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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1431/XIII/3.ª
RECOMENDA AO GOVERNO UM MODELO DE INTERVENÇÃO NA ÁREA
DAS DEPENDÊNCIAS COM RESPOSTAS MAIS INTEGRADAS E
ARTICULADAS, ASSIM COMO UMA APOSTA SÉRIA NA REDUÇÃO DE
RISCOS E MINIMIZAÇÃO DE DANOS
Portugal tem vindo a ser recorrentemente apresentado como um exemplo a seguir no
que diz respeito às políticas de intervenção na toxicodependência. A Lei 30/2000, de 29
de novembro, foi precursora e fundamental ao considerar que “o consumo, a aquisição e
a detenção para consumo próprio de plantas, substâncias ou preparações constituem
contraordenação” e não crime. A descriminalização dos consumos, associada a uma
política pública de intervenção vertical especificamente direcionada às
toxicodependências permitiu criar estruturas capazes, formar profissionais
diferenciados e equipas de intervenção específicas, articulando a experiência do terreno
com a investigação académica e bem como com as boas práticas internacionais.
Fruto destas políticas públicas, conseguiram-se resultados significativos não só no que
concerne à redução de riscos e minimização de danos mas também ao tratamento e à
reinserção bem como à prevenção e dissuasão dos consumos.
Para a prossecução destas políticas públicas, foi criado o Instituto da Droga e da
Toxicodependência (IDT) que possuía cinco delegações (Decreto-Lei nº 221/2007, de 29
de maio). A missão do IDT visava a promoção e “redução do consumo de drogas lícitas e
ilícitas, bem como a diminuição das toxicodependências” (número 1 do artigo 3º do
referido Decreto-Lei).
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O Governo PSD/CDS extinguiu o IDT substituindo-o pelo Serviço de Intervenção nos
Comportamentos Aditivos e nas Toxicodependências (SICAD), através do Decreto-Lei nº
17/2012, de 26 de janeiro. A missão do SICAD remete para a promoção da “redução do
consumo de substâncias psicoactivas, a prevenção dos comportamentos aditivos e a
diminuição das dependências” (número 1 do artigo 2º).
No âmbito desta reestruturação foram criadas as Unidades de Intervenção Local (UIL),
unidades funcionais prestadoras de cuidados de saúde em matéria de intervenção dos
comportamentos aditivos e das dependências, responsáveis, dentro do seu âmbito
territorial, e de forma articulada, pelas áreas de intervenção da prevenção, da redução
de riscos e minimização de danos, do tratamento, e da reinserção de utentes com
comportamentos aditivos e dependências de substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas, de
acordo com as orientações da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e
nas Dependências (DICAD) da Administração Regional de Saúde (ARS) respetiva, ou seja,
Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. As UIL integram Centros de
Respostas Integradas (CRI), Unidades de Alcoologia, Unidades de Desabituação e
Comunidades Terapêuticas.
No dia 16 de janeiro de 2016, realizou-se em Aveiro um encontro informal de
profissionais das UIL com o objetivo de refletirem sobre o ponto de situação da
intervenção em comportamentos aditivos e toxicodependências.
No documento produzido no âmbito deste encontro, estes profissionais consideram que
“a integração, tanto funcional, como administrativa, da rede especializada do IDT nos
cuidados gerais de saúde” parecia ser “um processo viável que colocava a oportunidade
de aglutinar e potenciar uma abordagem integrada aos indivíduos com comportamentos
aditivos”. Todavia, consideram, tal não se verificou.
“O que existiu foi uma fragmentação das respostas por parte dos serviços, porventura
por via de uma avaliação deficitária da cultura organizacional, metodologias e de
intervenção da instituição anterior, que conduziram a uma desmotivação dos
profissionais com saída e recolocação de pessoas qualificadas e experientes, a uma falta
de uniformidade de atuação no todo nacional, e por isso mesmo dificultando a prestação
de melhores cuidados de saúde aos utentes.”
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Assim, estes profissionais apelaram para que sejam encetadas as diligências para
“desencadear o processo de reestruturação da política pública portuguesa de
intervenção nas dependências”.
A fragmentação de respostas foi também evocada por vários coordenadores da região
Norte aquando da apresentação da sua demissão. Em novembro de 2017, o coordenador
regional do DICAD do Norte demitiu-se das suas funções e com ele demitiram-se outros
12 coordenadores: da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas
Dependências, dos Centros de Respostas Integradas da Região Norte, da Unidade de
Desabituação, da Unidade de Alcoologia e da Comunidade Terapêutica.
Os 13 coordenadores demissionários falam de uma ‘situação de ingovernabilidade’ que
se arrasta há 5 anos e que começou quando o anterior Governo decidiu extinguir o IDT,
integrando várias das suas estruturas nas ARS, pulverizando competências e
fragmentando respostas.
Segundo os mesmos, a atual estrutura orgânica é precária, produz indefinições em
matéria de política de saúde, tem redundado na falta de profissionais dedicados a esta
área e, no caso da região Norte, tem resultado no aumento de listas de espera, como se
tem tornado muito visível no caso da alcoologia onde a espera para início de tratamento
pode demorara mais de 2 meses.
O Bloco de Esquerda considera que este é um alerta que tem que merecer a devida
atenção da tutela. A decisão de desmantelar IDT e criar o SICAD revelou-se precipitada e
desencadeou perturbações de funcionamento que eram evitáveis. É premente uma
intervenção organizada e consequente da estrutura de prevenção, dissuasão e
tratamento de toxicodependências, articulando de modo eficaz as unidades existentes,
dotando-as de meios e profissionais adequados para a sua missão.
O desinvestimento e a desestruturação nas políticas de intervenção junto das
toxicodependências poderá ter sérios custos a curto e médio prazo. É fundamental
assegurar a continuação das boas práticas que pautaram a atuação nesta área ao longo
de vários anos, corrigir o que necessita ser melhorado e alargar a intervenção a campos
há muito prometidos, principalmente na área da redução de riscos e minimização de
danos.
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Do que ainda está por fazer podemos apontar, sem sermos exaustivos, a implementação
das salas de consumo assistido, os serviços de drugchecking, a implementação de
políticas de redução de riscos nas prisões, o maior envolvimento das organizações da
sociedade civil e de consumidores na definição de políticas e programas, entre outras.
Das dificuldades para a concretização no terreno de políticas efetivas de redução de
riscos e minimização de danos é incontornável falar da necessidade de maior
financiamento e da garantia de estabilidade dos programas que mostram bons
resultados.
Um estudo realizado em 2015 pela APDES alertava para a estagnação do modelo de
políticas de drogas português e para o perigo de retrocesso na implementação dos
serviços prestados. Segundo esse estudo, as políticas de austeridade levaram a um
desinvestimento nas políticas de RRMD e de tratamento, causaram uma maior carência
de profissionais e de recursos humanos e diminuíram muitos dos apoios sociais.
Para além disso, os projetos de RRMD são financiados apenas a 80% e as fontes de
financiamento disponíveis são muito provisórias (duração de um ou dois anos),
continuando a ser encarados como projetos piloto e não como programas e serviços que
devem ser necessariamente estáveis e prolongados no tempo. Tudo isto faz com que as
respostas se tornem precárias, faz com que muitos projetos nunca se tornem em
verdadeiros programas e faz com que muitas organizações da sociedade civil estejam
hoje em modo de sobrevivência, não conseguindo dar as respostas robustas que
poderiam e deveriam estar a dar.
A política de redução de riscos e minimização de dados é um eixo fundamental para uma
abordagem eficaz da questão das drogas. É um pilar para o sucesso da abordagem da
descriminalização, a par de outros como o tratamento e a dissuasão. No entanto, e
apesar do grande contributo no acesso à saúde por parte das populações mais
vulneráveis, não tem sido tratada de forma igual, principalmente no que toca ao
financiamento de programas.
Porque esta é a abordagem que promove a saúde pública e a segurança dos
consumidores e das comunidades; porque com a aposta nesta política se reduz o
consumo, as doenças e outras problemáticas associadas e porque subsistem inúmeras
dificuldades para colocar no terreno uma resposta robusta no que toca a redução de
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riscos, o Bloco de Esquerda pretende que sejam ouvidas várias entidades com trabalho
reconhecido nesta matéria.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
1. Promova, na área das dependências, um modelo que integre as vertentes da
prevenção, da dissuasão, da redução de riscos, do tratamento e da reinserção e que
permita uma articulação entre a coordenação, o planeamento e a intervenção
desenvolvida no terreno, impedindo a fragmentação de respostas;
2. Assegure os recursos financeiros e a contratação de profissionais em nível suficiente,
de forma a garantir uma resposta permanente e sem tempos de espera para tratamento;
3. Altere a Portaria n.º 27/2013, de 24 de janeiro, financiando em 100% os projetos de
Redução de Riscos e Minimização de Danos e permitindo que estes tenham uma duração
superior a 24 meses;
4. Promova, em conjunto com os municípios e outras entidades, a implementação das
salas de consumo assistido, serviços de drugchecking e políticas de redução de riscos nas
prisões;
5. Promova um maior envolvimento das organizações da sociedade civil e de
consumidores na definição de políticas e programas.
Assembleia da República, 16 de março de 2018.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 39-41 — 16/03/2018
16 DE MARÇO DE 2018
Nestes termos, a Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, por
intermédio do presente projeto de resolução, recomenda ao Governo que:
1. Reformule as condições de atribuição de apoio financeiro pelo SICAD a entidades promotoras de projetos
de redução de riscos e minimização de danos, no âmbito de programas previstas no Decreto-lei nº 183/2001,
de 21 de junho, nomeadamente no que concerne à duração do financiamento, permitindo este por períodos mais
longos, invés dos atuais financiamentos anuais ou plurianuais, impedindo a existência de longos hiatos
temporais entre o término dos projetos e a abertura de concurso público, obstando a que as equipas fiquem sem
financiamento por períodos temporais indefinidos e os territórios de intervenção sujeitos a serviços mínimos e,
em muitos casos, assegurados por técnicos em regime de voluntariado.
2. Proceda à alteração da Portaria n.º 27/2013 de 24 de janeiro, assegurando o financiamento a 100% dos
serviços de redução de riscos e minimização de danos, prestados pelas equipas de proximidade.
Assembleia da República, 16 de Março de 2018.
O Deputado do PAN, André Silva.
_______
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1431/XIII (3.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO UM MODELO DE INTERVENÇÃO NA ÁREA DAS DEPENDÊNCIAS COM
RESPOSTAS MAIS INTEGRADAS E ARTICULADAS, ASSIM COMO UMA APOSTA SÉRIA NA REDUÇÃO
DE RISCOS E MINIMIZAÇÃO DE DANOS
Portugal tem vindo a ser recorrentemente apresentado como um exemplo a seguir no que diz respeito às
políticas de intervenção na toxicodependência. A Lei n.º 30/2000, de 29 de novembro, foi precursora e
fundamental ao considerar que “o consumo, a aquisição e a detenção para consumo próprio de plantas,
substâncias ou preparações constituem contraordenação” e não crime. A descriminalização dos consumos,
associada a uma política pública de intervenção vertical especificamente direcionada às toxicodependências
permitiu criar estruturas capazes, formar profissionais diferenciados e equipas de intervenção específicas,
articulando a experiência do terreno com a investigação académica e bem como com as boas práticas
internacionais.
Fruto destas políticas públicas, conseguiram-se resultados significativos não só no que concerne à redução
de riscos e minimização de danos mas também ao tratamento e à reinserção bem como à prevenção e dissuasão
dos consumos.
Para a prossecução destas políticas públicas, foi criado o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT)
que possuía cinco delegações (Decreto-Lei n.º 221/2007, de 29 de maio). A missão do IDT visava a promoção
e “redução do consumo de drogas lícitas e ilícitas, bem como a diminuição das toxicodependências” (número 1
do artigo 3º do referido Decreto-Lei).
O Governo PSD/CDS extinguiu o IDT substituindo-o pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos
Aditivos e nas Toxicodependências (SICAD), através do Decreto-Lei nº 17/2012, de 26 de janeiro. A missão do
SICAD remete para a promoção da “redução do consumo de substâncias psicoativas, a prevenção dos
comportamentos aditivos e a diminuição das dependências” (número 1 do artigo 2º).
No âmbito desta reestruturação foram criadas as Unidades de Intervenção Local (UIL), unidades funcionais
prestadoras de cuidados de saúde em matéria de intervenção dos comportamentos aditivos e das dependências,
responsáveis, dentro do seu âmbito territorial, e de forma articulada, pelas áreas de intervenção da prevenção,
da redução de riscos e minimização de danos, do tratamento, e da reinserção de utentes com comportamentos
aditivos e dependências de substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas, de acordo com as orientações da Divisão
---
Apreciação — DAR I série — 30-37 — 24/03/2018
I SÉRIE — NÚMERO 64
Quer parecer-nos que seria útil haver algum entendimento sobre esta matéria que fosse para além de uma
multiplicação de textos sobrepostos.
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Não posso deixar de fazer uma observação em relação às palavras
dirigidas à Mesa pelo Sr. Deputado António Filipe, dizendo que há uma expectativa de que, estando os
procedimentos parlamentares em ponderação, a Conferência de Líderes possa, em breve, encontrar uma
solução mais adequada para o processamento deliberativo das resoluções.
Neste momento, é esta a mensagem que posso, em concreto, referir sobre a preocupação judiciosa expressa
pelo Sr. Deputado António Filipe.
Ainda sobre este ponto da ordem do dia, para uma segunda intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado
António Ventura.
O Sr. AntónioVentura (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Esta será, de facto, a última
intervenção, porque fomos nós que iniciámos o debate e somos nós agora que iremos encerrá-lo.
Srs. Deputados, este debate acaba sem que o Governo e o PS apresentem uma solução.
Durante dois anos, debatemos em comissão, apresentámos um segundo conjunto de iniciativas
parlamentares nesta Assembleia, o Ministro dos Negócios Estrangeiros desconhecia o problema, tal como o
Ministro da Defesa e o Ministro do Ambiente, e nós insistimos, insistimos, insistimos. Perante as dúvidas, as
notícias internacionais, o alarmismo e a responsabilidade, insistimos para que o Governo ou o PS nos dissessem
quando é que se iriam iniciar os trabalhos da descontaminação total. Esta era a resposta que se exigia, hoje,
nesta Casa.
Mais uma vez, o Governo e o PS atiraram a resolução do problema para a frente e, ao terem-no feito, não
estão a contribuir para a necessária confiança, para o necessário sossego das populações da ilha Terceira, para
quem a visita e para quem lá quer investir.
Portanto, se dúvidas existissem, ficaria bem claro que a responsabilidade é do PS e do Governo, que
permitiram, hoje e aqui, que a solução não fosse apresentada, quando todos nós esperávamos o anúncio da
data de início dos trabalhos para a descontaminação total.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Peço-lhe o favor de concluir, Sr. Deputado.
O Sr. AntónioVentura (PSD): — Srs. Deputados, não é preciso mais palavras, é preciso agir! É preciso
ação! É isto que se exige de um Governo responsável. Exige-se que tenha ação e é isto que o Governo não
está a fazer. Está a ser irresponsável, negligente e criminoso!
Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Concluímos, assim, a apreciação dos projetos de resolução n.os 1319,
1270, 1320, 1326, 1336 e 1417/XIII (3.ª).
Sr.as e Srs. Deputados, passamos ao terceiro ponto da ordem do dia, que consta da discussão dos projetos
de resolução n.os 1222/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo reforço da capacidade das respostas públicas na
área da toxicodependência e alcoolismo (PCP), 1429/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a criação de uma
resposta pública especializada e eficaz de intervenção em comportamentos aditivos e dependências (PAN),
1430/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a reformulação das condições de atribuição de apoio financeiro pelo
SICAD a entidades promotoras de projetos de redução de riscos e minimização de danos (PAN) e 1431/XIII (3.ª)
— Recomenda ao Governo um modelo de intervenção na área das dependências com respostas mais
integradas e articuladas, assim como uma aposta séria na redução de riscos e minimização de danos (BE).
Para apresentar o projeto de resolução do PCP, tem a palavra a Sr.ª Deputada Carla Cruz.
A Sr.ª CarlaCruz (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Em nome do Grupo Parlamentar do PCP,
começo por saudar os profissionais que se encontram presentes nas galerias.
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Votação Deliberação — DAR I série — 24/03/2018
Sábado, 24 de março de 2018 I Série — Número 64
XIII LEGISLATURA 3.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2017-2018)
REUNIÃOPLENÁRIADE23DEMARÇODE 2018
Presidente: Ex.mo Sr. Jorge Lacão Costa
Secretários: Ex.mos Srs. Idália Maria Marques Salvador Serrão António Carlos Bivar Branco de Penha Monteiro Sandra Maria Pereira Pontedeira
S U M Á R I O
O Presidente (Jorge Lacão) declarou aberta a sessão às
10 horas e 6 minutos. Ao abrigo do artigo 74.º do Regimento, procedeu-se a um
debate de urgência, requerido pelo BE, sobre políticas para a inclusão das pessoas com deficiência.
Na fase de abertura, proferiram intervenções o Deputado Jorge Falcato Simões (BE) e a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência (Ana Sofia Antunes). Intervieram, depois, no debate, além daqueles oradores e do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (Fernando Araújo), os Deputados Sandra Pereira (PSD), José Rui Cruz (PS), Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP), Rita Rato (PCP), Heloísa Apolónia (Os Verdes), Luís Soares (PS), José Moura Soeiro (BE) e Jorge Machado (PCP).
No encerramento do debate, usaram da palavra a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e o Deputado Pedro Filipe Soares (BE).
De seguida, foram apreciados, em conjunto, os projetos de resolução n.os 1319/XIII (3.ª) — Descontaminação dos solos e aquíferos da Praia da Vitória (PSD), 1270/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que promova a total descontaminação da ilha Terceira (PS), 1320/XIII (3.ª) — Identificação e reparação de danos ambientais decorrentes da atividade militar estrangeira na ilha Terceira (BE), 1326/XIII
(3.ª) — Descontaminação e recuperação das zonas afetadas pela atividade da Força Aérea dos Estados Unidos da América na Base das Lajes, na ilha Terceira (Os Verdes), 1336/XIII (3.ª) — Reparação dos danos ambientais causados pelas forças militares norte-americanas estacionadas na Base das Lajes (CDS-PP) e 1417/XIII (3.ª) — Pela efetiva identificação e reabilitação dos locais contaminados na ilha Terceira pela presença militar dos Estados Unidos da América (PAN), que foram aprovados. Proferiram intervenções os Deputados António Ventura (PSD), Lara Martinho (PS), João Vasconcelos (BE), Heloísa Apolónia (Os Verdes), João Pinho de Almeida (CDS-PP), André Silva (PAN) e António Filipe (PCP).
Foram debatidos em conjunto os projetos de resolução n.os 1222/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo reforço da capacidade das respostas públicas na área da toxicodependência e alcoolismo (PCP), 1429/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a criação de uma resposta pública especializada e eficaz de intervenção em comportamentos aditivos e dependências (PAN), 1430/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a reformulação das condições de atribuição de apoio financeiro pelo SICAD a entidades promotoras de projetos de redução de riscos e minimização de danos (PAN), que foram aprovados, e 1431/XIII (3.ª) — Recomenda ao
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