PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 925/XIV/2.ª
Requalificação do Conservatório Nacional e valorização e defesa
do ensino artístico na Escola de Música e na Escola de Dança
O Conservatório Nacional foi criado em 1836 no antigo Convento dos Caetanos,
localizado no Bairro Alto, em Lisboa, constituindo um estabelecimento público para o
ensino das artes. Em 1983 deu origem a diversas escolas artísticas autónomas - a
Escola Superior de Música de Lisboa, a Escola Superior de Dança, a Escola Superior
de Teatro e Cinema, a Escola de Música do Conservatório Nacional e a Escola de
Dança do Conservatório Nacional. Posteriormente, as Escolas Superiores de Música
de Dança e de Teatro e Cinema passaram a fazer parte do Instituto Politécnico de
Lisboa, enquanto a Escola de Música e a Escola de Dança são as sucessoras do
ensino vocacional do antigo Conservatório Nacional.
Está incluído na classificação do Bairro Alto (IPA.00005019) como Conjunto de
Interesse Público (Portaria n.º 398/2010, DR, 2.ª série, n.º 112 de 11 de junho de 2010
/ ZEP, Portaria n.º 398/2010, DR, 2.ª série, n.º 112 de 11 de junho de 2010; Declaração
de Retificação n.º 874/2011, DR, 2.ª série, n.º 98 de 20 de maio de 2011).
Trata-se de um convento dos clérigos regulares da Ordem dos Teatinos, construído no
século XVII e transformado em escola de ensino artístico marcada por uma fachada
eclética e classicizante do tipo "beaux-arts", identificada pelo desenho do
embasamento, mansardas, frontão triangular com conjunto escultórico e balaustrada.
Este edifício assume valor arquitetónico e valor cultural destacado pelas funções
artísticas que as Escolas do Conservatório Nacional têm desempenhado na formação
nos diversos campos artísticos. Com efeito, o Conservatório Nacional contribui desde
o século XIX para a criação de um ambiente cultural que caracteriza a zona do Bairro
Alto.
Contudo, o edifício do Conservatório Nacional não sofria obras de beneficiação desde
1946, altura em que foi sujeito a amplas obras de remodelação e inclusão de um órgão
de concerto.
Saliente-se que durante várias décadas de constante utilização para concertos,
audições e aulas, foram surgindo marcas de degradação estrutural, por exemplo, o
Salão Nobre encontrava-se com um dos balcões laterais suportado por varões de ferro
para não cair, havia um número considerável de cadeiras danificadas, tetos com
buracos, salas de aula com fissuras e onde entrava água da chuva, camarins em
precárias condições, sistema elétrico deteriorado, algumas telhas partidas, entre
outros problemas que colocavam em causa a segurança e o bem-estar de todos os
que frequentavam o espaço.
O processo das obras de requalificação do Conservatório Nacional passou por várias
etapas e tem sido atribulado e lamentável. A título de exemplo, em 15 de dezembro de
2005, a Direção Regional de Educação de Lisboa ainda lançou no Diário da República
um concurso que tinha por objetivo, numa primeira fase, a recuperação do Salão
Nobre da Escola de Música, a reparação da galeria de público esquerda, a
remodelação do palco, e obras no subpalco, salas de apoio e cobertura do edifício.
Porém, o Ministério da Educação acabaria por nunca entrar na fase da adjudicação.
Em 2011, um relatório da autoria da Inspeção-geral de Educação, reportava que “o
edifício ainda não foi sujeito a obras de requalificação, o que dificulta a prática
pedagógica, nomeadamente devido à implementação do regime integrado no ensino
básico que exigiu a adaptação de espaços específicos e de salas para as disciplinas
da formação geral”, reconhecendo que “o Salão Nobre não é utilizado na sua
plenitude, nomeadamente, porque parte da galeria está a ceder, sendo suportada por
três pilares de ferro, o que pode pôr em causa a segurança”.
Entretanto, os anos foram passando e as obras de requalificação do edifício do
Conservatório Nacional não se realizaram, até que tiveram início em maio de 2019,
prevendo-se que estariam concluídas no final de novembro de 2020. No entanto, as
obras pararam devido a um litígio entre o empreiteiro e a Parque Escolar, tendo sido,
em novembro de 2020, tomadas novas diligências com vista ao lançamento de um novo
concurso de obra.
Recorde-se ainda que, desde o início do ano letivo 2018/2019 e até à conclusão das
obras, as Escolas de Música e Dança tiveram de ser transferidas para outros espaços.
A Escola de Música e os seus cerca de 750 alunos foram provisoriamente para a
Escola Secundária Marquês de Pombal, em Belém, onde as condições são
insuficientes, apesar de terem sido realizadas obras de requalificação. A Escola de
Dança, cujo edifício sede não se localiza no Conservatório Nacional, foi distribuída por
quatro espaços – nas traseiras do Convento dos Caetanos, no edifício sede na Rua
João Pereira da Rosa, na Academia das Ciências e num antigo estúdio de dança -
alguns sem as condições adequadas ao ensino da dança. Refira-se que esta situação
obriga a que a Parque Escolar esteja a pagar uma renda pelo estúdio.
Toda esta situação tem transformado uma solução temporária em algo que se arrasta
há demasiado tempo, impondo-se um desfecho célere que vá ao encontro das
expectativas e das necessidades da comunidade escolar.
Ao longo dos tempos, a necessidade de obras motivou vários protestos e outras ações
por parte de alunos, professores e outros profissionais, reivindicando a sua urgente
reabilitação, pois o Conservatório Nacional é um equipamento indispensável para as
atividades de ensino especializado, mas também como polo dinamizador, não só do
Bairro Alto, mas de toda a cidade de Lisboa.
Por seu lado, também o Partido Ecologista Os Verdes tem intervindo
empenhadamente com vista à requalificação e à resolução dos problemas que têm
afetado o Conservatório Nacional, desde propostas de aditamento ao PIDDAC
(Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração
Central), a intervenções e perguntas em sede da Assembleia da República e a
propostas apresentadas na Assembleia Municipal de Lisboa.
Face ao exposto, o Partido Ecologista Os Verdes considera que é urgente requalificar
o Conservatório Nacional e valorizar e dignificar o ensino artístico especializado,
dotando as suas Escolas de Música e de Dança das devidas condições financeiras,
materiais e humanas.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o
Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes apresenta o seguinte Projeto
de Resolução.
A Assembleia da República delibera recomendar ao Governo que:
1. Dê urgência à reativação das obras de requalificação do Conservatório Nacional no
sentido de garantir condições dignas de ensino nas Escolas de Música e de Dança e
apresente a calendarização atualizada das mesmas.
2. Tome as diligências necessárias com vista a garantir que, enquanto houver
necessidade de recorrer a instalações temporárias para permitir a realização de obras
de reabilitação no Conservatório Nacional, estas oferecem as condições adequadas
para o ensino de música e de dança, devendo a solução ser trabalhada com toda a
comunidade educativa.
3. Assegure as condições adequadas a nível de meios financeiros, materiais e
humanos nas Escolas de Música e de Dança do Conservatório Nacional.
4. Informe regularmente a comunidade educativa sobre todas as fases do projeto e da
concretização da obra e promova o seu envolvimento neste processo.
Palácio de S. Bento, 5 de fevereiro de 2021
Os Deputados,
Mariana Silva José Luís Ferreira
---
Publicação — DAR II série A — 14-16 — 05/02/2021
II SÉRIE-A — NÚMERO 71
1 – Fomente todas as condições necessárias à conclusão da intervenção arqueológica, investigação,
divulgação e debate científico e académico e estudos de estruturas sobre o claustro da Sé de Lisboa, tendo
em vista a sua musealização e valorização do conjunto monumental islâmico.
2 – Em função das conclusões, e ouvido o Conselho Nacional de Cultura, instigue a DGPC às alterações
do projeto de obras de modo a que seja salvaguardado no seu todo e adequadamente integrado e valorizado o
conjunto monumental islâmico da Sé de Lisboa.
Assembleia da República, 5 de fevereiro de 2021.
As Deputadas e os Deputados do BE: Alexandra Vieira — Beatriz Gomes Dias — Isabel Pires — Pedro
Filipe Soares — Mariana Mortágua — Jorge Costa — Fabíola Cardoso — Joana Mortágua — João
Vasconcelos — José Manuel Pureza — José Maria Cardoso — José Moura Soeiro — Luís Monteiro — Maria
Manuel Rola — Moisés Ferreira — Nelson Peralta — Ricardo Vicente — Sandra Cunha — Catarina Martins.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 925/XIV/2.ª
REQUALIFICAÇÃO DO CONSERVATÓRIO NACIONAL E VALORIZAÇÃO E DEFESA DO ENSINO
ARTÍSTICO NA ESCOLA DE MÚSICA E NA ESCOLA DE DANÇA
O Conservatório Nacional foi criado em 1836 no antigo Convento dos Caetanos, localizado no Bairro Alto,
em Lisboa, constituindo um estabelecimento público para o ensino das artes. Em 1983 deu origem a diversas
escolas artísticas autónomas – a Escola Superior de Música de Lisboa, a Escola Superior de Dança, a Escola
Superior de Teatro e Cinema, a Escola de Música do Conservatório Nacional e a Escola de Dança do
Conservatório Nacional. Posteriormente, as Escolas Superiores de Música de Dança e de Teatro e Cinema
passaram a fazer parte do Instituto Politécnico de Lisboa, enquanto a Escola de Música e a Escola de Dança
são as sucessoras do ensino vocacional do antigo Conservatório Nacional.
Está incluído na classificação do Bairro Alto (IPA.00005019) como Conjunto de Interesse Público (Portaria
n.º 398/2010, DR, 2.ª série, n.º 112 de 11 de junho de 2010 / ZEP, Portaria n.º 398/2010, DR, 2.ª série, n.º 112
de 11 de junho de 2010; Declaração de Retificação n.º 874/2011, DR, 2.ª série, n.º 98 de 20 de maio de 2011).
Trata-se de um convento dos clérigos regulares da Ordem dos Teatinos, construído no século XVII e
transformado em escola de ensino artístico marcada por uma fachada eclética e classicizante do tipo «beaux-
arts», identificada pelo desenho do embasamento, mansardas, frontão triangular com conjunto escultórico e
balaustrada.
Este edifício assume valor arquitetónico e valor cultural destacado pelas funções artísticas que as Escolas
do Conservatório Nacional têm desempenhado na formação nos diversos campos artísticos. Com efeito, o
Conservatório Nacional contribui desde o século XIX para a criação de um ambiente cultural que caracteriza a
zona do Bairro Alto.
Contudo, o edifício do Conservatório Nacional não sofria obras de beneficiação desde 1946, altura em que
foi sujeito a amplas obras de remodelação e inclusão de um órgão de concerto.
Saliente-se que durante várias décadas de constante utilização para concertos, audições e aulas, foram
surgindo marcas de degradação estrutural, por exemplo, o Salão Nobre encontrava-se com um dos balcões
laterais suportado por varões de ferro para não cair, havia um número considerável de cadeiras danificadas,
tetos com buracos, salas de aula com fissuras e onde entrava água da chuva, camarins em precárias
condições, sistema elétrico deteriorado, algumas telhas partidas, entre outros problemas que colocavam em
causa a segurança e o bem-estar de todos os que frequentavam o espaço.
O processo das obras de requalificação do Conservatório Nacional passou por várias etapas e tem sido
atribulado e lamentável. A título de exemplo, em 15 de dezembro de 2005, a Direção Regional de Educação
de Lisboa ainda lançou no Diário da República um concurso que tinha por objetivo, numa primeira fase, a
---
Apreciação — DAR I série — 26-34 — 02/06/2021
I SÉRIE — NÚMERO 73
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 179/2019, que, pelos vistos, já ninguém defende a não ser o Sr.
Ministro do Ambiente e da Ação Climática, tendo ficado praticamente isolado, não criou o problema, mas veio
agravá-lo, porque, de facto, veio alargar a área coberta de estufas.
Aliás, se a resolução promovesse uma redução das áreas cobertas, o descalabro que se está a verificar no
Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina tenderia a diminuir e não a aumentar, como está a
acontecer a olhos vistos. De resto, a assustadora diminuição da reserva de água da Barragem de Santa Clara
é bem disso o retrato.
O Sr. Presidente: — Peço-lhe para concluir, Sr. Deputado.
O Sr. José Luís Ferreira (PEV): — Vou terminar, Sr. Presidente. Queria apenas dizer que é preciso ter presente que a Assembleia Municipal de Odemira, que é do Partido
Socialista, aprovou, por unanimidade, uma moção pedindo exatamente a revogação dessa resolução.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado João Dias, do PCP, que dispõe ainda de menos tempo do que o orador anterior.
O Sr. João Dias (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Estamos confrontados com uma decisão que o Governo tomou, não tendo feito aquilo que o PCP aqui veio propor, ou seja, deveria ter estudado o estado de
conservação das atuais áreas protegidas, nomeadamente desta, deveria ter avaliado a capacidade de carga a
que pode estar sujeita aquela área e deveria avaliar as incidências ambientais dos futuros projetos. Mas não,
como não queriam fazer nada, criaram um grupo de trabalho.
Permita-me, Sr. Presidente, para terminar, dizer isto: há forças políticas que ainda não perceberam que
alcance têm as suas iniciativas. Não podemos avaliar uma iniciativa apenas pelo seu título! Estas iniciativas têm
alcance, e medidas proibicionistas que afetam toda a agricultura, a pequena e a média agricultura em todo o
País, não podemos acompanhar, porque o agronegócio tem muitas formas de contornar essas medidas
proibicionistas e quem fica a perder é a pequena e a média agricultura, prejudicando a nossa capacidade de
abastecimento alimentar, aumentando as importações.
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente: — Chegámos ao fim deste ponto da ordem de trabalhos. Segue-se a apreciação da Petição n.º 95/XIV/1.ª (Plataforma de Escolas de Dança de Portugal) — Abertura
das escolas de dança – apoios e medidas, juntamente com os Projetos de Resolução n.os 865/XIV/2.ª (BE) —
Adaptação das regras de confinamento às especificidades das escolas de dança, 871/XIV/2.ª (PCP) — Medidas
de apoio à dança, 910/XIV/2.ª (PAN) — Recomenda ao Governo que assegure a adoção de medidas de apoio
às escolas de dança, 925/XIV/2.ª (PEV) — Requalificação do Conservatório Nacional e valorização e defesa do
ensino artístico na Escola de Música e na Escola de Dança, 926/XIV/2.ª (PEV) — Apoio às escolas de dança
devido ao encerramento obrigatório decretado a propósito da pandemia COVID-19 e 933/XIV/2.ª (CDS-PP) —
Recomenda a conclusão urgente das obras de requalificação do edifício do Conservatório Nacional.
Para apresentar o diploma do Bloco de Esquerda, tem a palavra a Sr.ª Deputada Alexandra Vieira.
A Sr.ª Alexandra Vieira (BE): — Sr. Presidente, Sr.as Deputadas e Srs. Deputados: Saúdo a Plataforma Dança — Associação Nacional de Dança pela petição que aqui hoje se discute e pela informação que partilhou
quando foi ouvida numa audição da Comissão de Cultura e Comunicação sobre os danos graves que os
confinamentos provocaram nestas estruturas. Isto apesar de terem proporcionado atividades à distância aos
seus alunos e alunas, contribuindo para o bem-estar físico e psicológico e para a manutenção de níveis mínimos
de socialização, convivialidade e de quebra de isolamento das pessoas em confinamento, que é, sabemos há
muito, um dos benefícios da dança reconhecidos.
Ultrapassado o ponto mais crítico — espera-se — da crise pandémica, as escolas de dança continuam a
revelar-se essenciais na recuperação dos efeitos por ela causados. No entanto, o setor nunca foi alvo de uma
atenção específica, seja no âmbito do Ministério da Cultura, do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia
---
Votação na generalidade — DAR I série — 40-40 — 03/06/2021
I SÉRIE — NÚMERO 74
Agora, vamos votar um requerimento, apresentado pelo PAN, solicitando a baixa à Comissão de Agricultura
e Mar, sem votação, pelo prazo de 30 dias, do Projeto de Lei n.º 835/XIV/2.ª (PAN) — Estabelece as medidas a
adotar com caráter de urgência para a atualização e cumprimento do Plano de Ordenamento do Parque Natural
do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (POPNSACV), prevendo a suspensão imediata e provisória de novas
instalações agrícolas intensivas ou superintensivas no Parque Natural.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Este projeto de lei baixa, então, à 7.ª Comissão.
Segue-se um conjunto de projetos de resolução relativos a medidas de apoio às escolas de dança, do Bloco
de Esquerda, do PCP, do PAN e de Os Verdes.
Pergunto se podemos votá-los em conjunto.
Pausa.
O Sr. Deputado do Iniciativa Liberal diz que não, portanto, para não perdermos mais tempo com isto, é melhor
votá-los um a um.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 865/XIV/2.ª (BE) — Adaptação das regras de confinamento às
especificidades das escolas de dança.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
Segue-se a votação do Projeto de Resolução n.º 871/XIV/2.ª (PCP) — Medidas de apoio à dança.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do IL, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-
PP, do PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a
abstenção do PSD.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 910/XIV/2.ª (PAN) — Recomenda ao Governo que
assegure a adoção de medidas de apoio às escolas de dança.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do IL, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-
PP, do PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a
abstenção do PSD.
Temos agora a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 925/XIV/2.ª (PEV) — Requalificação
do Conservatório Nacional e valorização e defesa do ensino artístico na Escola de Música e na Escola de Dança.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PAN, do
PEV, do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e votos contra do
PS.
Este projeto de resolução de Os Verdes baixa à 8.ª Comissão.
Votamos, agora, o Projeto de Resolução n.º 926/XIV/2.ª (PEV) — Apoio às escolas de dança, devido ao
encerramento obrigatório decretado a propósito da pandemia COVID-19.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
---
Baixa comissão especialidade — DAR II série A — 49-50 — 20/07/2021
20 DE JULHO DE 2021
Palácio de São Bento, em 20 de julho de 2021.
O Presidente da Comissão, Firmino Marques.
Texto Final
Recomenda ao Governo que proceda à requalificação da Escola Manuel Teixeira Gomes em
Portimão
A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomenda ao Governo
que:
Proceda, com urgência, à requalificação e modernização da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes,
em Portimão.
Palácio de São Bento, em 20 de julho de 2021.
O Presidente da Comissão, Firmino Marques.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 925/XIV/2.ª
(REQUALIFICAÇÃO DO CONSERVATÓRIO NACIONAL E VALORIZAÇÃO E DEFESA DO ENSINO
ARTÍSTICO NA ESCOLA DE MÚSICA E NA ESCOLA DE DANÇA)
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 933/XIV/2.ª
(RECOMENDA A CONCLUSÃO URGENTE DAS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO DO EDIFÍCIO DO
CONSERVATÓRIO NACIONAL)
Relatório da discussão e votação na especialidade e texto final da Comissão de Educação, Ciência,
Juventude e Desporto
Relatório de discussão e votação na especialidade
1 – Os projetos de resolução foram aprovados na generalidade na sessão plenária de 2 de junho de 2021,
tendo baixado na mesma data à Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto para apreciação na
especialidade.
2 – A discussão e a votação na especialidade tiveram lugar na reunião da Comissão de 20 de julho de
2021, tendo participado os Deputados do PS, do PSD, do BE, do PCP e do CDS-PP e encontrando-se
ausentes os Deputados do PAN, do PEV e do IL.
3 – Não houve lugar a intervenções iniciais.
4 – Os Deputados do CDS-PP e do PEV (autores dos projetos de resolução) apresentaram uma proposta
de texto final para votação na especialidade com o texto seguinte:
---
Votação final global — DAR I série — 15-15 — 23/07/2021
23 DE JULHO DE 2021
Este projeto de resolução baixa, assim, à 6.ª Comissão.
Vamos, agora, votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 542/XIV/2.ª (Deputada não inscrita Cristina
Rodrigues) — Reforça os direitos dos trabalhadores no regime de trabalho noturno e por turnos (altera o Código
do Trabalho e a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP e do IL e votos a favor do
BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira.
Vamos, agora, votar o Projeto de Resolução n.º 1287/XIV/2.ª (PAN) — Recomenda ao Governo que crie uma
assembleia de cidadãos para acompanhamento e monitorização da aplicação dos fundos europeus atribuídos
a Portugal através do Plano de Recuperação e Resiliência.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PEV e do CH,
votos a favor do PAN e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 1285/XIV/2.ª (PCP) — Pela criação da área marinha
protegida de interesse comunitário na região do Algarve ao largo dos municípios de Silves, Albufeira e Lagoa.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH e
das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PS, do CDS-PP e do
IL.
Vamos, agora, proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Educação,
Ciência, Juventude e Desporto, relativo aos Projetos de Resolução n.os 925/XIV/2.ª (PEV) — Requalificação do
Conservatório Nacional e valorização e defesa do ensino artístico na Escola de Música e na Escola de Dança e
933/XIV/2.ª (CDS-PP) — Recomenda a conclusão urgente das obras de requalificação do edifício do
Conservatório Nacional.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PAN, do
PEV, do CH, do IL, das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e do Deputado do
PS Pedro Delgado Alves e votos contra do PS.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, se me permite, pretendia corrigir a votação do Projeto de Resolução n.º 1388/XIV/2.ª (PS) — Recomenda ao Governo o lançamento das obras de requalificação da EN125
e envolva os municípios no acompanhamento da gestão e manutenção da EN125. O Bloco de Esquerda deu a
indicação de voto «contra», mas a indicação correta seria a de «abstenção». Não altera o resultado final da
votação, mas é para que esta informação fique em Ata.
O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, penso que terá ficado registado, melhor do que pelo meu ouvido, porque, com a máscara, tenho dificuldade em ouvir.
Tem a palavra a Sr.ª Deputada Clara Marques Mendes.
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Sr. Presidente, aproveitando este momento, queria também pedir a correção da votação do Projeto de Resolução n.º 1424/XIV/2.ª (BE) — Pela gestão responsável dos recursos
hídricos da albufeira de Santa Clara e da área de influência do Perímetro de Rega do Mira. O PSD absteve-se,
mas o voto é contra.
Abrir texto oficial