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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 961/XIII/2.ª
SUBSTITUIÇÃO DOS EDIFÍCIOS DA ESCOLA BÁSICA 2,3 AVELAR
BROTERO, DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ADELAIDE CABETTE, EM
ODIVELAS
A Escola Básica 2,3 Avelar Brotero, em Odivelas, Lisboa, é uma das escolas que integram
atualmente o Agrupamento Adelaide Cabette. É uma escola muito degradada com
problemas estruturais em todo o edificado.
Esta escola, que começou por ser um estabelecimento de ensino particular, foi
construída na década de cinquenta do século passado. Desde o ano letivo de 1969/70
integra a rede pública. Desde então, as únicas intervenções de que a escola foi objeto
verificaram-se em 2000 (remodelação / melhoramentos na cozinha e refeitório
incluindo canalizações e gás) e em 2008 (reconversão da sala do aluno em salas do
Centro de Novas Oportunidades).
Em setembro de 2009, fruto da evidente degradação de todo o edificado, foi celebrado
um acordo de colaboração entre a extinta Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o
Município de Odivelas para a substituição da Escola Básica Avelar Brotero. Nos termos
desse acordo a construção das instalações da escola deveria iniciar-se no prazo máximo
de quatro meses a partir da data da assinatura desse acordo, o que não aconteceu.
Em 2012, em resposta a uma pergunta parlamentar, o Governo de então referiu que “o
Ministério reconhece importância para esta obra pelo que inscreveu despesa para 2012,
por forma a trabalhar no processo.” Nada se fez.
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Mais recentemente, a 12 de janeiro do corrente ano, foi indicado pelo Delegado Regional
de Lisboa e Vale do Tejo da DGEstE de que o problema teria solução tão breve quanto
possível, através de uma verba proveniente de um fundo europeu específico, no valor de
135 000 Euros, com início da obra ainda no ano letivo 2016/2017. A verba, muito
reduzida face ao orçamento inicial, acabaria afinal por ser aplicada no aluguer de
“contentores” (estruturas modulares especializadas adaptadas ao ensino) para outra
escola do mesmo agrupamento.
Recentemente, o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette,
preocupado com a segurança dos alunos e trabalhadores da Escola Avelar Brotero, em
ofício dirigido ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda colocou em evidência o que
considerou serem “Perigos de Vida” presentes nesta escola, tal o estado a que chegou o
edificado. E documentou as afirmações com abundantes fotos, ilustrativas de cada uma
das patologias / deficiências / perigos evidentes nesta escola. Apresentou ainda um
relatório da Unidade de Saúde Pública de Loures relativo a uma vistoria realizada por
esta unidade em 4 de maio deste ano e ainda um relatório da coordenação do próprio
estabelecimento.
Pela sua clareza reproduzimos uma parte do já referido ofício:
“PERIGO DE VIDA 1: Na Escola EB2/3 AB – Escola Básica 2/3 Avelar Brotero (…) existe
uma situação objetiva de perigo de vida, devido à degradação arrastada e progressiva do
património edificado, pondo em causa ( a segurança de ) todos quantos estudam (cerca
de quatrocentos alunos) e trabalham (quarenta e três professores e quinze assistentes
operacionais). Esta observação, embora baseada numa perspetiva de observação
empírica, é corroborada por apreciações técnicas subsequentes. Existem documentos
(relatórios internos do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, da Câmara Municipal
de Odivelas e do SNS – Serviço Nacional de Saúde, de datas recentes) que fundamentam
esta preocupação.
PERIGO DE VIDA 2 – Combatendo todas as formas de alarmismo gratuito e
inconsequente, dou conta de que se trata de um estabelecimento de ensino em que já
caíram troços de paredes e de teto, em que o solo se afasta de pilares que já não
cumprem a sua função de sustentabilidade, entre outros fenómenos que indiciam:
a) fadiga de materiais;
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b) forte infiltração de águas aquando de chuvadas mais intensas;
c) presença de ratos em salas de aula.
Estes factos provocam, diariamente, natural ansiedade e apreensão nos adultos que aí
trabalham.
(…) Nada fazer torna-nos cúmplices do problema. Quando a segurança da vida de jovens
e de adultos se agiganta como uma questão premente, há que tomar a opção correta.”
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Proceda, com urgência, à calendarização da substituição dos edifícios da Escola Básica
2,3 Avelar Brotero, do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, em Odivelas, e garanta
os adequados meios financeiros para a construção de uma escola com meios e espaços
adequados ao ensino e à aprendizagem a que todos têm direito.
Assembleia da República, 30 de junho de 2017.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Votação Deliberação — DR I série — 06/06/2017
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Publicação — DAR II série A — 57-58 — 05/07/2017
5 DE JULHO DE 2017 57
4. A descontaminação seja assegurada inteiramente pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro, sem que
disso resulte qualquer encargo para os moradores;
5. Após a conclusão das obras de remoção, a descontaminação seja certificada por laboratório do Estado
ou associado, nomeadamente o da Universidade de Coimbra;
6. Retire as reservas e stock de urânio que ainda se encontra armazenado na Urgeiriça.
Assembleia da República, 30 de junho de 2017.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: Moisés Ferreira — Pedro Filipe Soares — Jorge Costa
— Mariana Mortágua — Pedro Soares — Isabel Pires — José Moura Soeiro — Heitor De Sousa — Sandra
Cunha — João Vasconcelos — Domicilia Costa — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — Carlos Matias —
Joana Mortágua — José Manuel Pureza — Luís Monteiro — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 961/XIII (2.ª)
SUBSTITUIÇÃO DOS EDIFÍCIOS DA ESCOLA BÁSICA 2,3 AVELAR BROTERO, DO AGRUPAMENTO
DE ESCOLAS ADELAIDE CABETTE, EM ODIVELAS
A Escola Básica 2,3 Avelar Brotero, em Odivelas, Lisboa, é uma das escolas que integram atualmente o
Agrupamento Adelaide Cabette. É uma escola muito degradada com problemas estruturais em todo o edificado.
Esta escola, que começou por ser um estabelecimento de ensino particular, foi construída na década de
cinquenta do século passado. Desde o ano letivo de 1969/70 integra a rede pública. Desde então, as únicas
intervenções de que a escola foi objeto verificaram-se em 2000 (remodelação / melhoramentos na cozinha e
refeitório incluindo canalizações e gás) e em 2008 (reconversão da sala do aluno em salas do Centro de Novas
Oportunidades).
Em setembro de 2009, fruto da evidente degradação de todo o edificado, foi celebrado um acordo de
colaboração entre a extinta Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o Município de Odivelas para a
substituição da Escola Básica Avelar Brotero. Nos termos desse acordo a construção das instalações da escola
deveria iniciar-se no prazo máximo de quatro meses a partir da data da assinatura desse acordo, o que não
aconteceu.
Em 2012, em resposta a uma pergunta parlamentar, o Governo de então referiu que “o Ministério reconhece
importância para esta obra pelo que inscreveu despesa para 2012, por forma a trabalhar no processo.” Nada se
fez.
Mais recentemente, a 12 de janeiro do corrente ano, foi indicado pelo Delegado Regional de Lisboa e Vale
do Tejo da DGEstE de que o problema teria solução tão breve quanto possível, através de uma verba
proveniente de um fundo europeu específico, no valor de 135 000 Euros, com início da obra ainda no ano letivo
2016/2017. A verba, muito reduzida face ao orçamento inicial, acabaria afinal por ser aplicada no aluguer de
“contentores” (estruturas modulares especializadas adaptadas ao ensino) para outra escola do mesmo
agrupamento.
Recentemente, o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, preocupado com a
segurança dos alunos e trabalhadores da Escola Avelar Brotero, em ofício dirigido ao Grupo Parlamentar do
Bloco de Esquerda colocou em evidência o que considerou serem “Perigos de Vida” presentes nesta escola, tal
o estado a que chegou o edificado. E documentou as afirmações com abundantes fotos, ilustrativas de cada
uma das patologias / deficiências / perigos evidentes nesta escola. Apresentou ainda um relatório da Unidade
de Saúde Pública de Loures relativo a uma vistoria realizada por esta unidade em 4 de maio deste ano e ainda
um relatório da coordenação do próprio estabelecimento.
Pela sua clareza reproduzimos uma parte do já referido ofício:
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