Grupo Parlamentar
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1390/XIII/3.ª
Recomenda ao Governo que, em conjunto com Governo Regional dos Açores, tome as
medidas necessárias a uma articulação política que potencie a importância geostratégica e
geopolítica daquela Região Autónoma
Os Açores sempre tiveram, ao longo da história de Portugal e do mundo, uma importante
posição geoestratégica e geopolítica, potenciada quer pela centralidade atlântica da Região,
quer, também, pela posição geográfica de Portugal continental, entre a confluência da
Europa e de África e o a centralidade do eixo transatlântico entre Europa e América.
A somar a acontecimentos históricos que desde sempre acentuaram a centralidade
funcional dos Açores, importa não descurar, pela sua dimensão e configuração, a posição
privilegiada no apoio às linhas de comunicações marítimas e aéreas, bem como no controlo
do vasto e importante espaço estratégico e económico no âmbito da Zona Económica
Exclusiva de Portugal.
Por outro lado, nos Açores existe um conjunto de atividades económicas, políticas e
científicas que podem prosperar, contribuindo para o desenvolvimento económico e social
da região: a agricultura, a pesca, a aquacultura, o turismo, a meteorologia, a investigação
oceanográfica, o controlo do tráfego aéreo, o rastreio de satélites, a prevenção ambiental de
ecossistemas e a coordenação no Atlântico de políticas de segurança – nomeadamente no
seio da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) –, são alguns
dos exemplos das potencialidades da região que representam um enorme potencial e um
contributo único e de grande relevância para o todo nacional.
Nestas, como em muitas outras temáticas, a Região Autónoma dos Açores pode constituir-se
como um laboratório privilegiado para a investigação e a experimentação mundiais,
científica e tecnológica. Veja-se, como exemplo, a aposta no Faial para a instalação
Observatório do Atlântico, e em Santa Maria para o cluster aeroespacial dos Açores.
A posição geopolítica e geoestratégica do Arquipélago dos Açores, associada aos recursos
marinhos naturais únicos e praticamente inexplorados – onde coabitam recursos geológicos,
minerais, energéticos e de interesse biotecnológico de valor incalculável, sem contar com
todo o espólio arqueológico, cultural e histórico –, deve ser alvo de uma concertada
estratégia permanente de valorização da sua geográfica centralidade atlântica que permita,
para além de reforçar o poder negocial junto das mais variadas instâncias europeias e
internacionais, maiores proveitos económicos e financeiros para a Região, de forma a
contribuir para o seu desenvolvimento económico e social.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do CDS-PP propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo
que, em conjunto com Governo Regional dos Açores, tome as medidas necessárias a uma
articulação política que potencie a importância geostratégica e geopolítica do Arquipélago
dos Açores, quer através do envolvimento da Região Autónoma em projetos estratégicos
de âmbito nacional, quer no âmbito da participação de Portugal, como membro de pleno
direito, na NATO e na União Europeia.
Palácio de São Bento, 7 de março de 2018
Os Deputados,
JOÃO PINHO DE ALMEIDA
ISABEL GALRIÇA NETO
NUNO MAGALHÃES
TELMO CORREIA
HÉLDER AMARAL
CECÍLIA MEIRELES
ÁLVARO CASTELLO-BRANCO
ANA RITA BESSA
ANTÓNIO CARLOS MONTEIRO
ASSUNÇÃO CRISTAS
FILIPE ANACORETA CORREIA
FILIPE LOBO D’ÁVILA
ILDA ARAÚJO NOVO
JOÃO REBELO
PATRÍCIA FONSECA
PEDRO MOTA SOARES
TERESA CAEIRO
VÂNIA DIAS DA SILVA
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Publicação — DAR II série A — 18-18 — 09/03/2018
II SÉRIE-A — NÚMERO 82
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1390/XIII (3.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE, EM CONJUNTO COM GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES,
TOME AS MEDIDAS NECESSÁRIAS A UMA ARTICULAÇÃO POLÍTICA QUE POTENCIE A IMPORTÂNCIA
GEOSTRATÉGICA E GEOPOLÍTICA DAQUELA REGIÃO AUTÓNOMA
Os Açores sempre tiveram, ao longo da história de Portugal e do mundo, uma importante posição
geoestratégica e geopolítica, potenciada quer pela centralidade atlântica da Região, quer, também, pela posição
geográfica de Portugal continental, entre a confluência da Europa e de África e o a centralidade do eixo
transatlântico entre Europa e América.
A somar a acontecimentos históricos que desde sempre acentuaram a centralidade funcional dos Açores,
importa não descurar, pela sua dimensão e configuração, a posição privilegiada no apoio às linhas de
comunicações marítimas e aéreas, bem como no controlo do vasto e importante espaço estratégico e económico
no âmbito da Zona Económica Exclusiva de Portugal.
Por outro lado, nos Açores existe um conjunto de atividades económicas, políticas e científicas que podem
prosperar, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da região: a agricultura, a pesca, a
aquacultura, o turismo, a meteorologia, a investigação oceanográfica, o controlo do tráfego aéreo, o rastreio de
satélites, a prevenção ambiental de ecossistemas e a coordenação no Atlântico de políticas de segurança –
nomeadamente no seio da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) –, são
alguns dos exemplos das potencialidades da região que representam um enorme potencial e um contributo único
e de grande relevância para o todo nacional.
Nestas, como em muitas outras temáticas, a Região Autónoma dos Açores pode constituir-se como um
laboratório privilegiado para a investigação e a experimentação mundiais, científica e tecnológica. Veja-se, como
exemplo, a aposta no Faial para a instalação Observatório do Atlântico, e em Santa Maria para o cluster
aeroespacial dos Açores.
A posição geopolítica e geoestratégica do Arquipélago dos Açores, associada aos recursos marinhos naturais
únicos e praticamente inexplorados – onde coabitam recursos geológicos, minerais, energéticos e de interesse
biotecnológico de valor incalculável, sem contar com todo o espólio arqueológico, cultural e histórico –, deve ser
alvo de uma concertada estratégia permanente de valorização da sua geográfica centralidade atlântica que
permita, para além de reforçar o poder negocial junto das mais variadas instâncias europeias e internacionais,
maiores proveitos económicos e financeiros para a Região, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento
económico e social.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do
CDS-PP propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que, em conjunto com Governo
Regional dos Açores, tome as medidas necessárias a uma articulação política que potencie a
importância geostratégica e geopolítica do Arquipélago dos Açores, quer através do envolvimento da
Região Autónoma em projetos estratégicos de âmbito nacional, quer no âmbito da participação de
Portugal, como membro de pleno direito, na NATO e na União Europeia.
Palácio de São Bento, 7 de março de 2018.
Os Deputados do CDS-PP: João Pinho de Almeida — Isabel Galriça Neto — Nuno Magalhães — Telmo
Correia — Hélder Amaral — Cecília Meireles — Álvaro Castelo Branco — Ana Rita Bessa — António Carlos
Monteiro — Assunção Cristas — Filipe Anacoreta Correia — Filipe Lobo d'Ávila — Ilda Araújo Novo — João
Rebelo — Patrícia Fonseca — Pedro Mota Soares — Teresa Caeiro — Vânia Dias da Silva
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Apreciação — DAR I série — 18-23 — 17/03/2018
I SÉRIE — NÚMERO 61
O Sr. Duarte Pacheco (PSD): — Perante este Governo, o que é que aconteceu? Não só criaram um regime
que deu uma borla fiscal às grandes empresas e, nomeadamente, a esta, como foi com este Governo que a
taxa sobre o setor energético deixou de ser paga…
Vozes do PSD: — Exatamente!
O Sr. Duarte Pacheco (PSD): — … por esta empresa em concreto.
O Sr. Adão Silva (PSD): — Exatamente!
O Sr. João Oliveira (PCP): — Responda lá: por que é que o Estado não vai à derrama?
O Sr. Duarte Pacheco (PSD): — Terceiro facto: perante este problema em concreto, a que é que assistimos?
Meteram a cabeça na areia! Não falaram! Não mostraram vontade de querer lutar contra esta iniquidade fiscal.
Porquê? Porque o vosso comportamento, Srs. Deputados, só tem um nome: hipocrisia fiscal, que foi o que os
senhores aqui demonstraram.
Aplausos do PSD.
Protestos do Deputado do PCP João Oliveira.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, concluímos, assim, o debate da atualidade sobre equidade e
competitividade na tributação das empresas.
Vamos dar início à discussão conjunta dos projetos de resolução n.os 1267/XIII (3.ª) — Posição
geoestratégica da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira (PSD), 1316/XIII (3.ª) —
Reforço da importância geoestratégica dos Açores (PS), 1390/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que, em
conjunto com Governo Regional dos Açores, tome as medidas necessárias a uma articulação política que
potencie a importância geostratégica e geopolítica daquela Região Autónoma (CDS-PP), 1415/XIII (3.ª) — Pela
valorização estratégica da Região Autónoma da Madeira (CDS-PP) e 1423/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo
o reforço da valorização da importância geoestratégica do arquipélago da Madeira (PS).
Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado António Ventura.
O Sr. António Ventura (PSD): — Sr. Presidente e Sr.as e Srs. Deputados, o PSD, mais uma vez, é pioneiro
na Assembleia da República num tema que muito importa aos Açores: a posição geoestratégica e geopolítica.
A geocentralidade atlântica dos Açores cria oportunidades no domínio de várias temáticas que em muito
podem contribuir para o progresso da região e de Portugal pela criação de emprego e de riqueza.
Propomos hoje uma articulação institucional para valorizar a política da geografia, colocando-a numa
prioridade a longo tempo para Portugal.
Propomos uma articulação que seja prospetiva e que não pare no tempo. Queremos que se produza
conhecimento negociador, capaz de avaliar onde vamos e para onde vamos ou, melhor, capaz de identificar a
previsibilidade das oportunidades.
É um manifesto proveito que o Governo atue de forma institucional, política e jurídica para saber, de forma
constante, das vantagens e dos desafios da posição geoestratégica e geopolítica dos Açores, um conhecimento
essencial para posicionar a região e Portugal no âmbito do investimento europeu e mundial, pois nenhum país
ou região avança sem conhecimento. Mas também somos da convicção de que, para além das evidências da
circunstância e das oportunidades de ora, teremos de ser capazes de agir localmente na construção de um
conceito regional estratégico que proporcione uma linha de orientação. Neste sentido, consideramos igualmente
fundamental que numa próxima revisão constitucional seja reforçado o direito de participação das regiões
autónimas nas negociações de tratados e acordos internacionais que lhes digam respeito, bem como nos
benefícios deles decorrentes.
A nossa posição geográfica deve constituir a afirmação autonómica no contexto europeu e internacional,
situação que é sempre motivo de orgulho para Portugal.
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Votação Deliberação — DAR I série — 41-41 — 17/03/2018
17 DE MARÇO DE 2018
Srs. Deputados, vamos votar o voto n.º 496/XIII (3.ª), que acabou de ser lido.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Na sequência dos votos que acabámos de aprovar, vamos guardar 1 minuto de silêncio.
A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.
Srs. Deputados, vamos agora votar o projeto de resolução n.º 1267/XIII (3.ª) — Posição geoestratégica da
Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes, do PAN
e do Deputado do PS Paulo Trigo Pereirae abstenções do PS e do BE.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1316/XIII (3.ª) — Reforço da importância geoestratégica dos
Açores (PS).
Srs. Deputados, o PAN pretende que se vote, em primeiro lugar, os pontos 1 e 2 e, depois, os pontos 3 e 4.
Sendo assim, vamos começar por votar os pontos 1 e 2 do projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
Votamos agora os pontos 3 e 4.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP, votos contra do
BE, do PCP e de Os Verdes e a abstenção do PAN.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1390/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que, em conjunto com
Governo Regional dos Açores, tome as medidas necessárias a uma articulação política que potencie a
importância geostratégica e geopolítica daquela Região Autónoma (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP, votos contra do BE, do PCP e
de Os Verdes e abstenções do PS e do PAN.
De seguida, votamos o projeto de resolução n.º 1415/XIII (3.ª) — Pela valorização estratégica da Região
Autónoma da Madeira (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP e do Deputado do PS Paulo Trigo
Pereira, votos contra do BE, do PCP e de Os Verdes e abstenções do PS e do PAN.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1423/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo o reforço da
valorização da importância geoestratégica do arquipélago da Madeira (PS).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes
e abstenções do BE e do PAN.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 759/XIII (3.ª) — Recupera para o domínio
público a propriedade e gestão da rede básica de telecomunicações e a prestação do serviço universal de
telecomunicações (segunda alteração à Lei de Bases das Telecomunicações, Lei n.º 91/97, de 1 de agosto)
(BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP, votos a favor do BE e do
PAN e abstenções do PCP e de Os Verdes.
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