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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 975/XIII/2ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE SUSPENDA O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA LINHA DE
MUITO ALTA TENSÃO QUE ATRAVESSARÁ BARCELOS
No âmbito da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade determinou-se politicamente que seria
importante que Portugal avançasse com o “Eixo entre Vila do Conde, Vila Fria B e a rede elétrica de
Espanha, a 400 KV – AIA 2687”. Segundo o Secretário de Estado da Energia esta é uma importante
infraestrutura considerando que há necessidade de promover o " escoamento da energia elétrica das
barragens que estão prestes a entrar em operação", referindo-se aos aproveitamentos hidroelétricos
de Frades e Salamonde II, ambos da EDP.
Sendo estes processos delicados, do ponto de vista das externalidades provocadas pelas Linhas de
Muito Alta Tensão, desde cedo, e ainda no âmbito da consulta pública do desenvolvimento desta
infraestrutura, que a Câmara Municipal de Barcelos se pronunciou de forma desfavorável à
construção de uma linha que tinha como consequência um prejuízo grave para os habitantes, para o
património cultural e para o futuro do concelho.
Ainda que se conteste o traçado escolhido para a travessia desta rede de transporte, os Barcelenses,
em momento algum, se manifestaram contra o progresso e investimento, contudo entendem que o
impacto promovido pela construção destas linhas deve ser reduzido ao máximo. A autarquia, no
âmbito da consulta pública, afirma que não se pode conformar “com um traçado cujo impacto, além
de efetivo ao nível da ocupação do solo e absolutamente nefasto para as populações, será
igualmente destruidor do trabalho desenvolvido pelo município na valorização dos seus recursos
endógenos.”.
Muitas das preocupações manifestadas têm assim sido aceites por várias entidades e Governantes já
que em resposta ao Sr. Deputado Joel Sá, o Governo disse que “Face à posição desfavorável da CM
Barcelos aos troços da linha objeto de DIA favorável condicionada, no seu concelho, Propôs o Senhor
Secretário de Estado do Ambiente vigente que fosse estudado um traçado alternativo para o referido
troço e que o mesmo fosse apresentado em fase de projeto de execução a procedimento de AIA”.
Para lá disto foi ainda dito pelo Senhor Secretário de Estado da Energia, em reunião da CEIOP de 7 de
junho de 2017 que, “Desde o princípio ficou claro que a posição do Governo é a de envolver as
autarquias e os municípios no sentido de que a solução seja o mais consensual possível".
Assim sendo, e recorrendo às conclusões que podem ser retiradas das várias audições na Comissão
de Economia, Inovação e Obras Públicas, o CDS entende que deve solicitar a suspensão de todas as
diligências e processos que fixam o atual traçado da linha devendo, para o efeito, ser estudada a
possibilidade de utilizar, conforme solicitado pelas populações, o percurso adjacente à A28.
Desta forma, e em face do exposto, o Grupo Parlamentar do CDS-PP, ao abrigo das disposições
constitucionais e regimentais aplicáveis, recomenda ao Governo o seguinte:
1. Que suspenda todos os processos e diligências que promovam o atual traçado da Linha de
Muito Alta Tensão, no território do concelho de Barcelos.
2. Que avalie, por intermédio de estudos, a viabilidade de um novo percurso junto à A28,
conforme proposto pelas populações locais.
Assembleia da República, 7 de julho de 2017,
Os Deputados do CDS-PP
Helder Amaral
Ana Rita Bessa
Antonio Carlos Monteiro
Ilda Araujo Novo
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Publicação — DAR II série A — 66-66 — 12/07/2017
II SÉRIE-A — NÚMERO 138 66
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 975/XIII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE SUSPENDA O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA LINHA DE
MUITO ALTA TENSÃO QUE ATRAVESSARÁ BARCELOS
No âmbito da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade determinou-se politicamente que seria importante
que Portugal avançasse com o “Eixo entre Vila do Conde, Vila Fria B e a rede elétrica de Espanha, a 400 KV —
AIA 2687”. Segundo o Secretário de Estado da Energia esta é uma importante infraestrutura considerando que
há necessidade de promover o " escoamento da energia elétrica das barragens que estão prestes a entrar em
operação", referindo-se aos aproveitamentos hidroelétricos de Frades e Salamonde II, ambos da EDP.
Sendo estes processos delicados, do ponto de vista das externalidades provocadas pelas Linhas de Muito
Alta Tensão, desde cedo, e ainda no âmbito da consulta pública do desenvolvimento desta infraestrutura, que a
Câmara Municipal de Barcelos se pronunciou de forma desfavorável à construção de uma linha que tinha como
consequência um prejuízo grave para os habitantes, para o património cultural e para o futuro do concelho.
Ainda que se conteste o traçado escolhido para a travessia desta rede de transporte, os Barcelenses, em
momento algum, se manifestaram contra o progresso e investimento, contudo entendem que o impacto
promovido pela construção destas linhas deve ser reduzido ao máximo. A autarquia, no âmbito da consulta
pública, afirma que não se pode conformar “com um traçado cujo impacto, além de efetivo ao nível da ocupação
do solo e absolutamente nefasto para as populações, será igualmente destruidor do trabalho desenvolvido pelo
município na valorização dos seus recursos endógenos.”.
Muitas das preocupações manifestadas têm assim sido aceites por várias entidades e Governantes já que
em resposta ao Sr. Deputado Joel Sá, o Governo disse que “Face à posição desfavorável da CM Barcelos aos
troços da linha objeto de DIA favorável condicionada, no seu concelho, Propôs o Senhor Secretário de Estado
do Ambiente vigente que fosse estudado um traçado alternativo para o referido troço e que o mesmo fosse
apresentado em fase de projeto de execução a procedimento de AIA”.
Para lá disto foi ainda dito pelo Senhor Secretário de Estado da Energia, em reunião da CEIOP de 7 de junho
de 2017 que, “Desde o princípio ficou claro que a posição do Governo é a de envolver as autarquias e os
municípios no sentido de que a solução seja o mais consensual possível".
Assim sendo, e recorrendo às conclusões que podem ser retiradas das várias audições na Comissão de
Economia, Inovação e Obras Públicas, o CDS entende que deve solicitar a suspensão de todas as diligências e
processos que fixam o atual traçado da linha devendo, para o efeito, ser estudada a possibilidade de utilizar,
conforme solicitado pelas populações, o percurso adjacente à A28.
Desta forma, e em face do exposto, o Grupo Parlamentar do CDS-PP, ao abrigo das disposições
constitucionais e regimentais aplicáveis, recomenda ao Governo o seguinte:
1. Que suspenda todos os processos e diligências que promovam o atual traçado da Linha de Muito Alta
Tensão, no território do concelho de Barcelos.
2. Que avalie, por intermédio de estudos, a viabilidade de um novo percurso junto à A28, conforme proposto
pelas populações locais.
Assembleia da República, 7 de julho de 2017.
Os Deputados do CDS-PP: Hélder Amaral — Ana Rita Bessa — António Carlos Monteiro — Ilda Araújo Novo.
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Votação Deliberação — DAR I série — 37-37 — 21/04/2018
21 DE ABRIL DE 2018
igualdade de oportunidades de todos os estudantes (PCP) e 1501/XIII (3.ª) — Recomenda ao Governo que
proceda ao adiantamento das prestações devidas às escolas de ensino profissional sempre que haja atrasos no
financiamento do POCH (CDS-PP).
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
Estes projetos de resolução baixam à 8.ª Comissão, sem votação, por um período de 60 dias.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 975/XIII (2.ª) — Recomenda ao Governo que suspenda o processo
de desenvolvimento da linha de muito alta tensão que atravessará Barcelos (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do texto de substituição, apresentado pela Comissão de
Economia, Inovação e Obras Públicas, relativo à proposta de lei n.º 101/XIII (3.ª) — Estabelece as regras
relativas às ações de indemnização por infração ao direito da concorrência, transpondo a Diretiva 2014/104/UE
e ao projeto de lei n.º 599/XIII (2.ª) — Reforça a defesa da concorrência e regula as ações de indemnização por
infração às disposições do direito da concorrência («Private Enforcement») (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do PS, votos contra do PCP e de Os Verdes
e abstenções do BE, do CDS-PP e do PAN.
Vamos votar a assunção pelo Plenário das votações indiciárias realizadas na especialidade, em sede de
Comissão, relativamente ao texto de substituição que acabámos de votar.
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.
Passamos à votação final global do referido texto de substituição.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do PS, votos contra do PCP e de Os Verdes
e abstenções do BE, do CDS-PP e do PAN.
Votamos agora o projeto de lei n.º 364/XIII (2.ª) — Altera a Lei n.º 37/81 (Lei da Nacionalidade) (PSD).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes e
votos a favor do PSD e do PAN.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, queria apenas fazer uma clarificação do que vamos votar
a seguir. O PSD fez autonomizar a votação do seu projeto de lei n.º 364/XIII (2.ª), no entanto, o guião de votações
dá a indicação de que esse projeto de lei também deu origem ao texto de substituição, vindo da Comissão, que
iremos votar agora, o que é uma impossibilidade.
O Sr. Presidente: — Este projeto de lei foi considerado no debate em Comissão e, portanto, o facto de ter
sido depois apresentado à votação, por iniciativa própria do PSD, e rejeitado, não quer dizer que se retire daquilo
que se passou na Comissão.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Não tendo sido retirado, não pode ser substituído pelo texto de
substituição, Sr. Presidente. Por isso, a partir do momento em que não foi retirado e foi votado autonomamente,
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