Projeto de Resolução n.º 1001/XIII/2.ª
Recomenda ao Governo que desenvolva acções de sensibilização junto dos cidadãos
promovendo a entrega nas farmácias dos resíduos das embalagens e restos de
medicamentos adquiridos
De acordo com a informação disponível em http://zero.ong/em-2016-portugueses-
entregaram-apenas-12-das-embalagens-e-restos-dos-medicamentos/, os cidadãos
portugueses entregaram a diminuta parcela de 12% dos resíduos de embalagens e
restos de medicamentos adquiridos.
Atendendo ao escrutínio dos números difundidos, infere-se que foram declarados à
VALORMED (sociedade sem fins lucrativos com a incumbência da gestão dos resíduos
de embalagens vazias e medicamentos fora de uso) 315 milhões de embalagens
colocadas no mercado, correspondentes a 7.462 toneladas de resíduos gerados.
Ora, os cidadãos portugueses procederam à entrega de apenas 902 toneladas de
resíduos deste cariz (embalagens e restos de medicamentos) - os acima identificados
12% da totalidade dos resíduos comercializados.
Se atendermos singelamente à taxa de recolha de embalagens, depreendemos que a
mesma cifrou-se em 8%, abaixo do valor de 10% definido para 2016, patente na
licença atribuída pela Agência Portuguesa do Ambiente ao VALORMED.
Enfatiza-se que nessa mesma licença, encontra-se estabelecida uma meta de 20% de
recolha de embalagens fixada para 2020, a qual pressupõe um enorme reforço nos
esforços de sensibilização junto dos cidadãos consumidores de medicamentos.
A conjuntura supra exposta encerra uma problemática maior do que possa parecer à
primeira vista, visto que um incorrecto encaminhamento destes resíduos para destinos
desadequados, traduz-se no depósito destes em aterros ou nas redes de drenagem das
águas residuais.
Tal realidade transporta um eventual foco de problemas ambientais e de saúde
pública, uma vez que as substâncias componentes dos medicamentos (poluentes
emergentes) não são tratáveis nos sistemas de saneamento urbano dada a inexistência
(até à data) de meios tecnológicos capazes de efectivar a respectiva remoção dos
efluentes domésticos.
Apesar de ainda não existirem estudos científicos cabais que sustentem a prevalência
de implicações perniciosas das substâncias que compõem os medicamentos sobre os
seres humanos, existem por outro lado, estudos que comprovam a verificação de
impactes negativos nas espécies que habitam nos meios aquáticos.
Em complemento, salienta-se que o período de semivida das substâncias acima
identificadas é longo, o que implica uma patente subsistência das mesmas nos
ecossistemas que potenciará o risco de repercussões negativas para o ambiente e
saúde pública.
Face a todo o exposto, deverá fomentar-se a consciencialização dos cidadãos face aos
perigos do errado processamento de embalagens e medicamentos não usados,
inculcando nos cidadãos a necessidade de separação e subsequente entrega nas
farmácias para encaminhamento para os contentores da VALORMED.
Afigura-se como fundamental, outrossim, incitar uma atitude mais pró-activa dos
proprietários e colaboradores das farmácias na sensibilização dos cidadãos no que
tange à problemática tratada nesta sede.
Assim, a Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da
Constituição, por intermédio do presente Projeto de Resolução, recomenda ao
Governo que:
Desenvolva acções de sensibilização junto dos cidadãos promovendo a entrega
nas farmácias dos resíduos das embalagens e restos de medicamentos
adquiridos.
Palácio de São Bento, 13 de Julho de 2017.
O Deputado,
André Silva
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Publicação — DAR II série A — 58-59 — 18/07/2017
II SÉRIE-A — NÚMERO 142 58
Palácio de São Bento, 13 de julho de 2017.
O Deputado do PAN, André Silva.
_________
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1001/XIII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE DESENVOLVA AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO JUNTO DOS
CIDADÃOS PROMOVENDO A ENTREGA NAS FARMÁCIAS DOS RESÍDUOS DAS EMBALAGENS E
RESTOS DE MEDICAMENTOS ADQUIRIDOS
De acordo com a informação disponível em http://zero.ong/em-2016-portugueses-entregaram-apenas-12-
das-embalagens-e-restos-dos-medicamentos/, os cidadãos portugueses entregaram a diminuta parcela de 12%
dos resíduos de embalagens e restos de medicamentos adquiridos.
Atendendo ao escrutínio dos números difundidos, infere-se que foram declarados à VALORMED (sociedade
sem fins lucrativos com a incumbência da gestão dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de
uso) 315 milhões de embalagens colocadas no mercado, correspondentes a 7462 toneladas de resíduos
gerados.
Ora, os cidadãos portugueses procederam à entrega de apenas 902 toneladas de resíduos deste cariz
(embalagens e restos de medicamentos) - os acima identificados 12% da totalidade dos resíduos
comercializados.
Se atendermos singelamente à taxa de recolha de embalagens, depreendemos que a mesma cifrou-se em
8%, abaixo do valor de 10% definido para 2016, patente na licença atribuída pela Agência Portuguesa do
Ambiente ao VALORMED.
Enfatiza-se que nessa mesma licença, encontra-se estabelecida uma meta de 20% de recolha de
embalagens fixada para 2020, a qual pressupõe um enorme reforço nos esforços de sensibilização junto dos
cidadãos consumidores de medicamentos.
A conjuntura supra exposta encerra uma problemática maior do que possa parecer à primeira vista, visto que
um incorreto encaminhamento destes resíduos para destinos desadequados, traduz-se no depósito destes em
aterros ou nas redes de drenagem das águas residuais.
Tal realidade transporta um eventual foco de problemas ambientais e de saúde pública, uma vez que as
substâncias componentes dos medicamentos (poluentes emergentes) não são tratáveis nos sistemas de
saneamento urbano dada a inexistência (até à data) de meios tecnológicos capazes de efetivar a respetiva
remoção dos efluentes domésticos.
Apesar de ainda não existirem estudos científicos cabais que sustentem a prevalência de implicações
perniciosas das substâncias que compõem os medicamentos sobre os seres humanos, existem por outro lado,
estudos que comprovam a verificação de impactes negativos nas espécies que habitam nos meios aquáticos.
Em complemento, salienta-se que o período de semivida das substâncias acima identificadas é longo, o que
implica uma patente subsistência das mesmas nos ecossistemas que potenciará o risco de repercussões
negativas para o ambiente e saúde pública.
Face a todo o exposto, deverá fomentar-se a consciencialização dos cidadãos face aos perigos do errado
processamento de embalagens e medicamentos não usados, inculcando nos cidadãos a necessidade de
separação e subsequente entrega nas farmácias para encaminhamento para os contentores da VALORMED.
Afigura-se como fundamental, outrossim, incitar uma atitude mais pró-ativa dos proprietários e colaboradores
das farmácias na sensibilização dos cidadãos no que tange à problemática tratada nesta sede.
Assim, a Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, por intermédio
do presente Projeto de Resolução, recomenda ao Governo que:
Desenvolva ações de sensibilização junto dos cidadãos promovendo a entrega nas farmácias dos
resíduos das embalagens e restos de medicamentos adquiridos.
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Votação Deliberação — DAR I série — 54-54 — 06/07/2019
I SÉRIE — NÚMERO 106
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Vamos, então, votar o ponto 5 do Projeto de Resolução n.º 1763/XIII/3.ª
(PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do Deputado não inscrito Paulo Trigo
Pereira, votos a favor do BE, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes e abstenções do PAN e de 7 Deputados do
PS (André Pinotes Batista, Catarina Marcelino, Eurídice Pereira, Ivan Gonçalves, Norberto Patinho, Pedro do
Carmo e Sofia Araújo).
Vamos agora votar os restantes pontos do mesmo projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os
Verdes, do PAN, do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e de 7 Deputados do PS (André Pinotes Batista,
Catarina Marcelino, Eurídice Pereira, Ivan Gonçalves, Norberto Patinho, Pedro do Carmo e Sofia Araújo) e votos
contra do PS.
O Sr. André Pinotes Batista (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Sr. Deputado, pede a palavra para que efeito?
O Sr. André Pinotes Batista (PS): — Sr. Presidente, é para informar que os Deputados do PS eleitos pelos
círculos de Beja, Évora e Setúbal, nomeadamente os Deputados Pedro do Carmo, Norberto Patinho, Eurídice
Pereira, Sofia Araújo, Catarina Marcelino, Ivan Gonçalves, Ana Catarina Mendonça Mendes e eu próprio
apresentaremos uma declaração de voto sobre a votação que acabou de ter lugar.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Creio que estamos todos satisfeitos e que podemos avançar.
Srs. Deputados, vamos votar o Projeto de Resolução n.º 2196/XIII/4.ª (BE) — Recomenda ao Governo a
eletrificação e a requalificação do troço ferroviário Casa Branca-Beja-Funcheira.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes, do
PAN e do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e a abstenção do PSD.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 951/XIII/2.ª (PAN) — Recomenda ao Governo que
diligencie pela criação de uma Força Nacional de Segurança Ambiental (National Environmental Security Task
Forces - NEST) em Portugal.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do CDS-PP e do PCP, votos a favor do PAN e
do Deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira e abstenções do PSD, do BE e de Os Verdes.
O Sr. Ascenso Simões (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Pede a palavra para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Ascenso Simões (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar a apresentação de uma declaração de voto
sobre esta matéria.
O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Fica registado, Sr. Deputado.
Prosseguimos, com a votação do Projeto de Resolução n.º 1001/XIII/2.ª (PAN) — Recomenda ao Governo
que desenvolva ações de sensibilização junto dos cidadãos, promovendo a entrega nas farmácias dos resíduos
das embalagens e restos de medicamentos adquiridos.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
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