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Projeto de Resolução n.º 342/XIII/1.ª
Recomenda ao Governo que incentive o desenvolvimento de
iniciativas de voluntariado sénior
Exposição de motivos
O envelhecimento demográfico traduz alterações na distribuição etária de uma
população, expressando uma maior proporção de população em idades mais
avançadas. Esta dinâmica é entendida internacionalmente como uma das mais
importantes tendências demográficas do século XXI.
Em 1989, o Conselho de Governadores do Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (Governing Council of the United Nations Development
Programme) recomendou que o dia 11 de julho fosse assinalado como o Dia
Mundial da População. Esta decisão ocorre enquanto corolário da
comemoração do dia 11 de julho de 1987, dia em que a população mundial terá
atingido 5 mil milhões de habitantes e pretende evidenciar a importância das
transformações demográficas.
Como referido no “World Population Ageing 2013 ”, divulgado em 2013 pela
Divisão de População das Nações Unidas (United Nations Population Division),
o envelhecimento da população está a progredir rapidamente em muitos dos
países pioneiros no processo de transição demográfica - processo pelo qual o
declínio da mortalidade é seguido por reduções na natalidade. Segundo as
Nações Unidas, este processo deverá continuar ao longo das próximas
décadas e irá, provavelmente, afetar todo o mundo.
Ainda de acordo com os dados divulgados naquele relatório, a proporção
mundial de pessoas com 60 e mais anos de idade aumentou de 9,2% em 1990
para 11,7% em 2013, e espera-se que continue a aumentar, podendo atingir
21,1% em 2050. Em valores absolutos, as projeções das Nações Unidas
apontam para que o número de pessoas com 60 e mais anos de idade passe
para mais do dobro, de 841 milhões de pessoas em 2013 para mais de 2 mil
milhões em 2050, e o número de pessoas com 80 e mais anos de idade poderá
mais do que triplicar, atingindo os 392 milhões em 2050.
A população idosa é predominantemente composta por mulheres porque estas
tendem a viver mais do que os homens. Em 2013, a nível mundial, havia 85
homens por cada 100 mulheres no grupo etário dos 60 e mais anos, e 61
homens por cada 100 mulheres no grupo etário dos 80 e mais anos. É
expectável que este rácio aumente moderadamente nas próximas décadas,
refletindo uma melhoria ligeiramente mais rápida na esperança de vida dos
homens nas idades avançadas.
Em conformidade com o estudo mais recente do INE, publicado em Julho de
2015 e referente a 2014, as alterações na composição etária da população
residente em Portugal e para o conjunto da UE 28 são reveladoras do
envelhecimento demográfico da última década. Neste contexto, Portugal
apresenta no conjunto dos 28 Estados Membros:
o 5º valor mais elevado do índice de envelhecimento;
o 3º valor mais baixo do índice de renovação da população em idade
ativa;
o 3º maior aumento da idade mediana entre 2003 e 2013.
Em resultado da queda da natalidade e do aumento da longevidade nos últimos
anos, verificou-se em Portugal o decréscimo da população jovem (0 a 14 anos
de idade) e da população em idade ativa (15 a 64 anos de idade), em
simultâneo com o aumento da população idosa (65 e mais anos de idade).
Entre 1970 e 2014, a proporção da população jovem diminuiu 14 pontos
percentuais (p.p.), passando de 28,5% do total da população em 1970 para
14,4% em 2014. Por sua vez, o peso relativo da população idosa aumentou 11
p.p., passando de 9,7% em 1970 para 20,3% em 2014. A população em idade
ativa aumentou 3 p.p. entre estes anos: 61,9% em 1970 e 65,3% em 2014.
Estrutura etária da população portuguesa, por grupos de idade (%),1970-2014:
O número de idosos ultrapassou o número de jovens pela primeira vez, em
Portugal, em 2000, tendo o índice de envelhecimento, que traduz a relação
entre o número de idosos e o número de jovens, atingindo os 141 idosos por
cada 100 jovens em 2014.
Também o índice de dependência de idosos, que relaciona o número de idosos
e o número de pessoas em idade ativa (15 a 64 anos de idade), aumentou
continuadamente entre 1970 e 2014, passando de 16 idosos por cada 100
pessoas em idade ativa em 1970, para 31 em 2014.
Por sua vez, o índice de renovação da população em idade ativa, que traduz a
relação entre o número de pessoas em idade potencial de entrada no mercado
de trabalho (20 a 29 anos de idade) e o número de pessoas em idade potencial
de saída do mercado de trabalho (55 a 65 anos de idade), tem vindo a diminuir,
com maior incidência nos últimos quinze anos: desde 1999 que este índice tem
diminuído continuadamente, tendo-se situado em 2010 abaixo de 100, para
atingir 84 em 2014.
Índice de envelhecimento, índice de dependência de idosos e índice de
renovação da população em idade ativa, (Nº), em Portugal,1970-2014:
Em 2014, a população residente em Portugal era constituída por 14,4% de
jovens, 65,3% de pessoas em idade ativa e 20,3% de idosos.
Relativamente a 2013 (último ano com informação do EUROSTAT), Portugal
apresentava uma das estruturas etárias mais envelhecidas entre os 28 Estados
Membros da União Europeia, a proporção de pessoas com 65 e mais anos era
18,5% na EU 28 e 19,9% em Portugal, valor apenas ultrapassado pela Grécia
(20,5%), Alemanha (20,8%) e Itália (21,4%); a proporção mais baixa verificou-
se na Irlanda (12,6%).
As alterações na estrutura etária resultam no aumento do índice de
envelhecimento: em 2014 por cada 100 jovens residiam em Portugal 141
idosos (136 em 2013).
O índice de envelhecimento para a UE 28, em 2013, era de 119 idosos por
cada 100 jovens. O índice mais elevado situava-se na Alemanha (159), a que
se seguia a Itália (154), Bulgária (142), Grécia (140) e Portugal (136). Por
oposição, o índice de envelhecimento refletia um número de jovens superior ao
de idosos na Irlanda (57), Luxemburgo (84), Chipre (85), Eslováquia (88),
França (97) e Polónia e Reino Unido (99).
Índice de envelhecimento, UE 28, 2003 e 2013:
Face a 2003, o índice de envelhecimento passou de 100 para 119 idosos por
100 jovens na UE 28. O maior aumento do número de idosos por 100 jovens
observou-se em Malta (+53), seguido da Lituânia (+39), Alemanha (+36),
Áustria (+33) e de Portugal e Finlândia (+30); enquanto o menor aumento se
verificou em Espanha (+3), Irlanda (+4), Bélgica (+6), Luxemburgo (+9) e
França (+11).
Por outro lado, o índice de dependência de idosos que, como referido,
relaciona a população idosa com a população em idade ativa, continua a
aumentar: em 2003, por cada 100 pessoas em idade ativa residiam em
Portugal 25 idosos, valor que passou para 31 em 2014 (30 em 2013).
O índice de dependência de idosos para a UE 28 era de 28 idosos por cada
100 pessoas em idade ativa em 2013. Este índice variava entre 19 na
Eslováquia e na Irlanda e 20 no Chipre e Luxemburgo; no lado oposto, 33 em
Itália e 32 na Alemanha e Grécia.
Índice de dependência de idosos, UE 28, 2003 e 2013
Em Portugal, verifica-se também o envelhecimento da população em idade
ativa, diminuindo o índice de renovação da população em idade ativa: em 2003
por cada 100 pessoas dos 55 aos 64 anos de idade existiam 136 pessoas com
20 a 29 anos de idade, valor que se reduziu para 84 em 2014 (86 em 2013).
Índice de renovação da população em idade ativa, UE 28, 2003 e 2013:
Do mesmo modo, a análise das pirâmides etárias sobrepostas, para a Portugal
e para UE 28, para o ano de 2013, revelam o duplo envelhecimento
demográfico: a base da pirâmide apresenta um estreitamento, mais evidente
para Portugal do que para a UE 28, enquanto o seu topo se alarga, com
valores semelhantes para Portugal e para a UE 28.
A configuração destas pirâmides reflete o aumento do número de idosos (65 e
mais anos de idade), a diminuição do número de jovens (0 a 14 anos de idade)
e do número de pessoas em idade ativa (15 a 64 anos de idade) dos últimos
anos, em Portugal e no conjunto dos Estados Membros da UE 28.
Pirâmides etárias, Portugal e UE 28, 2013:
Perante este cenário é fundamental atualizar e inovar as políticas de família e
dar especial enfoque ao envelhecimento ativo.
O CDS agendou pois um conjunto de iniciativas centradas no envelhecimento
ativo e na proteção dos mais idosos.
Em relação ao envelhecimento ativo urge dar-lhe a relevância que ele merece,
ou seja, considerando os mais idosos como um dos eixos principais da
sociedade.
As políticas de envelhecimento ativo devem pois apontar o caminho da criação
de oportunidades para todos aqueles que querem e podem continuar a ter uma
vida ativa em seu benefício e no da própria sociedade.
Defendemos que as novas gerações possam valorizar as gerações mais
sabedoras e experientes e com elas aprender, permitindo a estas, por seu
turno, partilhar conhecimento e disponibilidade e receber o entusiasmo e a
força que normalmente caracteriza as gerações mais jovens.
Uma sociedade mais equilibrada passa necessariamente por estabelecer
pontes entre as gerações.
Por outro lado, importa garantir da existência de mecanismos efetivos de
proteção que salvaguardem e atendam às particularidades, riscos e
fragilidades dos mais idosos.
Muitos destes idosos são pessoa que, devido à sua especial suscetibilidade,
necessitam de uma proteção especial e reforçada, quer seja em termos sociais,
económicos, de saúde ou de justiça.
Estes caminhos fazem-se através de políticas integradas de longo prazo que
passam por diversas áreas, tais como saúde, formação, voluntariado, justiça e
emprego, onde todos os agentes, querem sejam legislativos ou executivos,
devem estar envolvidos.
Um Inquérito realizado ao Trabalho Voluntário, relativamente a 2012,
demonstrou, como principais indicadores:
11,5% da população residente com 15 ou mais anos participou em, pelo
menos, uma atividade formal e/ou informal de trabalho voluntário, o que
representou quase 1 milhão e 40 mil voluntários.
A taxa de voluntariado feminina foi superior à masculina (12,7% vs.
10,3%).
A distribuição etária dos indivíduos que realizaram trabalho voluntário
registou as seguintes taxas de voluntariado: 11,6% no escalão dos 15-
24 anos, 13,1% no escalão dos 25-44 e 12,7% no escalão dos 45-64
anos. Apenas na faixa etária dos maiores de 65 anos a taxa foi inferior
(7,3%).
Relativamente aos países da União Europeia, o número de voluntários idosos
está a aumentar, em muitos deles.
Além da Finlândia e da Espanha, por exemplo, também a Bélgica, a França, a
Áustria, a Roménia, a Eslovénia e a Suécia devem ser mencionados neste
aspeto.
Em alguns dos estados da UE, como os Países Baixos, já há uma alta taxa de
voluntários idosos: 41% das pessoas dos 65 aos 74 anos e 24% das pessoas
acima de 75 anos são voluntários.
Na Finlândia, 40% das pessoas dos 65 aos 79 anos são voluntários, o que se
traduz num aumento da taxa de voluntários idosos aumentou.
Na Alemanha, a taxa de voluntariado de pessoas dos 60 aos 69 anos é de
37%, e para aqueles com mais de 70 anos, é de 25%.
No reino Unido, 30% das pessoas dos 65aos 74 anos e 20% das pessoas com
mais de 75 anos são voluntários.
Conclui-se destes indicadores que há margem para o voluntariado sénior
crescer em Portugal.
O voluntariado sénior apresenta-se como uma excelente alternativa para
ocupação do tempo, utilizando conhecimentos e experiência ao serviço dos
outros. Devem, pois, privilegiar-se os projetos intergeracionais e evitar a
segregação baseada na idade.
O voluntariado pode desempenhar um papel vital no envelhecimento saudável.
Permanecer ativo e manter a ligação à comunidade pode ter um tremendo
impacto positivo nas dimensões social, bem-estar físico e emocional de uma
pessoa.
Vários estudos internacionais concluíram que os adultos mais velhos que são
voluntários apresentam tendência para reduzir doenças relacionadas com o
stress e estão menos propensos à solidão.
O voluntariado também pode ter um impacto muito positivo nas fases de
mudança de estilo de vida, designadamente na transição para a reforma.
Pelo exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais
aplicáveis, os Deputados do CDS-PP abaixo assinados apresentam o seguinte
Projeto de Resolução:
Nos termos da alínea b) do Artigo 156º da Constituição e da alínea b) do
nº 1 do artigo 4º do Regimento, a Assembleia da República recomenda ao
Governo que incentive o desenvolvimento de iniciativas de voluntariado
sénior, nomeadamente:
Ações de valorização do voluntariado sénior prestado nas
áreas educativa, social, de saúde e cívica pelas entidades públicas
centrais e pelas autarquias;
Cursos de formação em voluntariado promovidos pela
Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções
Públicas direcionadas para funcionários públicos e do setor
privado, preferencialmente, a partir dos 50 anos;
Acordo com a Fundação INATEL para atribuição de
acesso e benefícios aos voluntários seniores, devidamente
credenciados e portadores do Cartão do Voluntário, aos
equipamentos desportivos e de hotelaria.
Palácio de São Bento, 24 de Maio de 2016
Os Deputados
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Publicação — DAR II série A — 85-90 — 28/05/2016
28 DE MAIO DE 2016 85
Pelo exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do CDS-
PP abaixo assinados apresentam o seguinte projeto de resolução:
Nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
Regimento, a Assembleia da Repúblicarecomenda ao Governo que equipare ao sector público o regime
do sector privado, em que é permitido, a quem pretender, continuar a trabalhar depois dos 70 anos.
Palácio de São Bento, 24 de maio de 2016.
Os Deputados do CDS-PP: Nuno Magalhães — Assunção Cristas — Abel Baptista — Álvaro Castelo Branco
— Ana Rita Bessa — António Carlos Monteiro — Cecília Meireles — Filipe Lobo d'Ávila — Isabel Galriça Neto
— João Rebelo — João Pinho de Almeida — Hélder Amaral — Pedro Mota Soares — Patrícia Fonseca — Paulo
Portas — Telmo Correia — Teresa Caeiro — Vânia Dias da Silva.
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Apreciação — DAR I série — 3-35 — 03/06/2016
3 DE JUNHO DE 2016
O Sr. Presidente: — Sr.as e Srs. Deputados, Sr.as e Srs. Funcionários, Sr.as e Srs. Jornalistas, temos quórum,
pelo que declaro aberta a sessão.
Eram 15 horas e 8 minutos.
Solicito aos Srs. Agentes de autoridade que abram as galerias.
Tem a palavra a Sr.ª Secretária da Mesa, Deputada Emília Santos, para proceder à leitura do expediente.
A Sr.ª Secretária (Emília Santos): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, deu entrada na Mesa, e foi
admitido, o projeto de lei n.º 252/XIII (1.ª) — Enquadra as terapêuticas não convencionais na Lei de Bases da
Saúde, procedendo à terceira alteração à Lei n.º 48/90, de 24 de agosto, com as alterações introduzidas pela
Lei n.º 27/2002, de 8 de novembro, e reforça a correta interpretação da Lei n.º 45/2003, de 22 de agosto, e da
Lei n.º 71/2013, de 2 de setembro (PAN).
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, a ordem do dia de hoje consta do debate dos projetos de lei n.os 244/XIII
(1.ª) — Sexta alteração à Lei n.º 108/91, de 17 de agosto, lei do Conselho Económico e Social, de modo a incluir
no plenário dois representantes dos reformados, aposentados e pensionistas (CDS-PP), 245/XIII (1.ª) — Altera
o Código Penal, dispensando de queixa o crime de violação de obrigação de alimentos e agravando as
respetivas penas (CDS-PP), 246/XIII (1.ª) — Altera o Código Civil, criando a indignidade sucessória dos
condenados por crimes de exposição ou abandono ou de omissão de obrigação de alimentos (CDS-PP), 247/XIII
(1.ª) — Primeira alteração à Lei n.º 25/2012, de 16 de julho, alargando a dimensão do testamento vital ao
planeamento da velhice, para além da situação de doença (CDS-PP), e 248/XIII (1.ª) — Procede à décima
primeira alteração à Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, que aprova o Código do Trabalho, estabelece o direito
do trabalhador que estiver a um ano da idade legal de reforma poder optar por trabalhar a tempo parcial por dois
anos (CDS-PP), na generalidade, conjuntamente com os projetos de resolução n.os 336/XIII (1.ª) — Recomenda
ao Governo que reveja a legislação de modo a defender os idosos de penalizações e exclusões abusivas de
que são alvo em função da idade (CDS-PP), 337/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que altere a Portaria n.º
87/2006, de 24 de janeiro, revendo o procedimento do Cartão do Voluntário (CDS-PP), 338/XIII (1.ª) —
Recomenda ao Governo que crie incentivos adicionais de apoio à contratação de desempregados maiores de
55 anos (CDS-PP), 339/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que crie um plano de gestão da carreira dirigido
aos trabalhadores mais velhos (CDS-PP), 340/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que elabore e execute uma
estratégia nacional para um envelhecimento ativo e para a longevidade (CDS-PP), 341/XIII (1.ª) — Recomenda
ao Governo que equipare ao sector público o regime do sector privado, em que é permitido, a quem pretender,
continuar a trabalhar depois dos 70 anos (CDS-PP), 342/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que incentive o
desenvolvimento de iniciativas de voluntariado sénior (CDS-PP), 343/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que
melhore e qualifique o serviço de apoio domiciliário (CDS-PP), 344/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que
pondere e estude o alargamento do âmbito e das competências da atual Comissão Nacional de Promoção dos
Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CDS-PP), 345/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que proceda à
atualização dos preços dos cuidados de saúde e de apoio social nas unidades de internamento e ambulatório
da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) (CDS-PP), 346/XIII (1.ª) — Recomenda ao
Governo que reative a linha Saúde 24 Sénior até ao início do outono (CDS-PP), 347/XIII (1.ª) — Recomenda ao
Governo que promova uma campanha informativa de divulgação e incentivo ao registo do testamento vital, nos
principais meios de comunicação social e em todos os serviços públicos com locais de atendimento, incluindo
autarquias (CDS-PP), 348/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo o reforço da formação em cuidados paliativos
em Portugal (CDS-PP) e 349/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que reforce a formação dos profissionais de
saúde na área da geriatria, a nível pré e pós graduado, nomeadamente ao nível da especialização médica (CDS-
PP).
No fim do debate, haverá votações regimentais.
Para apresentar os projetos de lei e os projetos de resolução, do CDS-PP, tem a palavra a Sr.ª Deputada
Isabel Galriça Neto.
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Requerimento de adiamento de Votação — DAR I série — 44-45 — 03/06/2016
I SÉRIE — NÚMERO 75
O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. António Cardoso (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar à Mesa que eu e o Deputado António Sales
apresentaremos uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Fica registado.
Tem a palavra o Sr. Deputado Ivan Gonçalves.
O Sr. Ivan Gonçalves (PS): — Sr. Presidente, queria informar que eu próprio e os Deputados Diogo Leão e
João Torres apresentaremos uma declaração de voto sobre as três votações feitas anteriormente.
O Sr. Presidente: — Fica registado.
Sr.ª Deputada Ana Mesquita, tem a palavra.
A Sr.ª Ana Mesquita (PCP): — Sr. Presidente, é para informar que o Grupo Parlamentar do PCP vai
apresentar uma declaração de voto sobre a votação dos três últimos projetos de lei.
O Sr. Presidente: — Fica registado.
Tem a palavra a Sr.ª Deputada Teresa Morais.
A Sr.ª Teresa Morais (PSD): — Sr. Presidente, apresentarei uma declaração de voto sobre as três últimas
votações.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Srs. Deputados, informo que o projeto de lei n.º 251/XIII (1.ª) teve o mesmo destino do dos projetos de lei
n.os 181 e 217/XIII (1.ª), ou seja, foi rejeitado.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação de um requerimento do CDS-PP no sentido de os projetos de lei n.os 244/XIII (1.ª) —
Sexta alteração à Lei n.º 108/91, de 17 de agosto, lei do Conselho Económico e Social, de modo a incluir no
plenário dois representantes dos reformados, aposentados e pensionistas (CDS-PP), 245/XIII (1.ª) — Altera o
Código Penal, dispensando de queixa o crime de violação de obrigação de alimentos e agravando as respetivas
penas (CDS-PP), 246/XIII (1.ª) — Altera o Código Civil, criando a indignidade sucessória dos condenados por
crimes de exposição ou abandono ou de omissão de obrigação de alimentos (CDS-PP), 247/XIII (1.ª) — Primeira
alteração à Lei n.º 25/2012, de 16 de julho, alargando a dimensão do testamento vital ao planeamento da velhice,
para além da situação de doença (CDS-PP), e 248/XIII (1.ª) — Procede à décima primeira alteração à Lei n.º
7/2009, de 12 de fevereiro, que aprova o Código do Trabalho, estabelece o direito do trabalhador que estiver a
um ano da idade legal de reforma poder optar por trabalhar a tempo parcial por dois anos (CDS-PP), e os
projetos de resolução n.os 336/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que reveja a legislação de modo a defender
os idosos de penalizações e exclusões abusivas de que são alvo em função da idade (CDS-PP), 337/XIII (1.ª)
— Recomenda ao Governo que altere a Portaria n.º 87/2006, de 24 de janeiro, revendo o procedimento do
Cartão do Voluntário (CDS-PP), 338/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que crie incentivos adicionais de apoio
à contratação de desempregados maiores de 55 anos (CDS-PP), 339/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que
crie um plano de gestão da carreira dirigido aos trabalhadores mais velhos (CDS-PP), 340/XIII (1.ª) —
Recomenda ao Governo que elabore e execute uma estratégia nacional para um envelhecimento ativo e para a
longevidade (CDS-PP), 341/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que equipare ao sector público o regime do
sector privado, em que é permitido, a quem pretender, continuar a trabalhar depois dos 70 anos (CDS-PP),
342/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que incentive o desenvolvimento de iniciativas de voluntariado sénior
(CDS-PP), 343/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que melhore e qualifique o serviço de apoio domiciliário
(CDS-PP), 344/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que pondere e estude o alargamento do âmbito e das
competências da atual Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CDS-
---
Votação Deliberação — DAR I série — 48-48 — 22/10/2016
I SÉRIE — NÚMERO 16
Srs. Deputados, vamos agora votar o projeto de resolução n.º 337/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que
altere a Portaria n.º 87/2006, de 24 de janeiro, revendo o procedimento do cartão do voluntário (CDS-PP).
O PS solicitou que os pontos 1 e 2, do referido projeto de resolução fossem votados separadamente, pelo
que vamos proceder à votação do ponto 1.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do CDS-PP e do PAN, votos contra
do PCP, do BE e de Os Verdes.
Srs. Deputados, votamos agora o ponto 2.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Srs. Deputados, passamos à votação do projeto de resolução n.º 338/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo
que crie incentivos adicionais de apoio à contratação de desempregados maiores de 55 anos (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Srs. Deputados, vamos votar o projeto de resolução n.º 339/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que crie um
plano de gestão da carreira dirigido aos trabalhadores mais velhos (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 340/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que elabore e
execute uma estratégia nacional para um envelhecimento ativo e para a longevidade (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 341/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que equipare ao
setor público o regime do setor privado, em que é permitido, a quem pretender, continuar a trabalhar depois dos
70 anos (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP, votos contra do PCP,
do BE e de Os Verdes e a abstenção do PAN.
Vamos passar à votação do projeto de resolução n.º 342/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que incentive
o desenvolvimento de iniciativas de voluntariado sénior (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Srs. Deputados, vamos ainda votar o projeto de resolução n.º 343/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que
melhore e qualifique o serviço de apoio domiciliário (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes e votos a favor
do PSD, do CDS-PP e do PAN.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Diana Ferreira.
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