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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 792/XIV/2ª
RECOMENDA MECANISMOS PARA UMA REDUÇÃO DE RESÍDUOS
SÓLIDOS URBANOS E UMA POLÍTICA TARIFÁRIA PARA A COESÃO
TERRITORIAL E JUSTIÇA SOCIAL
A adequação do comportamento individual – especialmente na separação e correta
deposição – é indispensável ao sucesso de uma estratégia global de redução e valorização
de resíduos. Em Portugal existiu já uma enorme transformação nesta variável, fruto de
campanhas de sensibilização e do investimento público em infraestruturas,
nomeadamente os ecopontos para vidro, papel, plástico e metal. Mas a componente
individual é precisamente isso: uma das componentes de uma necessária estratégia
global.
As metas relativas à recolha e valorização de resíduos sólidos urbanos (RSU) são
sistematicamente incumpridas e o país tem um mau desempenho neste sector. No entanto
as alterações que têm estado em cima da mesa têm ido apenas no sentido de maior
responsabilidade individual, com mais encargos para os consumidores finais e menos
obrigações para as empresas produtoras e distribuidoras de embalagens.
Política tarifária para a coesão territorial
A tarifa é diferenciada por município ou grupos de municípios. Em parte, devido à
autonomia do poder local, que deve ser respeitada, mas muito em consequência dos
diferentes custos de operação resultantes da estrutura territorial e demográfica.
Naturalmente, é menos onerosa a recolha e tratamento de resíduos onde a concentração
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populacional é mais elevada. Está assim criada uma potencial desigualdade no tarifário
entre a população genericamente situada no interior e em áreas rurais e, por outro lado,
as que vivem genericamente no litoral e áreas urbanas.
Os encargos com a tarifa de RSU podem ser elevados, em particular para famílias em
carência económica. Na área da energia, foi concretizado acesso automático à tarifa social,
medida que hoje garante um desconto significativo às 750 mil famílias que cumprem os
critérios legais de acesso. De igual modo, está criada a tarifa social da água que – mediante
deliberação da autarquia – permite que essas mesmas famílias acedam a um tarifário
reduzido para a água e que pode - e consideramos que deve - ser alargada à componente
de resíduos na tarifa da água.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda considera necessária a criação de
mecanismos que permitam descer a tarifa de RSU onde ela seja bastante mais elevada que
a média nacional devido à densidade populacional do município. Considera igualmente
necessária criar mecanismos de promoção da criação tarifas sociais por parte das
autarquias.
Estas duas alterações devem ser parte de um caminho para um país mais justo, mais
inclusivo e com maior coesão territorial.
Subsídios perversos à queima de RSU
As empresas Lipor e ValorSul recebem uma subsidiação à produção de energia elétrica a
partir da incineração de resíduos sólidos urbanos. Durante 15 anos, este apoio foi
financiado pela população através da fatura da eletricidade. Num parecer datado de 12 de
outubro deste ano, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) mostrou
“preocupações quanto à sustentabilidade económica do sector elétrico nacional e os
custos que a manutenção de tais sobrecustos com a produção de energia elétrica
utilizando resíduos supõe para todos os consumidores de energia elétrica”.
Face ao parecer da ERSE, o governo mudou o modelo de subsidiação, passando a criar um
apoio direto através de verbas do fundo ambiental.
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O modelo era injusto ao representar um sobrecusto para os consumidores. Também
porque atribuía esse subsídio às empresas de resíduos – uma das quais maioritariamente
privada – que operam em áreas geográficas onde a recolha e tratamento de resíduos é
potencialmente mais rentável. Mas é ainda ambientalmente perversa dado que bonifica
uma prática com impactos ambientais e climáticos graves. Do ponto de vista energético é
ineficaz gerando elevadas perdas. Ao meso tempo é promovido um destino insustentável
para os resíduos. A alteração do sistema de subsídio resolve o problema da fatura da
eletricidade, mas mantém todos os outros problemas.
Para uma maior sustentabilidade ambiental, mas também para dar cumprimento aos
objetivos do governo de eliminação de subsídios perversos, também este deveria ser
eliminado. É ainda uma exigência de coesão territorial entre zonas com mais e menor
densidade populacional.
A responsabilidade individual e a falta de políticas públicas
O sistema “Pay-As-You-Throw” (PAYT) é um tarifário em que cada cidadão paga em
proporção dos resíduos que deposita. Tem como objetivo a mudança de comportamento
individual através da fixação de um preço, mas também o da recuperação total dos custos
de operação através dessa tarifa.
Em 2012, os grupos parlamentares do CDS-PP e do PSD trouxeram à discussão
parlamentar uma proposta (projeto de resolução n.º 526/XII/2.ª) para a implementação
deste tipo de tarifário. Essa proposta não podia ser desligada da estratégia global do
respetivo governo para o sector: aumento generalizado de impostos e taxas; privatização
da EGF e constituição de monopólios privados no sector; elaboração de uma nova lei de
bases do ambiente sob o princípio do poluidor-pagador.
A insistência neste tipo de política que aponta unicamente à responsabilidade individual
é errada e não responde aos desafios atuais. Certamente, este mesmo sistema PAYT
integrado em estratégias globais diferentes pode ter objetivos e impactos diferentes. No
entanto, neste momento, a maior responsabilidade pela introdução desmesurada de
resíduos no mercado é das empresas de produção e de distribuição. Também as empresas
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do sector dos resíduos têm uma grande responsabilidade no incumprimento das metas a
que estão obrigadas.
Faltam políticas públicas para a redução da introdução de resíduos no mercado e para a
melhoria da sua recolha e tratamento. E esse deve ser o desafio primeiro a que devemos
responder. Assim a prioridade deve estar na responsabilização de empresas produtores
e distribuidoras para a redução de resíduos potenciais. E também que o sector dos
resíduos adeque as suas práticas às necessidades a sociedade e a modelos mais eficazes
para a redução, separação e valorização de resíduos.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do
Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – A implementação de políticas para a redução da produção de resíduos na origem,
nomeadamente com a responsabilização das empresas de produção e de
distribuição, com restrições e regulamentação relativas a embalagens, com
sistemas de reutilização de embalagens de tara recuperável, com medidas para a
longevidade de equipamentos elétricos e eletrónicos, entre outras medidas;
2 – Implementação de novos modelos de recolha de RSU adaptados ao território e com
objetivo da sua redução, separação e valorização, nomeadamente recorrendo à
recolha porta-a-porta onde adequado e à criação de novos fluxos de resíduos;
3 – A criação de mecanismos que promovam a criação de tarifas sociais por parte dos
municípios;
4 – A criação de mecanismos de coesão e justiça social para permitir a redução da
tarifa de RSU onde a mesma é bastante mais elevada à média nacional por motivos
de densidade populacional e/ou organização territorial do(s) município(s) em
causa;
5 – A transição para o progressivo abandono da subsidiação perversa a práticas
ambientais nefastas e energeticamente ineficientes como a queima de RSU para a
produção de energia elétrica;
6 – A implementação de mecanismos de aproveitamento e/ou transformação,
climaticamente neutros, do metano produzido no tratamento e armazenamento de
RSU;
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7 – Implementação de novas formas de aproveitamento do biogás gerado pelos RSU,
nomeadamente programas de pequena escala, de consumo próprio e localizados,
tal como a compra ou adaptação de veículos de recolha de RSU movidos a esse gás.
Assembleia da República, 16 de dezembro de 2020.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Nelson Peralta; Pedro Filipe Soares; Mariana Mortágua; Jorge Costa; Alexandra Vieira;
Beatriz Dias; Fabíola Cardoso; Isabel Pires; Joana Mortágua; João Vasconcelos;
José Manuel Pureza; José Maria Cardoso; José Soeiro; Luís Monteiro;
Maria Manuel Rola; Moisés Ferreira; Ricardo Vicente; Sandra Cunha; Catarina Martins
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Publicação — DAR II série A — 25-27 — 10/12/2020
10 DE DEZEMBRO DE 2020
que determina que «as ONGA têm direito ao apoio do Estado, através da administração central, regional e local,
para a prossecução dos seus fins»;
4 – Crie uma linha de crédito com condições favoráveis tendo em conta o enquadramento das ONGA;
5 – Antecipe, para as ONGA, a transferência de montantes contratados referentes a programas cofinanciados
de âmbito nacional e comunitário;
6 – Envolva as ONGA e as comunidades locais em programas de proteção e recuperação de ecossistemas,
priorizando os sumidouros de carbono;
7 –Reforce o envolvimento das ONGA na Rede de Clubes Ciência Viva;
8 – Inclua as ONGA e a CPADA na discussão de medidas e políticas a aplicar no período posterior à
pandemia, nomeadamente as medidas económicas, ambientais e de educação ambiental de médio e longo
prazo.
Assembleia da República, 10 de dezembro de 2020.
As Deputadas e os Deputados do BE: Nelson Peralta — Pedro Filipe Soares — Mariana Mortágua — Jorge
Costa — Alexandra Vieira — Beatriz Gomes Dias — Fabíola Cardoso — Isabel Pires — Joana Mortágua —
João Vasconcelos — José Manuel Pureza — José Maria Cardoso — José Moura Soeiro — Luís Monteiro —
Maria Manuel Rola — Moisés Ferreira — Ricardo Vicente — Sandra Cunha — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 792/XIV/2.ª
RECOMENDA MECANISMOS PARA UMA REDUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E UMA
POLÍTICA TARIFÁRIA PARA A COESÃO TERRITORIAL E JUSTIÇA SOCIAL
A adequação do comportamento individual – especialmente na separação e correta deposição – é
indispensável ao sucesso de uma estratégia global de redução e valorização de resíduos. Em Portugal existiu
já uma enorme transformação nesta variável, fruto de campanhas de sensibilização e do investimento público
em infraestruturas, nomeadamente os ecopontos para vidro, papel, plástico e metal. Mas a componente
individual é precisamente isso: uma das componentes de uma necessária estratégia global.
As metas relativas à recolha e valorização de resíduos sólidos urbanos (RSU) são sistematicamente
incumpridas e o país tem um mau desempenho neste sector. No entanto as alterações que têm estado em cima
da mesa têm ido apenas no sentido de maior responsabilidade individual, com mais encargos para os
consumidores finais e menos obrigações para as empresas produtoras e distribuidoras de embalagens.
Política tarifária para a coesão territorial
A tarifa é diferenciada por município ou grupos de municípios. Em parte, devido à autonomia do poder local,
que deve ser respeitada, mas muito em consequência dos diferentes custos de operação resultantes da estrutura
territorial e demográfica. Naturalmente, é menos onerosa a recolha e tratamento de resíduos onde a
concentração populacional é mais elevada. Está assim criada uma potencial desigualdade no tarifário entre a
população genericamente situada no interior e em áreas rurais e, por outro lado, as que vivem genericamente
no litoral e áreas urbanas.
Os encargos com a tarifa de RSU podem ser elevados, em particular para famílias em carência económica.
Na área da energia, foi concretizado acesso automático à tarifa social, medida que hoje garante um desconto
significativo às 750 mil famílias que cumprem os critérios legais de acesso. De igual modo, está criada a tarifa
social da água que – mediante deliberação da autarquia – permite que essas mesmas famílias acedam a um
tarifário reduzido para a água e que pode – e consideramos que deve – ser alargada à componente de resíduos
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Publicação — DAR II série A — 85-87 — 16/12/2020
16 DE DEZEMBRO DE 2020
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 792/XIV/2.ª (3)
(RECOMENDA MECANISMOS PARA UMA REDUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E UMA POLÍTICA TARIFÁRIA PARA A COESÃO TERRITORIAL E JUSTIÇA SOCIAL)
A adequação do comportamento individual – especialmente na separação e correta deposição – é
indispensável ao sucesso de uma estratégia global de redução e valorização de resíduos. Em Portugal existiu já uma enorme transformação nesta variável, fruto de campanhas de sensibilização e do investimento público em infraestruturas, nomeadamente os ecopontos para vidro, papel, plástico e metal. Mas a componente individual é precisamente isso: uma das componentes de uma necessária estratégia global.
As metas relativas à recolha e valorização de resíduos sólidos urbanos (RSU) são sistematicamente incumpridas e o país tem um mau desempenho neste sector. No entanto as alterações que têm estado em cima da mesa têm ido apenas no sentido de maior responsabilidade individual, com mais encargos para os consumidores finais e menos obrigações para as empresas produtoras e distribuidoras de embalagens.
Política tarifária para a coesão territorial A tarifa é diferenciada por município ou grupos de municípios. Em parte, devido à autonomia do poder local,
que deve ser respeitada, mas muito em consequência dos diferentes custos de operação resultantes da estrutura territorial e demográfica. Naturalmente, é menos onerosa a recolha e tratamento de resíduos onde a concentração populacional é mais elevada. Está assim criada uma potencial desigualdade no tarifário entre a população genericamente situada no interior e em áreas rurais e, por outro lado, as que vivem genericamente no litoral e áreas urbanas.
Os encargos com a tarifa de RSU podem ser elevados, em particular para famílias em carência económica. Na área da energia, foi concretizado acesso automático à tarifa social, medida que hoje garante um desconto significativo às 750 mil famílias que cumprem os critérios legais de acesso. De igual modo, está criada a tarifa social da água que – mediante deliberação da autarquia – permite que essas mesmas famílias acedam a um tarifário reduzido para a água e que pode – e consideramos que deve – ser alargada à componente de resíduos na tarifa da água.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda considera necessária a criação de mecanismos que permitam descer a tarifa de RSU onde ela seja bastante mais elevada que a média nacional devido à densidade populacional do município. Considera igualmente necessária criar mecanismos de promoção da criação tarifas sociais por parte das autarquias. Estas duas alterações devem ser parte de um caminho para um país mais justo, mais inclusivo e com maior coesão territorial.
Subsídios perversos à queima de RSU As empresas Lipor e ValorSul recebem uma subsidiação à produção de energia elétrica a partir da
incineração de resíduos sólidos urbanos. Durante 15 anos, este apoio foi financiado pela população através da fatura da eletricidade. Num parecer datado de 12 de outubro deste ano, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) mostrou «preocupações quanto à sustentabilidade económica do sector elétrico nacional e os custos que a manutenção de tais sobrecustos com a produção de energia elétrica utilizando resíduos supõe para todos os consumidores de energia elétrica».
Face ao parecer da ERSE, o Governo mudou o modelo de subsidiação, passando a criar um apoio direto através de verbas do fundo ambiental. O modelo era injusto ao representar um sobrecusto para os consumidores. Também porque atribuía esse subsídio às empresas de resíduos – uma das quais maioritariamente privada – que operam em áreas geográficas onde a recolha e tratamento de resíduos é potencialmente mais rentável. Mas é ainda ambientalmente perversa dado que bonifica uma prática com impactos ambientais e climáticos graves. Do ponto de vista energético é ineficaz gerando elevadas perdas. Ao
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Apreciação — DAR I série — 4-14 — 19/02/2021
I SÉRIE — NÚMERO 46
O Sr. Presidente: — Boa tarde, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.as e Srs. Funcionários, Sr.as e Srs. Jornalistas,
Sr.as e Srs. Agentes da autoridade.
Vamos dar início a esta reunião plenária.
Eram 15 horas e 8 minutos.
Como primeiro ponto da ordem do dia temos a discussão do Projeto de Resolução n.º 758/XIV/2.ª (PS) —
Recomenda ao Governo que adote as medidas necessárias com vista ao reforço da recolha seletiva em
Portugal, juntamente com, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 639/XIV/2.ª (PEV) — Redução de resíduos de
embalagens, o Projeto de Resolução n.º 792/XIV/2.ª (BE) — Recomenda mecanismos para uma redução de
resíduos sólidos urbanos e uma política tarifária para a coesão territorial e justiça social e, na generalidade, os
Projetos de Lei n.os 632/XIV/2.ª (PCP) — Monitorização dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos e
definição de estratégias para incremento da valorização e reciclagem de resíduos urbanos, 633/XIV/2.ª (PCP)
— Redução de embalagens supérfluas em superfícies comerciais e 529/XIV/2.ª (PAN) — Promove a redução
de resíduos de embalagens e o aumento da taxa de reciclagem.
Antes, porém, vou dar a palavra à Sr.ª Secretária Sofia Araújo para dar conta do expediente.
A Sr.ª Secretária (Sofia Araújo): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, refiro, em primeiro lugar, a retirada do
Projeto de Lei n.º 29/XIV/1.ª (CDS-PP).
De seguida, informo que deram entrada na Mesa, e foram admitidos pelo Sr. Presidente, a Proposta de Lei
n.º 73/XIV/2.ª (GOV), os Projetos de Lei n.os 674/XIV/2.ª (PCP), 675/XIV/2.ª (BE), 676/XIV/2.ª (PSD) e
677/XIV/2.ª (PEV) e os Projetos de Resolução n.os 944/XIV/2.ª (Deputada não inscrita Cristina Rodrigues),
945/XIV/2.ª (BE), 946/XIV/2.ª (PSD), 947/XIV/2.ª (PAN), 948/XIV/2.ª (PAN), 949/XIV/2.ª (CDS-PP), 950/XIV/2.ª
(PAN), 951/XIV/2.ª (PEV), 952/XIV/2.ª (PEV), 953/XIV/2.ª (PEV), 954/XIV/2.ª (PSD), 955/XIV/2.ª (CH),
956/XIV/2.ª (CH), 957/XIV/2.ª (BE), 958/XIV/2.ª (BE), 959/XIV/2.ª (CDS-PP), 960/XIV/2.ª (Deputada não inscrita
Joacine Katar Moreira), 961/XIV/2.ª (CDS-PP), 962/XIV/2.ª (IL), 963/XIV/2.ª (PSD), 964/XIV/2.ª (Deputada não
inscrita Cristina Rodrigues), 965/XIV/2.ª (PSD), 966/XIV/2.ª (PEV), 967/XIV/2.ª (PS), 968/XIV/2.ª (PEV),
969/XIV/2.ª (PAN), 970/XIV/2.ª (PAN), 971/XIV/2.ª (PAN), 972/XIV/2.ª (BE) e 980/XIV/2.ª (PAR).
É tudo, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Obrigado, Sr.ª Secretária Sofia Araújo.
Vamos, então, entrar no primeiro ponto da ordem do dia.
Para apresentar a iniciativa do PS, tem a palavra o Sr. Deputado João Nicolau.
O Sr. João Miguel Nicolau (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Muita tem sido a evolução
legislativa nacional e comunitária na gestão de resíduos, mas há ainda um longo caminho a percorrer, tendo em
vista a sustentabilidade e a redução do impacto da atividade humana no nosso planeta.
É fundamental garantir a mudança de paradigma na produção de resíduos, reduzindo-os, mas também
reutilizando, reciclando e valorizando, quando essa produção não possa ser evitada.
Há muitos anos que falamos em incentivar a separação de resíduos, mas hoje é absolutamente urgente
garantir que tal acontece. Os novos desafios exigem hoje um maior esforço na recolha seletiva.
A revisão do Regime Geral da Gestão de Resíduos veio fazer as necessárias transposições para o
ordenamento jurídico, mas veio também trazer a organização, a clareza e a ambição necessárias, bem como,
no campo da reciclagem, importantes medidas que visam evitar a produção de embalagens desnecessárias,
evidenciando o custo dos resíduos indiferenciados e privilegiando o caminho da responsabilização individual do
produtor de resíduos.
Na última década, muitos foram os estudos, os projetos-piloto, mas também os casos de estudo, alguns com
décadas de experiência, que apontavam a viabilidade económica e os ganhos de eficácia dos sistemas de
recolha porta-a-porta e dos sistemas com imputação individual do custo da recolha e tratamento a cada produtor.
Trata-se de metodologias que, habitualmente, conhecemos como PAYT (Pay-As-You-Throw).
Desta forma, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista vem recomendar a adoção das medidas necessárias
com vista ao reforço da recolha seletiva e, desde logo, a implementação de metodologias que privilegiem o
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Votação na generalidade — DAR I série — 74-74 — 19/02/2021
I SÉRIE — NÚMERO 46
o Prémio de Interpretação Contemporânea «Minerva Kunststiftung», tornando-se o primeiro português a
alcançar este feito.
Com mais esta distinção, este jovem bailarino com 17 anos e nascido em Leiria, conseguiu o extraordinário
feito de ter vencido quatro dos principais concursos de dança do mundo.
António Casalinho tornou-se conhecido do público português quando, em 2017, com 13 anos de idade,
ganhou o programa de talentos Got Talent Portugal, transmitido na RTP1.
O seu empenho, dedicação e qualidade estética das suas atuações têm vindo a ser sucessivamente
reconhecidas em diferentes partes do mundo. Os prémios obtidos são disso exemplo. Em 2014, em Paris,
venceu o Hope Award-Grand Prix como melhor bailarino do concurso; nos EUA, em 2016, obteve o prémio
Youth America Grand Prix na categoria de juniores; é distinguido com o Varna International Ballet Competition,
na Bulgária, em 2018, vencendo a medalha de ouro na categoria de juniores e o prémio de bailarino mais jovem
e promissor e o Grand Prix Varna; em 2019, no maior concurso de dança da China, obtém o Grande Prémio do
BIBCC — Beijing International Ballet and Choreography Competition, entre mais de 150 participantes.
Com esta mais recente distinção, António Casalinho consolida a entrada de nomes portugueses nas grandes
competições internacionais do bailado. O seu mérito e potencial, que tem vindo a converter em feitos louváveis,
merecem o reconhecimento da Assembleia da República, ao transpor-se não só a si mas também Portugal
além-fronteiras.
Assim, a Assembleia da República saúda e felicita António Casalinho pela conquista do Prix de Lausanne e
enaltece o papel determinante que o Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez e os seus
professores têm desempenhado na formação de bailarinos profissionais.»
O Sr. Presidente (António Filipe): — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que
acaba de ser lido.
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.
Vamos agora passar à votação do Projeto de Resolução n.º 980/XIV/2.ª (PAR) — Suspensão do prazo de
funcionamento da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às Perdas Registadas pelo Novo Banco e
Imputadas ao Fundo de Resolução.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 758/XIV/2.ª (PS) — Recomenda ao Governo que adote as medidas
necessárias com vista ao reforço da recolha seletiva em Portugal.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do CDS-PP, do PAN, do IL e da Deputada não
inscrita Cristina Rodrigues, votos contra do BE, do PCP e do PEV e abstenções do PSD, do CH e da Deputada
não inscrita Joacine Katar Moreira.
De seguida, passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 639/XIV/2.ª (PEV) — Redução de
resíduos de embalagens.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, do
PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PSD,
do CH e do IL.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 792/XIV/2.ª (BE) — Recomenda mecanismos para uma
redução de resíduos sólidos urbanos e uma política tarifária para a coesão territorial e justiça social.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP e do CH, votos a favor do
BE, do PAN e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PCP,
do PEV e do IL.
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