PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
GrupoParlamentar
Projeto de Resolução n.º 230/XIV/1.ª
Mobilização do património público habitacional
A Lei de Bases de Habitação, tal como a Constituição da República Portuguesa estipula,
determina que cabe ao Estado a responsabilidade pela resolução do problema da
habitação.
Até agora o Governo tem tentado responder a esta incumbência com medidas que,
qual paliativos, se revelam inconsequentes ou minimamente consequentes. Quer a
chamada “Nova Geração de Políticas de Habitação” quer o conjunto de medidas de
alternativa ao mercado de arrendamento, claramente desregulamentado, sejam elas a
denominada renda acessível, a renda de longa duração ou o direito a habitação
duradoura, nada mais conseguiram do que a oferta de um escasso número de fogos.
Ao mesmo tempo, o Estado tem vindo a alienar importante património, muito dele
com imediata ou clara capacidade de utilização habitacional. Muito desse património,
alienado a fundos imobiliários, tem servido como alimento à espiral especulativa que
domina o mercado da habitação.
Para combater essa espiral especulativa e para operar no controlo do mercado é
essencial aumentar a promoção pública de habitação, como aliás determina a Lei de
Bases da Habitação.
O Grupo Parlamentar do PCP, embora consciente de que a promoção pública de
habitação terá de ser necessariamente muito mais desenvolvida a que terão que
corresponder os respetivos meios, considera que deve ser conhecida a relação do
património público habitacional com vista a concretização de programas públicos de
habitação. Nesse sentido, a informação que deve ser fornecida pelo Governo à
Assembleia da República constitui desde já um elemento indispensável, razão pela
qual se apresenta esta iniciativa
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
GrupoParlamentar
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b)
do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP
propõem que a Assembleia da República adote a seguinte
Resolução
Nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, a Assembleia da República
resolve recomendar ao Governo que:
Até ao primeiro trimestre de 2021 apresente, à Assembleia da República, relação do
património público, incluindo o Setor Empresarial do Estado, a Administração Indireta
do Estado e a Segurança Social, com vocação habitacional imediata ou após obras de
adaptação.
Assembleia da República, 21 de julho de 2020
Os Deputados,
BRUNO DIAS; JOÃO OLIVEIRA; DUARTE ALVES; PAULA SANTOS; ANTÓNIO FILIPE;
JOÃO DIAS; ALMA RIVERA; DIANA FERREIRA; JERÓNIMO DE SOUSA; ANA MESQUITA
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Publicação — DAR II série A — 125-125 — 31/01/2020
31 DE JANEIRO DE 2020
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 230/XIV/1.ª
MOBILIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO PÚBLICO HABITACIONAL
A Lei de Bases de Habitação, tal como a Constituição da República Portuguesa estipula, determina que
cabe ao Estado a responsabilidade pela resolução do problema da habitação.
Até agora o Governo tem tentado responder a esta incumbência com medidas que, qual paliativos, se
revelam inconsequentes ou minimamente consequentes. Quer a chamada «Nova Geração de Políticas de
Habitação» quer o conjunto de medidas de alternativa ao mercado de arrendamento, claramente
desregulamentado, sejam elas a denominada renda acessível, a renda de longa duração ou o direito a
habitação duradoura, nada mais conseguiram do que a oferta de um escasso número de fogos.
Ao mesmo tempo, o Estado tem vindo a alienar importante património, muito dele com imediata ou clara
capacidade de utilização habitacional. Muito desse património, alienado a fundos imobiliários, tem servido
como alimento à espiral especulativa que domina o mercado da habitação.
Para combater essa espiral especulativa e para operar no controlo do mercado é essencial aumentar a
promoção pública de habitação, como aliás determina a Lei de Bases da Habitação.
O Grupo Parlamentar do PCP, embora consciente de que a promoção pública de habitação terá de ser
necessariamente muito mais desenvolvida a que terão que corresponder os respetivos meios, considera que
deve ser conhecida a relação do património público habitacional com vista a concretização de programas
públicos de habitação. Nesse sentido, a informação que deve ser fornecida pelo Governo à Assembleia da
República constitui desde já um elemento indispensável, razão pela qual se apresenta esta iniciativa.
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República adote a
seguinte:
Resolução
Nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, a Assembleia da República resolve recomendar ao
Governo que:
No prazo de 60 dias apresente à Assembleia da República relação do património público, incluindo o setor
empresarial do estado, a administração indireta do Estado e a segurança social, com vocação habitacional
imediata ou após obras de adaptação.
Assembleia da República, 30 de janeiro de 2020.
Os Deputados do PCP: Bruno Dias — João Oliveira — Duarte Alves — Paula Santos — António Filipe —
João Dias — Alma Rivera — Diana Ferreira — Jerónimo de Sousa — Ana Mesquita.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 231/XIV/1.ª
PELA CÉLERE CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL DE LAGOS
O Hospital da Misericórdia de Lagos, criado no século XV, foi nacionalizado em 1974 e integrado,
posteriormente, no Serviço Nacional de Saúde. Após a nacionalização o hospital concelhio de Lagos – como
passou então a ser denominado – viu melhoradas significativamente as suas condições de funcionamento,
nomeadamente ao nível do bloco operatório e do internamento, tendo sido ainda dotado de um serviço de
urgências e de uma maternidade.
Em 1989 passou a hospital distrital e em 2004 foi integrado no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio,
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Publicação — DAR II série A — 32-33 — 21/07/2020
II SÉRIE-A — NÚMERO 124
Também em setembro, o governo publicou um despacho sinalizando para rentabilização um conjunto de edificado sob a tutela do Ministério da Defesa. Só no Porto existem 3 edifícios que poderiam responder a necessidades habitacionais, em Lisboa são muitos mais.
O Governo deve recensear o património com potencial de resposta a carências habitacionais e transferi-lo, para esse efeito, para a tutela do Ministério da Habitação, nomeadamente o já referido património do Ministério da Defesa. Deve igualmente privilegiar o diálogo com os municípios em qualquer caso de venda, cessão ou rentabilização de património público, atribuindo àqueles o direito de pronúncia e uso do edificado para bens de interesse público da cidade.
Estas propostas, vão também em linha com o definido na Lei de Bases da Habitação, que determina que a alienação do património público fica condicionada à existência de património habitacional público suficiente face às necessidades habitacionais presentes ou previstas. Assim, esta condicionalidade deve aplicar-se em diversas cidades do país. Ao não respeitá-la, o Governo está na prática a atropelar a nova Lei de Bases.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – Suspenda a venda de património do Estado com vocação habitacional em cidades com carência
habitacional identificada no levantamento realizado pelo IHRU. 2 – Identifique todos os edifícios que, como património do Estado, possam ser mobilizados para a
resposta a necessidades habitacionais e os coloque sob a tutela do Ministério da Habitação e Infraestruturas. 3 – Inscreva no regime do património imobiliário público que aos municípios e regiões autónomas deve ser
consagrado o direito a pronúncia sobre a compra de património do estado quando definido o valor base de auditoria, sempre que decorra um processo de alienação e em momento anterior à publicitação ao mercado.
4 – Atualize anualmente, ao abrigo do artigo 114.º do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, os relatórios do Edificado do Sistema de Informação dos Imoveis do Estado da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, retomando a sua publicação no sítio da Internet.
Assembleia da República, 21 de julho de 2020.
As Deputadas e os Deputados do BE: Maria Manuel Rola — Pedro Filipe Soares — Mariana Mortágua — Jorge Costa — Alexandra Vieira — Beatriz Gomes Dias — Fabíola Cardoso — Isabel Pires — Joana Mortágua — João Vasconcelos — José Manuel Pureza — José Maria Cardoso — José Moura Soeiro — Luís Monteiro — Moisés Ferreira — Nelson Peralta — Ricardo Vicente — Sandra Cunha — Catarina Martins.
(1) Texto inicial substituído a pedido do autor da iniciativa a 20 e a 21 de julho de 2020 [Vide DAR II Série-A n.º 29 (2019.12.13)].
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Substituição do texto inicial do Projeto de Resolução n.º 230/XIV/1.ª a pedido do autor (2)
A Lei de Bases de Habitação, tal como a Constituição da República Portuguesa estipula, determina que cabe ao Estado a responsabilidade pela resolução do problema da habitação.
Até agora o Governo tem tentado responder a esta incumbência com medidas que, qual paliativos, se revelam inconsequentes ou minimamente consequentes. Quer a chamada «Nova Geração de Políticas de Habitação» quer o conjunto de medidas de alternativa ao mercado de arrendamento, claramente desregulamentado, sejam elas a denominada renda acessível, a renda de longa duração ou o direito a habitação duradoura, nada mais conseguiram do que a oferta de um escasso número de fogos.
Ao mesmo tempo, o Estado tem vindo a alienar importante património, muito dele com imediata ou clara capacidade de utilização habitacional. Muito desse património, alienado a fundos imobiliários, tem servido
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Votação na generalidade — DAR I série — 42-42 — 24/07/2020
I SÉRIE — NÚMERO 76
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 538/XIV/1.ª (CDS-PP) — Medidas de apoio à assistência a banhistas
no âmbito da atual crise pandémica provocada pela COVID-19.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do PEV e do IL, votos a favor do PSD,
do CDS-PP, do PAN, do CH e da Deputada não inscrita Cristina Rodrigues e abstenções do BE e da Deputada
não inscrita Joacine Katar Moreira.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 557/XIV/1.ª (BE) — Inclusão do circo tradicional nos apoios às artes.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PEV,
do CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, o voto contra do IL e a
abstenção do PAN.
A Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real pediu a palavra. Para que efeito?
A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, para anunciar que entregarei uma declaração de voto
sobre a votação a que acabámos de proceder.
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 168/XIV/1.ª (BE) — Moratória à venda ou cessão
de património do Estado em cidades em carência habitacional.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, do PAN, do PEV e das
Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do PSD, do CH e do IL e a
abstenção do CDS-PP.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 230/XIV/1.ª (PCP) — Mobilização do património
público habitacional.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PAN,
do PEV, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a abstenção do CH.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 540/XIV/1.ª (BE) — Reforço da oferta de transporte ferroviário e
complementaridade com o transporte rodoviário para garantir condições de segurança.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH e
das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do PS e abstenções do
CDS-PP e do IL.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 564/XIV/1.ª (PCP) — Pela promoção de medidas de defesa da
segurança e saúde pública no transporte ferroviário para combater a epidemia da COVID-19.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, do
PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PSD,
do CH e do IL.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 541/XIV/1.ª (BE) — Pelo levantamento do layoff no setor dos
transportes.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, do
PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PSD,
do CH e do IL.
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Votação final global — DAR I série — 47-47 — 03/10/2020
3 DE OUTUBRO DE 2020
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PAN, do CH, do IL e das Deputadas
não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e votos contra do PSD, do PCP, do CDS-PP e do PEV.
Baixa à 9.ª Comissão.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 636/XIV/2.ª (BE) — Garante o
acompanhamento da mulher grávida na assistência à gravidez e em todas as fases do parto mesmo durante a
pandemia de COVID-19.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH, do
IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do PSD e a abstenção
do CDS-PP.
Baixa à 9.ª Comissão.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 605/XIV/1.ª (BE) — Recomenda a
integração de assistentes operacionais precários na escola pública.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH, do
Deputado do PS Ascenso Simões e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, o
voto contra do IL e abstenções do PS e do CDS-PP.
Vamos passar à votação do Projeto de Resolução n.º 627/XIV/2.ª (PCP) — Recomenda ao Governo a
contratação de todos os trabalhadores necessários ao funcionamento da escola pública.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos a favor do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH, do Deputado
do PS Ascenso Simões e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra
do PSD e abstenções do PS, do CDS-PP e do IL.
De seguida, vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 654/XIV/2.ª (BE) — Recomenda a
contratação de mais professores, técnicos especializados e trabalhadores não docentes para a escola pública.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do CH, do Deputado
do PS Ascenso Simões e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra
do IL e abstenções do PS e do PSD.
Baixa à 8.ª Comissão.
Vamos agora passar à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Economia, Inovação,
Obras Públicas e Habitação, relativo ao Projeto de Resolução n.º 168/XIV/1.ª (BE) — Moratória à venda ou
cessão de património do Estado em cidades em carência habitacional.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Passamos à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Economia, Inovação, Obras
Públicas e Habitação, relativo ao Projeto de Resolução n.º 230/XIV/1.ª (PCP) — Mobilização do património
público habitacional.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
De seguida, passamos à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Economia,
Inovação, Obras Públicas e Habitação, relativo ao Projeto de Resolução n.º 540/XIV/1.ª (BE) — Reforço da
oferta de transporte ferroviário e complementaridade com o transporte rodoviário para garantir condições de
segurança.
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