Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 1
b
Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 253/XIII/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO O REFORÇO DO CENTRO HOSPITALAR DO
MÉDIO TEJO
Há muito que a população do Médio Tejo se depara com sucessivas dificuldades para
aceder aos cuidados de saúde de que necessita e aos quais tem direito. As
reorganizações têm sido sucessivas, os estudos e propostas multiplicam-se mas as
populações deparam-se apenas com permanente instabilidade e dificuldade no acesso a
cuidados de saúde, seja no âmbito da rede hospitalar seja nos cuidados de saúde
primários.
Atualmente, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) é constituído pelo Hospital
Rainha Santa Isabel em Torres Novas, pelo Hospital Dr. Manoel Constâncio em Abrantes
e pelo Hospital Nossa Senhora da Graça em Tomar.
Em 2012, na sequência de uma reorganização, a urgência médico-cirúrgica passou a
localizar-se em Abrantes, levando ao esvaziamento da urgência em Torres Novas e
Tomar, pela sua desqualificação organizativa e consequente redução das equipas em
permanência.
A reorganização não teve em conta a geografia e a realidade demográfica do Médio Tejo
e não atendeu à incapacidade estrutural de qualquer um dos três hospitais para
centralizar a urgência médico-cirúrgica, situação que contribuiu para muitas das
dificuldades que atualmente se fazem sentir.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 2
Às erradas opções efetuadas no âmbito da reorganização, somaram-se, nos últimos anos,
a sistemática falta de pessoal e de outros recursos. Por diversas vezes estas carências
foram apresentadas como resultantes de uma suposta “racionalização”, quando foram e
são o resultado dos sucessivos cortes que têm tido por alvo os serviços públicos.
Em Abrantes, é frequente a rutura no serviço de urgência e é evidente a degradação das
condições de trabalho. Assim como é notória a exaustão dos profissionais, com todas as
consequências que daí podem advir.
No início de 2015, acumulavam-se ambulâncias à porta do Hospital de Abrantes,
impedidas de recolher as macas, retidas no hospital. Já no início deste ano, houve
doentes que chegaram a permanecer vários dias e várias noites, em macas, nos
corredores hospitalares.
Por um lado, o CHMT serve polos urbanos muito distantes da única urgência médico-
cirúrgica, em Abrantes. Os três hospitais são unidos por uma rede viária que só assegura
ligações rápidas através de SCUT, agora também sujeitas a portagem.
Atente-se que muitos dos utentes do CHMT são idosos provenientes de zonas periféricas
da região, com poucos recursos e sem acesso a transportes públicos. Em Abrantes, já
aconteceu haver idosos a quem é dada alta a meio da noite, encontrando-se as pessoas a
quilómetros de casa, sem meio de transporte para regressar a casa e sem ninguém para
os assistir.
Esta constante instabilidade nos serviços de saúde disponibilizados na região do Médio
Tejo não é positiva para ninguém. Os utentes sentem-se desconsiderados e vêem-se a
braços com dificuldades para acederem aos cuidados de saúde de que necessitam e aos
quais têm direito. Os profissionais sentem-se maltratados, o que dificulta a fixação de
trabalhadores. As instituições não têm a devida estabilidade de que necessitam para
funcionar com fluidez, estando sujeitas a uma imensa precarização dos seus
profissionais, sejam médicos, enfermeiros ou assistentes técnicos.
O Bloco de Esquerda considera que é necessário estancar este processo de esvaziamento
do CHMT e, para tal, é fundamental que estas unidades hospitalares sejam capazes de
trabalhar com a estabilidade que é necessária em instituições de saúde, sendo dotadas
dos meios técnicos e profissionais necessários ao seu normal funcionamento.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 3
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
1. Dote os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo dos recursos necessários para
o normal funcionamento de serviços de urgência nestas unidades, capazes de darem
resposta pronta e eficiente, garantindo a segurança e o trato humano dos doentes e a
dignidade profissional dos que neles laboram;
2. Assegure que os três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo dispõem de
serviços de medicina interna, cirurgia e pediatria;
3. Reequacione a referenciação para as urgências dos utentes dos concelhos de Ourém,
Gavião e Ponte de Sor;
4. Execute diligências tendentes a assegurar o alargamento das valências disponíveis
nos hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo;
5. Desenvolva as iniciativas necessárias para assegurar a contratação dos médicos, e
enfermeiros entre outros profissionais em falta no Centro Hospitalar do Médio Tejo.
Assembleia da República, 15 de abril de 2016.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 65-66 — 15/04/2016
15 DE ABRIL DE 2016 65
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 253/XIII (1.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO O REFORÇO DO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO
Há muito que a população do Médio Tejo se depara com sucessivas dificuldades para aceder aos cuidados
de saúde de que necessita e aos quais tem direito. As reorganizações têm sido sucessivas, os estudos e
propostas multiplicam-se mas as populações deparam-se apenas com permanente instabilidade e dificuldade
no acesso a cuidados de saúde, seja no âmbito da rede hospitalar seja nos cuidados de saúde primários.
Atualmente, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) é constituído pelo Hospital Rainha Santa Isabel em
Torres Novas, pelo Hospital Dr. Manoel Constâncio em Abrantes e pelo Hospital Nossa Senhora da Graça em
Tomar.
Em 2012, na sequência de uma reorganização, a urgência médico-cirúrgica passou a localizar-se em
Abrantes, levando ao esvaziamento da urgência em Torres Novas e Tomar, pela sua desqualificação
organizativa e consequente redução das equipas em permanência.
A reorganização não teve em conta a geografia e a realidade demográfica do Médio Tejo e não atendeu à
incapacidade estrutural de qualquer um dos três hospitais para centralizar a urgência médico-cirúrgica, situação
que contribuiu para muitas das dificuldades que atualmente se fazem sentir.
Às erradas opções efetuadas no âmbito da reorganização, somaram-se, nos últimos anos, a sistemática falta
de pessoal e de outros recursos. Por diversas vezes estas carências foram apresentadas como resultantes de
uma suposta “racionalização”, quando foram e são o resultado dos sucessivos cortes que têm tido por alvo os
serviços públicos.
Em Abrantes, é frequente a rutura no serviço de urgência e é evidente a degradação das condições de
trabalho. Assim como é notória a exaustão dos profissionais, com todas as consequências que daí podem advir.
No início de 2015, acumulavam-se ambulâncias à porta do Hospital de Abrantes, impedidas de recolher as
macas, retidas no hospital. Já no início deste ano, houve doentes que chegaram a permanecer vários dias e
várias noites, em macas, nos corredores hospitalares.
Por um lado, o CHMT serve polos urbanos muito distantes da única urgência médico-cirúrgica, em Abrantes.
Os três hospitais são unidos por uma rede viária que só assegura ligações rápidas através de SCUT, agora
também sujeitas a portagem.
Atente-se que muitos dos utentes do CHMT são idosos provenientes de zonas periféricas da região, com
poucos recursos e sem acesso a transportes públicos. Em Abrantes, já aconteceu haver idosos a quem é dada
alta a meio da noite, encontrando-se as pessoas a quilómetros de casa, sem meio de transporte para regressar
a casa e sem ninguém para os assistir.
Esta constante instabilidade nos serviços de saúde disponibilizados na região do Médio Tejo não é positiva
para ninguém. Os utentes sentem-se desconsiderados e vêem-se a braços com dificuldades para acederem aos
cuidados de saúde de que necessitam e aos quais têm direito. Os profissionais sentem-se maltratados, o que
dificulta a fixação de trabalhadores. As instituições não têm a devida estabilidade de que necessitam para
funcionar com fluidez, estando sujeitas a uma imensa precarização dos seus profissionais, sejam médicos,
enfermeiros ou assistentes técnicos.
O Bloco de Esquerda considera que é necessário estancar este processo de esvaziamento do CHMT e, para
tal, é fundamental que estas unidades hospitalares sejam capazes de trabalhar com a estabilidade que é
necessária em instituições de saúde, sendo dotadas dos meios técnicos e profissionais necessários ao seu
normal funcionamento.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1. Dote os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo dos recursos necessários para o normal
funcionamento de serviços de urgência nestas unidades, capazes de darem resposta pronta e eficiente,
garantindo a segurança e o trato humano dos doentes e a dignidade profissional dos que neles laboram;
2. Assegure que os três hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo dispõem de serviços de medicina
interna, cirurgia e pediatria;
3. Reequacione a referenciação para as urgências dos utentes dos concelhos de Ourém, Gavião e Ponte de
Sor;
---
Requerimento de adiamento de Votação — DAR I série — 51-51 — 30/04/2016
30 DE ABRIL DE 2016
Votamos agora os requerimentos, apresentados, respetivamente, pelo PCP e pelo BE, solicitando a baixa a
Comissão de Saúde, sem votação, por um período de 15 dias, dos projetos de resolução n.º 138/XIII (1.ª) —
Pela melhoria da qualidade do serviço prestado pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (PCP) e 253/XIII (1.ª) —
Recomenda ao Governo o reforço do Centro Hospitalar do Médio Tejo (BE).
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
Vamos votar, em votação do texto final, apresentado pela Comissão de Educação e Ciência, relativo aos
projetos de lei n.os 38/XIII (1.ª) — Revogação da prova de avaliação de conhecimentos e competências (PACC)
(BE) e 46/XIII (1.ª) — Estabelece os requisitos para o acesso à profissão docente e garante a anulação dos
efeitos da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
votos contra do PSD e do CDS-PP.
Estão em aprovação os n.os 33 a 40 do Diário, respeitantes às reuniões plenárias realizadas nos dias 4, 5, 6,
11, 12, 13, 23 e 24 de fevereiro de 2016.
Não havendo objeções, consideram-se aprovados.
Por fim, o Sr. Secretário vai dar conta de um parecer da Subcomissão de Ética da Comissão de Assuntos
Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
O Sr. Secretário (Duarte Pacheco): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, trata-se de um parecer relativo
ao processo judicial n.º 2793/12.3TBVFR, da Comarca de Aveiro, Santa Maria da Feira, 2.ª Secção Cível, no
sentido de autorizar o Sr. Deputado António Topa, do Grupo Parlamentar do PSD, a intervir no processo no
âmbito dos autos em referência.
O Sr. Presidente: — Vamos então votar.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Antes de dar conta da ordem do dia para a próxima sessão, gostaria de agradecer aos restantes membros
da Mesa e aos serviços o trabalho que fizeram para organizar estas votações, em tão pouco tempo. Foram,
efetivamente, muito eficazes.
Na próxima quarta-feira, dia 4 de maio, às 15 horas, terá lugar a interpelação n.º 1/XIII (1.ª) — Sobre a
sustentabilidade da segurança social e a utilização do Fundo de Estabilidade Financeira (PSD). Muito obrigado,
Srs. Deputados, desejo a todos uma boa tarde e um bom fim de semana.
Está encerrada a sessão.
Eram 13 horas e 14 minutos.
———
Declarações de voto enviadas à Mesa, para publicação
Relativa ao voto n.º 70/XIII (1.ª):
Este voto é elucidativo da forma como o CDS vê o mundo. Nele podemos encontrar alguns dos elementos
que serviram de propaganda a violentas guerras e agressões contra povos inteiros.
O PCP demarca-se dos pressupostos apresentados no texto do voto. Fazemo-lo para defender e proteger
os católicos, os cristãos, os muçulmanos, os cristãos ortodoxos, e todas as outras confissões religiosas do
mundo. Isto porque este voto não protege ninguém, bem pelo contrário.
---
Votação Deliberação — DAR I série — 48-48 — 21/05/2016
I SÉRIE — NÚMERO 71
Vamos votar o ponto 2.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes e
do PAN e a abstenção do PSD.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 253/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo o reforço do Centro
Hospitalar do Médio Tejo (BE).
O PAN e o PCP solicitaram a votação em separado de alguns números do projeto de resolução. Assim,
vamos proceder à votação, primeiro, dos n.os 1 e 5.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP, de Os Verdes
e do PAN e a abstenção do PSD.
Passamos à votação do n.º 3.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS e do BE e abstenções do PSD, do CDS-PP, do
PCP, de Os Verdes e do PAN.
Por último, vamos votar os pontos 2 e 4 do projeto de resolução n.º 253/XIII (1.ª).
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes e
abstenções do PSD, do CDS-PP e do PAN.
Votamos agora o projeto de resolução n.º 73/XIII (1.ª) — Visa a criação de um conjunto de apoios financeiros
nacionais e comunitários, incentivos fiscais e no âmbito da segurança social aos produtores de alheiras (PSD).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP, votos contra do PS, do BE, do
PCP e do PAN e a abstenção de Os Verdes.
Vamos votar o texto de substituição, apresentado pela Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas,
relativo aos projetos de resolução n.os 118/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que dinamize as medidas
necessárias para a promoção e valorização da alheira (PS), 120/XIII (1.ª) — Defender e promover a produção
da alheira (PCP) e 127/XIII (1.ª) — Recomenda ao governo a proteção e promoção da alheira como ex-libris da
gastronomia transmontana (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes e
votos contra do PSD e do PAN.
Vamos votar o projeto de deliberação n.º 9/XIII (1.ª) — Propõe que o Conselho Nacional de Educação
desenvolva um estudo a fim de aferir a estrutura de custos do ensino público e do ensino particular e cooperativo
com contrato de associação (PSD).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP, votos contra do PS, do BE, do
PCP e de Os Verdes e a abstenção do PAN.
O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, é para informar que o Grupo Parlamentar do PS entregará
imediatamente uma declaração de voto, por escrito, relativa a esta votação.
O Sr. Presidente: — Temos ainda para apreciar um parecer da Subcomissão de Ética da Comissão de
Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que peço ao Sr. Secretário Duarte Pacheco o favor
de ler.
Abrir texto oficial