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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 959/XIII/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE PROCEDA À DENÚNCIA DO CONTRATO
COM A SOCIEDADE SIRESP, SA, RESGATANDO PARA O ESTADO O
SISTEMA INTEGRADO PARA A REDE DE EMERGÊNCIA E SEGURANÇA DE
PORTUGAL, EM NOME DO INTERESSE PÚBLICO E GARANTINDO A
SEGURANÇA E A PROTEÇÃO DAS POPULAÇÕES.
O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) é
o pilar das comunicações de emergência e segurança em Portugal. Segundo informação
disponível no seu site da internet, o SIRESP tem por finalidade “ responder às exigências
das missões operacionais do conjunto de utilizadores ”, dotando, para o efeito, “a s forças e
serviços de segurança, emergência e proteção civil de uma rede única de comunicações a
nível nacional, de modo a garantir a proteção e o socorro das comunidades ”. Nas palavras
daquela operadora de comunicações, trata-se, pois, de “ um serviço de cobertura nacional
com características específicas, como a interoperabilidade, a confidencialidade da
operação e a qualidade das comunicações”.
O SIRESP foi criado para ser “ partilhado pelas associações humanitárias de
bombeiros voluntários, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Direcção-Geral das Florestas, a
Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, o Exército, a Força Aérea Portuguesa, a Guarda
Nacional Republicana, o Instituto da Conservação da Natureza, a Inspecção-Geral das
Actividades Económicas, o Instituto Nacional de Emergência Médica, o Instituto Nacional
de Medicina Legal, a Marinha, os órgãos da Autoridade Marítima Nacional, a Polícia
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Judiciária, a Polícia de Segurança Pública, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o Serviço
de Informações de Segurança e o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil ”, como
resulta da Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2002, de 16 de agosto.
No entanto, apesar da missão fundamental que tem a seu cargo e das
relevantíssimas obrigações que sobre si impendem, a atenção pública que o SIRESP tem
merecido decorre principalmente das falhas que lhe são imputadas.
1- A Origem
A longa e controversa cronologia do SIRESP inicia-se no Governo de António
Guterres, que constituiu um grupo de trabalho com a missão de estudar a criação de um
sistema do tipo SIRESP. De acordo com Almiro de Oliveira (ex-presidente do
mencionado grupo de trabalho), citado pelo jornal Público no passado dia 22 de junho,
no relatório era previsto um “investimento inicial entre 100 a 150 milhões de euros”, a
que acresceriam “dez por cento por ano, que correspondia ao custo de exploração”.
Esta intenção só se materializou anos depois, a 23 de fevereiro de 2005, três dias
após o desaire eleitoral dos partidos que, à época, integravam o Governo, PSD e CDS. O
então ministro da Administração Interna e ex-gestor da Sociedade Lusa de Negócios
(SLN), Daniel Sanches, deu o aval do executivo à constituição de uma parceria público-
privado entre um consórcio de empresas (PT, Motorola, Esegur, Grupo Espírito Santo e
SLN) e o Ministério da Administração Interna. Dessa parceria público-privado constituir-
se-ia então o SIRESP, cujo custo total fora fixado em 540 milhões de euros, bastante
acima do previsto no relatório atrás referido.
Todavia, apesar de a sua formalização remontar ao ano de 2005, a verdade é que,
em vésperas do Euro 2004, já o SIRESP, ou melhor, o aludido consórcio que o
viabilizaria, procedera à instalação, “ a título gratuito e provisório ”, de 11 estações de
comunicações. O objetivo era claro: criar uma situação de dependência funcional do
Estado em relação a estes serviços, de modo a garantir, por um lado, a sua posterior
contratualização e, por outro, maior poder negocial àquele consórcio.
Com a tomada de posse e início de funções do Governo formado após as eleições
legislativas de 2005, a “ pasta SIRESP ” ficou sob a alçada do novo ministro da
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Administração Interna, António Costa. Com efeito, o então ministro socialista solicitou
um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) no
sentido de ver esclarecido se o ato jurídico que dera origem ao SIRESP, praticado por um
governo de gestão, era ou não legítimo. Em resposta, numa decisão alcançada apenas
com o voto de qualidade do então Procurador-Geral da República, Souto Moura, a PGR
concluiu que o Governo de gestão PSD/CDS não poderia ter aprovado o negócio SIRESP,
uma vez que não se tratava de um ato urgente, nem “estritamente necessário para
assegurar a gestão dos negócios públicos”.
Na sequência desta decisão da PGR, o despacho do ministro Daniel Sanches foi
anulado, tendo o Governo do PS solicitado uma série de novos pareceres, dos quais
resultou a vontade do executivo de renegociar os termos e as condições contratuais da
parceria público-privado constituída pelo anterior governo. Assim sucedeu, tendo o
Conselho de Ministros aprovado, a 18 de maio de 2006, a adjudicação ao mesmo
consórcio, desta feita com “ um valor acumulado em 15 anos ” de 485,5 milhões de euros,
isto é, menos 52,5 milhões de euros do que o anteriormente acordado, mas bastante
acima do inicialmente estimado pelo grupo de trabalho formado pelo Governo de
António Guterres.
Se o “nevoeiro legal”, formado na sequência da anulação do contrato, parecia
parcialmente removido após a conclusão do processo de renegociação contratual, a
verdade é que as dúvidas e suspeitas em torno do SIRESP regressariam no final de 2006.
Assim, em novembro desse ano, quatro meses depois do início de funcionamento do
SIRESP, a Polícia Judiciária realizou as primeiras buscas na sede da SLN, por suspeitas de
tráfico de influências (“acesso a informação privilegiada” de um candidato que integrava
a SLN).
Em dezembro de 2006, o Tribunal de Contas alertou para a violação de normas da
contratação pública na adjudicação do contrato do SIRESP (ausência de concurso
público, falta de tempo para apresentar propostas e alterações às condições de caderno
de encargos), as quais “ poderiam repercutir-se no resultado financeiro do contrato ”. O
Tribunal de Contas daria, porém, o aval ao contrato, não deixando de recomendar que no
futuro fossem acautelados os interesses financeiros do Estado.
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Em maio de 2008, o processo de investigação por suspeitas de tráfico de
influências viria a ser arquivado, não sem que o despacho de arquivamento aludisse de
forma clara à ligação do autor do despacho de adjudicação do concurso para a criação e
implementação do SIRESP (feito já depois da derrota eleitoral de 2005), o então
ministro Daniel Sanches, com empresas do grupo SLN.
Oliveira e Costa, ex-gestor do BPN e SLN, veio admitir depois, sob juramento no
Parlamento, que “o que se gastou para fazer o SIRESP julgo que andará à volta de 80 e tal
milhões de euros”. Cinco vezes menos do que foi imputado ao Estado.
2- Os problemas e as fragilidades
Se as dúvidas legais e em torno da transparência da adjudicação do concurso para
a criação e implementação do SIRESP ajudam a explicar a desconfiança que o sistema
tem merecido dos portugueses e das portuguesas, os relatos e as queixas das
populações, por um lado, e de algumas autoridades, por outro, tornam irreversível e
inadiável a intervenção do Estado nesta matéria.
Ainda antes dos trágicos acontecimentos em Pedrógão Grande, cujo apuramento
sobre a operacionalidade do SIRESP ainda decorre, já os seus problemas e fragilidades
eram publicamente denunciados por algumas autoridades. Em janeiro de 2014, após a
morte trágica de um bombeiro e uma bombeira no Carregal do Sal, o presidente do
Conselho Português da Proteção Civil (CPPC), em entrevista à TVI, sustentava que “ se o
sistema funcionasse, os gritos de um dos intervenientes para tentar alertar aquela equipa
[de que faziam parte os dois bombeiros, um homem e uma mulher] não seriam gritos,
seriam comunicações via rádio. E os meios aéreos também não tinham contacto, não
tinham forma de alertar aquela equipa ”. Nos dias que precederam a mencionada
entrevista, já a CPPC considerava, em comunicado, que a bombeira que perdera a vida
no Carregal do Sal “poderia estar viva se houvesse radiocomunicações de grupo que ligasse
bombeiros, sapadores florestais e GIPS (Grupo de Intervenção Permanente da GNR)”.
São múltiplos e distribuídos no tempo e no espaço os relatos das populações, mas
também de algumas autoridades, de falhas do SIRESP, muitas das quais com
consequências no teatro das operações. Falhas nas comunicações ou impossibilidade de
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as realizar no interior de um elevador ou de garagens subterrâneas, bem como em
localidades remotas ou recônditas, justamente nos locais onde os incêndios são mais
frequentes, têm sido denunciadas com frequência. Algumas dessas fragilidades,
amplamente difundidas nos órgãos de comunicação social, chegaram, inclusive, a
manifestar-se em simulacros, onde os riscos de se verificarem as consequências trágicas
de outros casos são inferiores. Dois exemplos flagrantes de falhas do SIRESP durante
operações de simulacro ocorreram em Santarém, Lisboa e Setúbal, em 2008, e no
Chiado, em agosto de 2013, onde os bombeiros testemunharam as dificuldades de
comunicação num incêndio num centro urbano.
3- Garantir a segurança e a proteção das populações
Volvida mais de uma década desde a sua implementação, este é o tempo de um
balanço sério e rigoroso sobre a gestão privada do Sistema Integrado de Redes de
Emergência e Segurança de Portugal.
Da análise atenta e aprofundada dos objetivos fundamentais que presidiram a
constituição e a implementação do SIRESP resulta uma conclusão fundamental: a gestão
privada do SIRESP revelou-se ineficaz e, nessa medida, incapaz de garantir a segurança e
a proteção das populações, em claro prejuízo destas e do próprio Estado.
O objetivo estratégico do SIRESP não pode deixar de ficar em causa quando se
verificam falhas nas comunicações em diferentes contextos, justamente naqueles onde
as comunicações são mais urgentes ou mesmo imprescindíveis. Mas, também, outras
fragilidades oportunamente denunciadas por algumas autoridades, são reveladoras de
uma gestão que não cumpriu competentemente as suas funções.
A esta incapacidade de salvaguardar a segurança e a proteção das populações,
acrescem avultados encargos para o erário público. Os custos para o Estado estão bem
acima dos “ 80 e tal milhões ” que Oliveira e Costa reconheceu ter custado o SIRESP, ou
dos “100 a 150 milhões de euros”, inicialmente previsto no relatório do grupo de trabalho
constituído durante o Governo de António Guterres.
A conclusão é óbvia: a importância das funções atribuídas ao SIRESP é de tal
modo fundamental para garantir a segurança e a proteção das populações, que a sua
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gestão não pode ser orientada por negócios privados. Só uma gestão orientada pelo
interesse público poderá cumprir aquele desígnio.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
Proceda à denúncia do contrato com a sociedade SIRESP, SA, resgatando para o Estado o
Sistema Integrado para a Rede de Emergência e Segurança de Portugal, em nome do
interesse público e garantindo a segurança e a proteção das populações.
Assembleia da República, 30 de junho de 2017.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 53-55 — 05/07/2017
5 DE JULHO DE 2017 53
O desaparecimento do Serviço de Urgência em Espinho significou, para muitos moradores deste concelho,
uma profunda limitação e mesmo um impedimento no acesso a cuidados de saúde neste âmbito.
Assim, nos termos legais e regimentais previstos, os deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do
PCP apresentam o seguinte:
Projeto de resolução
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República
Portuguesa, recomendar ao Governo que tome as medidas necessárias, calendarizando-as, para a reabertura
do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda, Espinho.
Assembleia da República, 30 de junho de 2017.
Os Deputados do PCP: Diana Ferreira — Carla Cruz — João Ramos — Rita Rato — Bruno Dias — Jorge
Machado — Paulo Sá — Miguel Tiago — Ana Virgínia Pereira — Jerónimo de Sousa — Ana Mesquita — Paula
Santos — João Oliveira — António Filipe.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 959/XIII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE PROCEDA À DENÚNCIA DO CONTRATO COM A SOCIEDADE
SIRESP, SA, RESGATANDO PARA O ESTADO O SISTEMA INTEGRADO PARA A REDE DE
EMERGÊNCIA E SEGURANÇA DE PORTUGAL, EM NOME DO INTERESSE PÚBLICO E GARANTINDO A
SEGURANÇA E A PROTEÇÃO DAS POPULAÇÕES
O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) é o pilar das
comunicações de emergência e segurança em Portugal. Segundo informação disponível no seu site da internet,
o SIRESP tem por finalidade “responder às exigências das missões operacionais do conjunto de utilizadores”,
dotando, para o efeito, “as forças e serviços de segurança, emergência e proteção civil de uma rede única de
comunicações a nível nacional, de modo a garantir a proteção e o socorro das comunidades”. Nas palavras
daquela operadora de comunicações, trata-se, pois, de “um serviço de cobertura nacional com características
específicas, como a interoperabilidade, a confidencialidade da operação e a qualidade das comunicações”.
O SIRESP foi criado para ser “partilhado pelas associações humanitárias de bombeiros voluntários, a Cruz
Vermelha Portuguesa, a Direcção-Geral das Florestas, a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, o Exército, a
Força Aérea Portuguesa, a Guarda Nacional Republicana, o Instituto da Conservação da Natureza, a Inspeção-
Geral das Atividades Económicas, o Instituto Nacional de Emergência Médica, o Instituto Nacional de Medicina
Legal, a Marinha, os órgãos da Autoridade Marítima Nacional, a Polícia Judiciária, a Polícia de Segurança
Pública, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o Serviço de Informações de Segurança e o Serviço Nacional
de Bombeiros e Proteção Civil”, como resulta da Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2002, de 16 de
agosto.
No entanto, apesar da missão fundamental que tem a seu cargo e das relevantíssimas obrigações que sobre
si impendem, a atenção pública que o SIRESP tem merecido decorre principalmente das falhas que lhe são
imputadas.
1 – A Origem
A longa e controversa cronologia do SIRESP inicia-se no Governo de António Guterres, que constituiu um
grupo de trabalho com a missão de estudar a criação de um sistema do tipo SIRESP. De acordo com Almiro de
Oliveira (ex-presidente do mencionado grupo de trabalho), citado pelo jornal Público no passado dia 22 de junho,
no relatório era previsto um “investimento inicial entre 100 a 150 milhões de euros”, a que acresceriam “dez por
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Apreciação — DAR I série — 06/07/2017
Quinta-feira, 6 de julho de 2017 I Série — Número 105
XIII LEGISLATURA 2.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2016-2017)
REUNIÃOPLENÁRIADE5DEJULHODE 2017
Presidente: Ex.mo Sr. Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues
Secretários: Ex.mos Srs. Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco Idália Maria Marques Salvador Serrão António Carlos Bivar Branco de Penha Monteiro Sandra Maria Pereira Pontedeira
S U M Á R I O
O Presidente declarou aberta a sessão às 15 horas e 4
minutos. Deu-se conta da entrada na Mesa da proposta de lei n.º
91/XIII (2.ª), dos projetos de lei n.os 565 a 567/XIII (2.ª) e dos projetos de resolução n.os 955/XIII (2.ª) e 957 a 962/XIII (2.ª).
Procedeu-se ao debate do projeto de resolução n.º 959/XIII (2.ª) — Recomenda ao Governo que proceda à denúncia do contrato com a Sociedade SIRESP, SA, resgatando para o Estado o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, em nome do interesse público e garantindo a segurança e a proteção das populações (BE), que foi rejeitado. Usaram da palavra, a diverso título, os Deputados Sandra Cunha (BE), Carlos Abreu Amorim (PSD) — que, em interpelação à Mesa, solicitou a distribuição de documentos —, Jorge Machado
(PCP), André Silva (PAN), Filipe Neto Brandão (PS) — que também interpelou a Mesa para solicitar a distribuição de documentos —, Telmo Correia (CDS-PP), José Luís Ferreira (Os Verdes), José Silvano (PSD), José Manuel Pureza (BE), Fernando Anastácio (PS), José Miguel Medeiros (PS), Sara Madruga da Costa e Carlos Peixoto (PSD), João Oliveira (PCP) e Pedro Filipe Soares (BE).
Entretanto, a Câmara saudou a presença, na tribuna do Corpo Diplomático, uma delegação do Grupo Parlamentar de Amizade Irão-Portugal.
Deu-se ainda conta da entrada na Mesa da apreciação parlamentar n.º 39/XIII (2.ª) e do projeto de resolução n.º 963/XIII (2.ª).
O Presidente encerrou a sessão eram 17 horas e 16 minutos.
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