PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 1247/XIII-3.ª
Recomenda ao Governo que crie, disponibilize e mantenha atualizado um portal
eletrónico onde seja divulgada informação relacionada com as respostas criadas na
sequência dos incêndios florestais de 2017
Os incêndios florestais ocorridos em 2017, nomeadamente entre junho e outubro,
causaram a devastação que é conhecida e ficarão registados como uma das grandes
catástrofes com que o país se confrontou.
Fruto do nível de destruição e do número de vítimas provocadas foram sendo
delineadas medidas de indemnização, recuperação de habitações, apoio e reposição
do potencial produtivo, entre outras.
As diferentes medidas e os diferentes períodos em que foram sendo decididas, fizeram
com que fossem divulgados, promovidos e disponibilizados um leque de apoios, em
alguns casos, de tratamento diferenciado. Agora que começam a ser pagos alguns
apoios também subsistem dúvidas relativamente aos mesmos.
Paralelamente têm de ser colocadas no terreno medidas relacionadas com a política
florestal, de ordenamento e gestão, nomeadamente as impulsionadas a partir da
chamada reforma florestal. Neste âmbito as alterações no regime de arborização e
rearborização, o regime experimental de realização de cadastro, as alterações ao
sistema de defesa da floresta contra incêndios, exigem medidas de fundo e um
trabalho aprofundado, com um conjunto e iniciativas concretas, para a sua
implementação. É preciso fazer o trabalho que sucessivos governos não fizeram em
matéria de política florestal.
A politica florestal e todo o processo de apoio às vitimas, à atividade económica e aos
territórios afetados, exigem total transparência para que possa ser feito a mais
rigorosa monotorização, verificação e fiscalização quer pelos cidadãos quer por parte
da Assembleia da República, no âmbito das suas competências.
Na verdade, a multiplicação de anúncios, de diplomas aprovados e publicados, de
alterações a decisões anteriormente tomadas, é tal que o que se sente no terreno é
uma grande trapalhada, sem garantia de que as medidas chegam a quem são devidas,
ou de que as medidas estejam implementadas a tempo de produzirem efeitos já no
período de maior risco de incêndios em 2018.
Com a preocupação atrás expressa o Grupo Parlamentar do PCP apresentou, também,
na Comissão de Agricultura e Mar proposta para que sejam realizadas audições
trimestrais a membros do governo com responsabilidades nas áreas envolvidas para
escalpelização dos assuntos.
Nestes termos, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b)
do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP
propõem que a Assembleia da República adote a seguinte:
Resolução
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º e do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição da República, recomendar ao Governo que:
1. Crie e disponibilize um portal eletrónico onde seja divulgada informação
relacionada com as respostas criadas na sequência dos incêndios florestais de
2017, nomeadamente:
a. Legislação, portarias e despachos publicados;
b. Apoios disponibilizados;
c. Medidas tomadas e ações desenvolvidas;
d. Candidaturas apresentadas, apreciadas e aprovadas;
e. Decisão e execução de medidas tendentes ao cumprimento da
legislação florestal e de apoio às vítimas;
f. Recursos humanos afetos ao apoio às vítimas, recuperação e reposição
de habitações, equipamentos e potencial produtivo e implementação
de medidas de política florestal;
g. Recursos financeiros previstos e disponibilizados;
h. Concretização de medidas inscritas no Orçamento do Estado para 2018;
i. Outra informação pertinente para o adequado escrutínio das medidas e
apoios anunciados;
2. Mantenha o portal eletrónico atualizado ao dia.
Assembleia da República, 18 de janeiro de 2018
Os Deputados,
JOÃO RAMOS; BRUNO DIAS; ANTÓNIO FILIPE; DIANA FERREIRA; MIGUEL TIAGO;
JERÓNIMO DE SOUSA; PAULO SÁ; ANA MESQUITA; JORGE MACHADO; PAULA
SANTOS
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Publicação — DAR II série A — 48-49 — 19/01/2018
II SÉRIE-A — NÚMERO 56
de antecedência) quantos médicos recém-especialistas sairão de cada uma destas épocas de avaliação, não
será difícil abrir os concursos de contratação destes médicos nos dias seguintes ao término das épocas de
avaliação.
A celeridade na abertura destes concursos traria um ganho inestimável para o SNS: uma maior capacidade
de fixação destes profissionais altamente diferenciados.
É isso mesmo que o Bloco de Esquerda propõe com a atual iniciativa legislativa: que não se continue a
desperdiçar profissionais que muita falta fazem ao SNS, que não se continue a atirar médicos altamente
diferenciados para o privado e para o estrangeiro.
Os concursos de contratação dos médicos recém especialistas devem abrir, obrigatoriamente, até 30 dias
depois da conclusão de cada época de avaliação. Assim, dever-se-á abrir um concurso durante o mês de maio,
destinado a quem realizou a avaliação final na época normal e terminou o internato médico com aproveitamento,
e um concurso durante o mês de novembro, destinado a quem realizou a avaliação final na época especial e
terminou o internato médico com aproveitamento.
Com esta medida estaremos a reforçar o número de profissionais no SNS e a sua capacidade de fixação dos
profissionais mais diferenciados e especializados. Estaremos a colocar mais especialistas nos hospitais,
combatendo listas de espera e aumentando a sua capacidade de resposta; estaremos a atribuir mais médicos
de família e a reforçar a intervenção na saúde pública. Continuar a protelar concursos é fazer exatamente o
contrário.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Abra, obrigatoriamente, procedimento concursal com vista à contratação de médicos especialistas até 30
dias após o término da época normal de avaliação final do médico interno e até 30 dias após o término da época
especial de avaliação final do médico interno.
Assembleia da República, 18 de janeiro de 2018.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Moisés Ferreira — Pedro Filipe Soares — Jorge Costa
— Mariana Mortágua — Pedro Soares — Isabel Pires — José Moura Soeiro — Heitor de Sousa — Sandra
Cunha — João Vasconcelos — Maria Manuel Rola — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — Carlos Matias
— Joana Mortágua — José Manuel Pureza — Luís Monteiro — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1247/XIII (3.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE CRIE, DISPONIBILIZE E MANTENHA ATUALIZADO UM PORTAL
ELETRÓNICO ONDE SEJA DIVULGADA INFORMAÇÃO RELACIONADA COM AS RESPOSTAS CRIADAS
NA SEQUÊNCIA DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS DE 2017
Os incêndios florestais ocorridos em 2017, nomeadamente entre junho e outubro, causaram a devastação
que é conhecida e ficarão registados como uma das grandes catástrofes com que o país se confrontou.
Fruto do nível de destruição e do número de vítimas provocadas foram sendo delineadas medidas de
indemnização, recuperação de habitações, apoio e reposição do potencial produtivo, entre outras.
As diferentes medidas e os diferentes períodos em que foram sendo decididas, fizeram com que fossem
divulgados, promovidos e disponibilizados um leque de apoios, em alguns casos, de tratamento diferenciado.
Agora que começam a ser pagos alguns apoios também subsistem dúvidas relativamente aos mesmos.
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Apreciação — DAR I série — 1-26 — 14/04/2018
Sábado, 14 de abril de 2018 I Série — Número 72
XIII LEGISLATURA 3.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2017-2018)
REUNIÃOPLENÁRIADE13DEABRILDE 2018
Presidente: Ex.mo Sr. Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues
Secretários: Ex.mos Srs. Emília de Fátima Moreira Santos Idália Maria Marques Salvador Serrão António Carlos Bivar Branco de Penha Monteiro Sandra Maria Pereira Pontedeira
S U M Á R I O
O Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas e 6
minutos. Procedeu-se ao debate conjunto das seguintes iniciativas
legislativas: projeto de resolução n.º 1254/XIII (3.ª) — Recomenda ao
Governo que compile e disponibilize, nos portais eletrónicos do Governo e da Administração Pública, toda a produção legislativa referente aos incêndios florestais de 2017 e tome as medidas necessárias à veiculação da informação aos cidadãos nos seus territórios (CDS-PP), que foi aprovado;
projeto de resolução n.º 1399/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a abertura de novo período de candidaturas à ação 6.2.2 do PDR 2020 de modo a que os agricultores afetados pelos incêndios de outubro que não se candidataram possam fazê-lo (CDS-PP), que foi aprovado;
projeto de resolução n.º 1444/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a criação de uma unidade de missão para a reorganização estrutural do setor operacional dos bombeiros (CDS-PP), que foi rejeitado;
projeto de lei n.º 654/XIII (3.ª) — Altera a moldura penal relativa ao crime de incêndio florestal (PAN), que foi rejeitado na generalidade;
projeto de lei n.º 656/XIII (3.ª) — Inclui o crime de incêndio florestal no elenco dos crimes de investigação prioritária (PAN), que foi rejeitado na generalidade;
projeto de lei n.º 672/XIII (3.ª) — Estabelece a integração dos médicos-veterinários municipais como agentes de proteção civil e cria uma equipa de salvação e resgate animal (PAN), que foi rejeitado na generalidade;
projeto de resolução n.º 1445/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que substitua o atual índice de previsão de risco de incêndio (RCM) nos mecanismos de gestão de incêndio (PAN), que foi aprovado;
projeto de lei n.º 776/XIII (3.ª) — Regime excecional das redes secundárias de faixas de gestão de combustível (PCP), que foi aprovado na generalidade;
projeto de lei n.º 812/XIII (3.ª) — Estabelece critérios de indemnização pela concretização das servidões administrativas para criação de faixas de gestão de combustível e determina a responsabilidade pela sua execução e manutenção, procedendo à sexta alteração ao Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho (PCP), que foi aprovado na generalidade;
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Votação Deliberação — DAR I série — 33-33 — 14/04/2018
14 DE ABRIL DE 2018
Esta iniciativa baixa à 7.ª Comissão.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1247/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que crie,
disponibilize e mantenha atualizado um portal eletrónico onde seja divulgada informação relacionada com as
respostas criadas na sequência dos incêndios florestais de 2017 (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PSD.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1446/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a reabertura das
candidaturas para apoio às vítimas dos incêndios florestais de 2017, o estabelecimento de um calendário
adequado para pagamento dos apoios e a clarificação e extensão dos critérios utilizados para efeito de apoio
(PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP e de Os Verdes e abstenções
do PS, do CDS-PP e do PAN.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1447/XIII (3.ª) — Propõe medidas de apoio à agricultura
familiar como opção estrutural para a defesa e desenvolvimento do mundo rural, em especial nas zonas atingidas
pelos incêndios (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP e de Os
Verdes e a abstenção do PAN.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1448/XIII (3.ª) — Para uma nova política de proteção civil (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, votos a favor do BE, do PCP e de Os Verdes
e abstenções do PS, do CDS-PP e do PAN.
Srs. Deputados, vamos passar à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 675/XIII (3.ª) — Alterações à
Lei Quadro de Política Criminal e à lei que define os objetivos, prioridades e orientações de política criminal para
o biénio de 2017-2019, considerando o crime de incêndio florestal como crime de investigação prioritária (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PCP e de Os Verdes, votos a favor do BE,
do CDS-PP e do PAN e a abstenção do PS.
Sr. Deputado Filipe Neto Brandão, pediu a palavra para que efeito?
O Sr. Filipe Neto Brandão (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar à Câmara que, relativamente a esta
votação e à seguinte, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentará uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, fica registado.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1489/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a atribuição de prioridades
na transformação da floresta para melhor defesa contra os incêndios (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS e do BE e abstenções do CDS-PP, do
PCP, de Os Verdes e do PAN.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1490/XIII (3.ª) — Recomenda que os bombeiros que tenham
direito a remuneração no âmbito do DECIF recebam estas quantias diretamente (BE).
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