PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 1621/XIII-3.ª
Recomenda ao Governo medidas
para a prevenção e segurança de edifícios associativos
O movimento associativo popular é o movimento mais amplo do nosso país. Existem
hoje mais de 30.000 coletividades e associações, 425.000 dirigentes e mais de 3
milhões de associados que constituem o Movimento Associativo Popular no nosso
país, um espaço de formação pessoal e cívica, de aprendizagem e exercício dos valores
democráticos, da participação e da liberdade.
Pela sua natureza e características, o movimento associativo popular pautou-se
sempre pelos princípios da democracia, da participação, da cooperação e da
solidariedade, desenvolvendo uma imensa atividade cultural, desportiva e recreativa,
num trabalho de proximidade com as populações locais.
Pese embora princípios constitucionais que determinam a responsabilidade do Estado
na garantia do direito à fruição e criação cultural e do direito à cultura física e ao
desporto, a verdade é que tem sido o movimento associativo popular, através do
trabalho desenvolvido pelas coletividades e associações de cultura e desporto, que
tem tido um papel importantíssimo na democratização na cultura e no desporto no
nosso país.
Em muitas regiões de Portugal, estas associações um dos poucos ou o único ponto de
encontro e de desenvolvimento de relações sociais, pelo que a sua importância no seio
de muitas comunidades é evidente, inegável e imprescindível.
No início deste ano (13 janeiro), em Vila Nova da Rainha (Tondela), um incêndio numa
associação cultural e recreativa, além da dimensão trágica ditada pela morte de 8
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pessoas e mais de 40 feridos, levantou também a questão das condições de segurança
nas sedes das associações e coletividades.
A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto afirmou
na altura que o associativismo é seguro, salientando “ a importância do papel de
sensibilização e formação regular nesta área” que a própria Confederação tem
desenvolvido junto dos dirigentes associativos.
Posteriormente, a Confederação, em colaboração com a Autoridade Nacional para a
Proteção Civil, elaborou um Manual de Prevenção e Boas Práticas nos Edifícios
Associativos - Segurança contra incêndios, tendo o mesmo sido enviado para a ANMP e
ANAFRE, procurando esclarecer e informar sobre aspetos a melhorar nos edifícios das
associações e coletividades.
O valoroso trabalho que tem sido desenvolvido pela Confederação Portuguesa das
Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto em várias dimensões do movimento
associativo popular não pode ser pretexto para que o Governo se descarte de
responsabilidades que deve assumir no apoio ao movimento associativo popular.
Muitas coletividades e associações vão vivendo o seu dia-a-dia em asfixia, não tendo,
muitas vezes, os meios financeiros quer para prosseguir a sua ação, quer para
melhorar os seus espaços físicos, tanto mais que esta matéria não estava contemplada
nos Planos de Atividades e Orçamentos aprovados em dezembro passado.
Os insuficientes ou inexistentes apoios às associações e coletividades coloca estas
instituições em situações de grandes dificuldades.
O Grupo Parlamentar do PCP apresentou já uma iniciativa parlamentar de valorização
do movimento associativo popular, considerando a grande importância que tem para a
sociedade, para as populações e as comunidades locais e o seu acesso à cultura, ao
desporto, ao recreio e ao lazer.
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Grupo Parlamentar
Não obstante, entendemos que importa dar uma resposta urgente e imediata às
necessidades sentidas pelas associações e coletividades no que se refere ao seu
edificado.
Tendo já sido aprovada em Conselho de Ministros a Resolução n.º 13/2018, de 20 de
fevereiro, que determina um conjunto de iniciativas sobre a divulgação, verificação e
cumprimento do regime jurídico da segurança contra incêndio em edifícios, criando
um Programa de Prevenção, que necessita de urgente concretização.
O Grupo Parlamentar do PCP apresenta esta iniciativa, pretendendo contribuir para
que não voltem a ocorrer situações como a verificada em Tondela e para que as
coletividades tenham melhores condições para prosseguir o seu trabalho e
intervenção.
Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1
do artigo 4.º do Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que
a Assembleia da República adote a seguinte:
Resolução
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º e do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição da República, recomendar ao Governo que adote
medidas de apoio financeiro para as ações de alteração e adaptação dos edifícios
associativos às necessárias condições de segurança.
Assembleia da República, 16 de maio de 2018
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Os Deputados,
PAULA SANTOS; DIANA FERREIRA; ANTÓNIO FILIPE; JOÃO OLIVEIRA; FRANCISCO
LOPES; CARLA CRUZ; JOÃO DIAS; PAULO SÁ; RITA RATO; JORGE MACHADO; MIGUEL
TIAGO; ANA MESQUITA; ÂNGELA MOREIRA; BRUNO DIAS; JERÓNIMO DE SOUSA
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Publicação — DAR II série A — 257-258 — 16/05/2018
16 DE MAIO DE 2018
recomende ao Governo que:
1. Adote as diligências necessárias com vista a resolver a significativa falta de técnicos afetos às CPCJ,
considerando a realidade de cada Comissão, por forma a garantir a sua capacidade de intervençãoe o
efetivo cumprimento da sua missão.
2. Em articulação com as CPCJ, implemente as medidas necessárias com vista a resolver o problema de
falta de estruturas de acolhimento temporário e de emergência, permitindo dar uma resposta mais célere e
eficaz às crianças e jovens em risco.
3. Desenvolva os procedimentos necessários, em articulação com as CPCJ, com vista a colmatar a falta
de respostas sociais e garantir condições efetivas para o trabalho presencial e integrado com as famílias das
crianças e jovens.
4. Diligencie no sentido da resolução dos problemas a nível das instalações das CPCJ, garantindo a
qualidade, a adequação, a segurança e a igualdade de tratamento a todas as crianças acompanhadas por
estas Comissões.
Assembleia da República, 16 de maio de 2018.
Os Deputados de Os Verdes: José Luís Ferreira — Heloísa Apolónia.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1621/XIII (3.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO MEDIDAS PARA A PREVENÇÃO E SEGURANÇA DE EDIFÍCIOS
ASSOCIATIVOS
O movimento associativo popular é o movimento mais amplo do nosso país. Existem hoje mais de 30 000
coletividades e associações, 425 000 dirigentes e mais de 3 milhões de associados que constituem o
Movimento Associativo Popular no nosso país, um espaço de formação pessoal e cívica, de aprendizagem e
exercício dos valores democráticos, da participação e da liberdade.
Pela sua natureza e características, o movimento associativo popular pautou-se sempre pelos princípios da
democracia, da participação, da cooperação e da solidariedade, desenvolvendo uma imensa atividade cultural,
desportiva e recreativa, num trabalho de proximidade com as populações locais.
Pese embora princípios constitucionais que determinam a responsabilidade do Estado na garantia do
direito à fruição e criação cultural e do direito à cultura física e ao desporto, a verdade é que tem sido o
movimento associativo popular, através do trabalho desenvolvido pelas coletividades e associações de cultura
e desporto, que tem tido um papel importantíssimo na democratização na cultura e no desporto no nosso país.
Em muitas regiões de Portugal, estas associações um dos poucos ou o único ponto de encontro e de
desenvolvimento de relações sociais, pelo que a sua importância no seio de muitas comunidades é evidente,
inegável e imprescindível.
No início deste ano (13 janeiro), em Vila Nova da Rainha (Tondela), um incêndio numa associação cultural
e recreativa, além da dimensão trágica ditada pela morte de 8 pessoas e mais de 40 feridos, levantou também
a questão das condições de segurança nas sedes das associações e coletividades.
A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto afirmou na altura que o
associativismo é seguro, salientando “a importância do papel de sensibilização e formação regular nesta área”
que a própria Confederação tem desenvolvido junto dos dirigentes associativos.
Posteriormente, a Confederação, em colaboração com a Autoridade Nacional para a Proteção Civil,
elaborou um Manual de Prevenção e Boas Práticas nos Edifícios Associativos – Segurança contra incêndios,
tendo o mesmo sido enviado para a ANMP e ANAFRE, procurando esclarecer e informar sobre aspetos a
melhorar nos edifícios das associações e coletividades.
O valoroso trabalho que tem sido desenvolvido pela Confederação Portuguesa das Coletividades de
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Votação Deliberação — DAR I série — 58-58 — 20/07/2019
I SÉRIE — NÚMERO 108
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PAN e do
Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e abstenções do PSD, do PCP e de Os Verdes.
O Sr. PorfírioSilva (PS): — Sr. Presidente, dá-me licença que use da palavra?
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. PorfírioSilva (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar que o Grupo Parlamentar do PS apresentará
uma declaração de voto escrita sobre a última votação.
A Sr.ª DianaFerreira (PCP): — Sr. Presidente, também peço a palavra.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Faça favor, Sr.ª Deputada Diana Ferreira.
A Sr.ª DianaFerreira (PCP): — É para o mesmo efeito, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Fica registado.
Srs. Deputados, se ninguém suscitar a necessidade da votação confirmativa do Projeto de Resolução n.º
1673/XIII/3.ª (PCP) — Recomenda ao Governo que estude a possibilidade de introdução da sesta na educação
pré-escolar, damos como definitiva a que há pouco teve lugar e passaremos à frente no nosso guião.
Pausa.
Não havendo pedidos de palavra, vamos proceder à votação do Projeto de Resolução n.º 1609/XIII/3.ª (Os
Verdes) — Garantia de uma escola pública e inclusiva em toda a escolaridade obrigatória.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, de
Os Verdes e do PAN e abstenções do PSD e doDeputado não inscrito Paulo Trigo Pereira.
De seguida, vamos votar o Projeto de Resolução n.º 1621/XIII/3.ª (PCP) — Recomenda ao Governo medidas
para a prevenção e segurança de edifícios associativos, cujo texto foi substituído pelo autor.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira,
votos a favor do BE, do PCP e de Os Verdes e abstenções do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 2258/XIII/4.ª (PCP) — Reconhece a importância estratégica
do novo hospital central público do Alentejo e do compromisso político para a adjudicação da obra de construção
logo que esteja concluído o respetivo concurso.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes e do PAN e a abstenção doDeputado não inscrito Paulo Trigo Pereira.
Votamos agora o Projeto de Resolução n.º 2260/XIII/4.ª (PCP) — Recomenda ao Governo a adoção de
medidas urgentes para reforçar a resposta pública na saúde no distrito de Beja.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes,
do PAN e dos Deputados do PS Pedro do Carmo e Norberto Patinho e abstenções do PS e doDeputado não
inscrito Paulo Trigo Pereira.
A Sr.ª CecíliaMeireles (CDS-PP): — Sr. Presidente, dá-me licença que use da palavra?
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Faça favor, Sr.ª Deputada.
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