PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 2084/XIII/4.ª
Recomenda ao Governo que crie o Grupo de Recrutamento nas áreas da Expressão
Dramática e do Teatro
O Governo tem a responsabilidade de garantir uma Escola Pública de qualidade,
gratuita e para todos. Esta responsabilidade passa por dotar a escola pública de
trabalhadores em número adequado e com condições de trabalho que permitam,
desde o primeiro dia de aulas, que todos os alunos tenham direito à educação
conforme plasmado na Constituição da República Portuguesa.
Como direitos constitucionais que são, a cultura e a educação devem ser assegurados a
todos os portugueses, pois contribuem para a formação integral do indivíduo,
permitindo o desenvolvimento de todas as suas potencialidades que, consideradas do
ponto de vista físico, intelectual, moral e artístico, o preparam para uma intervenção
ativa e consciente na sociedade.
Os sucessivos Governos têm desvalorizado o papel da Arte na Educação,
nomeadamente na não criação de uma rede pública de ensino artístico, o que leva a
que a resposta existente esteja no ensino privado e cooperativo, através da
contratualização com o estado.
A contratação de escola é um dos procedimentos utilizados para o preenchimento dos
horários que surgem em resultado da variação das necessidades temporárias,
considerando-se como necessidade temporária, “as necessidades de serviço a prestar
por formadores ou técnicos especializados, nas áreas de natureza profissional,
tecnológica, vocacional ou artísticas dos ensinos básico e secundário”. É através desta
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
modalidade de contratação que as escolas suprem as necessidades de docência no
ensino artístico, nomeadamente através dos chamados técnicos especializados.
Estes técnicos especializados cumprem funções docentes, mas não são contratados
enquanto docentes. Ao longo dos anos suprem necessidades permanentes no sistema
educativo público através da contratação anual, afastados da carreira docente e com
uma instabilidade laboral contínua, sempre sujeitos à precariedade levando a
repercussões na vida familiar e na escola pública.
No caso em particular dos professores de teatro e expressão dramática, o problema
agrava-se pelo facto de, por omissão do Governo, ainda não terem sido iniciadas as
negociações para a criação de um grupo de recrutamento para a área do teatro,
reconhecendo-se assim as suas funções docentes. A criação deste grupo de
recrutamento levaria a que estes professores deixassem de ser contratados a partir da
contratação de escola, passando assim a estarem abrangidos pelo Estatuto da Carreira
Docente e teriam a possibilidade de vincularem na carreira docente.
O PCP sempre interveio e defendeu que o processo de integração de trabalhadores
com vínculos precários com funções permanentes na Escola Pública e na
Administração Pública é fundamental e condição determinante para a qualidade dos
serviços públicos.
No âmbito desta matéria, deu entrada na Assembleia da República uma Petição, com
mais de 5000 assinaturas, dinamizada pela FENPROF “Pelo direito à vinculação e
integração na carreira docente, pela criação de um grupo de Recrutamento na Área do
Teatro“
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
A Resolução da Assembleia da República nº 37/2018, de 7 de fevereiro, que teve
origem num Projeto de Resolução do PCP, n.º 1173/XIII/3.ª que recomendava a
criação dos Grupos de Recrutamento que correspondam às funções de docência dos
Técnicos Especializados e onde no seu ponto 4, recomenda ao governo que “crie
grupos de recrutamento para os técnicos especializados, nas diversas áreas
disciplinares a que atualmente correspondem funções de docência, com vista à sua
vinculação na carreira docente”, mas até hoje ainda não foram dados quaisquer
passos nesse sentido, nomeadamente iniciando as negociações com os
representantes dos trabalhadores.
Cumpre ao Governo iniciar as negociações para a posterior criação de um grupo de
recrutamento para estes professores, valorizando as suas funções enquanto
professores e respeitando assim os seus direitos a um vínculo estável.
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156º da Constituição e da alínea b) do
nº 1 do artigo 4º do regimento, os deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem
que a Assembleia da república adote a seguinte:
Resolução
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da
Constituição da República, recomendar ao Governo que inicie o processo negocial
com vista à criação de um Grupo de Recrutamento nas áreas da Expressão Dramática
e do Teatro que atualmente são supridas através de técnicos especializados com
funções docentes, permitindo a posterior vinculação na carreira docente.
Assembleia da República, 2 de abril de 2019
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Os Deputados,
ÂNGELA MOREIRA; ANA MESQUITA; PAULA SANTOS; ANTÓNIO FILIPE; CARLA CRUZ;
PAULO SÁ; JOÃO DIAS; DUARTE ALVES;
---
Publicação — DAR II série A — 9-10 — 02/04/2019
2 DE ABRIL DE 2019
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 2084/XIII/4.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE CRIE O GRUPO DE RECRUTAMENTO NAS ÁREAS DA
EXPRESSÃO DRAMÁTICA E DO TEATRO
O Governo tem a responsabilidade de garantir uma escola pública de qualidade, gratuita e para todos. Esta
responsabilidade passa por dotar a escola pública de trabalhadores em número adequado e com condições de
trabalho que permitam, desde o primeiro dia de aulas, que todos os alunos tenham direito à educação conforme
plasmado na Constituição da República Portuguesa.
Como direitos constitucionais que são, a cultura e a educação devem ser assegurados a todos os
portugueses, pois contribuem para a formação integral do indivíduo, permitindo o desenvolvimento de todas as
suas potencialidades que, consideradas do ponto de vista físico, intelectual, moral e artístico, o preparam para
uma intervenção ativa e consciente na sociedade.
Os sucessivos Governos têm desvalorizado o papel da arte na educação, nomeadamente na não criação de
uma rede pública de ensino artístico, o que leva a que a resposta existente esteja no ensino privado e
cooperativo, através da contratualização com o Estado.
A contratação de escola é um dos procedimentos utilizados para o preenchimento dos horários que surgem
em resultado da variação das necessidades temporárias, considerando-se como necessidade temporária, «as
necessidades de serviço a prestar por formadores ou técnicos especializados, nas áreas de natureza
profissional, tecnológica, vocacional ou artísticas dos ensinos básico e secundário». É através desta modalidade
de contratação que as escolas suprem as necessidades de docência no ensino artístico, nomeadamente através
dos chamados técnicos especializados.
Estes técnicos especializados cumprem funções docentes, mas não são contratados enquanto docentes. Ao
longo dos anos suprem necessidades permanentes no sistema educativo público através da contratação anual,
afastados da carreira docente e com uma instabilidade laboral contínua, sempre sujeitos à precariedade levando
a repercussões na vida familiar e na escola pública.
No caso em particular dos professores de teatro e expressão dramática, o problema agrava-se pelo facto de,
por omissão do Governo, ainda não terem sido iniciadas as negociações para a criação de um grupo de
recrutamento para a área do teatro, reconhecendo-se assim as suas funções docentes. A criação deste grupo
de recrutamento levaria a que estes professores deixassem de ser contratados a partir da contratação de escola,
passando assim a estarem abrangidos pelo Estatuto da Carreira Docente e teriam a possibilidade de vincularem
na carreira docente.
O PCP sempre interveio e defendeu que o processo de integração de trabalhadores com vínculos precários
com funções permanentes na escola pública e na Administração Pública é fundamental e condição determinante
para a qualidade dos serviços públicos.
No âmbito desta matéria, deu entrada na Assembleia da República uma petição, com mais de 5000
assinaturas, dinamizada pela FENPROF «Pelo direito à vinculação e integração na carreira docente, pela
criação de um grupo de recrutamento na área do teatro».
A Resolução da Assembleia da República n.º 37/2018, de 7 de fevereiro, que teve origem num projeto de
resolução do PCP, o Projeto de Resolução n.º 1173/XIII/3.ª que recomendava a criação dos grupos de
recrutamento que correspondam às funções de docência dos técnicos especializados e onde no seu ponto 4,
recomenda ao governo que «crie grupos de recrutamento para os técnicos especializados, nas diversas áreas
disciplinares a que atualmente correspondem funções de docência, com vista à sua vinculação na carreira
docente», mas até hoje ainda não foram dados quaisquer passos nesse sentido, nomeadamente iniciando as
negociações com os representantes dos trabalhadores.
Cumpre ao Governo iniciar as negociações para a posterior criação de um grupo de recrutamento para estes
professores, valorizando as suas funções enquanto professores e respeitando assim os seus direitos a um
vínculo estável.
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da república adote a
seguinte:
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Publicação — DAR II série A — 215-216 — 10/04/2019
10 DE ABRIL DE 2019
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 2084/XIII/4.ª (**)
(RECOMENDA AO GOVERNO QUE CRIE O GRUPO DE RECRUTAMENTO NAS ÁREAS DA
EXPRESSÃO DRAMÁTICA E DO TEATRO)
O Governo tem a responsabilidade de garantir uma escola pública de qualidade, gratuita e para todos. Esta
responsabilidade passa por dotar a escola pública de trabalhadores em número adequado e com condições de
trabalho que permitam, desde o primeiro dia de aulas, que todos os alunos tenham direito à educação
conforme plasmado na Constituição da República Portuguesa.
Como direitos constitucionais que são, a cultura e a educação devem ser assegurados a todos os
portugueses, pois contribuem para a formação integral do indivíduo, permitindo o desenvolvimento de todas as
suas potencialidades que, consideradas do ponto de vista físico, intelectual, moral e artístico, o preparam para
uma intervenção ativa e consciente na sociedade.
Os sucessivos Governos têm desvalorizado o papel da arte na educação, nomeadamente na não criação
de uma rede pública de ensino artístico, o que leva a que a resposta existente esteja no ensino privado e
cooperativo, através da contratualização com o Estado.
A contratação de escola é um dos procedimentos utilizados para o preenchimento dos horários que surgem
em resultado da variação das necessidades temporárias, considerando-se como necessidade temporária, «as
necessidades de serviço a prestar por formadores ou técnicos especializados, nas áreas de natureza
profissional, tecnológica, vocacional ou artísticas dos ensinos básico e secundário». É através desta
modalidade de contratação que as escolas suprem as necessidades de docência no ensino artístico,
nomeadamente através dos chamados técnicos especializados.
Estes técnicos especializados cumprem funções docentes, mas não são contratados enquanto docentes.
Ao longo dos anos suprem necessidades permanentes no sistema educativo público através da contratação
anual, afastados da carreira docente e com uma instabilidade laboral contínua, sempre sujeitos à precariedade
levando a repercussões na vida familiar e na escola pública.
No caso em particular dos professores de teatro e expressão dramática, o problema agrava-se pelo facto
de, por omissão do Governo, ainda não terem sido iniciadas as negociações para a criação de um grupo de
recrutamento para a área do teatro, reconhecendo-se assim as suas funções docentes. A criação deste grupo
de recrutamento levaria a que estes professores deixassem de ser contratados a partir da contratação de
escola, passando assim a estarem abrangidos pelo Estatuto da Carreira Docente e teriam a possibilidade de
vincularem na carreira docente.
O PCP sempre interveio e defendeu que o processo de integração de trabalhadores com vínculos precários
com funções permanentes na escola pública e na Administração Pública é fundamental e condição
determinante para a qualidade dos serviços públicos.
No âmbito desta matéria, deu entrada na Assembleia da República uma petição, com mais de 5000
assinaturas, dinamizada pela FENPROF «Pelo direito à vinculação e integração na carreira docente, pela
criação de um grupo de Recrutamento na Área do Teatro».
A Resolução da Assembleia da República n.º 37/2018, de 7 de fevereiro, que teve origem num Projeto de
Resolução, do PCP, n.º 1173/XIII/3.ª, que recomendava a criação dos grupos de recrutamento que
correspondam às funções de docência dos Técnicos Especializados e onde no seu ponto 4, recomenda ao
Governo que «crie grupos de recrutamento para os técnicos especializados, nas diversas áreas disciplinares a
que atualmente correspondem funções de docência, com vista à sua vinculação na carreira docente», mas até
hoje ainda não foram dados quaisquer passos nesse sentido, nomeadamente iniciando as negociações com
os representantes dos trabalhadores.
Cumpre ao Governo iniciar as negociações para a posterior criação de um grupo de recrutamento para
estes professores, valorizando as suas funções enquanto professores e respeitando assim os seus direitos a
um vínculo estável.
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da república adote a
seguinte:
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Votação Deliberação — DAR I série — 56-56 — 20/07/2019
I SÉRIE — NÚMERO 108
Srs. Deputados, face ao resultado das votações que tiveram lugar, tendo ficado apenas aprovada, sobre o
mesmo objeto, uma resolução, ela não carece de baixar à 1.ª Comissão, como tinha sido dito, e o que vos peço
é que confirmemos em votação global esta votação. Se o resultado for igual ao anterior, o Projeto de Resolução
n.º 659/XIII/2.ª (PSD) será dado como aprovado.
Vamos então votar, em votação global, o Projeto de Resolução n.º 659/XIII/2.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo a avaliação e a revisão do Regulamento das Custas Processuais será dado como aprovado.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes, do PAN
e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira, votos contra do PS e a abstenção do BE.
Passamos agora à votação do texto de substituição, apresentado pela Comissão de Educação e Ciência,
relativo aos Projetos de Resolução n.os 2188/XIII/4.ª (BE) — Situação dos leitores nas universidades portuguesas
e 2247/XIII/4.ª (PCP) — Recomenda a integração dos leitores das instituições do ensino superior público.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e abstenções do PSD, do CDS-PP e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira.
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Faz favor, Sr. Deputado.
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, é para informar que o Grupo Parlamentar do PS apresentará
uma declaração de voto escrita sobre esta votação.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Fica registado.
Prosseguimos com a votação do Projeto de Resolução n.º 303/XIII/1.ª (PCP) — Por uma escola pública e
inclusiva em toda a escolaridade obrigatória.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, de
Os Verdes, do PAN e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e a abstenção do PSD.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 1673/XIII/3.ª (PCP) — Recomenda ao Governo que estude a
possibilidade de introdução da sesta na educação pré-escolar.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes,
do PAN e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e votos contra do PS.
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — O Sr. Deputado Porfírio Silva pediu a palavra para que efeito?
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, para informar que o Grupo Parlamentar do PS apresentará uma
declaração de voto escrita.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Fica registado.
Segue-se a votação do Projeto de Resolução n.º 2084/XIII/4.ª (PCP) — Recomenda ao Governo que crie o
grupo de recrutamento nas áreas da expressão dramática e do teatro.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do CDS-PP e do Deputado não inscrito Paulo
Trigo Pereira, votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e a abstenção do PSD.
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