PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1255/XIII/3ª
REABERTURA DO SERVIÇO BÁSICO DE URGÊNCIAS, NO HOSPITAL
NOSSA SENHORA DA AJUDA, EM ESPINHO
Em 2007, foi encerrado o Serviço de Urgência Básica (SUB) do Hospital de Nossa Senhora da
Ajuda, em Espinho, assim como as urgências básicas de outros hospitais do distrito de Aveiro e
até do país, no âmbito da designada “Reforma das Urgências” iniciada em 2006. Esta Reforma,
consubstanciada no Despacho n.º 18459/2006, e orientada por critérios meramente
economicistas, conduziu a uma cabal redução dos serviços de saúde de proximidade e à
consequente redução da acessibilidade dos utentes aos serviços de saúde.
O Hospital Nossa Senhora da Ajuda, que passou a integrar o Centro Hospitalar Vila Nova de
Gaia/Espinho, é uma unidade de saúde com enorme relevância para Espinho, mas também para
a população que vive nas freguesias limítrofes. Em 2007, o SUB servia mais de 35.000 pessoas
do concelho e envolvente, assim como os demais visitantes e turistas que em período de festas
ou, em particular, no V erão, quase fazem a população local duplicar.
Em Espinho, tal como aconteceu noutras outras zonas do país onde foram encerrados Serviços
de Atendimento Permanente (SAP) ou Serviços de Urgência Básica, com a suposta “reforma
das urgências”, foi colocada em alternativa uma Ambulância de Emergência Médica (AEM)
tripulada por profissionais do INEM, como se fossem serviços equiparados e de certa forma
para tentar silenciar as populações e servir de moeda de troca pelo encerramento dos serviços.
No entanto, o INEM tem reduzido sucessivamente o período do serviço, com a pretensão de
retirar a AEM, operada pelos seus técnicos, situação que tem motivado a contestação da
população, em particular em abril de 2017. Hoje a AEM apenas é assegurada por técnicos do
INEM entre as 8.00 e as 16.00 horas, sendo o restante horário (das 16.00 às 8.00h) assegurado
pelos bombeiros.
Em consequência do encerramento do Serviço de Urgência Básica, há mais de dez anos que os
habitantes do concelho de Espinho são obrigados a percorrer quase vinte quilómetros até ao
Hospital Eduardo Santos Silva, em Gaia, deslocações feitas, em muitos casos, por estradas
portajadas, quando em 2007, algumas destas vias eram gratuitas.
O encerramento deste SUB, além de criar grandes constrangimentos à população de Espinho,
em termos de tempo, custos e comodidade, contribui também para congestionar o Centro
Hospitalar de Gaia, com situações que por vezes não carecem de urgência especializada.
O Centro Hospitalar de Gaia, para onde estão atualmente a ser encaminhados os utentes de
Espinho, serve cerca de 600 000 habitantes, tornando-se, nas alturas de maior afluência, um
serviço caótico e não conseguindo em tempo útil, prestar os melhores cuidados de saúde às
populações.
É incompreensível que os cidadãos de Espinho tenham de se deslocar para as urgências do
Centro Hospitalar de Gaia, contribuindo para o seu congestionamento, quando têm à sua
disposição uma infraestrutura montada, equipada e disponível para prestar este serviço básico
de saúde, faltando apenas os recursos humanos. No ano em que o Serviço de Urgência Básico
encerrou este mesmo hospital sofreu obras de melhoramentos para poder instalar serviços mais
especializados, apostando numa medicina de proximidade.
Dez anos após o encerramento do SUB, em Espinho, que motivou na altura forte contestação, a
população continua a lutar promovendo recentemente uma petição com mais de 9000
assinaturas, entregue na Assembleia da República, pela reabertura do Serviço de Urgência
Básica do Hospital de Espinho.
Tendo em consideração que o acesso à saúde é um direito que a Constituição da República
Portuguesa, não só, consagra como inclui no elenco dos Direitos Fundamentais, que o
encerramento do SUB, em Espinho, foi uma injustiça condicionando o acesso dos cidadãos aos
serviços de saúde seja pelo tempo despendido, seja pelos custos acrescidos, que o Hospital de
Espinho tem todas as condições ao nível das infraestruturas e equipamento, à exceção dos
recursos humanos, para o funcionamento de um Serviço de Urgência Básica conforme se
verificou até 2007, o Partido Ecologista Os Verdes pretende que o Serviço de Urgência Básica
seja reaberto no Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho.
Assim, o Grupo Parlamentar Os Verdes propõe, ao abrigo das disposições constitucionais
e regimentais aplicáveis, que a Assembleia da República recomende ao Governo:
- A reabertura do Serviço Básico de Urgências, no Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em
Espinho.
Assembleia da República, Palácio de S. Bento, 19 de janeiro de 2018
Os Deputados
José Luís Ferreira Heloísa Apolónia
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Publicação — DAR II série A — 58-59 — 19/01/2018
II SÉRIE-A — NÚMERO 56
Neste contexto, entende o Grupo Parlamentar do CDS-PP, ao abrigo das disposições constitucionais e
regimentais aplicáveis, recomendar ao Governo que:
1. Que compile e disponibilize, no Portal Eletrónico do Governo, toda a produção legislativa relativa
aos incêndios florestais de 2017.
2. Que sensibilize as autarquias, nomeadamente as juntas de freguesia, e reforce a colaboração dos
serviços descentralizados da administração com as autarquias, no sentido de ser veiculada o máximo
de informação possível aos cidadãos de cada território.
Palácio de S. Bento, 19 de janeiro de 2018.
Os Deputados do CDS-PP, Patrícia Fonseca — Assunção Cristas — Nuno Magalhães — Telmo Correia —
Hélder Amaral — Cecília Meireles — Álvaro Castelo Branco — Ana Rita Bessa — António Carlos Monteiro —
Filipe Anacoreta Correia — Filipe Lobo D' Ávila — Ilda Araújo Novo — Isabel Galriça Neto — João Pinho De
Almeida — João Rebelo — Pedro Mota Soares — Teresa Caeiro — Vânia Dias Da Silva.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1255/XIII (3.ª)
REABERTURA DO SERVIÇO BÁSICO DE URGÊNCIAS, NO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA AJUDA,
EM ESPINHO
Em 2007, foi encerrado o Serviço de Urgência Básica (SUB) do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda, em
Espinho, assim como as urgências básicas de outros hospitais do distrito de Aveiro e até do país, no âmbito da
designada “Reforma das Urgências” iniciada em 2006. Esta Reforma, consubstanciada no Despacho n.º
18459/2006, e orientada por critérios meramente economicistas, conduziu a uma cabal redução dos serviços de
saúde de proximidade e à consequente redução da acessibilidade dos utentes aos serviços de saúde.
O Hospital Nossa Senhora da Ajuda, que passou a integrar o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho,
é uma unidade de saúde com enorme relevância para Espinho, mas também para a população que vive nas
freguesias limítrofes. Em 2007, o SUB servia mais de 35.000 pessoas do concelho e envolvente, assim como
os demais visitantes e turistas que em período de festas ou, em particular, no Verão, quase fazem a população
local duplicar.
Em Espinho, tal como aconteceu noutras outras zonas do país onde foram encerrados Serviços de
Atendimento Permanente (SAP) ou Serviços de Urgência Básica, com a suposta “reforma das urgências”, foi
colocada em alternativa uma Ambulância de Emergência Médica (AEM) tripulada por profissionais do INEM,
como se fossem serviços equiparados e de certa forma para tentar silenciar as populações e servir de moeda
de troca pelo encerramento dos serviços.
No entanto, o INEM tem reduzido sucessivamente o período do serviço, com a pretensão de retirar a AEM,
operada pelos seus técnicos, situação que tem motivado a contestação da população, em particular em abril de
2017. Hoje a AEM apenas é assegurada por técnicos do INEM entre as 8.00 e as 16.00 horas, sendo o restante
horário (das 16.00 às 8.00h) assegurado pelos bombeiros.
Em consequência do encerramento do Serviço de Urgência Básica, há mais de dez anos que os habitantes
do concelho de Espinho são obrigados a percorrer quase vinte quilómetros até ao Hospital Eduardo Santos
Silva, em Gaia, deslocações feitas, em muitos casos, por estradas portajadas, quando em 2007, algumas destas
vias eram gratuitas.
O encerramento deste SUB, além de criar grandes constrangimentos à população de Espinho, em termos de
tempo, custos e comodidade, contribui também para congestionar o Centro Hospitalar de Gaia, com situações
que por vezes não carecem de urgência especializada.
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Apreciação — DAR I série — 27-33 — 27/01/2018
27 DE JANEIRO DE 2018
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, terminamos, assim, a apreciação conjunta dos Decretos-Leis n.os
96/2017, de 10 de agosto, que estabelece o regime das instalações elétricas particulares [apreciação
parlamentar n.º 48/XIII (3.ª) (PCP)], e 97/2017, de 10 de agosto, que estabelece o regime das instalações de
gases combustíveis em edifícios [apreciação parlamentar n.º 49/XIII (3.ª) (PCP)].
Quero informar a Câmara de que deram entrada na Mesa três propostas de alteração, que baixam à 6.ª
Comissão, duas ao Decreto-Lei n.º 96/2017, do Bloco de Esquerda e do PCP, respetivamente, e uma ao
Decreto-Lei n.º 97/2017, do PCP.
Srs. Deputados, passamos agora à discussão da petição n.º 287/XIII (2.ª) — Solicitam a reabertura do serviço
de urgência básica do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda (Maria de Lurdes Faria Matos e outros) juntamente
com os projetos de resolução n.os 958/XIII (2.ª) — Pela reabertura do serviço de urgência básica no hospital de
Espinho (PCP), 1255/XIII (3.ª) — Reabertura do serviço básico de urgências, no Hospital Nossa Senhora da
Ajuda, em Espinho (Os Verdes), 1257/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a reabertura da urgência básica do
Hospital de Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho (BE), e 1262/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a criação
de um serviço de atendimento permanente no Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho (PSD).
Tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Diana Ferreira.
A Sr.ª Diana Ferreira (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Gostaria, desde já, em nome do Grupo
Parlamentar do PCP, saudar os mais de 9000 peticionários signatários desta petição, saudando também os
utentes e a população de Espinho pelas ações de luta que foram desenvolvendo na defesa do serviço de
urgência de Espinho.
Em 2007, foi encerrado o serviço de urgência básica do hospital de Espinho. Este encerramento, que
mereceu forte contestação da população, trouxe grandes prejuízos para os mais de 35 000 utentes que eram
atendidos neste serviço, limitando e impedindo, em muitos casos, o acesso a cuidados de saúde neste âmbito.
Os utentes alertaram também, na altura, que a ambulância colocada em substituição não responderia às
necessidades, o que, aliás, a vida veio a confirmar.
Desde o desaparecimento do serviço de urgência básica que estes utentes são obrigados a deslocar-se
vários quilómetros até ao antigo Hospital Eduardo Santos Silva, em Gaia, cujas urgências são das mais
congestionadas do País, num hospital que serve centenas de milhares de utentes. Acresce a esta realidade os
problemas de deslocação, seja por transportes públicos, que são pouco céleres, seja pelos custos acrescidos
de portagens na ex-SCUT — e, sobre esta matéria, convinha dizer que a solução não é como propõe o PSD:
transferir problemas para uns quilómetros à frente ou uns quilómetros atrás; a solução para o pórtico da A29,
como para os pórticos colocados nas ex-SCUT, é exatamente a sua eliminação, como o PCP tem defendido e
propôs várias vezes nesta Assembleia da República —, seja também por dificuldades de deslocação pelo tempo
gasto no percurso de Espinho até ao hospital de Gaia.
Nesta discussão, também é importante referir que, em tempo de verão, o concelho de Espinho quase duplica
a sua população permanente, sendo que noutros períodos de férias a população flutuante aumenta
significativamente.
Espinho tem mais de 31 000 habitantes e as freguesias limítrofes de outros concelhos, com ligações
históricas, com ligações culturais e físicas a Espinho, totalizam mais de 74 000 habitantes. Estamos a falar de
mais de 100 000 utentes que podem ser atendidos no serviço de urgência de Espinho, ajudando a
descongestionar as urgências dos hospitais de Gaia e da Feira.
O hospital de Espinho tem todas as condições para a reabertura do serviço de urgência básica e é por isso
mesmo que o PCP apresenta aqui este projeto, defendendo a tomada de medidas…
O Sr. Presidente: — Peço-lhe para concluir, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Diana Ferreira (PCP): — … calendarizadas para a reabertura do serviço de urgência básica do hospital
de Espinho, que é uma justa reivindicação da população a que o PCP aqui dá voz.
Aplausos do PCP e de Os Verdes.
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Votação Deliberação — DAR I série — 35-35 — 27/01/2018
27 DE JANEIRO DE 2018
trabalho de avaliação da resposta penal a estes fenómenos e de avaliação dos diplomas legais e regulamentares
vigentes em matéria de saúde mental (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes, votos a favor
do CDS-PP e abstenções do PSD e do PAN.
Srs. Deputados, importa votar agora, conjuntamente, vários requerimentos, apresentados, respetivamente,
pelo Bloco de Esquerda, pelo PCP, pelo PAN, pelo PS e pelo CDS-PP, solicitando a baixa à Comissão de
Trabalho e Segurança Social, sem votação, por um período de 60 dias, dos projetos de lei n.os 566/XIII (2.ª) —
Estabelece a igualdade na parentalidade em caso de adoção, incluindo a adoção por casais do mesmo sexo, e
de utilização das técnicas de PMA e alarga o período de licença parental exclusiva do pai (décima quinta
alteração ao Código do Trabalho e quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 91/2009, de 9 de abril) (BE), 177/XIII (1.ª)
— Reforço dos direitos de maternidade e de paternidade (PCP), 738/XIII (3.ª) — Altera o Código do Trabalho,
aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e o Decreto-Lei n.º 91/2009, de 9 de abril, introduzindo
alterações ao regime da adoção e adaptando o regime de proteção na parentalidade à procriação medicamente
assistida (PAN), 739/XIII (3.ª) — Procede à alteração do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de
12 de fevereiro, e do Decreto-Lei n.º 91/2009, de 9 de abril, reforçando o regime de proteção na parentalidade
(PAN), 740/XIII (3.ª) — Proteção da parentalidade nas situações de adoção e de recurso à procriação
medicamente assistida por casais de pessoas do mesmo sexo (PS), e 741/XIII (3.ª) — Procede à décima quinta
alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, que aprova o Código do Trabalho, estabelece a dispensa para
assistência a filho, em substituição da dispensa para amamentação ou aleitação (CDS-PP).
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
Foi adiada a votação do projeto de resolução n.º 1240/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que legisle para
garantir que os acompanhantes de grávidas nas deslocações interilhas dos Açores tenham as faltas ao trabalho
justificadas na legislação laboral (PSD), porque ainda está a aguardar parecer da Região Autónoma dos Açores,
uma vez que não se esgotou o prazo dado pela Assembleia.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 958/XIII (2.ª) — Pela reabertura do serviço de urgência
básica no hospital de Espinho (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e abstenções
do PSD, do PS e do CDS-PP.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1255/XIII (3.ª) — Reabertura do serviço básico de urgências no
Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho (Os Verdes).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e abstenções
do PSD, do PS e do CDS-PP.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1257/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a reabertura da
urgência básica do Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e abstenções
do PSD, do PS e do CDS-PP.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1262/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a criação de um serviço de
atendimento permanente no Hospital Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP e do PAN, votos contra do BE,
do PCP e de Os Verdes e a abstenção do PS.
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