PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução nº 1602/XIII/3ª
Construção do novo Hospital de Barcelos
O Hospital de Santa Maria Maior tem como área de influência os concelhos de
Barcelos e Esposende servindo uma população de cerca de 152.645 habitantes (INE –
População Residente em 2016).
A situação do Hospital de Santa Maria Maior agravou-se a partir de 2006. Nesta data,
pela mão do então ministro da saúde, o governo PS encerrou o serviço de obstetrícia
do Hospital de Santa Maria Maior transferindo-o para o Hospital de S. Marcos em
Braga. A desativação deste serviço foi fortemente contestada pela população e por
todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal de Barcelos.
Desde 2006, pese embora as promessas do então governo, dos responsáveis da saúde
e dos partidos PSD e CDS-PP de manutenção de todas as restantes valências e serviços
do Hospital de Santa Maria Maior, e designadamente a construção de um novo
Hospital, o que se registou foi um processo de esvaziamento e enfraquecimento da
resposta assegurada por esta unidade hospitalar.
Apesar dos investimentos já realizados ou anunciados recentemente pela
administração, designadamente, requalificação do Serviço de Urgência, aquisição de
um aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e de equipamentos médico-
cirúrgicos para os serviços de Pneumologia e Oftalmologia, o Hospital de Barcelos
apresenta inúmeras debilidades que impedem a unidade hospitalar de dar uma
resposta cabal e atempada à população, bem como o obrigam a encaminhar os
doentes para outros hospitais, nomeadamente, para a PPP de Braga.
O serviço de urgência do Hospital de Barcelos apresenta enormes carências,
designadamente, de espaço e condições condignas para acolher os doentes que ali
ocorrem. Recorrentemente assiste-se a internamento de doentes em macas durante
vários dias até que sejam libertadas vagas nos pisos de internamento. O bloco
operatório tem apenas duas salas cirúrgicas e existem problemas no cumprimento das
orientações e normas relativas à circulação de doentes e de produtos contaminados. O
Hospital de Dia de Oncologia mantém-se num espaço sem condições adequadas. O
arquivo dos processos clínicos mais antigos (arquivo morto) está localizado no estádio
do clube do concelho, localização que é questionável, pois deveria estar nas
instalações do Hospital.
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Estes problemas decorrem, em grande parte, do facto do Hospital estar localizado em
instalações que estão há muitos anos subdimensionadas e desadequadas para a
prestação de cuidados de saúde.
O reconhecimento desta desadequação foi traduzido no relatório de Gestão e Contas
de 2015. Neste documento é afirmado que, o “Hospital Santa Maria Maior apresenta
fortes constrangimentos da sua estrutura física que condicionam a realização de
atividades assistenciais (…), os atuais constrangimentos só poderão em definitivo ser
solucionados com a construção de um novo hospital”.
O reconhecimento da desadequação das instalações foi, igualmente, feito pelo
Governo em resposta enviada ao Grupo Parlamentar do PCP, tendo assumido que “(…)
as instalações apresentam efetivamente constrangimentos e limitações à prática
clínica assistencial, o que se deve essencialmente à idade do edifício e que se traduz
em algum desajustamento face às necessidades atuais”.
Na verdade, a extensão e consequência dos problemas infraestruturais não são mais
visíveis graças à dedicação e brio dos profissionais que ali exercem funções. E, é
precisamente essa dedicação que tem permitido ao hospital ser reconhecido como “o
melhor Hospital do grupo dos hospitais que integra”.
Importa, ainda, recordar que as atuais instalações são da Santa Casa da Misericórdia
de Barcelos, pelo que o Estado paga uma renda mensal de 11.462,37 euros (valores de
2018), conforme foi respondido pelo Governo à pergunta nº 563/XIII/3ª efetuada pelo
Grupo Parlamentar do PCP.
Para além das insuficiências do edificado, o Hospital continua a debater-se com
carência de profissionais de saúde. O PCP sabe que o serviço de Imuno-Hemoterapia
está a funcionar há quase um ano sem médico da especialidade; que a única
especialista de Psiquiatria rescindiu o contrato, no mês de abril, alegando falta de
condições para o exercício da sua atividade; a cirurgia geral e a ortopedia continuam a
não ter o quadro de médicos necessários para assegurar as urgências, recorrendo a
prestadores de serviços; o serviço de cardiologia passou de três para um médico e a
equipa intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos que não tem nenhum
médico com atividade no seu horário afeta a essa unidade.
Acresce aos problemas acima elencados outras questões substanciais e que denotam,
no mínimo, posturas contraditórias quanto à valorização e reforço da resposta pública
dada pelo Hospital de Barcelos, designadamente, os processos de contratualização e o
não cumprimento do despacho publicado em agosto de 2017 relativo `integração do
serviço de urologia na rede de referenciação.
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Sobre a contratualização estabelecida entre Administração Regional de Saúde do
Norte e o Hospital de Barcelos, traduzida nos contratos programa, o PCP sabe que a
atividade assistencial contratualizada relativa a episódios de urgência, ao número de
consultas, de internamentos e sessões de hospital de dia é muito inferior ao que é
realizado pela unidade hospitalar.
E, no tocante ao incumprimento do despacho publicado em agosto de 2017 relativo à
integração do serviço de urologia na rede de referenciação, o PCP foi informado que o
ACES Cávado/Esposende continua sem poder enviar doentes para o hospital, pelo que
continua a encaminhar os doentes para a PPP de Braga ou para os convencionados.
O envio dos doentes para o Hospital de Braga tem sido uma realidade e, em certa
medida uma opção de sucessivos governos que não investiram e reforçaram o Hospital
de Barcelos e não construíram uma nova unidade hospitalar.
A construção das novas instalações do Hospital, prometido, quer pelo PS, quer pelo
PSD há vários anos tarda em efetivar-se. E, do atual Governo minoritário do PS apenas
se conhecem proclamações genéricas, tais como as proferidas, no passado dia 16 de
abril, pelo Secretário de Estado e Adjunto da Saúde, e divulgadas na comunicação
social, tendo dito que “a construção de um novo Hospital em Barcelos é importante e
pode vir a ser uma prioridade para o Governo”. Ou as declarações mais recentes da
Secretária de Estado da Saúde, nas quais assume que a construção do novo hospital no
concelho “é uma prioridade” e avançou que o Governo está “a trabalhar para que este
seja considerado no próximo quadro comunitário”.
Para o PCP a construção do Hospital de Barcelos não pode ser mais adiada e tem que
ser efetivada, assim com a apresentação do presente Projeto de Resolução procura-se
dar concretização à esperança de muitos barcelenses e de esposendense de que a
alteração da correlação de forças na Assembleia da República, na sequência das
eleições do passado dia 4 de Outubro de 2015, corresponda às aspirações e anseios
dos trabalhadores e do povo e, em particular, permita dar resposta adequada às suas
necessidades de acesso à saúde.
O PCP, dando uma vez mais cumprimento aos compromissos assumidos com as
populações da região, propõe que a Assembleia da República assegure as condições
para o arranque da construção do novo Hospital de Barcelos durante o ano de 2019
salvaguardando o modelo integralmente público para a sua construção e gestão.
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Assim, nos termos regimentais e constitucionais aplicáveis, Os Deputados abaixo
assinados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República
adote a seguinte
Resolução
A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição,
recomenda ao Governo que:
1.Desencadeie os procedimentos necessários para que o lançamento do processo de
construção do novo Hospital de Barcelos se inicie durante o ano de 2018;
2.Sejam avaliadas soluções de financiamento com recurso a fundos comunitários,
assegurando o modelo integralmente público para a construção e gestão do
novo Hospital.
Palácio de São Bento, 10 de maio de 2018
Os Deputados,
CARLA CRUZ; JOÃO DIAS; PAULA SANTOS; JOÃO OLIVEIRA; JERÓNIMO DE SOUSA;
FRANCISCO LOPES; ANTÓNIO FILIPE; MIGUEL TIAGO; ANA MESQUITA; BRUNO DIAS;
ÂNGELA MOREIRA; DIANA FERREIRA; RITA RATO; JORGE MACHADO; PAULO SÁ
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Publicação — DAR II série A — 16-18 — 10/05/2018
II SÉRIE-A — NÚMERO 111
das caixilharias para novos elementos em alumínio com rutura térmica e vidro duplo, substituição de toda a
cobertura existente, substituição dos pavimentos, renovação das instalações sanitárias, reestruturação dos
sistemas de deteção de incêndios, iluminação de emergência e rede ITED; no Pavilhão Desportivo,
intervenção ao nível de todas as fachadas exteriores, reformulação dos espaços, renovação de todas as
carpintarias; no Bloco C (construído apenas em 2007), manutenção e restauro do pavimento do anfiteatro e
eliminação de deficiências térmicas nos alinhamentos das vigas, pilares e cobertura.
Em suma, a intervenção prevista é muito profunda para poder responder aos graves problemas que o
equipamento escolar apresenta. Não se compreende, por isso, que estando disponível a verba do FEDER
para que a obra se execute não haja lugar aos procedimentos concursais que permitam o seu arranque no
mais curto prazo, melhorando significativamente as condições de trabalho de alunos e profissionais.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Partido Social
Democrata apresenta o seguinte projeto de resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República
Portuguesa, recomendar ao Governo que:
1. Elabore um detalhado plano de intervenção na Escola EB 2/3/Sec. Dr. Bento da Cruz, em Montalegre, e
partilhe com a escola e comunidade educativa os seus termos e calendário de execução;
2. Proceda à urgente reabilitação e requalificação da Escola.
Palácio de S. Bento, 9 de maio de 2018.
Os Deputados do PSD: Maria Manuela Tender — Margarida Mano — Pedro Pimpão — Álvaro Batista —
Ana Sofia Bettencourt — Pedro Roque — Carlos Silva — Duarte Pacheco — Joana Barata Lopes — José de
Matos Correia — José de Matos Rosa — Luís Marques Guedes — Paula Teixeira da Cruz — Pedro Pinto —
Ricardo Batista Leite — Sandra Pereira — Sérgio Azevedo — Maria Germana Rocha — Laura Monteiro
Magalhães — Nilza de Sena — Pedro Alves — Amadeu Soares Albergaria — Carlos Abreu Amorim — Duarte
Filipe Marques — José Cesário — Margarida Balseiro Lopes — Rui Silva — Cristóvão Simão Ribeiro —
Susana Lamas — Inês Domingos.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1602/XIII (3.ª)
CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL DE BARCELOS
O Hospital de Santa Maria Maior tem como área de influência os concelhos de Barcelos e Esposende
servindo uma população de cerca de 152 645 habitantes (INE – População Residente em 2016).
A situação do Hospital de Santa Maria Maior agravou-se a partir de 2006. Nesta data, pela mão do então
ministro da saúde, o governo PS encerrou o serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria Maior
transferindo-o para o Hospital de S. Marcos em Braga. A desativação deste serviço foi fortemente contestada
pela população e por todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal de Barcelos.
Desde 2006, pese embora as promessas do então governo, dos responsáveis da saúde e dos partidos
PSD e CDS-PP de manutenção de todas as restantes valências e serviços do Hospital de Santa Maria Maior,
e designadamente a construção de um novo Hospital, o que se registou foi um processo de esvaziamento e
enfraquecimento da resposta assegurada por esta unidade hospitalar.
Apesar dos investimentos já realizados ou anunciados recentemente pela administração, designadamente,
requalificação do Serviço de Urgência, aquisição de um aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e
de equipamentos médico-cirúrgicos para os serviços de Pneumologia e Oftalmologia, o Hospital de Barcelos
apresenta inúmeras debilidades que impedem a unidade hospitalar de dar uma resposta cabal e atempada à
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Votação na generalidade — DAR I série — 66-67 — 13/07/2018
I SÉRIE — NÚMERO 105
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes, do PAN e de 5 Deputados do PS (Bacelar de Vasconcelos, Fernando Jesus, Hugo Carvalho, Isabel
Santos e Joana Lima) e a abstenção do PS.
Os três projetos de resolução em causa baixam à 8.ª Comissão.
Tendo sido informado de que não há objeções, vamos também votar conjuntamente, na generalidade, os
projetos de resolução n.os 1630/XIII (3.ª) — Requalificação da Escola Secundária do Lumiar, em Lisboa (BE),
1687/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que realize, com urgência, obras de requalificação na Escola
Secundária do Lumiar, em Lisboa (CDS-PP) e 1697/XIII (3.ª) — Requalificação urgente da Escola Secundária
do Lumiar, no concelho de Lisboa (Os Verdes).
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes, do PAN e de 3 Deputados do PS (Helena Roseta, Joaquim Raposo e Pedro Delgado Alves) e a
abstenção do PS.
Os projetos de resolução baixam à 8.ª Comissão.
Passamos à página 11 do guião de votações.
Vamos votar, na generalidade, o projeto de resolução n.º 1373/XIII (3.ª) — Recomenda a valorização do
ensino profissional, com a garantia da igualdade de oportunidades de todos os estudantes (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e abstenções
do PSD, do PS e do CDS-PP.
O projeto de resolução baixa à 8.ª Comissão.
Eu pedia aos Srs. Deputados que se sentassem!
Pausa.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do projeto de resolução n.º 1501/XIII (3.ª) — Recomenda ao
Governo que proceda ao adiantamento das prestações devidas às escolas de ensino profissional sempre que
haja atrasos no financiamento do POCH (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP e do PAN e abstenções do PS,
do BE, do PCP e de Os Verdes.
O projeto de resolução baixa, igualmente à 8.ª Comissão.
O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr. Presidente, podemos juntar a votação…
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — O Sr. Deputado João Oliveira hoje está determinado em dar-
nos boas notícias, o que se agradece.
Julgo que temos a possibilidade de votar conjuntamente quatro projetos de resolução…
O Sr. João Paulo Correia (PS): — Os três primeiros, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Sendo assim, julgo que temos condições para votar
conjuntamente, na generalidade, os projetos de resolução n.os 1724/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que
desencadeie as ações necessárias tendo em vista a construção do novo hospital de Barcelos (BE), 1602/XIII
(3.ª) — Construção do novo hospital de Barcelos (PCP), 1743/XIII (3.ª) — Construção de um novo hospital em
Barcelos (CDS-PP), ficando apenas de fora a votação do projeto de resolução n.º 1749/XIII (3.ª), do PS. É isso,
Sr. Deputado João Paulo Correia?
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