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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1282/XII/4.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A SUSPENSÃO IMEDIATA DAS DEMOLIÇÕES
NA RIA FORMOSA
A Ria Formosa, sendo uma das mais importantes zonas húmidas de Portugal, é
delimitada por um sistema de ilhas-barreira (Ancão, Deserta, Culatra, Armona, Tavira,
Cabanas e Cacela) e encontra-se, pelo seu valor natural, inserida no Parque Natural da
Ria Formosa. Hoje, as medidas de proteção devem ser a um tempo capazes de preservar
o seu reconhecido património natural e os interesses das populações residentes.
O valor ambiental da Ria é indiscutível. O sistema lagunar do sotavento algarvio foi, em
1978, classificado como Reserva Natural, tendo posteriormente sido criado o Parque
Natural da Ria Formosa, em 1987, com o objetivo de preservar, conservar e defender
aquele importante património natural da região. Em 1999, o decreto-lei n.º 384-B/99
conferiu à Ria Formosa o estatuto de Zona de Proteção Especial, fazendo assim parte da
Rede Natura 2000. A Ria integra ainda a Lista de Sítios da Convenção de Ramsar (zonas
húmidas de importância internacional).
A Ria Formosa é fundamental para a economia da região, seja através dos seus recursos
naturais, pesca e aquacultura, seja através da dinâmica de turismo que permite. A
preservação da Ria é assim essencial para a natureza, para a qualidade de vida e para os
rendimentos das populações.
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O recente programa de demolições, no quadro do Polis, foi feito com pouco diálogo com
as comunidades residentes na Ria Formosa. Assim, viram-se já escorraçadas das suas
casas, famílias de fracos recursos que não foram realojadas.
No entendimento do Bloco de Esquerda a pretendida renaturalização é um processo
compatível com a legítima expectativa dos habitantes de não serem expulsos de um
território onde viveram sucessivas gerações, ou quando necessário serem
condignamente realojados. A renaturalização é um processo que deve servir os
interesses da população. Não pode assim ser feita de costas para a população residente e
contra ela.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo:
1 - A suspensão imediata das demolições e a consequente avaliação da adequação dos
planos e instrumentos de gestão territorial sobre a área territorial da Ria Formosa,
tendo em conta o equilíbrio entre os recursos naturais sob proteção e o valor económico
e cultural dos núcleos populacionais;
2 - O imediato realojamento de todas as famílias cuja primeira habitação tenha sido já
demolida;
3 - A requalificação da Ria Formosa, de forma a preservar o seu riquíssimo valor natural,
a qualidade da água e a atividade de viveiristas e mariscadores, que dela dependem para
a sua sobrevivência.
Assembleia da República, 27 de fevereiro de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 52-52 — 28/02/2015
52 | II Série A - Número: 087 | 28 de Fevereiro de 2015
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1282/XII (4.ª) RECOMENDA AO GOVERNO A SUSPENSÃO IMEDIATA DAS DEMOLIÇÕES NA RIA FORMOSA
A Ria Formosa, sendo uma das mais importantes zonas húmidas de Portugal, é delimitada por um sistema de ilhas-barreira (Ancão, Deserta, Culatra, Armona, Tavira, Cabanas e Cacela) e encontra-se, pelo seu valor natural, inserida no Parque Natural da Ria Formosa. Hoje, as medidas de proteção devem ser a um tempo capazes de preservar o seu reconhecido património natural e os interesses das populações residentes.
O valor ambiental da Ria é indiscutível. O sistema lagunar do sotavento algarvio foi, em 1978, classificado como Reserva Natural, tendo posteriormente sido criado o Parque Natural da Ria Formosa, em 1987, com o objetivo de preservar, conservar e defender aquele importante património natural da região. Em 1999, o decretolei n.º 384-B/99 conferiu à Ria Formosa o estatuto de Zona de Proteção Especial, fazendo assim parte da Rede Natura 2000. A Ria integra ainda a Lista de Sítios da Convenção de Ramsar (zonas húmidas de importância internacional).
A Ria Formosa é fundamental para a economia da região, seja através dos seus recursos naturais, pesca e aquacultura, seja através da dinâmica de turismo que permite. A preservação da Ria é assim essencial para a natureza, para a qualidade de vida e para os rendimentos das populações.
O recente programa de demolições, no quadro do Polis, foi feito com pouco diálogo com as comunidades residentes na Ria Formosa. Assim, viram-se já escorraçadas das suas casas, famílias de fracos recursos que não foram realojadas.
No entendimento do Bloco de Esquerda a pretendida renaturalização é um processo compatível com a legítima expectativa dos habitantes de não serem expulsos de um território onde viveram sucessivas gerações, ou quando necessário serem condignamente realojados. A renaturalização é um processo que deve servir os interesses da população. Não pode assim ser feita de costas para a população residente e contra ela.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:
1 – A suspensão imediata das demolições e a consequente avaliação da adequação dos planos e instrumentos de gestão territorial sobre a área territorial da Ria Formosa, tendo em conta o equilíbrio entre os recursos naturais sob proteção e o valor económico e cultural dos núcleos populacionais; 2 – O imediato realojamento de todas as famílias cuja primeira habitação tenha sido já demolida; 3 – A requalificação da Ria Formosa, de forma a preservar o seu riquíssimo valor natural, a qualidade da água e a atividade de viveiristas e mariscadores, que dela dependem para a sua sobrevivência.
Assembleia da República, 27 de fevereiro de 2015.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Cecília Honório — Pedro Filipe Soares — Luís Fazenda — Catarina Martins — Helena Pinto — Mariana Mortágua — João Semedo — Mariana Aiveca.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1283/XII (4.ª) PELA INTERVENÇÃO COM CARÁTER DE URGÊNCIA NA RECUPERAÇÃO DO IC1 – TROÇO ALCÁCER DO SAL/GRÂNDOLA
Exposição de motivos
O PCP não permitirá que sejam ignorados ou esquecidos os problemas de degradação e insegurança do IC1. Estes problemas continuam a fazer-se sentir de uma forma cada vez mais grave e insuportável para as populações da região do Litoral Alentejano, e em particular dos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola.
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Votação Deliberação — DAR I série — 36-36 — 07/03/2015
I SÉRIE — NÚMERO 59
Vamos proceder à votação do projeto de resolução n.º 1280/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo a criação
de mecanismos que assegurem o pagamento atempado dos contratos para a prestação de serviço público de
educação às escolas do ensino particular e cooperativo (PSD e CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Tem a palavra a Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Sr. Presidente, para informar que o Grupo Parlamentar do PCP apresentará
uma declaração de voto sobre esta votação.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Fica registado, Sr.ª Deputada.
O Sr. Jorge Fão (PS): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Jorge Fão (PS): — Sr. Presidente, informo que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista
apresentará uma declaração de voto sobre esta votação.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Fica igualmente registado.
Srs. Deputados, vamos passar à votação do projeto de resolução n.º 1253/XII (4.ª) — Pela suspensão das
demolições nas ilhas-barreira da ria Formosa (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos votar, agora, o projeto de resolução n.º 1279/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo que promova, com
caráter de urgência, uma reflexão aprofundada sobre as intervenções programadas para a Ria Formosa e
sobre as suas consequências para as populações, suspendendo, com efeito imediato, todas as ações em
curso que envolvam a demolição de habitações, até que estejam assegurados o respeito pelo princípio da
igualdade e o direito à habitação (PS).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Srs. Deputados, passamos à votação do projeto de resolução n.º 1282/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo
a suspensão imediata das demolições na ria Formosa (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
O Sr. Paulo Sá (PCP): — Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Paulo Sá (PCP): — Sr. Presidente, para anunciar à Mesa que o Grupo Parlamentar do PCP,
relativamente às últimas três votações, pretende fazer uma declaração de voto oral.
A Sr.ª Cecília Honório (BE): — Peço a palavra, Sr. Presidente.
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