Projeto de Resolução n.º 1852/XIII/4.ª
Recomenda ao Governo que tome medidas com vista à realização de
obras urgentes na entrada da vila de Sagres
Exposição de motivos
O estado de degradação da rede viária e espaço público adjacente na entrada
de Sagres tem-se agravado de ano para ano. Tal circunstância, todavia, não
tem sido motivo suficiente para que se tomem as medidas adequadas para
repor a situação e devolver a dignidade à entrada da vila. O piso encontra-se
em estado deplorável e as bermas, em alguns troços, ascendem a mais de 30
centímetros de altura, facto que representa um drástico agravamento do risco
para automobilistas e peões e atinge proporções intoleráveis.
Por outro lado, inexiste qualquer vestígio de zelo e cuidado, sem preocupação
estética, a qual, numa vila com uma importante vocação turística e na estrada
que conduz à Fortaleza de Sagres – monumento mais visitado do Algarve – é
ainda mais incompreensível.
A Junta de Freguesia de Sagres, de modo muito militante e empenhado, tem
levado a cabo um conjunto de diligências para sensibilizar as entidades
responsáveis para a premência da questão, as quais têm contado com um
importante apoio e participação da população. Nesse sentido, os deputados e
autarcas do PSD também se têm associado a esta preocupação.
O Governo foi incapaz de resolver a matéria, tendo a renegociação que
submeteu ao Tribunal de Contas sido liminarmente rejeitada, em mais do que
uma ocasião, por não cumprir a lei, o que impossibilitou a devolução do troço
em causa às Infraestruturas de Portugal.
Ora, ainda que a EN-268, estrada que engloba a entrada de Sagres, esteja
compreendida no objecto da subconcessão Rotas do Algarve Litoral , e que a
renegociação do contrato com vista à devolução da via à jurisdição das
Infraestruturas de Portugal esteja dependente do visto do Tribunal de Contas,
tal circunstância não pode nem deve ser fundamento para que as obras de
manutenção e conservação se não realizem. No mesmo sentido, e perante
constrangimentos de idêntica natureza, tiveram lugar, em 2018, obras no troço
entre Olhão e Vila Real de Santo António, as quais, ainda não consistindo na
requalificação prevista, tiveram o mérito, ainda assim, de minorar alguns
problemas. Não há razão para tratar a situação em causa de modo diferente.
Os cidadãos de Sagres, todos os seus visitantes, merecem uma via com as
condições de circulação normalizada, e tal exige a ação pronta por parte do
Governo, sem mais delongas.
Pelo exposto, nos termos regimentais e constitucionais aplicáveis, nos
termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República
Portuguesa os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do
PSD propõem que a Assembleia da República recomende ao Governo:
. Que diligencie no sentido de proceder à requalificação urgente na EN-
268, entrada de Sagres, protegendo as pessoas e reforçando a segurança
rodoviária.
Assembleia da República, 10 de outubro de 2018.
Os Deputados do Grupo Parlamentar do PSD
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Publicação — DAR II série A — 71-71 — 10/10/2018
10 DE OUTUBRO DE 2018
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1852/XIII/4.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE TOME MEDIDAS COM VISTA À REALIZAÇÃO DE OBRAS
URGENTES NA ENTRADA DA VILA DE SAGRES
Exposição de motivos
O estado de degradação da rede viária e espaço público adjacente na entrada de Sagres tem-se agravado
de ano para ano. Tal circunstância, todavia, não tem sido motivo suficiente para que se tomem as medidas
adequadas para repor a situação e devolver a dignidade à entrada da vila. O piso encontra-se em estado
deplorável e as bermas, em alguns troços, ascendem a mais de 30 centímetros de altura, facto que representa
um drástico agravamento do risco para automobilistas e peões e atinge proporções intoleráveis.
Por outro lado, inexiste qualquer vestígio de zelo e cuidado, sem preocupação estética, a qual, numa vila
com uma importante vocação turística e na estrada que conduz à Fortaleza de Sagres – monumento mais
visitado do Algarve – é ainda mais incompreensível.
A Junta de Freguesia de Sagres, de modo muito militante e empenhado, tem levado a cabo um conjunto de
diligências para sensibilizar as entidades responsáveis para a premência da questão, as quais têm contado com
um importante apoio e participação da população. Nesse sentido, os deputados e autarcas do PSD também se
têm associado a esta preocupação.
O Governo foi incapaz de resolver a matéria, tendo a renegociação que submeteu ao Tribunal de Contas
sido liminarmente rejeitada, em mais do que uma ocasião, por não cumprir a lei, o que impossibilitou a devolução
do troço em causa às Infraestruturas de Portugal.
Ora, ainda que a EN268, estrada que engloba a entrada de Sagres, esteja compreendida no objeto da
subconcessão Rotas do Algarve Litoral, e que a renegociação do contrato com vista à devolução da via à
jurisdição das Infraestruturas de Portugal esteja dependente do visto do Tribunal de Contas, tal circunstância
não pode nem deve ser fundamento para que as obras de manutenção e conservação se não realizem. No
mesmo sentido, e perante constrangimentos de idêntica natureza, tiveram lugar, em 2018, obras no troço entre
Olhão e Vila Real de Santo António, as quais, ainda não consistindo na requalificação prevista, tiveram o mérito,
ainda assim, de minorar alguns problemas. Não há razão para tratar a situação em causa de modo diferente.
Os cidadãos de Sagres, todos os seus visitantes, merecem uma via com as condições de circulação
normalizada, e tal exige a ação pronta por parte do Governo, sem mais delongas.
Pelo exposto, nos termos regimentais e constitucionais aplicáveis, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da
Constituição da República Portuguesa os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PSD propõem
que a Assembleia da República recomende ao Governo:
Que diligencie no sentido de proceder à requalificação urgente na EN268, entrada de Sagres, protegendo as
pessoas e reforçando a segurança rodoviária.
Assembleia da República, 10 de outubro de 2018.
Os Deputados do PSD: Emídio Guerreiro — Cristóvão Norte — Fernando Virgílio Macedo — Paulo Rios de
Oliveira — Fátima Ramos — Joel Sá — Carlos Silva — Helga Correia — Luís Campos Ferreira — António Costa
Silva — António Topa — Bruno Coimbra — Carla Barros — Luís Leite Ramos — Luís Vales — Nuno Serra —
Paulo Neves — Pedro Pinto — José Carlos Barros.
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