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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1582/XII/4.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A ANULAÇÃO DA SUBCONCESSÃO E A
CONTRATAÇÃO DE 120 NOVOS MOTORISTAS PARA A EMPRESA DE
TRANSPORTES COLETIVOS DO PORTO, STCP
A administração da empresa pública de transportes coletivos do Porto, STCP, tem vindo
a assumir práticas que desrespeitam os trabalhadores e utentes.
O nível de incumprimento dos horários dos autocarros tem vindo a ser deteriorado,
passou de 5% no ano passado para 32%, ou seja, mais de um terço. O tempo de espera
na generalidade das linhas é superior a meia hora e em algumas a uma hora. Segundo a
Comissão de Trabalhadores, só no ano passado, o número de viagens perdidas foi
superior a 100 000, das quais 80 000 estão diretamente relacionadas com a falta de
motoristas.
O plano para degradar o serviço público de transportes e privatizar a STCP começou
logo em 2011: foi aumentado o preço dos títulos de transporte, foram extintas 12 linhas,
as transferências financeiras (indemnizações compensatórias) baixaram de 19 milhões
em 2011 para 16 milhões em 2013 e para 12 milhões de euros em 2014, a necessária
contratação de 120 motoristas nunca foi autorizada, a contratação coletiva e os tempos
de descanso dos trabalhadores passaram a ser cada vez mais desrespeitados. Resultado:
todos os dias, dezenas de autocarros ficam nas estações de recolha, sem utilização,
aumenta o tempo de espera nas paragens, diminui a frequência das carreiras, os
horários não podem ser cumpridos. Em três anos a STCP perdeu 30 milhões de
passageiros.
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O caderno de encargos lançado em 8 de agosto de 2014 concedia ao operador privado a
possibilidade de eliminar percursos, alterar a frota ou extinguir linhas. Mas para
beneficiar ainda mais os operadores privados, foram posteriormente diminuídas as
exigências ambientais quanto à frota de autocarros. Esta alteração foi especialmente
lesiva para os utentes e para a cidade e área metropolitana do Porto, já que mais de
metade dos 474 autocarros é movida a gás natural, com ganhos evidentes na qualidade
do ar urbano. Como salientou uma Recomendação, sugerida pelo Bloco de Esquerda e
aprovada pelo Conselho Municipal do Ambiente do Porto em 20 de março último, este
bom desempenho ambiental da STCP será posto em causa, caso prossiga o processo de
privatização em curso.
A existência de um elevado número de autocarros parados, sem qualquer atividade
devido à falta de motoristas, está na origem de uma insatisfação crescente dos utentes,
devido aos atrasos resultantes dessa circunstância. Os utentes sentem assim na pele as
consequências desta escolha de esvaziamento e degradação da empresa e são
prejudicados na sua mobilidade e nos seus afazeres diários. Esta degradação está na
origem de conflitos entre utentes e trabalhadores da STCP, que são a face visível da
empresa, embora não tenham responsabilidade nas escolhas que têm vindo a
desguarnecer a STCP e a esvaziá-la de motoristas. Nas últimas semanas, três
trabalhadores tiverem de receber tratamento hospitalar devido a agressões, os atos de
vandalismo contra as viaturas aumentaram significativamente. Em Contumil, a
população em desespero, bloqueou os autocarros em protesto por apenas estarem dois
veículos na rua, em vez de cinco.
A degradação da empresa corresponde a um objetivo claro: criar o ambiente favorável à
aceitação da concessão a privados, semeando a insatisfação entre os utentes e
emagrecendo a empresa para uma futura eliminação de linhas.
O Bloco de Esquerda entende que é urgente anular o processo de concessão dos STCP e
proceder à contratação dos 120 motoristas necessários para o funcionamento regular da
empresa e para o bom desempenho do serviço público que presta.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
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1 - Anule o contrato de subconcessão dos STCP;
2 - Desencadeie os procedimentos com vista à contratação imediata de 120 motoristas
para garantir o cumprimento de horários;
3 - Tome medidas que garantam condições de segurança a todos os trabalhadores da
STCP.
Assembleia da República, 3 de julho de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 62-63 — 04/07/2015
II SÉRIE-A — NÚMERO 163 62
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1581/XII (4.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO A NÃO CRIAÇÃO DO GRUPO HOSPITALAR DA LEZÍRIA
Em 2013, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) encomendou à consultora
privada Antares Consulting um estudo sobre a reorganização da oferta hospitalar nesta região. Por diversas
vezes o Bloco de Esquerda solicitou informações sobre este relatório mas embateu demasiadas vezes no
silêncio do Governo. A propósito deste relatório, solicitámos no final de maio a audição do Presidente da
ARSLVT na Comissão Parlamentar de Saúde, tendo esta sido rejeitada pelo PSD e pelo CDS, partidos que
suportam o Governo.
Após esta iniciativa, o Bloco de Esquerda solicitou que a Comissão de Saúde formalmente pedisse uma cópia
do relatório à ARSLVT, iniciativa que permitiu finalmente acesso a este documento.
A análise deste relatório permite constatar que o mesmo propõe a criação de dois grandes grupos
hospitalares na zona de Lisboa e Vale do Tejo, designadamente o Grupo Hospitalar da Península, agregando o
Hospital de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e o Hospital Garcia de Orta, e o Grupo Hospitalar da
Lezíria, que congregará o Hospital de Santarém e o Centro Hospitalar do Médio Tejo (que integra os hospitais
de Torres Novas, Abrantes e Tomar).
Uma proposta com estas características, a concretizar-se, iria alterar radical e profundamente a rede
hospitalar da região de Lisboa e Vale do Tejo.
Recorde-se que, há cerca de um ano, o Bloco de Esquerda questionou o Governo [Pergunta 1879/XII (3.ª)]
precisamente sobre a possibilidade de estar em andamento a criação de um Grupo Hospitalar integrando o
Centro Hospitalar do Médio Tejo e o Hospital de Santarém. Na resposta, mais uma vez caracterizada por
afirmações pouco claras e evasivas, refere-se não existir “nenhuma proposta concreta quanto à criação de um
Grupo Hospitalar do Ribatejo”.
Os resultados da anterior fusão dos hospitais de Torres Novas, Abrantes e Tomar, permitem antever o que,
de negativo, este Grupo Hospitalar poderá trazer às populações: mais dificuldades no acesso aos cuidados de
saúde e às especialidades médicas, urgências sobrelotadas, aumento dos tempos de espera e dos encargos
com transportes. A todo este processo não é alheia a existência de um Hospital Privado em Vila Franca de Xira.
Acresce que, no que concerne à região do Médio Tejo, os autarcas têm vindo a manifestar expressamente
que discordam desta intenção de criação de um Grupo Hospitalar. As populações também se pronunciam contra
esta intenção do Governo, através de abaixo-assinados (que recolheram largos milhares de assinaturas) e
concentrações de rua.
Urge portanto assegurar que a vontade da população e dos seus representantes é assegurada e respeitada,
o que implica a rejeição da criação do Grupo Hospitalar da Lezíria.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que não seja criado o Grupo
Hospitalar da Lezíria.
Assembleia da República, 3 de julho de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Helena Pinto — Pedro Filipe Soares — Mariana
Mortágua — Catarina Martins — Luís Fazenda — José Moura Soeiro — Mariana Aiveca — Eugénia Taveira.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1582/XII (4.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO A ANULAÇÃO DA SUBCONCESSÃO E A CONTRATAÇÃO DE 120
NOVOS MOTORISTAS PARA A EMPRESA DE TRANSPORTES COLETIVOS DO PORTO, STCP
A administração da empresa pública de transportes coletivos do Porto, STCP, tem vindo a assumir práticas
que desrespeitam os trabalhadores e utentes.
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Votação Deliberação — DAR I série — 25-25 — 23/07/2015
23 DE JULHO DE 2015
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1582/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo a anulação da
subconcessão e a contratação de 120 novos motoristas para a empresa de transportes coletivos do Porto,
STCP (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1021/XII (3.ª) — Sobre o sector da Assistência em Escala
(Handling) no transporte aéreo (PCP).
O Sr. João Paulo Correia (PS): — Sr.ª Presidente, dá-me licença que use da palavra?
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. João Paulo Correia (PS): — Sr.ª Presidente, solicitamos o adiamento da votação do projeto de
resolução n.º 1021/XII (3.ª).
A Sr.ª Presidente: — O Sr. Deputado quer com isto dizer que passamos esta votação à frente?
Sendo assim e não havendo objeções, vamos prosseguir.
Votamos, então, o projeto de resolução n.º 1559/XII (4.ª) — Pela reposição dos descontos aos reformados
e estudantes nos transportes públicos (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1285/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo que dê
prioridade à concretização do Museu Nacional da Floresta (PS).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1522/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo um conjunto de
melhorias que promovam uma maior equidade e eficiência no acesso aos fundos comunitários pelo sector
agro-rural (PS).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1430/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo a proibição dos pesticidas
neonicotinoides para a proteção da população de abelhas, do ecossistema e da agricultura (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdese a abstenção do PS.
Srs. Deputados, a Mesa foi informada de que o PS está já em condições de votar o projeto de resolução n.º
1021/XII (3.ª).
Vamos, então, votar o projeto de resolução n.º 1021/XII (3.ª) — Sobre o sector da Assistência em Escala
(Handling) no transporte aéreo (PCP).
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