PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 988/XIII/2ª
Manutenção e proteção das Fontes do Olival, Portela, Outeiro da
Lagoa, Calvos, Gordinheira e Gesteira, no Concelho da Sertã
As localidades do Olival, Portela, Outeiro da Lagoa, Calvos, Gordinheira e
Gesteira encontram-se a uns meros 5 km da Vila da Sertã, sede de
concelho, no distrito de Castelo Branco e constituem um aglomerado
populacional frequentemente conhecido como Outeiro da Lagoa.
As referidas localidades encontram-se situadas num outeiro e pautam por
terem vistas naturais sobre a imensidão da floresta, caraterística da Beira
Interior.
O Outeiro da Lagoa foi “batizado” com essa designação porque em tempos
possuía de facto uma lagoa, espaço que hoje em dia é ocupado por uma
área de eucaliptal.
Há alguns anos atrás, para resolver ou procurar dar resposta ao problema de
escassez de água, a população começou a construção de vinte e sete fontes
ao longo destas localidades, criando um percurso circular de 10 km de
extensão.
Devido à destruição da lagoa, à crescente poluição na ribeira da Sertã e à
falta de manutenção da floresta, estas fontes foram marcadas pelo Município
da Sertã como tendo “água não controlada”, o que fez com que a população
deixasse de utilizá-las e acabassem por ficar quase no esquecimento.
Ainda assim, tradicionalmente, na noite de São João, a população embeleza
as fontes, como forma de chamar a atenção para aquele património e para
dignificar o trabalho de todos aqueles que contribuíram para a construção
das referidas fontes.
Os Verdes consideram que todo e qualquer património deve ser preservado,
não só, porque se trata de história, mas também, porque neste caso, retrata
ainda as conquistas e as lutas das populações e a estreita ligação destas
com o bem fundamental à vida que a água representa.
Na verdade, o abandono e o desleixo do património e dos recursos hídricos
acabam por refletir o desrespeito, não só, pelo trabalho das populações, mas
também pelo património e pelos recursos hídricos.
Por tudo isto, Os Verdes consideram, que é imperioso olhar para este
património “com olhos de ver” e que o desleixo e o abandono a que as
referidas fontes estão votadas devem dar lugar à respetiva manutenção
regular e que a água deve ser controlada, como forma, não só, de potenciar
estas fontes para fins turísticos, mas também para uso das populações.
Assim, o Grupo Parlamentar Os Verdes propõe, ao abrigo das
disposições constitucionais e regimentais aplicaveis, que a Assembleia
da Repúblia recomende ao Governo que:
1. Diligencie no sentido de garantir a limpeza e manutenção das fontes de
Olival, Portela, Outeiro da Lagoa, Calvos, Gordinheira e Gesteira, no
Concelho da Sertã, bem como o controlo e análise periódica da qualidade da
água das fontes;
2. Proceda à dinamização das fontes, incluindo-as em roteiros turísticos,
como forma de valorização daquele património.
Palácio de S. Bento, 13 de julho de 2017
Os Deputados,
José Luís Ferreira Heloísa Apolónia
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Publicação — DAR II série A — 35-35 — 18/07/2017
18 DE JULHO DE 2017 35
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 988/XIII (2.ª)
MANUTENÇÃO E PROTEÇÃO DAS FONTES DO OLIVAL, PORTELA, OUTEIRO DA LAGOA, CALVOS,
GORDINHEIRA E GESTEIRA, NO CONCELHO DA SERTÃ
As localidades do Olival, Portela, Outeiro da Lagoa, Calvos, Gordinheira e Gesteira encontram-se a uns
meros 5 km da Vila da Sertã, sede de concelho, no distrito de Castelo Branco e constituem um aglomerado
populacional frequentemente conhecido como Outeiro da Lagoa.
As referidas localidades encontram-se situadas num outeiro e pautam por terem vistas naturais sobre a
imensidão da floresta, caraterística da Beira Interior.
O Outeiro da Lagoa foi “batizado” com essa designação porque em tempos possuía de facto uma lagoa,
espaço que hoje em dia é ocupado por uma área de eucaliptal.
Há alguns anos atrás, para resolver ou procurar dar resposta ao problema de escassez de água, a população
começou a construção de vinte e sete fontes ao longo destas localidades, criando um percurso circular de 10
km de extensão.
Devido à destruição da lagoa, à crescente poluição na ribeira da Sertã e à falta de manutenção da floresta,
estas fontes foram marcadas pelo Município da Sertã como tendo “água não controlada”, o que fez com que a
população deixasse de utilizá-las e acabassem por ficar quase no esquecimento.
Ainda assim, tradicionalmente, na noite de São João, a população embeleza as fontes, como forma de
chamar a atenção para aquele património e para dignificar o trabalho de todos aqueles que contribuíram para a
construção das referidas fontes.
Os Verdes consideram que todo e qualquer património deve ser preservado, não só, porque se trata de
história, mas também, porque neste caso, retrata ainda as conquistas e as lutas das populações e a estreita
ligação destas com o bem fundamental à vida que a água representa.
Na verdade, o abandono e o desleixo do património e dos recursos hídricos acabam por refletir o desrespeito,
não só, pelo trabalho das populações, mas também pelo património e pelos recursos hídricos.
Por tudo isto, Os Verdes consideram, que é imperioso olhar para este património “com olhos de ver” e que o
desleixo e o abandono a que as referidas fontes estão votadas devem dar lugar à respetiva manutenção regular
e que a água deve ser controlada, como forma, não só, de potenciar estas fontes para fins turísticos, mas
também para uso das populações.
Assim, o Grupo Parlamentar Os Verdes propõe, ao abrigo das disposições constitucionais e
regimentais aplicaveis, que a Assembleia da Repúblia recomende ao Governo que:
1. Diligencie no sentido de garantir a limpeza e manutenção das fontes de Olival, Portela, Outeiro da Lagoa,
Calvos, Gordinheira e Gesteira, no Concelho da Sertã, bem como o controlo e análise periódica da qualidade
da água das fontes;
2. Proceda à dinamização das fontes, incluindo-as em roteiros turísticos, como forma de valorização daquele
património.
Palácio de S. Bento, 13 de julho de 2017.
Os Deputados de Os Verdes: José Luís Ferreira — Heloísa Apolónia.
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