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PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 136/XIII-1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE TOME AS MEDIDAS NECESSÁRIAS
PARA RESOLVER O PASSIVO AMBIENTAL DAS ANTIGAS MINAS DE SÃO
PEDRO DA COVA, EM GONDOMAR, E IDENTIFIQUE CADA UM DOS
INTERVENIENTES NA CADEIA DECISÓRIA E DE FISCALIZAÇÃO NA
DEPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS TÓXICOS, COM VISTA AO APURAMENTO
DE RESPONSABILIDADES FINANCEIRAS E CRIMINAIS, BEM COMO
DILIGENCIAR NO SENTIDO DE EVENTUAL RESSARCIMENTO DE
QUANTIAS INDEVIDAMENTE PAGAS
Exposição de motivos
Situada a escassos dez quilómetros da cidade do Porto, São Pedro da Cova é uma
localidade do concelho de Gondomar com cerca de 15 quilómetros quadrados e perto de
17 mil habitantes.
De cariz agrícola, São Pedro da Cova torna-se um centro industrial de grande
importância no fim do século XVIII, após a descoberta do carvão e antracite, existente
no seu subsolo. Inicia-se timidamente a sua exploração e, mais tarde, intensifica-se a sua
extração em grande escala. Até finais da II Guerra Mundial, as minas de São Pedro da
Cova, que chegaram a empregar 1800 pessoas, eram as mais importantes do país de
onde se extraía 70 por cento da produção nacional de carvão.
Tornou-se então um centro catalisador de migração. Várias gerações de trabalhadores
fizeram desta terra o seu ganha-pão, contribuindo assim para um ascenso demográfico
assinalável. O nome de São Pedro da Cova começa então a ser conhecido em Portugal
como "Terra Mineira". Mas a baixa dos preços do petróleo traz a crise e as minas
fecham em março de 1970.
Atualmente, a população – que na década de 70 julgaria perdidas todas as esperanças de
vida -, integra-se perfeitamente num outro mundo laboral. Surgiu um novo tipo de
operariado e de serviços e São Pedro da Cova dilui-se na grande área Metropolitana do
Porto, com novas indústrias como a ourivesaria, a metalomecânica, o mobiliário, entre
outras.
Do pequeno burgo de outrora, São Pedro da Cova transforma-se num imenso agregado
populacional. Mas esse aumento não se fez acompanhar de melhores condições de vida
na mesma proporção e o crescente bem-estar ficou muito aquém do que seria de esperar.
Os passivos ambientais nas áreas mineiras degradadas têm de merecer especial atenção
por parte dos decisores políticos, pois, para além dos impactes paisagísticos, traduzem-
se em efeitos negativos sobre os ecossistemas e na contaminação dos solos e das águas,
expondo as populações residentes a sérios riscos de saúde pública.
Mas sobre São Pedro da Cova viria a abater-se um novo, e porventura mais grave,
problema. Entre os anos de 2001 e 2002, após deferimento da Direção Regional do
Ambiente e Ordenamento do Território, foram depositadas nas escombreiras das antigas
minas de São Pedro da Cova várias toneladas de resíduos industriais. Esta grave
inconformidade ambiental tem origem na produção de resíduos perigosos provenientes
da atividade da antiga fábrica da Siderurgia Nacional, na Maia, atualmente propriedade
da Siderurgia Nacional - Empresa de Produtos Longos S.A, que tendo sido, já à data,
inadvertidamente depositados nos seus próprios terrenos, motivou o lançamento de um
concurso público internacional com vista a remover, transportar e depositar esses
resíduos para aterro autorizado, a descontaminação dos terrenos adjacentes e da
envolvente, assim como a reposição da cota inicial do terreno.
Durante o processo de autorização foram entregues pela empresa promotora
documentos que citavam uma auditoria realizada pela empresa Tecninvest - Técnicas e
Serviços para o Investimento, S.A., que procedeu a uma quantificação e qualificação
desses resíduos que, entre outras substâncias, evidenciou parâmetros e respetivas
concentrações de chumbo entre 3700 e 24 000 mg/kg, de zinco entre 21 000 e 129 000
mg/kg, de cádmio entre 12.3 e 430 mg/kg, de crómio entre 790 e 2100 mg/kg e de
arsénio entre 31 e 99 mg/kg, além de outros metais pesados, como o níquel. Já os
ensaios de lixiviação, que tiveram igualmente por base resíduos e amostras
aleatoriamente recolhidos, indicaram que o respetivo eluato apresentava os seguintes
valores de PH entre 9.7 e 13; Crómio entre <0.05 e 3.8 mg/L e Chumbo entre <0.05 e
74 mg/L.
A composição e quantificação desses resíduos evidenciavam, pois, não se tratar de
resíduos inertes, mas sim de substâncias de elevada perigosidade, corrosivas e tóxicas,
que obrigariam, por um lado, a um tratamento prévio para atenuar a sua perigosidade, e,
por outro, a uma deposição em aterro específico destinado a resíduos perigosos.
Sublinhe-se que a requalificação ambiental anteriormente referida, foi então publicada,
através do anúncio n.º 810/2008, no Diário da República n.º 241. II Série, de 15 de
Dezembro de 2008 posteriormente retificado pela Declaração de Retificação n.º
155/2008, publicada no Diário da República n.º 242, II Série, de 16 de Dezembro de
2008, assim como em anúncio no Jornal Oficial da União Europeia n.º 2008/S 244-
325069, enviado para publicação em 12 de Dezembro de 2008.
O concurso foi então lançado pela Sociedade Urbindústria - Sociedade de Urbanização e
Infraestruturação de Imóveis, S.A., detida a 100 por cento pela sociedade Parpública -
Participações Públicas, SGPS, S.A., da titularidade do Estado, que contrariamente às
determinações legais e em momento anterior ao seu lançamento, entre maio de 2001 e
março de 2002, promove essa empresa, por sua própria iniciativa, o desvio e transporte
de mais de 300 mil toneladas dos resíduos perigosos, para terrenos de privados, contra a
sua vontade, contíguos a residências, numa freguesia e concelho muito populosos,
situados no lugar da Paradela, da freguesia de São Pedro da Cova.
Os resíduos foram assim depositados num local sem condições para o efeito, sem
qualquer avaliação prévia do mesmo, por parte das entidades que tutelam a gestão de
resíduos, aterrados a céu aberto, em solos não impermeabilizados, e sem meios para
prevenir a potencial contaminação, e desprovido de qualquer tratamento prévio de
redução de perigosidade.
O local objeto da intervenção autorizada integra-se na área mineira de carvão de São
Pedro da Cova que se caracteriza, à semelhança de outras áreas mineiras abandonadas,
pela existência de diversos impactes ambientais decorrentes do passivo ambiental
deixado da sua exploração e abandono num tempo em que a regulamentação ambiental
não acautelava devidamente a prevenção e correção dos seus efeitos nocivos.
Os impactes ambientais resultantes desta má prática de gestão de resíduos verificaram-
se como era expectável, como muito graves, significativos e de forte magnitude.
Provocaram um novo passivo ambiental, a contaminação dos solos, das águas
superficiais e níveis freáticos, perigando a saúde pública assim como a vida das
populações da envolvente, ato que constitui um ilícito ambiental grave, violando entre
outros, os artigos 24.° e 26.° da Lei de Bases do Ambiente assim como o disposto no
regime geral da gestão de resíduos, Decreto-Lei nº 178/2006, de 8 de Setembro.
Posteriormente, desenvolveu-se uma nova avaliação e caracterização desses resíduos,
tendo sido então contratada a sociedade Publiambiente - Equipamentos e Serviços para
Proteção do Ambiente, Lda, que veio reconfirmar a composição química dos resíduos
supramencionados.
Há muito que o CDS-PP vem alertando para o problema dos resíduos depositados nas
antigas minas de São Pedro da Cova. Em maio de 2009, O CDS-PP questionou o
Ministério do Ambiente acerca do depósito feito, a céu aberto, em São Pedro da Cova,
de 320 000 toneladas de resíduos contendo substâncias que, de acordo com estudos,
podem ter efeitos cancerígenos, causar deficiências cognitivas, danos do sistema
nervoso, no sistema reprodutivo e no desenvolvimento dos fetos, doenças renais
progressivas e irreversíveis, ou afetar reações enzimáticas.
Mantendo-se o problema sem resolução, em fevereiro de 2010, o CDS-PP reiterou a
questão ao Ministério do Ambiente, bem como à Comissão de Coordenação e
Desenvolvimento da Região Norte, à Administração Regional de Saúde do Norte e à
Administração da Região Hidrográfica – Norte. Nesse mesmo ano, em junho, e
enquanto eurodeputado, Nuno Melo levou à Comissão Europeia a possibilidade dos
resíduos da Siderurgia Nacional, encontrados nas Minas de São Pedro da Cova, serem
perigosos, pondo em risco a saúde pública e constituindo o seu depósito crime
ambiental. Na sequência desta iniciativa, a Comissão Europeia solicitou informação ao
Governo português, que, assim forçado, encomendou o respetivo estudo ao Laboratório
de Engenharia Civil (LNEC), que confirmou a elevada perigosidade dos resíduos.
Em março de 2011, o CDS-PP exigiu ao Ministério do Ambiente, em requerimento, que
pedisse ao Ministério Público uma investigação sobre a questão. No requerimento, o
CDS-PP questionava ainda o Ministério do Ambiente sobre se iria ou não assumir o
ónus dos depósitos e pagar pela remoção dos resíduos.
Em relatório de 2011, solicitado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional do Norte (CCDR-N), o LNEC havia concluído que a quantidade de material
transportado foi de aproximadamente 88 mil toneladas e que apresentava características
que exigiam que o mesmo fosse removido para um aterro de resíduos perigosos.
Por despacho datado de abril de 2011, o Ministério do Ambiente e Ordenamento do
Território atribuiu à CCDR-N a tarefa pública de assegurar um destino final adequado
àqueles resíduos, após o que a CCDR-N procedeu, então, ao lançamento de um
concurso público internacional para remoção e tratamento das 88 mil toneladas de
resíduos, acrescidas de uma margem de segurança de 20 por cento correspondente a um
total de 105 600 toneladas.
Em outubro de 2011, foi aprovado um Projeto de Resolução, de iniciativa do CDS e do
PSD, que recomendava ao XIX Governo Constitucional que “ adote e prossiga os
esforços para resolver o passivo ambiental das escombreiras das antigas minas de São
Pedro da Cova, no âmbito de um Plano de Requalificação que preveja a aplicação das
medidas de correção e contenção dos impactes ambientais identificados, que sejam
adequadas e técnica e financeiramente viáveis, bem como a correspondente
monitorização do local com vista ao conhecimento e controlo dos impactes associados
e decorrentes desta irregularidade”.
Assim, após todos estes anos de insistência, e um longo processo concursal, em outubro
de 2014 começaram, efetivamente, no terreno, os trabalhos de remoção dos resíduos
industriais provenientes da Siderurgia Nacional, e que foram depositados nas minas de
São Pedro da Cova entre maio de 2001 e março de 2002. Parecia que o problema
finalmente estaria resolvido.
Mas, com a prossecução dos trabalhos, que duraram até maio de 2015, foi detetada a
existência de resíduos em quantidade superior à originalmente estimada pelo LNEC:
320 000 toneladas.
Perante a existência de uma maior quantidade de resíduos que a estimada, e face ao erro
cometido pelo LNEC, a CCDR-N solicitou novo relatório para apurar as quantidades
remanescentes e avaliar soluções financeiras que permitam assegurar a resolução
definitiva deste problema ambiental, no âmbito dos instrumentos de política pública
disponíveis.
A Junta de Freguesia tem vindo a alertar para um conjunto de questões que suscitam
bastantes preocupações, nomeadamente no que se refere à quantidade de resíduos
estimados nas avaliações, o que está contratualizado com a empresa responsável pela
remoção, e se, as quantidades anunciadas publicamente, correspondem de facto às
quantidades existentes no local. Tais dúvidas decorriam de um acompanhamento
pormenorizado a todo este processo.
Estas preocupações viriam a ser confirmadas, e passou a ser do conhecimento público
que foram identificados resíduos perigosos localizados fora da área de intervenção e
ainda um diferencial quantitativo de resíduos perigosos localizados na área de
intervenção. É, portanto, urgente fazer novas avaliações à quantidade efetiva de resíduos
existentes no local.
Nestes termos, o Grupo Parlamentar do CDS-PP, ao abrigo das disposições
constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República
recomende ao Governo que:
- Tome as medidas legislativas e administrativas necessárias para resolver
definitivamente o passivo ambiental das escombreiras das antigas minas de São
Pedro da Cova, garantindo, em sede de Orçamento de Estado, a consequente
dotação orçamental;
- Efetue investigação urgente para apurar como foi possível num processo por si
lançado e fiscalizado, por intermédio de entidades públicas, resíduos
consabidamente tóxicos fossem catalogados como inertes e, nessa base, lançados
em São Pedro da Cova, identificando cada um dos diversos intervenientes nessa
cadeia decisória e de fiscalização, com vista ao apuramento das responsabilidades
criminais e financeiras;
- Lance todas as diligências necessárias ao apuramento e ressarcimento de
eventuais quantias indevidamente pagas, deitando-se mão, se caso disso, das
medidas de natureza cautelar que se mostrem apropriadas;
- Apure, junto das entidades judiciais competentes, todos os processos instaurados
quanto a tal questão, sua natureza e estado atual.
Palácio de S. Bento, 29 de janeiro de 2016.
Os Deputados:
(Pedro Mota Soares )
(Cecília Meireles)
(Álvaro Castello-Branco)
(Patrícia Fonseca)
(António Carlos Monteiro)
Abel Baptista (CDS-PP)
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Publicação — DAR II série A — 36-39 — 03/02/2016
II SÉRIE-A — NÚMERO 38 36
Ora, como é do conhecimento público, a maioria destes estágios não é remunerado, não dispondo, pois, a
grande maioria dos estagiários qualquer rendimento. Apesar disso, com este novo regulamento, é-lhes exigida
uma contribuição mensal de 23,99€, valor a que se somam outras despesas inerentes a estes estágios e que
configuram, do ponto de vista do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, uma limitação material e, nessa
medida, inconstitucional do direito à liberdade de escolha da profissão (artigo 47.º, n.º 1, da Constituição da
República Portuguesa).
3) O novo Regulamento da CPAS consagra a possibilidade de cobrança coerciva das contribuições em dívida
pela Administração Fiscal, sem prever, paralelamente, um regime transitório de moratórias ou a possibilidade
de pagamento faseado, com uma taxa de juro baixa, das contribuições em dívida. Tal situação, como atrás
sublinhámos, é manifestamente prejudicial para os advogados e solicitadores cujo exercício é feito em prática
individual ou em pequenas sociedades, a quem cabe, regra geral, o patrocínio das classes sociais mais
desfavorecidas, elas próprias gravemente afetadas pelas políticas de austeridade executadas nos últimos anos
em Portugal.
Como atrás referimos, quer no período de discussão, quer já depois da sua entrada em vigor, o novo
Regulamento do CPAS gerou uma onda de indignação junto de advogados e solicitadores, tendo mesmo dado
origem a uma petição pública [n.º 549/XII (4.ª)], que, inclusive, já deu entrada na Assembleia da República.
Nessa sede, designadamente durante a audição parlamentar dos seus subscritores, o Grupo Parlamentar do
Bloco de Esquerda teve oportunidade de manifestar o seu apoio e concordância relativamente ao conteúdo da
aludida petição, mais se comprometendo a dar voz e visibilidade às pretensões dos seus subscritores, com vista
à resolução dos problemas por eles elencados. É esse o sentido do presente projeto de resolução.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo a suspensão do novo Regulamento
da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores e sua posterior revogação, repristinando-se o regime
anterior.
Assembleia da República, 2 fevereiro de 2016.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: José Manuel Pureza — Sandra Cunha — Pedro Filipe
Soares — Jorge Costa — Mariana Mortágua — Pedro Soares — Carlos Matias — Heitor de Sousa — Isabel
Pires — João Vasconcelos — Domicilia Costa — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — José Moura Soeiro
— Joana Mortágua — Luís Monteiro — Moisés Ferreira — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 136/XIII (1.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE TOME AS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA RESOLVER O
PASSIVO AMBIENTAL DAS ANTIGAS MINAS DE SÃO PEDRO DA COVA, EM GONDOMAR, E
IDENTIFIQUE CADA UM DOS INTERVENIENTES NA CADEIA DECISÓRIA E DE FISCALIZAÇÃO NA
DEPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS TÓXICOS, COM VISTA AO APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES
FINANCEIRAS E CRIMINAIS, BEM COMO DILIGENCIAR NO SENTIDO DE EVENTUAL RESSARCIMENTO
DE QUANTIAS INDEVIDAMENTE PAGAS
Exposição de motivos
Situada a escassos dez quilómetros da cidade do Porto, São Pedro da Cova é uma localidade do concelho
de Gondomar com cerca de 15 quilómetros quadrados e perto de 17 mil habitantes.
De cariz agrícola, São Pedro da Cova torna-se um centro industrial de grande importância no fim do século
XVIII, após a descoberta do carvão e antracite, existente no seu subsolo. Inicia-se timidamente a sua exploração
e, mais tarde, intensifica-se a sua extração em grande escala. Até finais da II Guerra Mundial, as minas de São
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Apreciação — DAR I série — 42-50 — 12/02/2016
I SÉRIE — NÚMERO 37
entendimento quanto à aplicação das referidas disposições, tendo em vista esclarecer todos os aspetos que
geraram inconsistências ou eventuais erros de aplicação; e a promoção, em conjunto com o CCISP (Conselho
Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos), da tomada, dentro do quadro legal em vigor, das medidas
necessárias para corrigir situações de deficiente aplicação face ao correto entendimento quanto às
disposições transitórias.
O que não subscrevemos é um alargamento dos períodos dos regimes transitórios nem por mais três anos,
como recomenda o Bloco, nem até 2020, como recomenda o PCP, transformando, assim, o transitório em
permanente.
Assim como não subscrevemos a aplicação de medidas iguais para todos os casos, porque nem todos os
casos são iguais e não queremos criar novas injustiças a partir desta uniformização.
Para o CDS, esta é uma matéria já discutida. Está agora nas mãos do atual Governo levar a cabo as
avaliações e clarificações já sugeridas — de resto, com o aval do PS — no sentido de encontrar respostas o
mais equilibradas e justas possíveis para cada caso.
Aplausos do CDS-PP.
O Sr. Presidente: — Para uma segunda intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Luís Monteiro.
O Sr. Luís Monteiro (BE): — Sr. Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados, a coerência da direita fica bem
conhecida também neste debate: dizem que apresentaram uma serie de recomendações, mas a verdade é
que, depois, o Governo não as cumpriu e não resolveu o problema destes professores. E se nós hoje estamos
a fazer esta discussão é exatamente porque o anterior Governo, perante as dificuldades, não quis resolver o
problema.
Ora, foi exatamente porque estes problemas continuam a existir que foi apresentada a petição da
FENPROF, que saudamos, e que o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Socialista
voltam a insistir na resolução desta problemática.
Podemos discutir e debater os vários casos: concordamos ou não com a isenção de propinas para os
professores que se visam obrigados a tirar o doutoramento para continuar a lecionar? Concordamos ou não
que os professores tenham uma redução a carga horária para conseguirem acabar esse doutoramento?
É essa a discussão que está em cima da mesa, Srs. Deputados. Por isso é que é necessário, sendo esse o
apelo que fazemos, que sejam aprovados estes projetos de resolução para que o problema seja realmente
resolvido.
Na altura, o argumento que a direita utilizou para não resolver o problema destes professores foi o do
subfinanciamento do ensino superior. Ora, tenhamos hoje a coragem de voltar a este assunto e de admitir que
os projetos de resolução da direita foram aprovados na Assembleia, mas não foram cumpridos pelo próprio
Governo da direita.
Aplausos do BE.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, passamos ao ponto seguinte, que consta da discussão dos projetos
de resolução n.os
30/XIII (1.ª) — Resolução urgente dos problemas ambientais em São Pedro da Cova (PCP),
99/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo a remoção integral dos resíduos perigosos depositados nas antigas
minas de carvão de São Pedro da Cova, em Gondomar, e as medidas de correção e contenção dos impactes
ambientais no local (PSD), 121/XIII (1.ª) — Remoção dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da
Cova, Gondomar, monitorização ambiental do local do aterro, com vista à informação das populações, e
proteção da saúde pública (PS), 136/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que tome as medidas necessárias
para resolver o passivo ambiental das antigas minas de São Pedro da Cova, em Gondomar, e identifique cada
um dos intervenientes na cadeia decisória e de fiscalização na deposição dos resíduos tóxicos, com vista ao
apuramento de responsabilidades financeiras e criminais, bem como diligenciar no sentido de eventual
ressarcimento de quantias indevidamente pagas (CDS-PP), 144/XIII (1.ª) — Recomenda a conclusão da
remoção e o tratamento dos resíduos perigosos ainda existentes nas escombreiras das antigas minas de São
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Votação Deliberação — DAR I série — 49-49 — 13/02/2016
12 DE FEVEREIRO DE 2016
Vamos votar o projeto de resolução n.º 99/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo a remoção integral dos
resíduos perigosos depositados nas antigas minas de carvão de São Pedro da Cova, em Gondomar, e as
medidas de correção e contenção dos impactes ambientais no local (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP, de Os Verdes e do PAN
e abstenções do PCP e do BE.
Votamos, agora, o projeto de resolução n.º 121/XIII (1.ª) — Remoção dos resíduos perigosos depositados
em São Pedro da Cova, Gondomar, monitorização ambiental do local do aterro, com vista à informação das
populações, e proteção da saúde pública (PS).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 136/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo que tome as
medidas necessárias para resolver o passivo ambiental das antigas minas de São Pedro da Cova, em
Gondomar, e identifique cada um dos intervenientes na cadeia decisória e de fiscalização na deposição dos
resíduos tóxicos, com vista ao apuramento de responsabilidades financeiras e criminais, bem como diligenciar
no sentido de eventual ressarcimento de quantias indevidamente pagas (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP, de Os Verdes e do PAN
e abstenções do PCP e do BE.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 144/XIII (1.ª) — Recomenda a conclusão da remoção e o
tratamento dos resíduos perigosos ainda existentes nas escombreiras das antigas minas de São Pedro da
Cova (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 151/XIII (1.ª) — Resolução definitiva do problema ambiental
resultante da deposição de resíduos perigosos em São Pedro da Cova, Gondomar (Os Verdes).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
Uma vez que há tantos projetos de resolução com o mesmo objetivo, pedia aos diversos grupos
parlamentares que fizessem uma tentativa de redação de um ou dois textos que não pusessem em causa as
votações aqui feitas, para evitar que eu tivesse de assinar para publicação tantos projetos diferentes a dizerem
todos a mesma coisa, o que me parece ser algo relativamente absurdo.
Vamos passar à votação do projeto de resolução n.º 38/XIII (1.ª) — Recomenda ao Governo a construção
da escola secundária da Quinta do Perú, na freguesia da Quinta do Conde, Sesimbra (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 19/XIII (1.ª) — Construção urgente da escola secundária
na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal (PCP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e
abstenções do PSD e do CDS-PP.
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