Publicação — DAR II série A — 68-68 — 24/09/1998
II SÉRIE-A — NÚMERO 4
3 — Os montantes do FFF são transferidos trimestralmente até ao dia 15 do 1.° mês do trimestre correspondente.
Artigo 11°
Regime de crédito das freguesias
As freguesias têm direito de acesso ao crédito nos termos da lei.
CAPÍTULO III Da associação de freguesias
Artigo 12.° Liberdade de associação e cooperação
1 — As freguesias podem associar-se na prossecução dos interesses próprios, comuns e específicos das respectivas populações, respeitando a continuidade geográfica ou a inserção em território do mesmo município.
2 — As freguesias podem, no âmbito das suas atribuições e de acordo com as competências dos seus órgãos, estabelecer formas de cooperação com entidades públicas ou privadas.
Artigo 13.°
Participação das freguesias nas empresas municipais
As freguesias e as associações de freguesias a constituir nos termos do presente diploma podem participar em empresas de âmbito municipal para a prossecução de actividades de interesse público ou de desenvolvimento local cujo objecto se contenha no âmbito das atribuições das freguesias ou associações de freguesias e competências dos respectivos órgãos.
Artigo 14.° Revogação
É revogada a Lei n.° 23/97, de 2 de Julho.
Artigo 15.°
Produção de efeitos
O disposto no n.° 1 do artigo 10.° produz os seus efeitos com a entrada em vigor da Lei do Orçamento do Estado para o ano económico de 1999.
Palácio de São Bento, 1 de Setembro de 1998. — Os Deputados do PSD: Luís Marques Mendes — Artur Torres Pereira — Luís Marques Guedes — Manuel Moreira — Pedro Moutinho — Miguet Macedo — Manuela Ferreira Leite.
PROJECTO DE LEI N.9 564/VII
CONTAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS - EMOLUMENTOS (ALTERA 0 DECRETO-LEI N.s 66796, DE 31 DE MAIO)
Exposição de motivos
As autarquias locais, tal como acontece com o próprio Estado, estão sujeitas à fiscalização e à verificação da legalidade e regularidade das suas receitas e despesas públicas: é uma obrigação compreensível, própria e com sentido útil num regime de direito democrático, que visa essencialmente salvaguardar o interesse público.
Mas se há muito que as autarquias locais se submetem a essa obrigação legal, elas não beneficiam, todavia, das
isenções que, nesta matéria, o legislador concedeu ao Estado.
Com efeito, a regra constante do n.° 3 do artigo 33.° da Lei n.° 42/98, de 6 de Agosto, que determina que «os municípios e freguesias gozam do mesmo regime de isenção de pagamento de todos os impostos, taxas, emolumentos e encargos de mais-valias de que goza o Estado» não tem aplicação prática quando estão em causa emolumentos referentes à fiscalização da legalidade e regularidade das receitas e das despesas públicas das autarquias locais.
Na verdade, o legislador estabeleceu, no artigo 13.° do Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas, anexo e parte integrante do Decreto-Lei n.° 66/96, de 31 de Maio, entre outras, isenções emolumentares-para a Conta Geral do Estado e para as contas das Regiões Autónomas, mas omitiu as das autarquias locais, tendo revogado, através dò n.° 2 do artigo 2.° do mesmo diploma, as normas especiais que as pudessem isentar.
Os emolumentos cobrados, no que respeita à apreciação das contas das autarquias locais, representam presentemente quantias que atingem com relativa frequência dezenas de milhares de contos, assim penalizando, em particular, os mais pequenos municípios.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do PSD abaixo assinados apresentam o seguinte projecto de lei:
Artigo 1.° O artigo 13.° do Decreto-Lei n.° 66/96, de 31 de Maio, passa a ter a seguinte redacção:
Artigo 13.° [..]
Ficam isentos de emolumentos os seguintes processos:
<>) ......................................................................
b) ......................................................................
c) ......................................................................
d) Contas das autarquias locais.
Art. 2.° O regime constante da alínea d) do artigo 13.° do Decreto-Lei n.° 66/96, de 31 de Maio, aplica-se aos processos que deram entrada no Tribunal de Contas após o dia 31 de Dezembro de 1997.
Palácio de São Bento, 7 de Agosto de 1998. — Os Deputados do PSD: Artur Torres Pereira — Luís Marques Guedes — Pedro Moutinho — Manuela Ferreira Leite — Carlos Encarnação — Manuel Moreira — Luís Marques Mendes.
PROJECTO DE LEI N.º 565/VII LEI DE BASES DA SEGURANÇA SOCIAL
Preâmbulo
A segurança social constitui nas sociedades de hoje um direito fundamental e uma função social do Estado de primordial importância.
O sistema público de segurança social representa um instrumento insubstituível de solidariedade, de justiça social, mas também de integração e de participação na
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Discussão generalidade — DAR I série — 22/10/1998
Quinta-feira, 22 de Outubro de 1998
I SÉRIE - NÚMERO 16
DIÁRIO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
VII LEGISLATURA
4.ª SESSÃO LEGISLATIVA (1998-1999)
REUNIÃO PLENÁRIA DE 21 DE OUTUBRO DE 1998
Presidente: Ex. mo Sr. António de Almeida Santos
Secretários: Ex. mos Srs. Artur Rodrigues Pereira dos Penedos
Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco
João Cerveira Corregedor da Fonseca
Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz
S U M Á R I O
O Sr. Presidente declarou aberta a sessão ás 15 horas e 35 minutos.
Deu-se conta da entrada na Mesa da proposta de lei n.º 212/VII, dos projectos de lei
n. os 575 e 576/VII, das propostas de resolução n. os 120 e 121/VII e da apreciação parlamentar n.º 61/VII, tendo sido anunciada a rejeição, por inconstitucionalidade, do projecto de resolução n.º l0l/VII - Alteração e suspensão da vigência do
Decreto-Lei n.º 298/98, de 28 de Setembro (PSD), de acordo com o Despacho n.º 152/VII, do Sr. Presidente da Assembleia da República.
Em interpelação à Mesa, o Sr. Deputado Francisco de Assis (PS) solicitou ao Sr. Presidente a publicação, em Diário, de uma carta do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa dirigida ao Presidente da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar para Apreciação dos Actos do Governo e das suas Orientações de Parceria em Negócios Envolvendo o Estado e Interesses Privados, bem como de bem como de alguns documentos oficiais fornecidos pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, o que suscitou o uso da palavra do Sr. Deputado Luís Marques Mendes (PSD), que também respondeu a pedidos de defesa da honra pessoal e de defesa da honra da bancada por parte daquele Sr. Deputado.
Foi apreciado e aprovado o projecto de deliberação n.º 53/VII - Suspensão das reuniões plenárias da Assembleia da República entre os dias 28 de Outubro e 6 de Novembro (PCP), tendo usado da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados Octávio Teixeira (PCP), Carlos Encarnação (PSD), Acácio Barreiros (PS), Isabel Castro (Os Verdes), Luís Queiró (CDS-PP), Guilherme Silva (PSD), Sílvio Rui Cervan (CDS-PP) e Luís Marques Mendes (PSD).
Foram debatidos na generalidade, os projectos de lei n. os 557/VII - Democratização das comissões de coordenação regional, 558/VII - Novas áreas metropolitanas de Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Leiria e Viseu, 559/VII - Reforço das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, 560/VII - Reforço da intervenção autárquica no distrito, 561/VII - Novas
atribuições e competências das associações de municípios, 562/VII - Reforço das atribuições e competências dos municípios, 563/VII - Valorização das freguesias e 564/VII - Contas das autarquias locais - emolumentos (alteração ao Decreto-Lei n.º 66/96, de 31 de Maio) e o projecto de resolução n.º 90/VII Localização de serviços do Estado nas zonas do interior, todos da iniciativa do PSD. Intervieram, a diverso título, os Srs. Deputados Artur Torres Pereira (PSD), Gonçalo Ribeiro da Costa (CDS-PP), João Amaral (PCP), José Junqueiro (PS), Rui Marques (CDS-PP), Afonso Candal (PS), Carmen Francisco (Os Verdes), Manuel Moreira (PSD) e Fernando Jesus e José Saraiva (PS).
O Sr. Presidente encerrou a sessão eram 18 horas e 40 minutos.