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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 830/XIII/2.ª
REVERTE A CONCESSÃO DAS POUSADAS DA JUVENTUDE A PRIVADOS
Durante a anterior legislatura, a Governação de PSD/CDS avançou para a abertura de
concursos de concessão das Pousadas da Juventude existentes em Portugal. Na altura,
em resposta a perguntas feitas pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda sobre o
assunto, o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude admitiu o plano para
concessão das Pousadas a entidades privadas ou públicas.
Este processo avançou, inicialmente, com as Pousadas de Alfeizerão, Alijó, Alvados, Areia
Branca, Arrifana, Bragança, Lagos, Lisboa, Lousã, Melgaço, Penhas da Saúde, S. Pedro do
Sul, Vilarinho das Furnas, Viseu, que se fizeram seguir de outras fases de abertura de
concurso. Segundo a informação que foi tornada pública na altura, o Governo PSD/CDS
esperava arrecadar 2,8 milhões de euros pelas concessões destas Pousadas da
Juventude, que serão feitas com um prazo de 15 anos.
Diga-se que entre as Pousadas colocadas a concurso público, se encontravam as 5 mais
lucrativas da rede de Pousadas da Juventude. Os valores dos seus resultados
operacionais demonstram bem o absurdo e a irracionalidade económica e financeira
destas concessões. Revendo os números de então, a Pousada de Lisboa teve, em 2010,
um lucro de mais de 416 mil euros, a de Vilarinho das Furnas um lucro de mais de 73 mil
euros, a de Lagos deu um lucro de quase 59 mil euros, a de Areia Branca de mais de 48
mil euros e da Penhas da Saúde registou, nesse mesmo ano, quase 48 mil euros de lucro.
Só nestas cinco unidades registou-se, num ano, um lucro de aproximadamente 650 mil
euros.
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Estas concessões não tinham qualquer justificação económica, nem tampouco é possível
reivindicar o argumento referente ao interesse público. Não poderão ser justificadas do
ponto de vista económico e financeiro porque, em primeiro lugar, estas pousadas
conseguem em 15 anos (prazo da concessão prevista) resultados muito superiores aos
2,8 milhões que o Governo tenciona arrecadar e, em segundo lugar, porque se sabe que
as pousadas menos lucrativas estarão a ser negociadas com municípios. Ou seja, o plano
do Governo PSD/CDS era simples: aos privados serão entregues as pousadas mais
lucrativas, aos municípios as pousadas com maiores dificuldades operacionais.
Enquanto equipamentos públicos, as Pousadas da Juventude são uma forma de turismo
mais económico e uma forma de promover e facilitar a experiência de férias e de viagens
entre os jovens. Enquanto equipamento privado, estas pousadas não desempenham
nenhum destes objetivos, sendo predadas por interesses que apenas querem maximizar
o lucro e os ganhos e que resulta, fatalmente, no aumento de preços praticados,
redundando num equipamento hoteleiro como qualquer outro.
Por todas estas razões e porque a concessão das Pousadas da Juventude foi uma decisão
errada, significou um mau negócio e não soube defender o interesse público, a presente
iniciativa legislativa propõe a reversão das concessões em vigor.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
1. Anule todas as concessões das Pousadas da Juventude a entidades privadas,
revertendo a sua gestão para a esfera pública;
2. Não lance mais concursos de concessão das Pousadas da Juventude a entidades
privadas.
Assembleia da República, 28 de abril de 2017.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 37-37 — 04/05/2017
4 DE MAIO DE 2017 37
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 830/XIII (2.ª)
REVERTE A CONCESSÃO DAS POUSADAS DA JUVENTUDE A PRIVADOS
Durante a anterior legislatura, a Governação de PSD/CDS avançou para a abertura de concursos de
concessão das Pousadas da Juventude existentes em Portugal. Na altura, em resposta a perguntas feitas pelo
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda sobre o assunto, o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude
admitiu o plano para concessão das Pousadas a entidades privadas ou públicas.
Este processo avançou, inicialmente, com as Pousadas de Alfeizerão, Alijó, Alvados, Areia Branca, Arrifana,
Bragança, Lagos, Lisboa, Lousã, Melgaço, Penhas da Saúde, S. Pedro do Sul, Vilarinho das Furnas, Viseu, que
se fizeram seguir de outras fases de abertura de concurso. Segundo a informação que foi tornada pública na
altura, o Governo PSD/CDS esperava arrecadar 2,8 milhões de euros pelas concessões destas Pousadas da
Juventude, que serão feitas com um prazo de 15 anos.
Diga-se que entre as Pousadas colocadas a concurso público, se encontravam as 5 mais lucrativas da rede
de Pousadas da Juventude. Os valores dos seus resultados operacionais demonstram bem o absurdo e a
irracionalidade económica e financeira destas concessões. Revendo os números de então, a Pousada de Lisboa
teve, em 2010, um lucro de mais de 416 mil euros, a de Vilarinho das Furnas um lucro de mais de 73 mil euros,
a de Lagos deu um lucro de quase 59 mil euros, a de Areia Branca de mais de 48 mil euros e da Penhas da
Saúde registou, nesse mesmo ano, quase 48 mil euros de lucro. Só nestas cinco unidades registou-se, num
ano, um lucro de aproximadamente 650 mil euros.
Estas concessões não tinham qualquer justificação económica, nem tampouco é possível reivindicar o
argumento referente ao interesse público. Não poderão ser justificadas do ponto de vista económico e financeiro
porque, em primeiro lugar, estas pousadas conseguem em 15 anos (prazo da concessão prevista) resultados
muito superiores aos 2,8 milhões que o Governo tenciona arrecadar e, em segundo lugar, porque se sabe que
as pousadas menos lucrativas estarão a ser negociadas com municípios. Ou seja, o plano do Governo PSD/CDS
era simples: aos privados serão entregues as pousadas mais lucrativas, aos municípios as pousadas com
maiores dificuldades operacionais.
Enquanto equipamentos públicos, as Pousadas da Juventude são uma forma de turismo mais económico e
uma forma de promover e facilitar a experiência de férias e de viagens entre os jovens. Enquanto equipamento
privado, estas pousadas não desempenham nenhum destes objetivos, sendo predadas por interesses que
apenas querem maximizar o lucro e os ganhos e que resulta, fatalmente, no aumento de preços praticados,
redundando num equipamento hoteleiro como qualquer outro.
Por todas estas razões e porque a concessão das Pousadas da Juventude foi uma decisão errada, significou
um mau negócio e não soube defender o interesse público, a presente iniciativa legislativa propõe a reversão
das concessões em vigor.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1. Anule todas as concessões das Pousadas da Juventude a entidades privadas, revertendo a sua gestão
para a esfera pública;
2. Não lance mais concursos de concessão das Pousadas da Juventude a entidades privadas.
Assembleia da República, 28 de abril de 2017.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: Luís Monteiro — Pedro Filipe Soares — Jorge Costa
— Mariana Mortágua — Pedro Soares — Isabel Pires — José Moura Soeiro — Heitor de Sousa — Sandra
Cunha — João Vasconcelos — Domicilia Costa — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — Carlos Matias —
Joana Mortágua — José Manuel Pureza — Moisés Ferreira — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
———
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Votação Deliberação — DAR I série — 84-84 — 20/07/2017
I SÉRIE — NÚMERO 109
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Sr.ª Deputada Joana Mortágua, pede a palavra para que efeito?
A Sr.ª Joana Mortágua (BE): — Para o mesmo efeito, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Sr. Deputado Amadeu Albergaria, pede a palavra para que efeito?
O Sr. Amadeu Soares Albergaria (PSD): — Sr. Presidente, para o mesmo efeito.
O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado Amadeu Soares Albergaria pede a palavra para o mesmo efeito?
O Sr. Amadeu Soares Albergaria (PSD): — Sim, Sr. Presidente, para o mesmo efeito.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Srs. Deputados.
Passamos à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 533/XIII (2.ª) — Elimina os regimes do banco de
horas individual e da adaptabilidade individual, procedendo à 15.ª alteração ao Código do Trabalho, aprovado
pela Lei n.º 7/2009, de 7 de fevereiro (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, de
Os Verdes e do PAN e a abstenção do PS.
Vamos votar, na generalidade, o projeto de lei n.º 534/XIII (2.ª) — Altera o regime jurídico aplicável à
contratação a termo, concretizando as recomendações do Grupo de Trabalho para a preparação de um Plano
Nacional de Combate à Precariedade (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP, de
Os Verdes e do PAN e a abstenção do PS.
Segue-se o projeto de resolução n.º 830/XIII (2.ª) — Reverte a concessão das pousadas da juventude a
privados (BE).
Foi solicitada a votação separada dos pontos 1 e 2.
Vamos, pois, votar o ponto 1.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do BE, do
PCP, de Os Verdes e do PAN.
Vamos votar o ponto 2.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
votos contra do PSD e do CDS-PP.
Vamos proceder à votação do projeto de resolução n.º 831/XIII (2.ª) — Fim do financiamento público às
garraiadas académicas (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes e
votos a favor do BE, do PAN e de 6 Deputados do PS(Carla Sousa, Diogo Leão, Filipe Neto Brandão, Pedro
Delgado Alves, Rosa Maria Albernaz e Tiago Barbosa Ribeiro).
O Sr. João Torres (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
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