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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1504/XII/4.ª
REQUALIFICAÇÃO E REABERTURA DA LINHA DO TÂMEGA
A Linha do Tâmega começou a ser pensada ainda no séc. XIX, com a constatação de que
junto ao curso do rio Tâmega se concentravam povoados de densidade populacional
importante e com atividade agrícola, mineira e florestal que poderiam ser melhor
desenvolvidas com o transporte ferroviário.
No início do séc. XX, mais concretamente em 1909, inaugura-se o troço entre as estações
de Livração e Amarante, numa extensão de quase 13km. Posteriormente foram feitas
obras de extensão da Linha: em 1926 inaugurou-se o troço Amarante-Chapa; em 1932
foi a vez do troço Chapa-Celorico de Basto e, por fim, o troço Celorico de Basto-Arco do
Baúlhe, já em 1949. Foi uma obra extremamente demorada e, pelo caminho, foram
abandonados vários projetos.
No final de todo este investimento, a Linha do Tâmega apresentava uma extensão de
quase 52km, mas que viria a reduzir-se drasticamente em 1990. Nesse ano foi encerrado
o troço entre Amarante e Arco do Baúlhe, permanecendo em funcionamento apenas o
troço entre Livração e Amarante, permitindo-se, ainda assim, uma ligação entre a Linha
do Tâmega e a Linha do Douro.
No entanto, este último troço foi também encerrado em 2009 por motivos de segurança.
Até 2012 a CP ainda garantiu um transporte rodoviário alternativo à população, mas que
foi suprimido quando se suspendeu o processo de reativação da Linha do Tâmega.
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Atualmente, a população anteriormente servida pela Linha do Tâmega ficou privada
deste transporte outrora considerado importantíssimo para a região. Ficou também
privada das alternativas que eram asseguradas pela CP.
Recorde-se que o encerramento do troço Livração-Amarante foi dado como temporário
pelo Governo, tendo-se prometido à população que se iriam proceder a obras de
requalificação da Linha para a sua posterior abertura. Passaram 6 anos entretanto e o
que se sabe é que a CP vendeu o material circulante daquela Linha ao Peru.
As automotoras LRV2000 que faziam serviço na linha do Tâmega e estavam aparcadas
na estação da Livração foram carregadas e vendidas ao Peru, o que faz temer que a
intenção do Governo e da CP seja a de não reativar esta Linha.
Porque a Linha do Tâmega é importante para a região e porque o transporte ferroviário
é importante para a população, é fundamental que se assuma o compromisso de
requalificação e reativação da mesma. Essa foi a promessa em 2009, mas até agora nada
foi efetivamente feito.
Perante esse facto e perante os comportamentos da CP que fazem temer pelo futuro da
Linha do Tâmega, a Assembleia da República deve exigir que se proceda, de imediato, às
obras de requalificação da Linha para a sua rápida reativação.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo:
Iniciar, de imediato, as obras de requalificação da Linha do Tâmega, em particular do
troço encerrado em 2009 e proceder à consequente reativação do transporte ferroviário
nesta Linha.
Assembleia da República, 29 de maio de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 78-79 — 29/05/2015
II SÉRIE-A — NÚMERO 140 78
Um grupo de cidadãos e cidadãs dirigiu uma petição à Assembleia da República [Petição 438/XII (4.ª)] cujo
objeto é a “reposição das concessões de transporte aos ferroviários”.
É preciso corrigir esta grave injustiça e repor os direitos conquistados e sempre respeitados em sede de
negociação coletiva.
É preciso respeitar o trabalho e os direitos dos trabalhadores. A Assembleia da República deve assim
recomendar ao Governo que reponha este direito centenário aos ferroviários no ativo e reformados, para que se
faça justiça.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:
A reposição das concessões de transporte aos trabalhadores ferroviários no ativo e reformados e respetivos
agregados familiares nos termos em que as mesmas vigoravam antes da entrada em vigor do artigo 144.º da
Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, que aprovou o Orçamento do Estado para 2013.
Assembleia da República, 29 de maio de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Helena Pinto — Pedro Filipe Soares — Mariana
Mortágua — Cecília Honório — José Moura Soeiro — Catarina Martins — Luís Fazenda — Mariana Aiveca.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.O 1504/XII (4.ª)
REQUALIFICAÇÃO E REABERTURA DA LINHA DO TÂMEGA
A Linha do Tâmega começou a ser pensada ainda no séc. XIX, com a constatação de que junto ao curso do
rio Tâmega se concentravam povoados de densidade populacional importante e com atividade agrícola, mineira
e florestal que poderiam ser melhor desenvolvidas com o transporte ferroviário.
No início do séc. XX, mais concretamente em 1909, inaugura-se o troço entre as estações de Livração e
Amarante, numa extensão de quase 13km. Posteriormente foram feitas obras de extensão da Linha: em 1926
inaugurou-se o troço Amarante-Chapa; em 1932 foi a vez do troço Chapa-Celorico de Basto e, por fim, o troço
Celorico de Basto-Arco do Baúlhe, já em 1949. Foi uma obra extremamente demorada e, pelo caminho, foram
abandonados vários projetos.
No final de todo este investimento, a Linha do Tâmega apresentava uma extensão de quase 52km, mas que
viria a reduzir-se drasticamente em 1990. Nesse ano foi encerrado o troço entre Amarante e Arco do Baúlhe,
permanecendo em funcionamento apenas o troço entre Livração e Amarante, permitindo-se, ainda assim, uma
ligação entre a Linha do Tâmega e a Linha do Douro.
No entanto, este último troço foi também encerrado em 2009 por motivos de segurança. Até 2012 a CP ainda
garantiu um transporte rodoviário alternativo à população, mas que foi suprimido quando se suspendeu o
processo de reativação da Linha do Tâmega.
Atualmente, a população anteriormente servida pela Linha do Tâmega ficou privada deste transporte outrora
considerado importantíssimo para a região. Ficou também privada das alternativas que eram asseguradas pela
CP.
Recorde-se que o encerramento do troço Livração-Amarante foi dado como temporário pelo Governo, tendo-
se prometido à população que se iriam proceder a obras de requalificação da Linha para a sua posterior abertura.
Passaram 6 anos entretanto e o que se sabe é que a CP vendeu o material circulante daquela Linha ao Peru.
As automotoras LRV2000 que faziam serviço na linha do Tâmega e estavam aparcadas na estação da
Livração foram carregadas e vendidas ao Peru, o que faz temer que a intenção do Governo e da CP seja a de
não reativar esta Linha.
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Votação Deliberação — DAR I série — 16-16 — 23/07/2015
I SÉRIE — NÚMERO 109
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1503/XII (4.ª) — Restitui o direito ao transporte aos trabalhadores
ferroviários e suas famílias (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Isilda Aguincha (PSD): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Isilda Aguincha (PSD): — Sr.ª Presidente, é para informar que, sobre a última votação, apresentarei
uma declaração de voto.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Votamos, em seguida, o projeto de resolução n.º 1557/XII (4.ª) — Pela reposição do direito dos ferroviários
às concessões de transportes (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Carina Oliveira (PSD): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Carina Oliveira (PSD): — Sr.ª Presidente, sobre as duas últimas votações, gostaria de informar que
apresentarei uma declaração de voto.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1504/XII (4.ª) — Requalificação e reabertura da Linha do
Tâmega (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Vamos votar o projeto de resolução n.º 1530/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo que o seguro escolar
abranja os alunos que se desloquem em velocípedes sem motor (bicicletas) (PSD e CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos proceder à votação do projeto de resolução n.º 1364/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo a
implementação da Carta da Agricultura Familiar, aprovada no 7.º Congresso da CNA e da Agricultura Familiar
(PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Vamos votar o projeto de lei n.º 1366/XII (4.ª) — Recomenda a conclusão urgente da Obra Hidroagrícola do
Baixo Mondego (PCP).
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