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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1424/XIII-3.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE PROCEDA À ELABORAÇÃO DE UM
PLANO PARA A URGENTE REABILITAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DA
ESCOLA BÁSICA VALLIS LONGUS, EM VALONGO
Exposição de motivos
A sobrelotação de alunos e o avançado estado de degradação das instalações da Escola
Básica Vallis Longus, em Valongo, está a condicionar a prática educativa e a afetar a
dignidade daquela comunidade escolar.
Projetada no início dos anos 80 para uma capacidade de cerca de 600 estudantes dos 2º.
e 3º. Ciclos, a escola tem atualmente cerca de mil alunos e nunca foi alvo de qualquer
intervenção de fundo.
Para fazer face à sobrelotação, foram colocados três contentores que não resolvem o
problema. Várias salas foram divididas para aproveitamento máximo dos espaços
letivos, e a sala de professores e a cantina adaptadas para aulas.
“Durante o turno da manhã, há períodos em que a sala de trabalho dos professores e a
cantina é ocupada com atividades letivas. Um dos aspetos mais visíveis da insuficiência
quantitativa e qualitativa dos espaços é o das áreas de trabalho específicas, sobretudo
no que concerne a gabinetes, que são praticamente inexistentes. ” – pode ler-se no
Projeto Educativo da escola.
Segundo o diretor do estabelecimento de ensino, “ se quiséssemos ter dignidade
precisávamos de mais 16 salas e dois laboratórios, além de requalificar e modernizar
os espaços”.
Não existem laboratórios para atividades experimentais, nem espaços abrigados para
recreio. No inverno, os alunos têm de aguardar pelas aulas ao frio e à chuva, antes de
entrarem nas salas sem aquecimento.
Por sua vez, os horários dos apoios, salas de estudo e clubes estão sempre dependentes
dos espaços disponíveis.
À semelhança do bar dos alunos e professores, também o espaço onde está instalada a
biblioteca é subdimensionado: é cinco vezes menor que pedido pela rede de bibliotecas
escolares, não oferecendo condições de consulta e de estudo.
O atendimento a pais e encarregados de educação é feito nos mais diversos locais, uma
vez que apenas existe um gabinete para esse fim, conseguido graças ao aproveitamento
de uma arrecadação.
Também os funcionários não dispõem de uma sala digna desse nome, nem há espaço
apropriado para reuniões do conselho pedagógico e do conselho geral. E os gabinetes da
direção carecem de restauro e mobiliário que lhe confira dignidade.
A prática de desporto é também afetada pelas más condições que o estabelecimento de
ensino oferece. O pavilhão desportivo fica muitas vezes inoperacional nos dias de maior
humidade e há uma degradação global do espaço.
Os campos de treinos, nomeadamente o campo de jogos e o espaço envolvente do
pavilhão central, têm um piso inadequado à atividade desportiva. As marcações há
muito que não existem.
Os balneários do pavilhão desportivo, além de insuficientes para o número de alunos
que os utilizam, estão em péssimas condições.
Após 36 anos de atividade, a EB Vallis Longus - sede do agrupamento com o mesmo
nome – tem o gradeamento com fragilidades visíveis a olho nu, o piso muito degradado,
quer no interior quer no exterior dos pavilhões, as portas e caixilharias danificadas, as
casas de banho deterioradas, a rede de água obsoleta e a rede elétrica sobrecarregada e a
precisar de ser atualizada. Para além de que parte significativa das coberturas ainda ser
de amianto.
A sobrelotação da escola tem contribuído, ela própria, para o desgaste e degradação de
todos os espaços escolares.
O diretor da EB Vallis Longus afirma que aquela comunidade educativa se sente
discriminada. “ Há escolas de concelhos limítrofes que já foram intervencionadas e
voltaram a ser mapeadas para ter nova intervenção”, diz, acrescentando haver
“consenso generalizado da necessidade das obras ”. A “ Câmara tem mostrado
solidariedade”, embora “ refugiando-se numa realidade que é o edifício pertencer ao
Ministério da Educação”.
Apesar do avançado estado de degradação da EB Vallis Longus, o Governo não a teve
em conta no processo de definição das escolas a serem incluídas no pacote de
estabelecimentos para requalificação no âmbito do Portugal 2020.
Nestes termos, o Grupo Parlamentar do CDS, ao abrigo das disposições
constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República
recomende ao Governo que:
1. Proceda à rápida elaboração de um plano para a realização urgente de
obras de reabilitação e requalificação do edificado da Escola Básica Vallis
Longus, partilhando com a escola, e demais comunidade educativa, os seus
termos e calendário, e aloque, para o efeito, os meios financeiros
necessários.
2. Dote o estabelecimento de ensino de equipamento indispensável à realização
de todas as atividades educativas, de modo a garantir condições de
dignidade a alunos e professores daquela comunidade escolar.
Palácio de S. Bento, 15 de março de 2018
Os Deputados,
Pedro Mota Soares
Cecilia Meireles
Alvaro Castello-Branco
Nuno Magalhaes
Helder Amaral
Telmo Correia
Ana Rita Bessa
Ilda Araujo Novo
Vania Dias da Silva
Antonio Carlos Monteiro
Assunção Cristas
Teresa Caeiro
João Rebelo
João Almeida
Patricia Fonseca
Filipe Anacoreta Correia
Filipe Lobo D’Avila
Isabel Galriça Neto
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Publicação — DAR II série A — 27-28 — 16/03/2018
16 DE MARÇO DE 2018
2. Considere o Arquipélago da Madeira, pela sua posição geoestratégica e geopolítica não só na sua
condição essencial e necessária para ampliar plataforma continental portuguesa, mas também na
relação privilegiada que pode ter com outros continentes.
3. Inclua a Região Autónoma da Madeira, nos projetos estratégicos de âmbito nacional.
Palácio de São Bento, 13 de março de 2018.
Os Deputados do PS: Carlos Pereira — Luís Vilhena — Idália Salvador Serrão — Lara Martinho — Palmira
Maciel — Sofia Araújo — Susana Amador — Fernando Anastácio — Alexandre Quintanilha.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1424/XIII (3.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE PROCEDA À ELABORAÇÃO DE UM PLANO PARA A URGENTE
REABILITAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA VALLIS LONGUS, EM VALONGO
Exposição de motivos
A sobrelotação de alunos e o avançado estado de degradação das instalações da Escola Básica Vallis
Longus, em Valongo, está a condicionar a prática educativa e a afetar a dignidade daquela comunidade escolar.
Projetada no início dos anos 80 para uma capacidade de cerca de 600 estudantes dos 2.º e 3.º ciclos, a
escola tem atualmente cerca de mil alunos e nunca foi alvo de qualquer intervenção de fundo.
Para fazer face à sobrelotação, foram colocados três contentores que não resolvem o problema. Várias salas
foram divididas para aproveitamento máximo dos espaços letivos, e a sala de professores e a cantina adaptadas
para aulas.
“Durante o turno da manhã, há períodos em que a sala de trabalho dos professores e a cantina é ocupada
com atividades letivas. Um dos aspetos mais visíveis da insuficiência quantitativa e qualitativa dos espaços é o
das áreas de trabalho específicas, sobretudo no que concerne a gabinetes, que são praticamente inexistentes.”
— pode ler-se no Projeto Educativo da escola.
Segundo o diretor do estabelecimento de ensino, “se quiséssemos ter dignidade precisávamos de mais 16
salas e dois laboratórios, além de requalificar e modernizar os espaços”.
Não existem laboratórios para atividades experimentais, nem espaços abrigados para recreio. No inverno,
os alunos têm de aguardar pelas aulas ao frio e à chuva, antes de entrarem nas salas sem aquecimento.
Por sua vez, os horários dos apoios, salas de estudo e clubes estão sempre dependentes dos espaços
disponíveis.
À semelhança do bar dos alunos e professores, também o espaço onde está instalada a biblioteca é
subdimensionado: é cinco vezes menor que pedido pela rede de bibliotecas escolares, não oferecendo
condições de consulta e de estudo.
O atendimento a pais e encarregados de educação é feito nos mais diversos locais, uma vez que apenas
existe um gabinete para esse fim, conseguido graças ao aproveitamento de uma arrecadação.
Também os funcionários não dispõem de uma sala digna desse nome, nem há espaço apropriado para
reuniões do conselho pedagógico e do conselho geral. E os gabinetes da direção carecem de restauro e
mobiliário que lhe confira dignidade.
A prática de desporto é também afetada pelas más condições que o estabelecimento de ensino oferece. O
pavilhão desportivo fica muitas vezes inoperacional nos dias de maior humidade e há uma degradação global
do espaço.
Os campos de treinos, nomeadamente o campo de jogos e o espaço envolvente do pavilhão central, têm um
piso inadequado à atividade desportiva. As marcações há muito que não existem.
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Votação Deliberação — DAR I série — 36-37 — 14/04/2018
I SÉRIE — NÚMERO 72
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1433/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que não autorize
a comercialização do medicamento veterinário diclofenac (PAN).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, de Os Verdes e do PAN e abstenções do PSD,
do PS, do CDS-PP e do PCP.
Vamos, agora, votar o projeto de resolução n.º 1244//XIII (3.ª) — Pelo início imediato das obras de reparação
na Escola Secundária de Alpendorada, no concelho de Marco de Canaveses (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1315/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que proceda à
imediata realização de obras na Escola Secundária de Alpendorada, em Marco de Canaveses (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
A Sr.ª Susana Amador (PS): — Sr. Presidente, peço desculpa, permite-me o uso da palavra?
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Susana Amador (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar que o Grupo Parlamentar do Partido
Socialista apresentará uma declaração de voto relativamente a estas duas últimas votações que acabámos de
realizar.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Vamos, agora, votar o projeto de resolução n.º 1370/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a requalificação
urgente da Escola Básica de Vallis Longus, em Valongo (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Ainda no âmbito da Escola Básica de Vallis Longus, importa…
O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr. Presidente, propunha que votássemos, conjuntamente, os próximos quatro
projetos de resolução que constam do guião de votações, porque presumo que as votações serão idênticas.
O Sr. Presidente: — Parece-me racional, Sr. Deputado.
Se todos estiverem de acordo, vamos, então, votar, em conjunto, os projetos de resolução n.os 1424/XIII (3.ª)
— Recomenda ao Governo que proceda à elaboração de um plano para a urgente reabilitação e requalificação
da Escola Básica Vallis Longus, em Valongo (CDS-PP), 1465/XIII (3.ª) — Reabilitação urgente da Escola Básica
de Vallis Longus de Valongo (Os Verdes), 1466/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a requalificação urgente
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