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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1497/XIII/3.ª
REFORÇO DA RESPOSTA DO INSTITUTO NACIONAL DE EMERGÊNCIA
MÉDICA ATRAVÉS DA CONTRATAÇÃO DOS PROFISSIONAIS EM FALTA
O aumento dos tempos de atendimento das chamadas por parte do Centro de Orientação
de Doentes Urgentes (CODU) reflete, acima de tudo, o défice de profissionais existente
no INEM.
Isso mesmo é referido no Relatório de Atividade do CODU relativo a 2017, onde se lê que
os concursos para a contratação de técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) que
existiram nos últimos anos se revelaram claramente insuficientes face ao aumento da
atividade operacional e às rescisões e saídas de trabalhadores deste Instituto. Perante
isto, continua o Relatório de Atividades do CODU relativo a 2017, “tem-se verificado
sempre uma diferença negativa entre os postos ocupados e os necessários para
assegurar o funcionamento quer do CODU quer dos meios de emergência médica”.
Mas a falta de profissionais é transversal a todo o INEM, e não apenas ao seu Centro de
Orientação. Se olharmos para a relação entre as necessidades e os recursos humanos
efetivos, esse défice é notório.
Em 2015, previa-se a necessidade de 1642 trabalhadores, mas foram ocupados apenas
1244 postos de trabalho, o que representa um défice de 398 trabalhadores, com especial
relevância para os técnicos de emergência pré-hospitalar (défice de 198), assistentes
técnicos com funções de CODU (défice de 60), enfermeiros (défice de 73) e médicos
(défice de 19).
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Em 2016, previa-se a necessidade de 1727 trabalhadores, mas existiam apenas 1281, um
défice de 446 trabalhadores; já em 2017 a situação não se alterou significativamente,
com a previsão de 1721 trabalhadores para colmatar as necessidades do INEM, mas com
a existência de apenas 1302 trabalhadores, um défice de 419 trabalhadores, novamente
com relevância para os TEPH, que eram apenas 927 quando eram necessários 1264.
A falta gritante de profissionais, em especial técnicos de emergência pré-hospitalar, tem
e terá impactos negativos no funcionamento e operacionalidade do INEM. Esses
impactos refletem-se não só no tempo de atendimento de chamados, mas também na
inoperacionalidade de meios de emergência pré-hospitalar como, por exemplo, as
ambulâncias.
Há cerca de um ano vários meios de emergência pré-hospitalar, em concreto
ambulâncias de emergência médica (AEM), estiveram em risco de encerramento por
falta de trabalhadores para as tripular. Esses meios só não encerraram porque os
trabalhadores predispuseram-se, uma vez mais, a fazer os turnos extraordinários
necessários para manter o funcionamento e a operacionalidade destes meios.
A falta de profissionais e o recurso a muitas centenas de turnos extra colocam extrema
pressão sobre o funcionamento do INEM, impedindo a total operacionalidade dos atuais
meios e a abertura de novos. Por exemplo: faltam pelo menos 9 psicólogos para
assegurar a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência (UMIPE) nos
vários CODU em regime de 24 horas; faltam cerca de 40 enfermeiros para abrir os novos
meios de Suporte Imediato de Vida, tal como previsto em plano em cada serviço de
urgência básica; falta contratar 20 enfermeiros do último concurso, contratação que não
aconteceu por falta de verba; faltam assistentes técnicos para os serviços centrais que
permitam o funcionamento administrativo das varias delegações, que neste momento
não dão resposta atempada as variadas necessidades burocráticas existentes na
instituição; falta a contratação efetiva de médicas, uma vez que a maior parte dos
médicos do INEM estão em regime de avença.
A solução para reforçar a capacidade e prontidão de resposta do INEM passa
necessariamente pela contratação dos profissionais que estão em falta.
Existe atualmente um concurso para a contratação de 100 TEPH que foi lançado no
início de 2017, ou seja, há mais de um ano. Depois da conclusão desse concurso, terá que
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decorrer ainda um período de formação, o que quer dizer que os novos profissionais só
estarão efetivamente em funções no final de 2018, quase dois anos após o lançamento
do concurso!
Este concurso foi excessivamente demorado e não corresponde a todas as necessidades
do INEM. Em primeiro lugar porque continuarão a faltar técnicos de emergência pré-
hospitalar, enfermeiros psicólogos e assistentes técnicos; em segundo lugar, porque se
prevê um aumento das necessidades com o aumento das atividade operacional e a
abertura de mais meios de emergência pré-hospitalar, como é o caso das SIV para as
urgências básicas; em terceiro lugar, porque à redução do horário de trabalho para as
35h deve corresponder o aumento do número de trabalhadores; em quarto lugar,
porque anualmente existem dezenas de profissionais que abandonam o INEM,
desvinculando-se da função pública, e que se não forem repostos com concursos
frequentes e regulares serão mais lugares por ocupar a contribuir para o défice de
profissionais.
Para se ter uma ideia da dimensão deste fenómeno, em 2013 houve 65 TEPH a
abandonar o INEM; em 2014 o número de abandono foi de 68; em 2015, mais 60 saídas
e, em 2016, registaram-se 80 saídas.
Por tudo isto que foi exposto e se se quer realmente aumentar os meios do INEM e a sua
operacionalidade, bem como a prontidão e capacidade de resposta deste Instituto, então
tem que se contratar os profissionais que estão em falta.
É necessário a rápida conclusão do atual concurso para contratação de 100 TEPH, mas é
preciso fazer muito mais, desde logo o lançamento de novos concursos durante o ano de
2018 que colmatem a necessidade imediata TEPH, de enfermeiros, de assistentes
técnicos e de psicólogos e, por último, o planeamento e a programação de concursos
anuais que permitam a substituição dos profissionais que se reformaram ou que
rescindiram com o INEM.
Não é demais lembrar que o INEM tem recursos e receitas próprias que por terem sido
cativadas nos últimos anos nunca puderam ser utilizadas por completo e segundo as
necessidades do Instituto. O Orçamento do Estado para 2018 veio pôr um fim a estas
cativações que chegaram a consumir, no passado, dezenas de milhões de euros dos
recursos do INEM, pelo que neste momento existem recursos para contratar os
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profissionais em falta. As contratações podem ser feitas e os concursos devem ser
lançados.
Se existe a necessidade e existem os recursos, a contratação devida dos profissionais em
falta e o reforço da resposta do INEM não podem ser obstaculizadas politicamente.
O Governo deve autorizar a contratação imediata dos 100 novos TEPH, para que estes
possam ser contratados assim que termine o concurso. Deve lançar, durante o ano de
2018, concursos para a contratação de mais 350 TEPH, recorrendo à bolsa de
recrutamento existente e que permitirá a contratação mais célere e expedita de cerca de
80 TEPH. Deve concluir a contratação de 20 enfermeiros do procedimento concursal de
2015 e cuja bolsa de recrutamento termina em maio de 2018. Deve ainda proceder à
contratação dos enfermeiros necessários para a abertura das novas SIV, de psicólogos
para garantir a operacionalização 24 horas por dia das UMIPE e de assistentes técnicos.
O Governo deve ainda planear e programar um concurso anual regular para contratação
de profissionais para o INEM, com o qual se colmate as saídas que aconteceram durante
o ano anterior.
É isso que o Bloco de Esquerda prevê com a atual iniciativa legislativa.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
1. Conclua o procedimento concursal para a contratação de 100 técnicos de
emergência pré-hospitalar, procedendo, de imediato, à contratação destes
profissionais;
2. Conclua a contratação dos 20 enfermeiros do procedimento concursal de 2015,
cuja bolsa de recrutamento termina em maio de 2018;
3. Abra, durante o ano de 2018, novos procedimentos concursais para a contratação
de mais 350 técnicos de emergência pré-hospitalar para o Instituto Nacional de
Emergência Médica, um deles com recurso à bolsa de recrutamento para garantir
um procedimento mais célere;
4. Abra, também durante o ano de 2018, procedimentos concursais para pelo menos
40 enfermeiros, 9 psicólogos, bem como para médicos e assistentes técnicos para
o Instituto Nacional de Emergência Médica;
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5. Programe a realização de um concurso regular anual para a contratação de
profissionais para o Instituto Nacional de Emergência Médica, como forma de
colmatar saídas de profissionais.
Assembleia da República, 11 de abril de 2018.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 41-43 — 11/04/2018
11 DE ABRIL DE 2018
O desbloqueio e disponibilização imediata das verbas já protocoladas para o projeto da ala pediátrica do
Hospital S. João, melhorando as condições em que são feitos os tratamentos e os internamentos das crianças
nesta unidade hospitalar.
Assembleia da República, 11 de abril de 2018.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: Moisés Ferreira — Pedro Filipe Soares — Jorge Costa
— Mariana Mortágua — Pedro Soares — Isabel Pires — José Moura Soeiro — Heitor Sousa — Sandra Cunha
— João Vasconcelos — Maria Manuel Rola — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — Carlos Matias —
Joana Mortágua — José Manuel Pureza — Luís Monteiro — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
_______
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1497/XIII (3.ª)
REFORÇO DA RESPOSTA DO INSTITUTO NACIONAL DE EMERGÊNCIA MÉDICA ATRAVÉS DA
CONTRATAÇÃO DOS PROFISSIONAIS EM FALTA
O aumento dos tempos de atendimento das chamadas por parte do Centro de Orientação de Doentes
Urgentes (CODU) reflete, acima de tudo, o défice de profissionais existente no INEM.
Isso mesmo é referido no Relatório de Atividade do CODU relativo a 2017, onde se lê que os concursos para
a contratação de técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) que existiram nos últimos anos se revelaram
claramente insuficientes face ao aumento da atividade operacional e às rescisões e saídas de trabalhadores
deste Instituto. Perante isto, continua o Relatório de Atividades do CODU relativo a 2017, “tem-se verificado
sempre uma diferença negativa entre os postos ocupados e os necessários para assegurar o funcionamento
quer do CODU quer dos meios de emergência médica”.
Mas a falta de profissionais é transversal a todo o INEM, e não apenas ao seu Centro de Orientação. Se
olharmos para a relação entre as necessidades e os recursos humanos efetivos, esse défice é notório.
Em 2015, previa-se a necessidade de 1642 trabalhadores, mas foram ocupados apenas 1244 postos de
trabalho, o que representa um défice de 398 trabalhadores, com especial relevância para os técnicos de
emergência pré-hospitalar (défice de 198), assistentes técnicos com funções de CODU (défice de 60),
enfermeiros (défice de 73) e médicos (défice de 19).
Em 2016, previa-se a necessidade de 1727 trabalhadores, mas existiam apenas 1281, um défice de 446
trabalhadores; já em 2017 a situação não se alterou significativamente, com a previsão de 1721 trabalhadores
para colmatar as necessidades do INEM, mas com a existência de apenas 1302 trabalhadores, um défice de
419 trabalhadores, novamente com relevância para os TEPH, que eram apenas 927 quando eram necessários
1264.
A falta gritante de profissionais, em especial técnicos de emergência pré-hospitalar, tem e terá impactos
negativos no funcionamento e operacionalidade do INEM. Esses impactos refletem-se não só no tempo de
atendimento de chamados, mas também na inoperacionalidade de meios de emergência pré-hospitalar como,
por exemplo, as ambulâncias.
Há cerca de um ano vários meios de emergência pré-hospitalar, em concreto ambulâncias de emergência
médica (AEM), estiveram em risco de encerramento por falta de trabalhadores para as tripular. Esses meios só
não encerraram porque os trabalhadores predispuseram-se, uma vez mais, a fazer os turnos extraordinários
necessários para manter o funcionamento e a operacionalidade destes meios.
A falta de profissionais e o recurso a muitas centenas de turnos extra colocam extrema pressão sobre o
funcionamento do INEM, impedindo a total operacionalidade dos atuais meios e a abertura de novos. Por
exemplo: faltam pelo menos 9 psicólogos para assegurar a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de
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Votação Deliberação — DAR I série — 49-49 — 05/05/2018
5 DE MAIO DE 2018
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1509/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que desbloqueie
imediatamente as verbas necessárias à construção da nova ala pediátrica do Centro Hospitalar de S. João, no
Porto, e que dê cumprimento à Resolução da Assembleia da República n.º 26/2018, de 23 de janeiro, que
recomenda ao Governo que adote medidas para reforçar o apoio às crianças e jovens com cancro (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1484/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que reforce os meios
humanos e materiais no Instituto Nacional de Emergência Médica (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1497/XIII (3.ª) — Reforço da resposta do Instituto Nacional de
Emergência Médica através da contratação dos profissionais em falta (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Srs. Deputados, vamos passar ao projeto de resolução n.º 1343/XIII (3.ª) — Pela preservação e valorização
do Porto Comercial de Faro (PCP).
O PSD solicitou a votação desagregada, pelo que vamos votar os pontos 1 e 2 e de seguida os pontos 3 e
4.
Vamos votar os pontos 1 e 2.
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes
e do PAN e abstenções do PSD e do CDS-PP.
Vamos votar os pontos 3 e 4.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes e do PAN e votos contra do PS.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1345/XIII (3.ª) — Pelo aproveitamento pleno das potencialidades do
Porto Comercial de Portimão (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1347/XIII (3.ª) — Pela criação da administração dos portos
do Algarve, integrando todos os portos comerciais, de pesca e de recreio da região algarvia (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PCP e de Os Verdes e abstenções do PSD, do PS,
do BE, do CDS-PP e do PAN.
É caso para dizer que a geometria variável dá para tudo!…
Risos.
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