a bolsa mínima, que deverá ser inferior a
10% em 2030
Transformar talento e
conhecimento em valor
social, económico,
cultural e ambiental
Aproximar, até 2030, o valor de 3% do PIB
de investimento (público e privado) em
Ciência e Inovação
Fundos
Europeus
Acelerar a execução e
otimizar os Fundos
Europeus
Executar os Marcos e Metas do PRR até
agosto de 2026
Executar 6 mil M€ do PT2030, de forma a
alcançar a meta do N+3 até 2026
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
40
Até 2029, assegurar a mobilização plena das
linhas de garantia destinadas ao
investimento empresarial no âmbito do
Portugal 2030
Gestão
territorial
Reduzir desigualdades e
promover o
investimento fora dos
grandes centros
Até 2029, continuar a bonificar os
territórios de baixa densidade no que
concerne a abertura de Avisos do PT2030
Apresentar o Pacto para o Interior, até 2026
Comemorar os 50 anos das primeiras
eleições autárquicas, até 2027
Turismo
Promover o turismo
sustentável e a
valorização de recursos
locais
Lançar a Estratégia Turismo 2035, durante
2026
Agricultura,
florestas e
pescas
Aumentar a
produtividade e o valor
acrescentado nos
setores primários
Até 2029, beneficiar mais de 13% das
explorações agrícolas com apoio ao
investimento para reestruturar e
modernizar
Até 2030, aumentar o VAB da economia
do mar em 30%, face ao valor registado
em 2025
Até 2029, investir mais de 167 M€ na
melhoria do desempenho do setor florestal
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
41
Juventude
Aumentar as
oportunidades e
condições de vida para
os jovens em Portugal
Reduzir para menos de 8%, até 2030, a
percentagem de jovens (15–29 anos) que
não estão empregados, nem em educação
ou formação (NEET)
[…]
Quadro 14 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário III «Criar riqueza, acelerar a economia
e aumentar o valor acrescentado»
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
42
Quadro 15 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário III «Criar riqueza, acelerar a economia e aumentar o valor acrescentado»
Designação Situação
Pacto de Competências Digitais Adotado
Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030 "Terra futura" Adotado
Agenda para a Competitividade do Comércio e Serviços 2030 Adotado
Compete 2030 - Programa Temático Inovação e Transição Digital Adotado
Estratégia Digital Nacional Adotado
Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2025-
2030
Adotado
Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica (ENAB) Adotado
Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira
(ENGIZC)
Adotado
Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-
2030 (ENIND)
Adotado
Estratégia Nacional para as Florestas (ENF) Adotado
Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 (ENM 2021-2030) Adotado
Estratégia Nacional para os Semicondutores Adotado
Estratégia Nacional para os Territórios Inteligentes Adotado
Estratégia Nacional para uma Especialização Inteligente 2030 Adotado
Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos
Comerciais do Continente
Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
43
Designação Situação
Estratégia para os Portos Comerciais do Continente 2025-2035 ―
PORTOS 5+
Adotado
Estratégia Turismo 2027 Adotado
Floresta 2050, Futuro +Verde Adotado
Mar 2030 Adotado
Plano de ação da Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 Adotado
Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC) 2030 Adotado
Plano Estratégico da Pequena Pesca Adotado
Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC 2023-
2027)
Adotado
Plano Reativar o Turismo | Construir o Futuro Adotado
Planos de Ação no âmbito da Estratégia Nacional para a
Igualdade e a Não Discriminação — Portugal + Igual (2023-2026)
Adotado
Portugal Espaço 2030 Adotado
Programa “Portugal sou Eu” Adotado
Programa Crescer com o Turismo Adotado
Programa de Assistência Técnica 2030 Adotado
Programa Internacionalizar 2030 Adotado
Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território
(PNPOT) Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
44
Designação Situação
Programa Reforçar – Medidas de apoio à competitividade,
exportação e internacionalização
Adotado
Programa SCRI.PT Adotado
Plano Nacional de Ação para a Conduta Empresarial Responsável
e Direitos Humanos (PNACERDH)
A rever
Programa 'Semente' A rever
Agenda Nacional da Juventude A elaborar
Agenda Nacional para a Inteligência Artificial A elaborar
Agenda para a ação climática no turismo A elaborar
Agenda para a tecnologia e inteligência artificial no turismo A elaborar
Estatuto do Jovem Pescador A elaborar
Estratégia para a captação de grandes projetos industriais A elaborar
Estratégia para a rede nacional de mercadores abastecedores A elaborar
Estratégia para estreitar relações com o Mercosul A elaborar
Estratégia Turismo 2035 A elaborar
Pacto para o Interior A elaborar
Plano de Ação para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor
Vitivinícola da Região Demarcada do Douro
A elaborar
Plano de Ação para o Mar A elaborar
Plano de ação para reforçar a 'Marca Portugal' A elaborar
Plano Nacional para a Aquicultura A elaborar
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
45
Designação Situação
Plano para as Cooperativas Agrícolas A elaborar
Plano Territorial de Investimentos A elaborar
Planos Diretores Municipais A elaborar
Planos Regionais de Ordenamento do Território A elaborar
Programa “Primeiro Pessoas”, que visa a transformação digital da
Segurança Social
A elaborar
Programa de aceleração de referência internacional dedicado a
startups focadas em 'deep tech'
A elaborar
Programa de acompanhamento pós-investimento para projetos de
dimensão significativa
A elaborar
Programa de agendas mobilizadoras que estimule a capacidade
industrial de Portugal no domínio da Defesa
A elaborar
Programa de apoio ao registo de patentes e de outra propriedade
intelectual das empresas portuguesas a nível internacional
A elaborar
Programa de apoio às 'Compras Públicas de Inovação' A elaborar
Programa de capacitação e de apoio técnico e financeiro às PME
para a adoção e implementação do Passaporte Digital do Produto
A elaborar
Programa de garantias bancárias em modelo de portfólio A elaborar
Programa de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal A elaborar
Programa de simplificação e desburocratização sequencial dos
processos de licenciamento de diferentes setores da economia A elaborar
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
46
Designação Situação
Programas de apoio a projetos em modelo de 'agenda', que
abranjam todas as etapas do ciclo de inovação
A elaborar
Programas de gestão inteligente dos destinos e de promoção da
mobilidade sustentável pelo território
A elaborar
Roteiro Nacional para o Empreendedorismo A elaborar
[…]
Quadro 16 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário III «Criar
riqueza, acelerar a economia e aumentar o valor acrescentado»
5.1 - […]
5.1.1 - […]
5.1.2 - […]
5.1.3 - […]
5.1.4 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
47
[…];
[…];
[…];
[…];
Estabelecer a regulamentação jurídica do trabalho prestado em meio prisional, tomar
medidas que potenciem o trabalho durante o cumprimento da pena e que promovam
a inserção laboral após o cumprimento da pena.
5.1.5 - […]
5.1.6 - […]
5.1.7 - […]
5.2 - […]
5.2.1 - […]
5.3 - […]
5.3.1 - […]
5.3.2 - […]
5.3.3 - […]
5.4 - Ensino superior, ciência e inovação
[…]
5.4.1 - Promover equidade no acesso e sucesso no ensino superior e reforçar a integração
com o mercado de trabalho
[…]:
[…];
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
48
Criar condições para que as instituições de ensino superior assegurem o bem-estar e
o sucesso dos estudantes do ensino superior, promovendo a inovação pedagógica e
condições favoráveis ao bem-estar dos estudantes;
Flexibilizar e adequar a oferta das Instituições de Ensino Superior às necessidades da
sociedade e da economia, reforçando a oferta e atratividade das formações em áreas
com elevada procura de qualificações de nível superior, os Cursos para Técnicos
Superiores Profissionais, as microcredenciais, a atração de públicos de todas as idades
e o alinhamento da oferta com o mercado de trabalho.
5.4.2 - Transformar talento e conhecimento em valor social, económico, cultural e
ambiental
Portugal afirma-se como um país que cria talento e conhecimento e os transforma em valor
económico, social, cultural e ambiental, através de um sistema de investigação e inovação
dinâmico, integrado, competitivo e orientado para a excelência. A articulação entre
investigação de elevada qualidade, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo de
base científica deverá impulsionar uma economia com maior valor acrescentado e
sustentável, reforçando o bem-estar das pessoas e a posição de Portugal na Europa e no
mundo. Pretende-se concretizar este objetivo estratégico mediante a implementação das
seguintes medidas:
Assegurar a sustentabilidade e qualidade do sistema científico e tecnológico, revendo
a Lei da Ciência e Inovação, reforçando a Agência para a Investigação e Inovação
(AI2), as condições de estabilidade e previsibilidade e investindo em infraestruturas
e parcerias científicas nacionais e internacionais;
Apoiar e fomentar a investigação fundamental, assegurando financiamento público
estável e previsível;
Valorizar o emprego científico, mediante um quadro jurídico orientado para a
promoção da excelência, da produtividade e do mérito.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
49
5.5 - […]
5.5.1 - […]
5.6 - […]
5.6.1 - […]
5.7 - […]
5.7.1 - […]
5.8 - […]
5.8.1 - […]
5.9 - […]
5.9.1 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
Lançamento de uma linha Nacional de Apoio no Combate ao Bullying nas Escolas.
6 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
50
Quadro 17 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário IV «Imigração regulada e
humanista»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
Quadro legal
da
nacionalidade
e imigração
regulada
Reforçar critérios
de atribuição da
nacionalidade
Publicar a revisão da Lei da Nacionalidade, até 30 de
junho de 2026
Acolhimento e
integração de
imigrantes
Promover pelo menos 2000 ações de aprendizagem
de Português Língua de Acolhimento (PLA) até ao
final de 2026
Controlo de
fronteiras e
segurança
Alargar cuidados
de proximidade
Publicar a Revisão da Lei de Estrangeiros e Centros
de Instalação Temporária, até 30 de junho de 2026
Concluir o processo de implementação do Sistema
EES (Sistema de entrada e saída) em 2026
Criminalidade
Combate à
imigração ilegal,
atuação
preventiva e de
proximidade
Realizar pelo menos 80 ações conjuntas de
fiscalização e prevenção pelas forças e serviços de
segurança, em articulação com a AIMA e entidades
inspetivas (ACT, ASAE e AT) contabilizadas, até 2029
Imigração
qualificada,
responsável e
integrada
Acolher e
integrar de
forma humanista
Atingir, em 2026, 75% dos mediadores linguísticos e
culturais capacitados por via de protocolos celebrados
com Entidades da Sociedade Civil
Atrair talento e o Contabilizar em 2026 50 concessões de visto de
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
51
regresso de
emigrantes
procura de trabalho para profissionais altamente
qualificados emitidas ao abrigo do disposto no Artigo
57.º - A da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho (Regime
jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento
de estrangeiros do território nacional)
[…]
Quadro 18 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário IV «Imigração regulada e humanista»
[…]
Quadro 19 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário IV «Imigração regulada e humanista»
Designação Situação
Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração - FAMI 2030 Adotado
Plano Nacional de Implementação do Pacto Global das Migrações Adotado
Programa Regressar Adotado
V Plano de Ação para a Prevenção e o Combate ao Tráfico de
Seres Humanos 2025-2027
Adotado
Plano Estratégico de atração, acolhimento e integração de A elaborar
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
52
Designação Situação
imigrantes
Programa Voltar A elaborar
[…]
Quadro 20 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário IV
«Imigração regulada e humanista»
6.1 - […]
Uma política de imigração humanista e regulada deverá acolher bem quem recebe,
assegurando a sua integração plena e efetiva na comunidade nacional, rejeitando a
inexistência de critérios ou controlo na gestão dos fluxos migratórios que gera desconfiança
na população nacional e prejudica a coesão social. Assim, deverão existir regras claras e
previsíveis, que dignifiquem a condição dos imigrantes.
Dever-se-á garantir a plena integração comunitária de cada imigrante. A concessão da
nacionalidade portuguesa apenas deverá ser admitida após esse processo de integração na
comunidade naciona l que pressuponha uma real ligação efetiva. Deverá rejeitar -se o
facilitismo recente na concessão da nacionalidade, garantindo o regresso à noção de ligação
efetiva, nomeadamente aumentando -se a exigência nos critérios de concessão da
nacionalidade.
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
53
6.1.1 - […]
6.1.2 - […]
[…]:
[…];
Criar um Plano Nacional para a Integração de Imigrantes e de Refugiados, orientado
para reforçar a aprendizagem da língua portuguesa, melhorar o acesso aos serviços
públicos e promover a integração social e profissional.
6.2 - […]
6.2.1 - […]
6.3 - […]
6.3.1 - […]
6.4 - […]
6.4.1 - […]
6.4.2 - […]
7 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
54
[…]
Quadro 21 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário V «Serviços essenciais a
funcionar para todos e com qualidade, com complementaridade entre oferta pública, privada e social»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
Saúde
Combater a
desigualdade de
acesso à Saúde
Implementar, até 2026, a lista de espera para
cirurgia (Sistema Nacional de Acesso a
Consulta e Cirurgia, SINACC)
Aumentar a eficiência
na Saúde
Garantir, até 2029, que 25% do
financiamento das EPE está associado a
modelos de estratificação pelo risco
Alargar cuidados de
proximidade
Contribuir para o aumento do acesso a
médico de família, garantindo, através da
celebração de convenções em MGF e da
abertura de USF-C, médico de família a mais
60.000 utentes até 2029
Transformação digital
na Saúde
Implementar, até 2029, o Registo de Saúde
Eletrónico Único
Promover a Saúde e
prevenir a doença
Garantir, até 2029, uma cobertura de 80%
dos programas nacionais de rastreio de base
populacional
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
55
Investimentos no
SNS
Aumentar em 5% ao ano o peso da cirurgia
robótica no total de cirurgias realizadas no
SNS, face ao valor registado em 2025
Iniciar a obra do Hospital Central do
Algarve até final de 2028
Educação
Modernizar o sistema
educativo e confiar
nas escolas públicas:
mais autonomia para
ensinar
Concluir a reforma do MECI, até 2027
Criação de ambientes
escolares seguros
Garantir, até 2029, 100% dos AE/EnA com
implementação monitorizada da proibição ou
restrição do uso de smartphones até ao 6.º
ano
Combater as
desigualdades sociais
Até 2030, reduzir a taxa de abandono precoce
de educação e formação para menos de 5%
Começar cedo: a
educação dos 0 aos 6
anos de idade
Até 2030, atingir uma taxa de cobertura da
Educação Pré-Escolar (EPE) na faixa etária
3-5 anos de 100%
Melhorar a qualidade
da aprendizagem dos
alunos
Garantir que, até 2029, pelo menos 90% dos
alunos do 2.º ano apresentam um
desempenho de leitura igual ou superior a 85
palavras lidas corretamente por minuto
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
56
Transformar
digitalmente o
sistema de
informação educativo
Concluir, até 2027, o processo de revisão dos
sistemas de informação
Valorizar os
professores
Até ao final do ano letivo 2029/2030,
recrutar mais 20 mil professores face ao ano
letivo 2024/2025
Cultura
Apoio às artes,
participação cultural e
promoção da criação
artística e do acesso à
cultura
Atingir, em 2028, um valor atribuído à cultura
no OE superior em 50%, face a 2024
Democratizar o
acesso à cultura
Garantir a plena implementação dos Selos
Espaços Culturais Acessíveis e Inclusivos
(SECAI) até final de 2026
Apoio ao cinema, à
criação audiovisual e
à preservação do
património
cinematográfico
Aumentar, em 2026, o número de
espetadores nas sessões da Cinemateca em
6%, face a 2024
Até 2029, digitalizar 125 novos filmes, face a
2025, e garantir a sua disponibilização pela
Cinemateca
Valorizar o
património cultural
Atingir 100% de execução do PRR
Investimento "Património Cultural" até 2026
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
57
Promoção da criação
literária, da leitura e
do património
arquivístico
Atingir 100% de execução do PRR
Investimento "Redes Culturais e Transição
Digital" até 2026
Aumentar em 75% o número de bolsas
literárias lançadas em 2026, face ao valor
atribuído em 2024
Rever o Regime Jurídico da Classificação e
Avaliação da Informação Arquivística
(RJCAIA) até 2026
Projetar Portugal no
panorama cultural
europeu e
internacional
Realizar, em 2026, 17 iniciativas de ação
cultural externa no âmbito da promoção do
livro e da literatura em língua oficial
portuguesa
Desporto
Promover estilos de
vida ativos e
saudáveis
Reduzir em 13%, até 2028, a percentagem de
pessoas que nunca pratica desporto, face ao
valor registado em 2022
Aumentar em 12%, até 2028, a percentagem
de alunos com prática regular no Desporto
Escolar, face ao valor registado em 2022
Garantir igualdade de
acesso e inclusão no
desporto
Reduzir em 0,5%, até 2028, a diferença na
taxa de atividade física entre homens e
mulheres, face à taxa registada em 2022
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
58
Reduzir em 15%, até 2028, a percentagem de
mulheres que nunca ou raramente pratica
Desporto, face à taxa registada em 2022
Apoiar, até 2028, 400 projetos de clubes e
associações desportivas que visem a inclusão
de pessoas com deficiência na prática
desportiva qualificada
Valorizar o talento e
o desporto de alto
rendimento
Aumentar em 2%, até 2028, o número de
atletas com estatuto de alto rendimento, face
ao número registado em 2023
Aumentar em 15%, até 2028, o número de
medalhas nos Jogos Olímpicos e
Paralímpicos, face ao número registado em
2024
Mobilidade
Diversificar a oferta
de mobilidade
Até 2029, lançar 5 procedimentos concursais
para concessões e subconcessões em serviços
de transporte
Até 2026, aprovar 5 diplomas necessários à
garantia do livre acesso a terminais e
interfaces de transporte e à regulamentação
do regime jurídico da mobilidade elétrica
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
59
Regular o ecossistema
da mobilidade e
transportes para
fomentar
desenvolvimento
económico e social
Aprovar, até 2026, um conjunto de 11
diplomas estruturantes para a modernização
do ecossistema da mobilidade, abrangendo os
direitos dos passageiros, os sistemas
automáticos de condução, a transformação
de veículos, os regimes do rent-a-car e rent-a-
cargo, os transportes euro-modulares, os
sistemas integrados de transportes, o ensino
da condução com tutor e o regime jurídico
dos centros de inspeção técnica de veículos
(CITV)
Combater a pobreza
de mobilidade e
promover a inclusão
com coesão social e
territorial
Rever, até 2026, o regime jurídico do
Programa de Incentivo ao Transporte
Público Coletivo de Passageiros
(Incentiva+TP) e aprovar a respetiva
regulamentação
Até 2029, garantir cobertura de serviços de
transporte público regular ou de soluções
flexíveis de mobilidade em todos os
territórios de baixa densidade
Acelerar a
transferência modal
para o transporte
público
Lançar, em 2026, 3 procedimentos aquisitivos
para a renovação e reforço do material
circulante do transporte público, incluindo
material ferroviário e de alta velocidade
Aumentar a oferta de transporte público
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
60
coletivo para pelo menos 6,9 mil milhões de
lugares.km até 2026
Implementar, até 2028, sistemas de bilhética
integrada e interoperável nos principais
sistemas de transporte público urbano e
metropolitano, garantindo a cobertura de
80% dos passageiros
Segurança Social
Transformação digital
da Segurança Social
Até 2027, celebração de um novo protocolo
de interoperabilidade plena entre a
Segurança Social e a Autoridade Tributária
Até 2026, reduzir em 50% o tempo médio
de resposta da Segurança Social, face ao
valor registado em 2025.
Até 2026, diminuir em 30% o atendimento
presencial da Segurança Social, face ao valor
registado em 2025
[…]
Quadro 22 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário V «Serviços essenciais a funcionar para
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
61
todos e com qualidade, com complementaridade entre oferta pública, privada e social»
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
62
Quadro 23 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário V «Serviços essenciais a funcionar para todos e com qualidade, com complementaridade
entre oferta pública, privada e social»
Designação Situação
Estratégia de Promoção da Acessibilidade e Inclusão nos Museus,
Monumentos e Palácios 2021-2025
Adotado
Estratégia Nacional de Luta contra o Cancro 2021-2030 Adotado
Estratégia Nacional para a Promoção da Saúde Renal e Cuidados
Integrados na Doença Renal Crónica 2023-2026
Adotado
Plano «Aprender Mais Agora» (Plano A + A) Adotado
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – Recuperar Portugal,
Construindo o Futuro
Adotado
Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo Adotado
Plano Nacional de Prevenção e Controlo de Doenças
Transmitidas por Vetores
Adotado
Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2030 Adotado
Programa Nacional para a Diabetes Adotado
Plano Nacional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e
das Dependências 2030
Adotado
Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026 Adotado
Programa de Incentivo ao Transporte Público Coletivo de
Passageiros (Incentiva+TP)
Adotado
Estratégia para o Digital na Educação A elaborar
Plano de Motivação dos Profissionais de Saúde A elaborar
Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2030 A elaborar
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
63
[…]
Quadro 24 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário V
«Serviços essenciais a funcionar para todos e com qualidade, com complementaridade entre oferta pública,
privada e social»
7.1 - […]
7.1.1 - […]
7.1.2 - […]
7.1.3 - […]
7.1.4 - […]
7.1.5 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
Melhorar o acesso da população privada da liberdade aos cuidados de saúde e gradual
integração dos cuidados de saúde a esta população no Serviço Nacional de Saúde;
Promover a saúde mental dos jovens internados em centros educativos e das pessoas
privadas da liberdade nos estabelecimentos prisionais, nomeadamente através de
protocolos com as Unidades Locais de Saúde;
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
64
Promover a qualidade da resposta terapêutica e das condições de internamento dos
cidadãos inimputáveis internados em unidades de saúde mental, nomeadamente
através da requalificação das unidades de internamento.
7.1.6 - […]
7.2 - […]
7.2.1 - […]
7.2.2 - […]
[…]:
[…];
Atualizar o enquadramento jurídico da Educação Inclusiva e rever o seu modelo
operacional, para melhorar a resposta aos alunos com necessidades educativas
específicas;
Implementar medidas de prevenção e intervenção, bem como canais de denúncia,
para enfrentar de forma eficaz o fenómeno do bullying e do cyberbullying nas escolas.
7.2.3 - […]
[…]:
[…];
[Revogado];
Formar e robustecer a intervenção dos mediadores linguísticos e culturais, que
apoiam os alunos estrangeiros recém-chegados na sua integração no sistema
educativo português e na sociedade e cultura portuguesas.
7.2.4 - […]
[…]:
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
65
[…];
Implementar um modelo validado para a formação do pessoal que trabalha em
creche.
7.2.5 - […]
[…]:
[…];
Reforçar as competências de leitura nos primeiros anos de escolaridade,
promovendo intervenções precoces, práticas pedagógicas baseadas em evidência,
acesso equitativo a recursos educativos e apoio sistemático às escolas e aos
professores;
Rever as Aprendizagens Essenciais e estabilizar a operacionalização da Estratégia
Nacional de Educação para a Cidadania nas escolas.
7.2.6 - […]
7.2.7 - […]
[…]:
[…];
Rever o Estatuto da Carreira Docente, tornando a carreira mais justa, atrativa,
transparente e equitativa;
Reforçar a capacidade de formação inicial de professores, através do alargamento dos
contratos-programa com instituições de ensino superior, assegurando mais vagas,
resposta às necessidades regionais e a sustentabilidade do sistema educativo.
7.3 - […]
7.3.1 - […]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
66
[…]:
[…];
[…];
[…];
Reforçar os serviços educativos e de mediação cultural, promovendo o contacto
regular dos jovens com a cultura e incentivando hábitos de fruição e criação cultural.
7.3.2 - […]
[…]:
[…]
[…]
[…]
Democratizar o acesso a museus, monumentos e palácios sob tutela do Ministério
da Cultura.
7.3.3 - […]
7.3.4 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
[…];
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
67
[…];
[Revogado];
[Revogado].
7.3.5 - […]
7.3.6 - […]
[…]:
[…];
Reforçar a internacionalização da cultura portuguesa, apoiando a participação de
artistas e instituições em plataformas e redes internacionais e promovendo parcerias
estratégicas, incluindo o fortalecimento da dimensão internacional da Coleção
Contemporânea do Estado (CACE);
Apoiar e executar a programação da Manifesta 17 – Bienal Nómada Europeia, a
realizar-se em Coimbra em 2028, potenciando a requalificação do espaço público, a
criação artística contemporânea, a participação da comunidade e a projeção nacional
e internacional da cidade e da região.
7.4 - […]
7.4.1 - […]
7.4.2 - […]
7.4.3 - […]
7.5 - […]
7.5.1 - […]
7.5.2 - […]
7.5.3 - […]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
68
7.5.4 - […]
[…]:
[…];
[…];
Promover a integração, intermodal e interoperadores do mesmo modo, tarifária e da
informação em tempo real aos passageiros;
Promover a renovação e reforço do material circulante dos serviços de transporte
ferroviário convencional e metropolitano, bem como da frota dos serviços de
transporte fluvial;
Promover a aquisição de material circulante de Alta Velocidade para a CP,
preparando-a para atuar em mercado concorrencial;
Reformular a Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa (ENMA).
7.6 - […]
7.6.1 - […]
8 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
69
Quadro 25 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário VI «Segurança mais
próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
Proximidade e
segurança
Reforço do
policiamento de
visibilidade, de
proximidade e
comunitário como
forma de reforçar a
tranquilidade
Concluir 40 intervenções em infraestruturas em
2026., nomeadamente em Comandos da GNR e
da PSP , Destacamentos Territoriais, Postos
Territoriais, Unidades de apoio, Unidades e
Subunidades especiais, Escola da Guarda,
Divisões Policiais, Esquadras e Instituto
Superior de Ciências Policiais e Segurança
Interna
Investir em novos
meios tecnológicos
capazes de aumentar
a capacidade de
vigilância das forças
de segurança
Autorizar e renovar 400 equipamentos de
videovigilância em 2026
Adquirir e distribuir 8.000 bodycams aos
elementos das forças de segurança em 2026
Reforço da
capacidade
operacional
Fortalecimento da
capacidade
operacional das
forças e serviços de
segurança, em
especial para
combater a
criminalidade violenta
Garantir a entrega, em 2026, às forças de
segurança, 600 veículos, 1.500 armas de
imobilização elétrica e 14.000 aplicadores de gás
pimenta
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
70
e grave, o tráfico de
droga e a
criminalidade
organizada
Aprovar o quadro plurianual de investimentos
em infraestruturas, equipamentos e de
recrutamento da Polícia Judiciária e do Corpo da
Guarda Prisional até 2026
Fortalecimento da
capacidade
operacional das
forças de Emergência
e Proteção Civil
Aprovar a nova Lei Orgânica da Proteção Civil
em 2026
Criar a Carreira de Bombeiros com a respetiva
tipificação até 2027
Aumentar o nº de efetivos da FEPC - Força
Especial de Proteção Civil, para atingir um total
de 1.000 operacionais em 2028
Sinistralidade
rodoviária
Aumentar a eficácia
na prevenção
Aprovar a Estratégia Nacional de Segurança
Rodoviária em 2026
Aumentar a eficácia na gestão das
contraordenações em 5%, em cada ano, até 2029
Reduzir a taxa de sinistralidade em 5%, em cada
ano, até 2029
Respostas a
novas
ameaças
Adaptar às novas
dinâmicas
sociodemográficas
Aprovar o enquadramento legal e do plano
tecnológico até 2027 e executar o plano a 100%
até 2031
Elaborar o Plano de Ação para Ameaças
Transfronteiriças até final de 2026
Rever o conceito estratégico de segurança
interna até 2028
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
71
Criminalidade
juvenil
Aumentar a eficácia
na prevenção
Planear a programação com a Educação e
Ensino Superior até 2027 e executar cinco
programas entre 2027 e 2031 (um para o 1.º
ciclo, um para o 2.º ciclo, um para o secundário
e dois para o ensino superior)
Reavaliar e reforçar o Programa Escola Segura,
até final de 2026
Estabelecer Protocolos de Cooperação para a
Prevenção da Delinquência Juvenil e
Criminalidade Violenta, entre as Forças de
Segurança e, pelo menos, 10 entidades da
sociedade civil representativas e atuantes nesta
área, até final de 2027
Violência
Doméstica
Aumentar a eficácia
na prevenção e
combate à violência
doméstica e proteção
das vítimas
Criar a Academia da Direção-Geral de
Reinserção e Serviços Prisionais até 2029
Aumentar para 80% até 2030 a percentagem de
municípios com formação em Violência contra
as Mulheres e Violência Doméstica
Aumentar para mais de 70% até 2030 a
percentagem de serviços e órgãos da
Administração Pública com planos de formação
que integram a perspetiva da Violência contra as
Mulheres e Violência Doméstica
Justiça
Promover celeridade
processual
Aprovar a proposta de lei que procede à revisão
do Código de Processo Penal, nomeadamente
em matéria de instrução, recursos e poderes de
gestão processual do juiz até 2027
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
72
Transformação digital
da Justiça
Publicar a Estratégia para o Digital na Justiça
até 2029
Proteção às vítimas
de crime
Aumentar o número de Gabinetes de Apoio à
Vítima (GAV) para 23 até 2029
Combate à
corrupção
Promover a
prevenção
Concretizar integralmente (100%) a Agenda
Anticorrupção até junho de 2029
Reforçar a capacidade
de repressão das
atividades criminosas
Desenvolver uma nova plataforma para a
Recuperação e Gestão de Ativos da Justiça até
2029
[…]
Quadro 26 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário VI «Segurança mais próxima, justiça
mais rápida e combate à corrupção»
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
73
Quadro 27 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário VI «Segurança mais próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção»
Designação Situação
Estratégia Integrada de Segurança Urbana Adotado
Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo Adotado
Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não-Discriminação 2018
– 2030 – Portugal + Igual (ENIND)
Adotado
Estratégia Nacional para os Direitos das Vítimas de Crime - 2024-
2028
Adotado
Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030 Adotado
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – Recuperar Portugal,
construindo o Futuro
Adotado
Estratégia Digital para a Justiça A elaborar
Estratégia Nacional de Segurança Interna A elaborar
Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária A elaborar
Estratégia Nacional para o Combate à Disseminação de
Conteúdos Violentos no Espaço Digital
A elaborar
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
74
Quadro 28 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário VI
«Segurança mais próxima, justiça mais rápida e combate à corrupção»
8.1 - […]
8.1.1 - […]
8.1.2 - […]
8.2 - […]
8.2.1 - Fortalecimento da capacidade operacional das forças e serviços de segurança, em
especial para combater a criminalidade violenta e grave, o tráfico de droga e a criminalidade
organizada
[…]:
Estreitar a articulação e cooperação entre as forças e serviços de segurança, de acordo
com o previsto na lei;
[…];
Modernizar o parque automóvel das forças e serviços de segurança, com a entrega
de novas viaturas, bem como com a aquisição de novos equipamentos e meios de
suporte à atividade operacional;
Aprovar e operacionalizar o quadro plurianual de investimentos em infraestruturas,
equipamentos e de recrutamento e promoções (carreiras de investigação criminal,
especialista de polícia científica e segurança) da Polícia Judiciária e do Corpo da
Guarda Prisional.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
75
8.2.2 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
Reformar a estrutura da Proteção Civil – com mais profissionalização e integração
ou articulação de competências técnicas e operacionais do Estado (incluindo AGIF,
IPMA, APA, Forças Armadas), designadamente no contexto do PTRR;
Rever e desenvolver os procedimentos de comunicação de catástrofe à população,
via Governo e Proteção Civil, no contexto do PTRR.
8.3 - […]
8.3.1 - […]
8.4 - […]
8.4.1 - […]
[…]:
[…];
Dotar a Polícia Judiciária de meios legais e tecnológicos para antecipar a infiltração
do crime organizado nos órgãos do Estado e a intrusão das infraestruturas críticas.
8.5 - […]
8.5.1 - […]
[…]:
[…];
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
76
Rever a Lei Tutelar Educativa e o Regulamento Geral e Disciplinar dos Centros
Educativos e assegurar a adequada articulação entre o sistema de promoção e
proteção e o sistema tutelar educativo;
Reforçar a capacidade de prevenção de criminalidade juvenil, em ambiente escolar,
através de ações conjuntas entre as forças e serviços de segurança e comunidade
educativa.
8.6 - […]
8.6.1 - […]
8.7 - […]
8.7.1 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
Aumentar o recurso a meios alternativos de resolução de litígios.
8.7.2 - […]
[…]:
[…];
[Revogado]
8.7.3 - […]
[…]:
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
77
[…];
[…];
[…];
Intensificar a cooperação entre tribunais, forças e serviços de segurança, Ministério
Público e entidades da sociedade civil, garantindo respostas rápidas e eficazes.
8.8 - […]
8.8.1 - […]
8.8.2 - […]
[…]:
Reforçar os instrumentos em matéria de perda das vantagens de atividade criminosa,
dinamizando os Gabinetes de Recuperação de Ativos e de Administração de Bens;
[Revogado].
9 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
78
Quadro 29 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário VII «Construir Portugal:
mobilização de todos para ultrapassar a crise da habitação»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
Oferta de
habitação
Mobilizar
património
imobiliário do
Estado e
aumentar a
oferta de
habitação
Executar, até 2030, um total de 59 000 habitações
públicas no âmbito do Programa 1.º Direito, das
quais, pelo menos, 26 000 habitações até junho de
2026 e 12.000 casas para Habitação Acessível no
âmbito da linha de financiamento BEI
Disponibilizar, até 2029, para financiamento em
regime de parcerias público-privadas, 21 imóveis
do Estado devolutos com aptidão habitacional,
visando a criação de aproximadamente 5 000
habitações de tipologia T0 a T3
Construção
Simplificar e
estimular a
construção
Aprovar, em 2026, a revisão do Regime Jurídico
da Urbanização e da Edificação (RJUE) e das
respetivas quatro portarias regulamentadoras
Assegurar, no período de 2026 a 2029, um
aumento médio anual de licenciamentos igual ou
superior a 20% face à média do período 2023-
2025
Modernizar o
setor da
construção
Aprovar e iniciar, até 2026, a implementação da
Estratégia Nacional PortugalBIM
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
79
Elaborar, em 2026, as especificações técnicas
necessárias para o lançamento, até 2027, de um
acordo-quadro de construção modular,
disponibilizado aos municípios
Aprovar em 2026 um regime de incentivos fiscais
com IVA reduzido para promover a construção de
Habitação
Desenvolvimento
urbano integrado
Requalificar e
expandir áreas
urbanas de
forma planeada
e integrada
Constituir e operacionalizar, em 2026, a entidade
responsável pelo desenvolvimento do projeto
«Parque Cidades do Tejo», incluindo a definição do
modelo de governação e dos instrumentos de
planeamento e execução
Lançar, até 2029, no âmbito do projeto «Parque
Cidades do Tejo», pelo menos quatro projetos
urbanos estruturantes, com procedimentos de
planeamento ou execução formalmente iniciados
Mercado de
Arrendamento
Dar estabilidade
e confiança
Assegurar, anualmente, no período de 2026 a 2029,
uma dotação superior a 350 milhões de euros
relativamente aos programas públicos de apoio ao
arrendamento
Aprovar, em 2026, um regime de incentivos à
Habitação através de benefícios fiscais
diferenciados em função das rendas
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
80
Quadro 30 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário VII «Construir Portugal: mobilização
de todos para ultrapassar a crise da habitação»
[…]
Quadro 31 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário VII «Construir Portugal: mobilização de todos para ultrapassar a crise da habitação»
Designação Situação
Construir Portugal: Nova Estratégia do XXV Governo para a
Habitação
Adotado
Programa Nacional de Habitação 2022-2026 Adotado
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
81
Quadro 32 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário VII
«Construir Portugal: mobilização de todos para ultrapassar a crise da habitação»
9.1 - […]
9.1.1 - […]
[…]:
[…];
Injetar no mercado imóveis públicos devolutos ou subutilizados, destinando -se à
oferta de habitação acessível diretamente ou indiretamente. Esta injeção pode
ocorrer por pacotes de imóveis destinados a entidades públicas ou privadas,
começando esta metodologia por ser aplicada aos imóveis libertados pela
concentração de ministérios e entidades no Campus XXI;
[…].
9.2 - […]
9.2.1 - […]
9.2.2 - […]
9.3 - […]
9.3.1 - […]
9.4 - […]
9.4.1 - […]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
82
10 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 33 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário VIII «As infraestruturas
que alavancam o país»
Temas
Objetivos
Estratégicos
Metas
Aeroportos e
transporte aéreo
Transformação do
setor da aviação em
Portugal,
resolvendo o atraso
sistémico de
decisões e
investimento de
décadas
Garantir, que até 2026, está concluído pelo
menos 60% do processo da Candidatura ao
Novo Aeroporto de Lisboa por parte da
Concessionária (ANA – Aeroportos de
Portugal), incluindo os principais estudos
técnicos e ambientais
Ferrovia
Modernização da
ferrovia e
concretização do
plano ferroviário
Lançar, no segundo semestre de 2026, o
procedimento concursal (PPP3) para a Linha
de Alta Velocidade Lisboa – Porto
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
83
nacional,
assegurando um
sistema moderno e
competitivo de
transporte de
passageiros e de
mercadorias
Lançar, no primeiro semestre de 2027, o
procedimento concursal para a Linha de Alta
Velocidade Porto–Vigo
Lançar, no primeiro semestre de 2028, o
procedimento concursal para a Linha de Alta
Velocidade Lisboa–Madrid, incluindo a
Terceira Travessia do Tejo
Rodovia
Expandir e
modernizar as redes
rodoviárias
Assegurar, em 2026, a percentagem de
cumprimento de ações para concretização dos
empreendimentos rodoviários prioritários
previstos na Resolução do Conselho de
Ministros n.º 69/2025, de 20 de março:
a) o lançamento de 100% dos estudos e
projetos previstos para 2026
b) o lançamento de 100% dos procedimentos
de contratação previstos para 2026
Infraestruturas –
Portos
Expandir e
modernizar as redes
portuárias nacionais
Atingir, até 2029, um volume mínimo de 4,0
milhões de TEU por ano movimentados no
sistema portuário nacional
Lançar, no período de 2026 a 2029, pelo menos
10 procedimentos concursais de concessão
portuária
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
84
Aumentar, até 2029, para pelo menos 2,1
milhões de TEU por ano, o tráfego de
contentores associado ao hinterland nacional
Infraestruturas
energéticas e
tecnológicas
Modernizar as
infraestruturas
energéticas para a
competitividade
nacional
Viabilizar a ligação de capacidade renovável
que permita alcançar 93 % de quota de energia
renovável no consumo final de energia elétrica
até 2030
Modernizar as
infraestruturas
tecnológicas para a
competitividade
nacional
Assegurar cobertura nacional igual ou superior
a 95% em redes de comunicações de muito alta
capacidade até 2026
Infraestruturas
de serviços
públicos
Garantir capacidade
de provisão dos
serviços e funções
do Estado
Garantir a aplicação dos mecanismos de
compensação por verificação de
incumprimento dos IQS (Indicadores de
Qualidade de Serviço), até 2029
Aprovar o Plano Estratégico para o Edificado
da Justiça, até 2029
Investimentos
públicos
Assegurar
coordenação e
planeamento
integrado dos
investimentos
públicos
Desenvolver, até 2029, um modelo para a
construção de um plano territorial de
investimentos, assegurando a integração das
prioridades das diversas áreas governativas e
das diversas dimensões territoriais
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
85
[…]
Quadro 34 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário VIII «As infraestruturas que
alavancam o país»
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
86
Quadro 35 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário VIII «As infraestruturas que alavancam o país»
Designação Situação
Estratégia ‘Portos 5+’ 2025-2035 Adotado
Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável 2020-2030 Adotado
Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Pedonal 2020-2030 Adotado
Pacote de Medidas para Reforçar a Segurança do Sistema Elétrico
Nacional
Adotado
Plano de Afetação para as Energias Renováveis Offshore Adotado
Plano de Investimentos para o Triénio 2025-2027 da Docapesca Adotado
Plano Ferroviário Nacional Adotado
Plano Nacional de Energia e Clima 2030 Adotado
Programa Nacional de Investimentos 2030 Adotado
[…]
Quadro 36 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário VIII «As
infraestruturas que alavancam o país»
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
87
10.1 - […]
10.1.1 - […]
10.2 - […]
10.2.1 - […]
10.3 - […]
10.3.1 - […]
10.4 - […]
10.4.1 - […]
10.5 - […]
10.5.1 - […]
10.5.2 - […]
10.6 - […]
10.6.1 - […]
[…]:
[…];
[…];
[…];
[…];
Reorganizar os serviços do Ministério da Justiça, tendo em vista a racionalização da
ocupação dos espaços.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
88
10.7 - […]
10.7.1 - […]
[…]:
[…];
Implementar medidas incluídas no PTRR designadamente levantamento da situação
e condições de segurança das infraestruturas mais críticas, como estradas, pontes,
barragens e diques.
11 - […]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
[…]
Quadro 37 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário IX «Água que Une:
salvaguardar o futuro»
Temas Objetivos Estratégicos Metas
Eficiência
Garantir a segurança de
abastecimento à
população e aos setores
de atividade prevenindo
crises hidrológicas
Reduzir as perdas reais de água nas redes de
abastecimento em baixa, passando do valor
médio de 123 litros/(ramal x dia) registado
em Portugal Continental em 2023 para um
valor inferior a 115 litros/(ramal x dia) até
2029
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
89
Resiliência
Expandir e modernizar as
infraestruturas de
aproveitamento
hidroagrícola
Investir, entre 2025 e 2029, 230 milhões de
euros em projetos de desenvolvimento de
regadio sustentável e melhoria da
sustentabilidade dos regadios existentes
Expandir e modernizar as
infraestruturas de
armazenamento
Iniciar as obras de construção e/ou
remodelação das Barragens de Pisão, Alportel,
Fagilde, Girabolhos e Ocreza, até 2029
Promover uma gestão
especializada do
abastecimento industrial
Até junho de 2026, publicar o ato normativo
que altera o Decreto-Lei n.º 171/2001, de 25
de maio
Garantir, até 2029, o início da construção da
dessalinizadora de Sines e o início de
operação da dessalinizadora de Albufeira
Restaurar rios e
ecossistemas
Renaturalizar e reabilitar 1.000km de rios e
ribeiras até 2030
Inteligência
Reformar a gestão dos
recursos hídricos
Concluir a digitalização do ciclo da água e a
modernização do Sistema Nacional de
Informação de Recursos Hídricos SNIRH
XXI, até final de 2029
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
90
Quadro 38 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário IX «Água que Une: salvaguardar o
futuro»
[…]
Quadro 39 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário IX «Água que Une: salvaguardar o futuro»
Designação Situação
Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030 "Terra futura" Adotado
Estratégia Nacional "Água que Une" Adotado
Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade
2030 (ENCNB)
Adotado
Estratégia Nacional para os Efluentes Agropecuários e
Agroindustriais 2030 (ENEAPAI 2030)
Adotado
Plano de Ação para a Economia Circular (PAEC 2030) Adotado
Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de
Águas Residuais e Pluviais 2030 (PENSAARP 2030)
Adotado
Plano Estratégico para os Resíduos não Urbanos (PERNU 2030) Adotado
Plano de Gestão dos Riscos de Inundações Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
91
Designação Situação
Plano Nacional de Energia e Clima 2030 Adotado
Plano Nacional de Gestão de Resíduos (PNGR 2030) Adotado
Programa de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas (P-
3AC)
Adotado
Programa de Ação para os Efluentes Agropecuários e
Agroindustriais 2030 - Tomo I
Adotado
Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas
(ENAAC 2030)
A elaborar
Plano de Ação para a Digitalização Integral do Ciclo da Água A elaborar
Plano de Ação para a Resiliência do Litoral A elaborar
Plano de Armazenamento e Abastecimento Eficiente de Água
para a Agricultura (Plano REGA)
A elaborar
Plano Nacional da Água (PNA) A elaborar
Plano Nacional de Restauro Ecológico A elaborar
[…]
Quadro 40 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário IX «Água
que Une: salvaguardar o futuro»
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
92
11.1 - […]
11.1.1 - […]
11.2 - […]
11.2.1 - […]
11.2.2 - […]
11.2.3 - […]
11.2.4 - […]
11.3 - […]
11.3.1 - […]
12 - […]
[…]
[…]
[…]
A mobilização de crédito para projetos de contratação conjunta, pelos Estados Membros,
destinados à aquisição de produtos de defesa ou para tais fins (programa Ação para a
Segurança da Europa – SAFE), determina que caberá a Portugal a alocação de um
significativo montante para assistência financeira. Tal permitirá a aquisição e investimento
em capacidades estruturantes para os três Ramos das Forças Armadas, além de um
expressivo retorno para a economia portuguesa e o envolvimento da indústria nacional.
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
93
Quadro 41 – Temas, objetivos estratégicos e metas referentes ao eixo prioritário X «Plano de reforço
estratégico de investimento em defesa»
Temas Objetivos Estratégicos Metas
Investimento
em Defesa
Cumprir os
compromissos de
investimento OTAN e
organizações
multilaterais
Alocar à Defesa 5% do PIB, até 2035, com
possível ponto de revisão em 2029
Indústrias de
Defesa
Desenvolver e capacitar
o setor industrial de
Defesa Nacional
Desenvolver opções para aumentar o
número de entidades ativas na indústria de
Defesa Nacional, até 2029
Reforçar a Base Tecnológica e Industrial de
Defesa, com aumento do número de
empresas nacionais integradas nas cadeias
de fornecimento nacional e europeu, até
2029
Forças
Armadas
Garantir Forças
Armadas capacitadas
Aumentar o número de efetivos das Forças
Armadas, até 2027, face ao valor registado
em 2024, com uma média de 4,5% de
incremento anual
Ciberdefesa e
inteligência
artificial
Fortalecer as
capacidades de
ciberdefesa, aplicar e
regular a inteligência
artificial no domínio da
defesa
Operacionalizar em pleno, até 2027, a Cyber
Academia and Innovation Hub
Aumentar o número de acordos bilaterais
entre Portugal e outros Estados para a
formação e desenvolvimento da
ciberdefesa, até 2028
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
94
Gestão de crise
Garantir a continuidade
dos serviços em
situações de crise
Regulamentar a Reserva Estratégica de
Medicamentos e Dispositivos Médicos, no
Laboratório Nacional do Medicamento, até
2027
Portugal na
Europa
Aprofundar a integração
e o alargamento
europeus
Reforçar, entre 2026 e 2029, no âmbito das
reuniões do Grupo Alargamento, a posição
nacional favorável ao alargamento e, em
especial, à abertura de novos capítulos no
processo de adesão da Ucrânia à UE
Portugal no
Mundo
Projetar Portugal nas
organizações
internacionais
Atingir a eleição de Portugal, em junho de
2026, como membro não permanente do
Conselho de Segurança das Nações Unidas
para o biénio 2027-2028
Aprofundar dinâmicas
comunitárias
Aprovar em 2026 o novo Regime Jurídico
do Ensino Português no Estrangeiro
[…]
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
95
Quadro 42 – Indicadores de contexto referentes ao eixo prioritário X «Plano de reforço estratégico de
investimento em defesa»
[…]
Quadro 43 – Lista de instrumentos de planeamento e outros instrumentos de política pública associados ao
eixo prioritário X «Plano de reforço estratégico de investimento em defesa»
Designação Situação
Estratégia da Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento
2030
Adotado
Estratégia da Defesa Nacional para o Ambiente, Segurança e
Alterações Climáticas
Adotado
Estratégia de Desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial
de Defesa 2023 -2033
Adotado
Estratégia Nacional de Ciberdefesa Adotado
Plano de Ação para a Profissionalização do Serviço Militar Adotado
Plano Setorial da Defesa Nacional para a Igualdade Adotado
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
96
Designação Situação
Programa Internacionalizar 2030 Adotado
Conceito Estratégico de Defesa Nacional A rever
Estratégia da Defesa Nacional para o Espaço A rever
Estratégia Nacional para as Infraestruturas Críticas A elaborar
Roteiro de Formação e Educação Estratégica para a Segurança e
Defesa Nacional
A elaborar
[…]
Quadro 44 – Financiamento plurianual das medidas de política associadas ao eixo prioritário X «Plano
de refor��o estratégico de investimento em defesa»
12.1 - […]
A Defesa Nacional, enquanto área de soberania, assume o objetivo de garantir o
cumprimento dos compromissos assumidos com os nossos Aliados e a participação de
Portugal em Missões ao serviço da OTAN, ONU, UE ou Frontex. Após uma inversão de
desinvestimento crónico, tem -se avançado com a modernização de equipamentos, bens e
infraestruturas militares do país, tal como a consolidação do aumento dos números de
recrutamento e retenção, privilegiando a capacidade de projetar força militar.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
97
12.1.1 - […]
12.2 - […]
A aposta na modernização de equipamentos, bens e infraestruturas militares de Portugal é
necessária, devendo ser mantida a estratégia afincada de promoção de um ambiente favorável
à indústria nacional de Defesa. Este imperativo, além do já descrito, é justificável, por si só,
através do efeito multiplicador do investimento público. Neste contexto, o Plano ReArm
Europe/Readiness 2030, da Comissão Europeia, confere uma janela temporal e financeira
para reforçar as capacidades de contratação e produção conjuntas, A adoção deste programa
de investimento, sobretudo acompanhada pela adesão nacional ao instrumento de
empréstimo da Comissão Europeia SAFE, é um catalisador da uma indústria nacional e
europeia. Esta opção promoverá um robustecimento considerável dos vários domínios
fundamentais da Defesa Nacional, incorporante uma mudança nas políticas públicas, agora
mais capazes de salvaguardar uma indústria de Defesa competitiva, capaz de desenvolver
ganhos tecnológicos e equipamentos de ponta interoperáveis.
12.2.1 - […]
12.3 - […]
12.3.1 - […]
[…]:
Rever o Estatuto dos Militares das Forças Armadas tendo em vista promover Forças
Armadas atrativas, tanto pela via remuneratória, como pela revisão da carreira,
adaptando-a aos desafios presentes;
Rever a Lei das Infraestruturas Militares, asseverando a programação do
investimento, com vista à conservação, manutenção, segurança, sustentabilidade
ambiental, modernização e edificação de infraestruturas, nomeadamente bens
imóveis afetos à Defesa Nacional disponibilizados para rentabilização.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
98
12.4 - […]
12.4.1 - […]
[…]:
[…];
Aplicação e regulação da inteligência artificial no domínio de Defesa.
12.5 - […]
12.5.1 - […]
[…]:
[…];
Implementar medidas incluídas no PTRR designadamente de mitigação dos grandes
riscos hídricos, sísmicos e de incêndios florestais;
Implementar medidas incluídas no PTRR designadamente de resiliência nos setores
da energia, das comunicações móveis e da comunicação com a população em
situação de catástrofe;
Implementar medidas incluídas no PTRR designadamente de prevenção e mitigação
aos riscos de cibersegurança;
Aprovar a Estratégia Nacional para as Infraestruturas Críticas;
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
99
12.6 - […]
Portugal manterá um contributo ativo nos principais temas da agenda europeia e bilateral,
tendo como objetivo central o reforço do seu papel na Europa. Dar-se-á prioridade às
negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual, no âmbito das quais importará
salvaguardar os interesses nacionais e assegurar a resposta aos desafios da União Europeia,
incluindo em matéria de Defesa e Segurança, competitividade e coesão europeias. Portugal
continuará a dar apoio à Ucrânia, assim como à preparação da UE para o alargamento e à
diversificação dos seus parceiros comerciais. As estratégias europeias nas áreas do mercado
interno, digital e da segurança económica, a construção tempestiva da União de Poupanças
e Investimentos e a política de simplificação administrativa e de regulamentação europeias
continuarão também a ser prioritárias, tal como o reforço das nossas relações bilaterais com
diferentes países europeus, incluindo os não pertencentes à UE.
12.6.1 - […]
[…]:
Garantir um aprofundamento da integração europeia nas áreas da segurança e defesa,
mas também da simplificação, da União Económica e Monetária, do mercado interno
e das políticas de comércio livre;
Apoiar ativamente o alargamento da União Europeia, com especial destaque para a
adesão da Ucrânia, e o apoio político, financeiro e humanitário a este país, incluindo
os esforços de Defesa e reconstrução, em plena concertação com os parceiros
europeus.
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
100
12.7- […]
O mundo atual exige uma política externa mais ágil e estratégica. Tanto no plano multilateral
como no plano bilateral, Portugal afirmar-se-á com ambição, defendendo os interesses
nacionais e ampliando a projeção internacional do país. Adicionalmente, propõe-se
continuar, nos próximos anos, a reforçar as ligações e conexões à nossa diáspora, seja
tradicional, seja a de nova geração, enquanto elemento de afirmação de Portugal no mundo.
12.7.1 - […]
[…]:
[…];
Promover e apoiar a candidatura e o trabalho de portugueses nas organizações
internacionais.
12.7.2 - […]
A afirmação de Portugal no plano global requer a mobilização e uso de todos os seus ativos
tangíveis e intangíveis ( soft power), em especial no que se refere à ligação às comunidades
lusófonas. Pretende-se concretizar este objetivo estratégico mediante a implementação das
seguintes medidas:
Reforçar a CPLP como instância de afirmação multilateral e como ator internacional,
e promover o desenvolvimento e a interação económica entre países lusófonos;
Reforçar o ensino e a divulgação da língua e cultura portuguesas, desde logo através
da revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro;
Modernizar os instrumentos de atuação do MNE (rede consular e Camões - Instituto
da Cooperação e da Língua, I. P.).»
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
101
ANEXO II
(a que se refere o artigo 4.º)
Quadro plurianual das despesas públicas
(milhões de euros) por memória:
2027 2027 s/PRR 2028 2029 2030
A dministração Central
01 - E ncargos Gerais do E stado 7 733,6 7 732,3 8 439,4 8 626,8 8 829,6 9 047,1 9,1% 9,1% 2,2% 2,4% 2,5%
02 - Presidência do Conselho de Ministros 1 017,6 967,9 1 011,6 1 023,9 1 037,0 1 052,5 -0,6% 4,5% 1,2% 1,3% 1,5%
03 - Negócios E strangeiros 600,6 593,7 619,1 623,6 631,2 638,3 3,1% 4,3% 0,7% 1,2% 1,1%
04 - Finanças 211 891,6 209 497,0 222 755,1 224 610,2 225 626,4 226 468,2 5,1% 6,3% 0,8% 0,5% 0,4%
Finanças 36 874,1 34 479,5 37 665,2 38 461,3 38 358,5 38 108,4 2,1% 9,2% 2,1% -0,3% -0,7%
Gestão da Dívida P ública 175 017,5 175 017,5 185 089,8 186 148,9 187 267,9 188 359,9 5,8% 5,8% 0,6% 0,6% 0,6%
05 - E conomia e Coesão T erritorial 5 916,7 3 162,8 3 209,9 3 319,7 3 327,1 3 335,9 -45,7% 1,5% 3,4% 0,2% 0,3%
E conomia 4 788,7 2 362,8 2 371,0 2 476,1 2 478,7 2 483,4 -50,5% 0,3% 4,4% 0,1% 0,2%
Coesão T erritorial 1 128,0 800,0 838,9 843,7 848,4 852,5 -25,6% 4,9% 0,6% 0,6% 0,5%
06 - R eforma do E stado 164,4 71,3 74,9 76,2 77,6 78,8 -54,5% 4,9% 1,8% 1,8% 1,6%
07 - Defesa 3 836,9 3 799,0 3 804,9 3 834,6 3 796,7 3 830,1 -0,8% 0,2% 0,8% -1,0% 0,9%
08 - Infraestruturas e Habitação 10 119,5 9 351,9 9 681,6 9 494,8 8 595,2 8 543,6 -4,3% 3,5% -1,9% -9,5% -0,6%
09 - J ustiça 2 460,4 2 394,4 2 556,9 2 550,2 2 590,6 2 623,8 3,9% 6,8% -0,3% 1,6% 1,3%
10 - A dministração Interna 3 310,3 3 212,5 3 388,3 3 440,9 3 500,4 3 559,2 2,4% 5,5% 1,6% 1,7% 1,7%
11 - E ducação, Ciência e Inov ação 14 649,3 13 715,6 14 469,3 14 534,1 14 779,2 14 945,5 -1,2% 5,5% 0,4% 1,7% 1,1%
E ducação 8 170,5 7 897,3 8 567,0 8 656,6 8 817,5 8 974,3 4,9% 8,5% 1,0% 1,9% 1,8%
E nsino S uperior, Ciência e Inovação 6 478,9 5 818,2 5 902,3 5 877,5 5 961,7 5 971,1 -8,9% 1,4% -0,4% 1,4% 0,2%
12 - S aúde 46 823,5 46 266,0 48 641,8 49 570,1 50 505,1 51 448,5 3,9% 5,1% 1,9% 1,9% 1,9%
13 - T rabalho, S olidariedade e S egurança S ocial37 673,7 37 429,3 41 063,8 43 120,5 45 176,8 47 544,2 9,0% 9,7% 5,0% 4,8% 5,2%
14 - A mbiente e E nergia 3 117,6 2 295,2 2 365,8 2 373,9 2 375,9 2 379,0 -24,1% 3,1% 0,3% 0,1% 0,1%
15 - Cultura, J uv entude e Desporto 1 063,3 754,0 750,8 745,1 749,3 753,9 -29,4% -0,4% -0,8% 0,6% 0,6%
Cultura 876,9 571,5 562,5 565,1 568,3 571,9 -35,9% -1,6% 0,5% 0,6% 0,6%
J uventude e Desporto 186,3 182,4 188,3 180,0 181,1 182,0 1,1% 3,2% -4,4% 0,6% 0,5%
16 - A gricultura e Mar 2 093,3 1 881,5 1 923,3 1 929,4 1 933,3 1 932,5 -8,1% 2,2% 0,3% 0,2% 0,0%
Total da AC 352 472,4 343 124,2 364 756,4 369 873,9 373 531,5 378 181,0 3,5% 6,3% 1,4% 1,0% 1,2%
Total da AC excluindo Gestão da Dívida Pública 177 454,9 168 106,8 179 666,6 183 725,1 186 263,6 189 821,1 1,2% 6,9% 2,3% 1,4% 1,9%
S eg urança S ocial (S S ) 89 625,3 89 198,2 97 126,2 105 886,1 114 424,6 121 495,4 8,4% 8,9% 9,0% 8,1% 6,2%
Total da AC+SS 442 097,7 432 322,4 461 882,7 475 760,0 487 956,1 499 676,4 4,5% 6,8% 3,0% 2,6% 2,4%
Total da AC+SS excluindo Gestão da Dívida Pública 267 080,2 257 304,9 276 792,8 289 611,2 300 688,2 311 316,6 3,6% 7,6% 4,6% 3,8% 3,5%
Fontes de Financiamento OE 2026 2026 s/PRR 2027 2028 2029 2030
A dministração Central e S eg urança S ocial
R eceitas de Impostos 298 688,1 298 688,1 311 266,3 317 444,7 322 423,1 327 899,9
Fundos E uropeus 10 147,0 4 670,7 4 364,3 4 573,3 4 509,6 2 985,0
Outras 133 262,6 128 963,6 146 252,1 153 742,0 161 023,4 168 791,5
Total da AC+SS 442 097,7 432 322,4 461 882,7 475 760,0 487 956,1 499 676,4
P or memória
SALDO ESTRUTURAL % 0,2%
F onte: Ministério das F inanças.
Variação percentual
Missões de Base Orgânica OE 2026 OE 2026 s/PRR 2027 2028 2029 2030
Quadro Plurianual das Despesas Públicas
Limites de Despesa por Missão de Base Orgânica
Projeção de Receitas por Fonte de Financiamento
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