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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 77/XIII/1.ª
PELA REPOSIÇÃO DO DESCONTO DO PASSE SUB 23, ALARGANDO-O A TODOS
OS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR ATÉ AOS 23 ANOS, INCLUSIVE
Com as políticas do Governo anterior, a esmagadora maioria das famílias viu os seus
rendimentos diminuírem, enquanto as suas despesas aumentavam. A par do corte nos
salários, nas pensões ou nas prestações sociais, veio o aumento da carga fiscal; a par do
aumento do desemprego e do aumento do número de desempregados que ficaram sem
qualquer apoio, vieram outros aumentos de preços, como o dos transportes públicos.
Logo em agosto de 2011 o Governo PSD/CDS aumentou em 15% o preço dos bilhetes e
dos passes sociais dos transportes públicos, subindo mais 5% em janeiro de 2012. Só
estes dois aumentos (e outros ocorreram em 2013 e 2014) fizeram disparar o preço dos
transportes públicos em Portugal, tornando-o inacessível para muitas pessoas.
Os passageiros de transportes públicos em Portugal já são dos que mais pagam na
Europa: o passe social pesa o dobro nos rendimentos médios do que pesa em Bruxelas
ou Atenas e o metro de Lisboa é mais caro, em valores absolutos, do que o metro de
Roma. Com este Governo, em apenas um ano, a despesa média das famílias com os
passes aumentou 100%. O “visto familiar”, inscrito no programa do anterior Governo, foi
uma anedota trágica.
Em simultâneo com os aumentos dos transportes, o anterior Governo reduziu o
desconto do passe sub23 e restringiu o acesso ao mesmo.
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Este passe destinava-se a estudantes do ensino superior com idade até aos 23 anos,
inclusive, que já não estavam abrangidos pelo passe 4_18, conferindo-lhes um desconto
de 50% nos passes de transportes públicos.
No entanto, a Portaria n.º 34-A/2012, de 1 de fevereiro reduziu a comparticipação do
passe 4_18 de 50% para 25%, tornando-o mais caro 50% para os jovens que dele
usufruíam.
Ainda no mesmo ano, a Portaria n.º 268-A/2012, de 31 de agosto, restringiu o acesso a
este passe comparticipado, permitindo apenas o acesso a certos beneficiários da Ação
Social Direta no Ensino Superior e destruindo a lógica de um passe de transportes
públicos destinado a jovens.
Como consequência de todas estas medidas em catadupa, o anterior Governo não só
aumentou os tarifários dos transportes públicos como atacou os descontos especiais
destinados a jovens estudantes do ensino superior. O passe sub 23 começou por ver o
seu preço aumentar 50% para depois vir a ser negado à esmagadora maioria da sua
população-alvo.
Sabe-se que os estudos universitários representam um custo elevadíssimo para os
estudantes e suas famílias, muito por causa das propinas, mas também devido a muitas
outras despesas associadas, entre elas a despesa com os transportes públicos. Sabe-se
que face a todas estas despesas houve muitos milhares de alunos universitários que
abandonaram o curso ou que recorreram ao endividamento bancário, comprometendo o
seu futuro.
O XX Governo, indiferente a todas estas dificuldades, criou no seu mandato uma outra
dificuldade adicional, quando aumentou as despesas com os transportes públicos e
quando limitou o acesso ao passe sub23.
O Bloco de Esquerda, com a presente iniciativa legislativa, pretende repor o desconto de
50% no passe sub23 para todos os estudantes do ensino superior, com idade até aos 23
anos, inclusive, devolvendo-lhes o direito à mobilidade e aliviando as despesas que os
mesmos têm com a sua formação académica.
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Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que reponha o passe sub 23, com descontos de 50% face ao tarifário normal,
para todos os estudantes do ensino superior até aos 23 anos, inclusive.
Assembleia da República, 8 de janeiro de 2016.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 41-42 — 08/01/2016
8 DE JANEIRO DE 2016 41
Por seu lado, o IRN tem, pela voz dos seus representantes, referido publicamente que a emissão destes
cartões de cidadão específicos não tem sido efetuada por não estarem reunidas as necessárias condições de
segurança das assinaturas eletrónicas e dos certificados de autenticação. Em especial, alega o IRN que a Lei
n.º 91/2015, de 12 de agosto, se encontra em oposição a uma diretiva europeia de 1999, entretanto já transposta
para o ordenamento jurídico português em 2003, que impõe um prazo de validade para os certificados digitais
que permitem aceder às assinaturas digitais.
Do ponto de vista do Bloco de Esquerda, que votou favoravelmente a aludida alteração legislativa e que
continua a subscrever a justeza da sua ratio legis, os problemas de segurança dados a conhecer pelo IRN,
sendo motivo de preocupação e exigindo a máxima atenção de todas as autoridades competentes, devem
merecer, o mais brevemente possível, uma resposta que assegure a sua resolução definitiva, assim se
permitindo a aplicação, na prática, da alteração legislativa introduzida pela Lei n.º 91/2015, de 12 de agosto no
n.º 2 do artigo 19.º da Lei n.º 7/2007, de 5 de fevereiro.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo a resolução urgente dos problemas
de segurança suscitados pelo IRN que estão na origem dos constrangimentos na emissão de cartões de cidadão
com validade vitalícia para cidadãos com 65 ou mais anos de idade.
Assembleia da República, 8 de janeiro de 2016.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda: José Manuel Pureza — Sandra Cunha — Pedro Filipe
Soares — Jorge Costa — Mariana Mortágua — Pedro Soares — Carlos Matias — Heitor de Sousa — Isabel
Pires — João Vasconcelos — Domicilia Costa — Jorge Campos — Jorge Falcato Simões — José Moura Soeiro
— Joana Mortágua — Luís Monteiro — Moisés Ferreira — Paulino Ascenção — Catarina Martins.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 77/XIII (1.ª)
Pela reposição do desconto do passe sub 23, alargando-o a todos os estudantes do ensino superior
até aos 23 anos, inclusive
Com as políticas do Governo anterior, a esmagadora maioria das famílias viu os seus rendimentos
diminuírem, enquanto as suas despesas aumentavam. A par do corte nos salários, nas pensões ou nas
prestações sociais, veio o aumento da carga fiscal; a par do aumento do desemprego e do aumento do número
de desempregados que ficaram sem qualquer apoio, vieram outros aumentos de preços, como o dos transportes
públicos.
Logo em agosto de 2011 o Governo PSD/CDS aumentou em 15% o preço dos bilhetes e dos passes sociais
dos transportes públicos, subindo mais 5% em janeiro de 2012. Só estes dois aumentos (e outros ocorreram em
2013 e 2014) fizeram disparar o preço dos transportes públicos em Portugal, tornando-o inacessível para muitas
pessoas.
Os passageiros de transportes públicos em Portugal já são dos que mais pagam na Europa: o passe social
pesa o dobro nos rendimentos médios do que pesa em Bruxelas ou Atenas e o metro de Lisboa é mais caro,
em valores absolutos, do que o metro de Roma. Com este Governo, em apenas um ano, a despesa média das
famílias com os passes aumentou 100%. O “visto familiar”, inscrito no programa do anterior Governo, foi uma
anedota trágica.
Em simultâneo com os aumentos dos transportes, o anterior Governo reduziu o desconto do passe sub23 e
restringiu o acesso ao mesmo.
Este passe destinava-se a estudantes do ensino superior com idade até aos 23 anos, inclusive, que já não
estavam abrangidos pelo passe 4_18, conferindo-lhes um desconto de 50% nos passes de transportes públicos.