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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1243/XIII/3ª
CONTRATAÇÃO DEFINITIVA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
COLOCADOS AO ABRIGO DO PLANO DE CONTINGÊNCIA DA GRIPE
ATIVADO ENTRE 1 DE NOVEMBRO DE 2017 E 31 DE MARÇO DE 2018
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a evidenciar um significativo défice de
profissionais. Apesar do aumento da contratação registado no último ano, a verdade é
que continuam a faltar médicos, enfermeiros, técnicos superiores de saúde, assistentes
técnicos e operacionais, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assim como outros
profissionais.
Durante os anos do Governo PSD/CDS, o SNS não foi poupado pela austeridade. O
orçamento do SNS foi cortado significativamente e o número de profissionais foi
fortemente reduzido.
Nos últimos anos tem-se assistido a uma recuperação, seja de dotação orçamental, seja
do número de profissionais, como se pode verificar na tabela seguinte, mas a um ritmo
que é claramente insuficiente para as exigências do SNS e para as necessidades da
população.
2014 2015 2016 2017
Médicos s/ internos 16530 16978 17800 18247
Médicos internos 7964 8330 8402 8893
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Enfermeiros 37307 38678 40367 41457
Técnicos Superiores de Saúde 1645 1626 1623 1612
Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica 7376 7580 7809 7792
Assistente Técnico 15804 15870 15857 15756
Assistente Operacional 23865 24520 24775 24653
Outros 6393 6415 6886 6954
Total 116884 119997 123519 125364
Fonte: dados disponibilizados em https://transparencia.sns.gov.pt/explore/dataset/trabalhadores-por-grupo-profissional/
Se queremos contruir um SNS capaz de dar uma resposta adequada e atempada a todos
os utentes, é necessária uma contratação ainda maior. Essa contratação não pode estar
condicionada por uma estratégia orçamental que olha mais para o défice do que para os
serviços públicos.
É preocupante que os concursos para contratação de recém-especialistas não abram por
falta de autorização das Finanças e, no entretanto, muitos destes médicos sejam
empurrados para o privado ou para o estrangeiro. É preocupante que haja contratações
previstas ao abrigo dos planos de contingência da gripe que são atrasadas pelas mesmas
razões. Estes são dois exemplos que mostram, por um lado, a existência da necessidade
de reforçar os profissionais de Saúde no SNS e, por outro lado, a forma como o Governo
não está a corresponder a essa necessidade.
Continuam a faltar médicos de família em número suficiente para garantir médico de
família a todos os utentes e que permitam a redução do número de utentes por médico
de família. Inúmeros hospitais confrontam-se com a falta de médicos especialistas, o que
impacta negativamente no tempo de espera para consultas e cirurgias, o que não
permite o total aproveitamento do bloco operatório e torna difícil o funcionamento de
certos serviços 24 horas por dia, 365 dias por ano.
Continuam a faltar profissionais de enfermagem em número suficiente para cumprir
com as dotações seguras e para, por exemplo, garantir o enfermeiro de família a todos os
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utentes. A falta de enfermeiros é gritante em muitos serviços de saúde, agravada pelo
fenómeno de burnout, o que leva a que muitos serviços funcionem com um número de
enfermeiros muito reduzidos para as necessidades.
O mesmo se pode dizer em relação aos assistentes técnicos e assistentes operacionais.
Quer os cuidados de saúde primários, quer os cuidados hospitalares reportam a
necessidade de contratar mais profissionais para desempenhar estas funções. A falta de
profissionais afeta também os técnicos de diagnóstico e terapêutica e os técnicos
superiores de saúde. Tanto num caso como noutro a contratação tem que ser
incrementada se queremos – como devemos querer – que o SNS internalize mais
procedimentos, como nos casos dos meios complementares de diagnóstico, ao mesmo
tempo que queremos que reforce a sua capacidade de resposta em áreas como a
psicologia, por exemplo.
Não se podem ignorar os episódios de várias horas de tempos de espera nas urgências
ou a falta de capacidade de resposta por falta de profissionais ou a forma como o SNS.
Assim, e não obstante a evolução positiva em número de profissionais que se obteve nos
últimos anos, para o Bloco de Esquerda é claro que durante o ano de 2018 é necessário
contratar mais profissionais para melhorar a qualidade do SNS, aumentar a sua
capacidade de prestação de cuidados de saúde, combater listas de espera, disponibilizar
mais serviços e valências aos utentes, ao mesmo tempo que se procede a uma
progressiva internalização de exames e cirurgias.
A necessidade de mais profissionais no SNS é permanente, não é sazonal. As unidades de
saúde têm dificuldade em responder a picos de procura porque vivem com défice de
profissionais. É por isso que consideramos que todos os profissionais de saúde que
sejam colocados ao abrigo do plano de contingência da gripe devem ser contratados, de
forma permanente, para trabalhar nas unidades de saúde onde foram colocados.
Assim, com o a presente iniciativa legislativa, o Bloco de Esquerda recomenda ao
Governo que proceda à contratação definitiva de todos os profissionais de saúde que
foram ou venham a ser colocados no Serviço Nacional de Saúde ao abrigo do plano de
contingência da gripe.
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Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Torne definitivos os contratos de trabalho de todos os profissionais de saúde colocados
no Serviço Nacional de Saúde ao abrigo do Plano de Contingência para Temperaturas
Extremas Adversas – Módulo Inverno 2017/2018.
Assembleia da República, 17 de janeiro de 2018.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 69-71 — 17/01/2018
17 DE JANEIRO DE 2018
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1242/XIII (3.ª)
DESIGNAÇÃO DO FISCAL ÚNICO DA ERC – ENTIDADE REGULADORA PARA A COMUNICAÇÃO
SOCIAL
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República
Portuguesa e do n.º 1 do artigo 35.º dos Estatutos da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social,
aprovados pela Lei n.º 53/2005, de 8 de novembro, designar como fiscal único da ERC – Entidade Reguladora
para a Comunicação Social a sociedade de revisores oficiais de contas Oliveira, Reis & Associados, SROC,
Lda., representada pelo revisor oficial de contas Dr. Carlos Manuel Charneca Moleirinho Grenha.
Palácio de S. Bento, 17 de janeiro de 2018.
Os Deputados: Hugo Lopes Soares (PSD) — Carlos César (PS).
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1243/XIII (3.ª)
CONTRATAÇÃO DEFINITIVA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE COLOCADOS AO ABRIGO DO
PLANO DE CONTINGÊNCIA DA GRIPE ATIVADO ENTRE 1 DE NOVEMBRO DE 2017 E 31 DE MARÇO DE
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a evidenciar um significativo défice de profissionais. Apesar do
aumento da contratação registado no último ano, a verdade é que continuam a faltar médicos, enfermeiros,
técnicos superiores de saúde, assistentes técnicos e operacionais, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assim
como outros profissionais.
Durante os anos do Governo PSD/CDS, o SNS não foi poupado pela austeridade. O orçamento do SNS foi
cortado significativamente e o número de profissionais foi fortemente reduzido.
Nos últimos anos tem-se assistido a uma recuperação, seja de dotação orçamental, seja do número de
profissionais, como se pode verificar na tabela seguinte, mas a um ritmo que é claramente insuficiente para as
exigências do SNS e para as necessidades da população.
2014 2015 2016 2017
Médicos s/ internos 16 530 16 978 17 800 18 247
Médicos internos 7964 8330 8402 8893
Enfermeiros 37 307 38 678 40 367 41 457
Técnicos Superiores de Saúde 1645 1626 1623 1612
Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica 7376 7580 7809 7792
Assistente Técnico 15 804 15 870 15 857 15 756
Assistente Operacional 23 865 24 520 24 775 24 653
Outros 6393 6415 6886 6954
Total 116 884 119 997 123 519 125 364
Fonte: dados disponibilizados em https://transparencia.sns.gov.pt/explore/dataset/trabalhadores-
por-grupo-profissional/
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Votação Deliberação — DAR I série — 42-42 — 10/02/2018
I SÉRIE — NÚMERO 10
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do
BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN.
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Para informar que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista irá entregar na
Mesa uma declaração de voto sobre a votação que acabámos de fazer.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
Vamos proceder à votação do projeto de resolução n.º 1243/XIII (3.ª) — Contratação definitiva dos
profissionais de saúde colocados ao abrigo do plano de contingência da gripe, ativado entre 1 de novembro de
2017 e 31 de março de 2018 (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN,
votos contra do PS e a abstenção do CDS-PP.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1246/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a abertura de concurso
para contratação de médicos recém-especialistas até 30 dias após a conclusão do internato médico (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e votos contra do PS.
Passamos à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 766/XIII (3.ª) — Estabelece a obrigatoriedade de
procedimento concursal para recrutamento dos médicos internos que concluíram com aproveitamento a
formação específica (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e votos contra do PS.
O projeto de lei n.º 766/XIII (3.ª) baixa à 9.ª Comissão.
Relativamente ao projeto de resolução n.º 1300/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo a contratação de
profissionais de saúde e a integração dos profissionais de saúde contratados ao abrigo dos planos de
contingência no quadro de pessoal das instituições de saúde (PCP), o CDS solicitou a desagregação da votação
do ponto 1.
Assim, vamos votar, em primeiro lugar, o ponto 1.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e abstenções do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação dos pontos 2 e 3 do mesmo projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes e do PAN e a abstenção do PS.
Segue-se a votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 737/XIII (3.ª) — Aumenta a transparência fiscal
dos combustíveis por via de uma informação mais detalhada aos consumidores (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP e do PAN e abstenções do PS,
do BE, do PCP e de Os Verdes.
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