Grupo Parlamentar
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Projeto de Resolução n.º 626/XIII/2.ª
Recomenda ao Governo que requalifique e modernize a Linha do Vouga,
ligando-a à Linha do Norte (em Espinho) e incluindo-a no Plano de Investimentos
Ferroviários 2016-2020
Exposição de motivos
O primeiro troço da Linha do Vouga, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, foi inaugurado a 23
de novembro de 1908 pelo Rei D. Manuel II, tendo, no mês seguinte, sido aberto à
exploração.
Mais tarde, a 1 de abril de 1909 entrou em funcionamento o troço entre Oliveira de Azeméis e
Albergaria-a-Velha, e a 8 de setembro de 1911 foram abertos os troços entre Albergaria-a-
Velha e Sernada do Vouga e entre Aveiro e Sernada do Vouga (também conhecido como o
Ramal de Aveiro).
Seria da Estação de Sernada do Vouga que, posteriormente, viria a partir a ligação para
Viseu, através da Linha do Vale do Vouga.
A obra da Linha do Vouga ultrapassou várias dificuldades, relacionadas, nomeadamente, com
as características geográficas da zona, o que obrigou à construção de uma via com perfil
acidentado e sinuoso, com curvas e contracurvas.
Atualmente, a Linha do Vouga é o único troço de bitola métrica ainda em exploração,
desenvolvendo-se em dois ramais – Aveiro/Águeda e Espinho/Santa Maria da Feira/São João
da Madeira/Oliveira de Azeméis/Albergaria-a-Velha, servindo 44 estações e apeadeiros,
numa extensão de 96 quilómetros, estando suspensa a circulação ferroviária de passageiros
entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga.
Em 2011, o Plano Estratégico dos Transportes propunha o encerramento da Linha do
Vouga, mas a oposição dos diversos partidos políticos contribuiu para que essa intenção
não se concretizasse.
Tal como à data da sua inauguração, ainda hoje, apesar da sua degradação, a Linha do
Vouga é uma referência estratégica para as populações e para o desenvolvimento da região
– o eixo urbano que o seu percurso abarca tem mais de 300 mil habitantes e é um dos mais
industrializados do país.
Não investir na Linha do Vouga é ignorar a enorme importância de uma vasta região que,
sob o ponto de vista económico e industrial, é uma das mais significativas do país.
É também consensual o reconhecimento de que, tanto ao nível do Entre o Douro e Vouga
como no seio da Área Metropolitana do Porto, a Linha do Vouga continua a ser um recurso
estruturante para a região. Apesar disso, é um recurso desperdiçado.
De facto, hoje, verifica-se um desequilíbrio entre o norte e o sul da Área Metropolitana do
Porto, uma vez que os concelhos de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa
Maria da Feira e Espinho se encontra privados de uma eficaz ligação ao Porto. A
reabilitação e requalificação da Linha do Vouga permitirá encurtar distâncias, e fruto da
integração do sistema intermodal Andante, tornar os concelhos referidos parte integrante da
AMP.
Numa solução mais global, é importante considerar também a incorporação da região a sul,
nomeadamente entre Águeda e Aveiro, tanto mais que os movimentos pendulares casa-
trabalho nesta área demonstram que as deslocações são feitas maioritariamente por
transporte individual.
Apesar de todos estes fatores, o Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020 não faz
qualquer referência à Linha do Vouga, consequentemente não prevendo qualquer tipo de
investimento nesta via.
A modernização e requalificação da Linha do Vouga é uma aspiração legítima das
populações dos concelhos servidos pelo seu percurso e não a concretizar é ignorar a sua
importância enquanto fator de coesão da região.
Neste enquadramento, ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, os
Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do CDS-PP propõem que a
Assembleia da República:
Recomende ao Governo que requalifique e modernize a Linha do Vouga, ligando-a à
Linha do Norte (em Espinho) e incluindo-a no Plano de Investimentos Ferroviários
2016-2020.
Palácio de São Bento, 24 de janeiro de 2016
Os Deputados do CDS-PP
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Publicação — DAR II série A — 15-15 — 24/01/2017
24 DE JANEIRO DE 2017 15
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 626/XIII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE REQUALIFIQUE E MODERNIZE A LINHA DO VOUGA, LIGANDO-A
À LINHA DO NORTE (EM ESPINHO) E INCLUINDO-A NO PLANO DE INVESTIMENTOS FERROVIÁRIOS
2016-2020
Exposição de motivos
O primeiro troço da Linha do Vouga, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, foi inaugurado a 23 de novembro
de 1908 pelo Rei D. Manuel II, tendo, no mês seguinte, sido aberto à exploração.
Mais tarde, a 1 de abril de 1909 entrou em funcionamento o troço entre Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-
Velha, e a 8 de setembro de 1911 foram abertos os troços entre Albergaria-a-Velha e Sernada do Vouga e entre
Aveiro e Sernada do Vouga (também conhecido como o ramal de Aveiro).
Seria da Estação de Sernada do Vouga que, posteriormente, viria a partir a ligação para Viseu, através da
Linha do Vale do Vouga.
A obra da Linha do Vouga ultrapassou várias dificuldades, relacionadas, nomeadamente, com as
características geográficas da zona, o que obrigou à construção de uma via com perfil acidentado e sinuoso,
com curvas e contracurvas.
Atualmente, a Linha do Vouga é o único troço de bitola métrica ainda em exploração, desenvolvendo-se em
dois ramais – Aveiro/Águeda e Espinho/Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Oliveira de
Azeméis/Albergaria-a-Velha, servindo 44 estações e apeadeiros, numa extensão de 96 quilómetros, estando
suspensa a circulação ferroviária de passageiros entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga.
Em 2011, o Plano Estratégico dos Transportes propunha o encerramento da Linha do Vouga, mas a oposição
dos diversos partidos políticos contribuiu para que essa intenção não se concretizasse.
Tal como à data da sua inauguração, ainda hoje, apesar da sua degradação, a Linha do Vouga é uma
referência estratégica para as populações e para o desenvolvimento da região – o eixo urbano que o seu
percurso abarca tem mais de 300 mil habitantes e é um dos mais industrializados do País.
Não investir na Linha do Vouga é ignorar a enorme importância de uma vasta região que, sob o ponto de
vista económico e industrial, é uma das mais significativas do País.
É também consensual o reconhecimento de que, tanto ao nível do Entre o Douro e Vouga como no seio da
Área Metropolitana do Porto, a Linha do Vouga continua a ser um recurso estruturante para a região. Apesar
disso, é um recurso desperdiçado.
De facto, hoje, verifica-se um desequilíbrio entre o norte e o sul da Área Metropolitana do Porto, uma vez que
os concelhos de Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Espinho se encontra
privados de uma eficaz ligação ao Porto. A reabilitação e requalificação da Linha do Vouga permitirá encurtar
distâncias, e fruto da integração do sistema intermodal Andante, tornar os concelhos referidos parte integrante
da AMP.
Apesar de todos estes fatores, o Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020 não faz qualquer referência
à Linha do Vouga, consequentemente não prevendo qualquer tipo de investimento nesta via.
A modernização e requalificação da Linha do Vouga é uma aspiração legítima das populações dos concelhos
servidos pelo seu percurso e não a concretizar é ignorar a sua importância enquanto fator de coesão da região.
Neste enquadramento, ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, os Deputados abaixo
assinados do Grupo Parlamentar do CDS-PP propõem que a Assembleia da República:
Recomende ao Governo que requalifique e modernize a Linha do Vouga, ligando-a à Linha do Norte
(em Espinho) e incluindo-a no Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020.
Palácio de São Bento, 24 de janeiro de 2017.
Os Deputados do CDS-PP: João Pinho de Almeida — António Carlos Monteiro — Hélder Amaral — Pedro
Mota Soares — Cecília Meireles — Ana Rita Bessa — Nuno Magalhães.
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Publicação — DAR II série A — 19-20 — 27/01/2017
27 DE JANEIRO DE 2017 19
Artigo 5.º
Norma revogatória
São revogados a alínea e) do n.º 1 do artigo 1.º, os n.os 2 e 5 do artigo 6.º e os n.os 4 e 5 do artigo 21.º da Lei
n.º 37/81, de 3 de outubro, alterada pela Lei n.º 25/94, de 19 de agosto, pelo Decreto-Lei n.º 322-A/2001, de 14
de dezembro, pela Lei Orgânica n.º 1/2004, de 15 de janeiro, pela Lei Orgânica n.º 2/2006, de 17 de abril, pela
Lei n.º 43/2013, de 3 de julho, pela Lei Orgânica n.º 1/2003, de 29 de julho, pela Lei n.º 8/2015, de 22 de junho
e pela Lei n.º 9/2015, de 29 de julho.
Artigo 6.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Assembleia da República, 27 de janeiro de 2016.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: José Manuel Pureza — Pedro Filipe Soares — Jorge
Costa — Mariana Mortágua — Pedro Soares — Isabel Pires — José Moura Soeiro — Heitor de Sousa — Sandra
Cunha — João Vasconcelos — Domicilia Costa — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — Carlos Matias —
Joana Mortágua — Luís Monteiro — Moisés Ferreira — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 626/XIII (2.ª)
(RECOMENDA AO GOVERNO QUE REQUALIFIQUE E MODERNIZE A LINHA DO VOUGA, LIGANDO-A
À LINHA DO NORTE (EM ESPINHO) E INCLUINDO-A NO PLANO DE INVESTIMENTOS FERROVIÁRIOS
2016-2020
Novo texto do projeto de resolução (*)
Exposição de motivos
O primeiro troço da Linha do Vouga, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, foi inaugurado a 23 de novembro
de 1908 pelo Rei D. Manuel II, tendo, no mês seguinte, sido aberto à exploração.
Mais tarde, a 1 de abril de 1909 entrou em funcionamento o troço entre Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-
Velha, e a 8 de setembro de 1911 foram abertos os troços entre Albergaria-a-Velha e Sernada do Vouga e entre
Aveiro e Sernada do Vouga (também conhecido como o Ramal de Aveiro).
Seria da Estação de Sernada do Vouga que, posteriormente, viria a partir a ligação para Viseu, através da
Linha do Vale do Vouga.
A obra da Linha do Vouga ultrapassou várias dificuldades, relacionadas, nomeadamente, com as
características geográficas da zona, o que obrigou à construção de uma via com perfil acidentado e sinuoso,
com curvas e contracurvas.
Atualmente, a Linha do Vouga é o único troço de bitola métrica ainda em exploração, desenvolvendo-se em
dois ramais – Aveiro/Águeda e Espinho/Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Oliveira de
Azeméis/Albergaria-a-Velha, servindo 44 estações e apeadeiros, numa extensão de 96 quilómetros, estando
suspensa a circulação ferroviária de passageiros entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga.
Em 2011, o Plano Estratégico dos Transportes propunha o encerramento da Linha do Vouga, mas a oposição
dos diversos partidos políticos contribuiu para que essa intenção não se concretizasse.
Tal como à data da sua inauguração, ainda hoje, apesar da sua degradação, a Linha do Vouga é uma
referência estratégica para as populações e para o desenvolvimento da região – o eixo urbano que o seu
percurso abarca tem mais de 300 mil habitantes e é um dos mais industrializados do País.
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Votação Deliberação — DAR I série — 46-46 — 21/09/2017
I SÉRIE — NÚMERO 3
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 267/XIII (1.ª) — Em defesa da requalificação do transporte
ferroviário na Linha do Oeste como fator de desenvolvimento regional (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
Vamos, agora, votar o projeto de resolução n.º 329/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que proceda à
reabilitação da Linha do Oeste (PS).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 878/XIII (2.ª) — Recomenda ao Governo que proceda com urgência
ao lançamento do concurso para obras na Linha do Oeste e, entretanto, substitua o material circulante
degradado atualmente em circulação (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Sr. Presidente, permite-me o uso da palavra?
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado Bruno Dias.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Sr. Presidente, relativamente à votação deste conjunto de resoluções sobre a
Linha do Oeste, o PCP irá apresentar uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Heitor Sousa.
O Sr. Heitor Sousa (BE): — Sr. Presidente, do mesmo modo, em relação à votação destes projetos de
resolução, o Bloco de Esquerda apresentará uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 626/XIII (2.ª) — Recomenda ao Governo que requalifique e
modernize a Linha do Vouga, ligando-a à Linha do Norte (em Espinho) e incluindo-a no Plano de Investimentos
Ferroviários 2016-2020 (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PS.
A Sr.ª Carla Tavares (PS): — Sr. Presidente, permite-me o uso da palavra?
O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr.ª Deputada?
A Sr.ª Carla Tavares (PS): — Sr. Presidente, é apenas para informar que, em relação à votação anterior,
apresentarei uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
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