Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 1
Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 701/XIV/2ª
REVISÃO DA CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA E
CONTRATAÇÃO DE EFETIVOS SUFICIENTES
Os vigilantes da natureza asseguram as funções de vigilância, fiscalização e
monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do
domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza, zelando pelo
cumprimento da legislação vigente para o desempenho das suas funções. Estes
profissionais protegem as Áreas Protegidas (Parque Nacional, Parques Naturais,
Reservas Naturais e Sítios Classificados), as Matas Nacionais, as Florestas e a Rede
Natura 2000, ajudando de forma inequívoca a conservação da biodiversidade.
A Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, estabelece os regimes de vinculação, de
carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas e
procedeu à fusão das carreiras da Administração Pública em torno de três carreiras
gerais. Ora, desde essa data, a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes reivindica
junto dos vários governos a revisão da carreira especial de Vigilante da Natureza.
A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes tem vindo, desde 1999, a invocar o
incumprimento do Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de novembro, que permanece por
regulamentar e implementar em matérias tão relevantes como as condições de trabalho
e, designadamente, quanto à criação da carreira especial.
É de salientar que, à luz da Estratégia de Biodiversidade da União Europeia para 2030, a
constituição de uma rede à escala europeia de áreas protegidas a nível terrestre e
marítimo, bem como os compromissos concretos nela assumidos para restaurar
sistemas degradados e reabilitar a diversidade biológica, só são passíveis de concretizar
com um Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 2
Também na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030
(ENCNB 2030) que visa melhorar o estado de conservação do património natural em
Portugal, o papel do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza é de central importância.
Num território onde 59 por cento dos 704 taxa avaliados até à data se encontram
ameaçados de extinção, as ações de vigilância, fiscalização e monitorização da
biodiversidade asseguradas pelos Vigilantes da Natureza são indispensáveis para
assegurar a melhoria do estado de conservação do elevado número de espécies
ameaçadas no território português.
Ademais, na ENCNB 2030, o Governo reconhece as carências de vigilância da natureza
no país, afirmando que “as áreas classificadas existentes e a respetiva superfície a
fiscalizar justificam o reforço dos recursos existentes em matéria de vigilância e
fiscalização” onde se destaca “a importância do reforço das equipas de Vigilantes da
Natureza”.
Para além das áreas classificadas, o papel dos Vigilantes da Natureza é fundamental para
a recuperação e a proteção das florestas autóctones, dos solos e das zonas húmidas,
ações essenciais para mitigar os efeitos nefastos da crise climática e ambiental.
A perda de biodiversidade e o colapso dos ecossistemas – duas das maiores ameaças que
a humanidade enfrenta na próxima década –, só serão evitadas com a consciencialização
dos cidadãos para esta realidade e com uma aposta evidente no Corpo Nacional de
Vigilantes da Natureza, cujo objetivo primordial é a proteção eficaz dos valores
ambientais do país.
A reivindicação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza de
“criação de condições organizativas e de trabalho dignas e funcionais, bem como o
efetivo enquadramento das funções dos Vigilantes da Natureza por objetivos de
fiscalização, vigilância e monitorização emanados da legislação em vigor e orientados
por critérios de planeamento e eficiência” não só se reputam de elementar justiça como
contribuem para uma proteção eficaz do ambiente em Portugal.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 3
1. Proceda à revisão e regulamentação da carreira de Guarda e Vigilante da Natureza;
2. Efetue um diagnóstico das necessidades de reforço das equipas de Vigilantes da
Natureza para alcançar os objetivos preconizados na Estratégia Nacional de
Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030;
3. Proceda à contratação de Vigilantes da Natureza de modo a colmatar as
necessidades de reforço identificadas.
Assembleia da República, 8 de outubro de 2020.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Nelson Peralta; José Soeiro; Isabel Pires; Pedro Filipe Soares; Mariana Mortágua;
Jorge Costa; Alexandra Vieira; Beatriz Dias; Fabíola Cardoso; Joana Mortágua;
João Vasconcelos; José Manuel Pureza; José Maria Cardoso; Luís Monteiro;
Maria Manuel Rola; Moisés Ferreira; Ricardo Vicente; Sandra Cunha; Catarina Martins
---
Publicação — DAR II série A — 23-24 — 08/10/2020
8 DE OUTUBRO DE 2020
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 701/XIV/2.ª
REVISÃO DA CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA E CONTRATAÇÃO DE EFETIVOS
SUFICIENTES
Os vigilantes da natureza asseguram as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao
ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da
conservação da natureza, zelando pelo cumprimento da legislação vigente para o desempenho das suas
funções. Estes profissionais protegem as áreas protegidas (parque nacional, parques naturais, reservas
naturais e sítios classificados), as matas nacionais, as florestas e a Rede Natura 2000, ajudando de forma
inequívoca a conservação da biodiversidade.
A Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de
remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas e procedeu à fusão das carreiras da
Administração Pública em torno de três carreiras gerais. Ora, desde essa data, a Associação Portuguesa de
Guardas e Vigilantes reivindica junto dos vários governos a revisão da carreira especial de Vigilante da
Natureza.
A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes tem vindo, desde 1999, a invocar o incumprimento do
Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de novembro, que permanece por regulamentar e implementar em matérias tão
relevantes como as condições de trabalho e, designadamente, quanto à criação da carreira especial.
É de salientar que, à luz da Estratégia de Biodiversidade da União Europeia para 2030, a constituição de
uma rede à escala europeia de áreas protegidas a nível terrestre e marítimo, bem como os compromissos
concretos nela assumidos para restaurar sistemas degradados e reabilitar a diversidade biológica, só são
passíveis de concretizar com um Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza.
Também na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030) que
visa melhorar o estado de conservação do património natural em Portugal, o papel do Corpo Nacional de
Vigilantes da Natureza é de central importância. Num território onde 59 por cento dos 704, taxa dos avaliados
até à data, se encontram ameaçados de extinção, as ações de vigilância, fiscalização e monitorização da
biodiversidade asseguradas pelos vigilantes da natureza são indispensáveis para assegurar a melhoria do
estado de conservação do elevado número de espécies ameaçadas no território português.
Ademais, na ENCNB 2030, o Governo reconhece as carências de vigilância da natureza no país, afirmando
que «as áreas classificadas existentes e a respetiva superfície a fiscalizar justificam o reforço dos recursos
existentes em matéria de vigilância e fiscalização» onde se destaca «a importância do reforço das equipas de
Vigilantes da Natureza».
Para além das áreas classificadas, o papel dos vigilantes da natureza é fundamental para a recuperação e
a proteção das florestas autóctones, dos solos e das zonas húmidas, ações essenciais para mitigar os efeitos
nefastos da crise climática e ambiental.
A perda de biodiversidade e o colapso dos ecossistemas – duas das maiores ameaças que a Humanidade
enfrenta na próxima década –, só serão evitadas com a consciencialização dos cidadãos para esta realidade e
com uma aposta evidente no Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza, cujo objetivo primordial é a proteção
eficaz dos valores ambientais do País.
A reivindicação da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza de «criação de condições
organizativas e de trabalho dignas e funcionais, bem como o efetivo enquadramento das funções dos
Vigilantes da Natureza por objetivos de fiscalização, vigilância e monitorização emanados da legislação em
vigor e orientados por critérios de planeamento e eficiência» não só se reputam de elementar justiça como
contribuem para uma proteção eficaz do ambiente em Portugal.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – Proceda à revisão e regulamentação da carreira de Guarda e Vigilante da Natureza;
2 – Efetue um diagnóstico das necessidades de reforço das equipas de vigilantes da natureza para
alcançar os objetivos preconizados na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade
2030;
---
Baixa comissão para discussão — DAR II série A — 47-48 — 10/02/2021
10 DE FEVEREIRO DE 2021
• Linguagem não discriminatória
Na elaboração dos atos normativos a especificação de género deve ser minimizada recorrendo-se, sempre
que possível, a uma linguagem neutra ou inclusiva, mas sem colocar em causa a clareza do discurso.
Sem prejuízo de uma análise mais detalhada, na apreciação na especialidade ou na redação final, nesta fase
do processo legislativo a redação da proposta de lei não nos suscita qualquer questão relacionada com a
linguagem discriminatória em relação ao género.
• Impacto orçamental
Em face da informação disponível, não é possível quantificar eventuais encargos resultantes da aprovação
da presente iniciativa.
• Outros impactos
Conforme se extrai na exposição de motivos, as medidas de natureza fiscal propostas terão impacto positivo
na saúde pública, mais especificamente na prevenção e no combate à pandemia, assegurando-se que a entrega
de vacinas contra a COVID-19 e de dispositivos médicos para diagnóstico, bem como os serviços diretamente
ligados a tais vacinas e dispositivos, se tornam mais acessíveis.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 701/XIV/2.ª
(REVISÃO DA CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA E CONTRATAÇÃO DE EFETIVOS
SUFICIENTES)
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 793/XIV/2.ª
(PELA VALORIZAÇÃO DOS VIGILANTES DA NATUREZA)
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 797/XIV/2.ª
(PELA REVISÃO DA CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA E O REFORÇO DE MEIOS HUMANOS
PARA A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E BIODIVERSIDADE)
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 825/XIV/2.ª
(RECOMENDA AO GOVERNO A REVISÃO DA CARREIRA DE VIGILANTE DA NATUREZA, A
CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAIS E O REFORÇO DOS MEIOS MATERIAIS À SUA DISPOSIÇÃO)
Informação da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território relativa à discussão do
diploma ao abrigo do artigo 128.º do Regimento da Assembleia da República
1 – As duas primeiras iniciativas deram entrada na Assembleia da República, respetivamente, em 8 de
outubro de 2020 e 10 de dezembro de 2020 tendo sendo admitidas por S.ª Ex.ª o Presidente da Assembleia da
República que determinou a baixa à Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território;
2 – Em 4 de janeiro de 2021, deu entrada a terceira iniciativa, inicialmente distribuída à Comissão de
Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local (13.ª), mas
posteriormente redistribuição à Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território (11.ª) Comissão
com conexão com a 13.ª Comissão;
---
Votação na generalidade — DAR I série — 48-48 — 12/02/2021
I SÉRIE — NÚMERO 45
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Sr. Deputado André Ventura, pede a palavra para que efeito?
O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, é para o mesmo efeito, para informar que apresentarei uma
declaração de voto.
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Fica registada a intenção dos dois grupos parlamentares e do
Sr. Deputado André Ventura apresentarem uma declaração de voto.
Passamos, assim, à votação do Projeto de Resolução n.º 701/XIV/2.ª (BE) — Revisão da carreira de vigilante
da natureza e contratação de efetivos suficientes.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
Vamos agora à votação do Projeto de Resolução n.º 793/XIV/2.ª (PCP) — Pela Valorização dos Vigilantes
da Natureza.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a
abstenção do PSD.
De seguida, vamos votar o Projeto de Resolução n.º 797/XIV/2.ª (PEV) — Pela revisão da carreira de vigilante
da natureza e o reforço de meios humanos para a conservação da natureza e biodiversidade.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
Ainda sobre esta matéria, vamos proceder à votação do Projeto de Resolução n.º 825/XIV/2.ª (Deputada não
inscrita Cristina Rodrigues) — Recomenda ao Governo a revisão da carreira de Vigilante da Natureza, a
contratação de profissionais e o reforço dos meios materiais à sua disposição.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do CDS-PP, do
PAN, do PEV, do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções
do PSD e do IL.
Passamos agora à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente, Energia e
Ordenamento do Território, relativo aos Projetos de Resolução n.os 688/XIV/2.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo a implementação de ações tendentes à despoluição do rio Ferreira e à requalificação das suas
margens, bem como o funcionamento em pleno da ETAR no mais curto espaço de tempo possível; 698/XIV/2.ª
(BE) — Recomenda ao Governo que cumpra a Lei da Água, garanta o correto tratamento de efluentes do Rio
Ferreira e assegure a sua urgente despoluição; e 815/XIV/2.ª (PEV) — Recomenda ao Governo que implemente
medidas para a monitorização, despoluição e valorização do Rio Ferreira e seus afluentes.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PAN, do
PEV, do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e votos contra do
PS.
Sr.ª Deputada Lara Martinho, pede a palavra para que efeito?
Abrir texto oficial