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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº …./XII/4ª
PROCESSO DE COMPENSAÇÃO DOS PROFESSORES PREJUDICADOS
PELO GOVERNO NO PROCESSO DA BOLSA DE CONTRATAÇÃO DE
ESCOLA
O pedido de desculpas do Ministros da Educação e Ciência pelos problemas criados na
colocação de professores resultou numa promessa de compensação para os lesados.
Para tal, anunciou a constituição de uma comissão com a missão única de calcular os
prejuízos e método de compensação, comissão que incluiria representantes dos lesados.
Dia 23 de outubro, o Conselho de Ministros aprovou por isso a Resolução nº 61/2014.
No entanto, dos cinco nomeados indicados, nem um é representante de professores e, à
exceção da indicação do Conselho Superior da Magistratura, todos são representantes
ou indicações diretas do governo.
Acresce que é indicado um prazo de 90 dias para apresentação de um relatório com as
conclusões da comissão. Tendo em conta o esforço realizado pelos professores, este
prazo é notoriamente incompatível com qualquer ideia de compensação célere que
permita aos lesados recompor a sua vida pessoal e profissional.
É, por isso, necessário que o governo acelere o processo de compensação através da
arbitragem com recurso à Concertação Social devido à situação excecional criada pelo
próprio governo.
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Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que
proceda aos esforços necessários para, através da arbitragem com recurso à
Concertação Social, obter um mecanismo de compensação dos professores prejudicados
pela retificação das listas de colocação e consequente anulação das colocações, no
âmbito da bolsa de contratação de escola para o ano letivo de 2014-2015.
Assembleia da República, 11 de novembro de 2014.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 43-43 — 11/11/2014
43 | II Série A - Número: 030 | 11 de Novembro de 2014
O pedido de desculpas do Ministros da Educação e Ciência pelos problemas criados na colocação de professores resultou numa promessa de compensação para os lesados. Para tal, anunciou a constituição de uma comissão com a missão única de calcular os prejuízos e método de compensação, comissão que incluiria representantes dos lesados.
Dia 23 de outubro, o Conselho de Ministros aprovou por isso a Resolução n.º 61/2014. No entanto, dos cinco nomeados indicados, nem um é representante de professores e, à exceção da indicação do Conselho Superior da Magistratura, todos são representantes ou indicações diretas do governo.
Acresce que é indicado um prazo de 90 dias para apresentação de um relatório com as conclusões da comissão. Tendo em conta o esforço realizado pelos professores, este prazo é notoriamente incompatível com qualquer ideia de compensação célere que permita aos lesados recompor a sua vida pessoal e profissional. É, por isso, necessário que o governo acelere o processo de compensação através da arbitragem com recurso à Concertação Social devido à situação excecional criada pelo próprio governo.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que proceda aos esforços necessários para, através da arbitragem com recurso à Concertação Social, obter um mecanismo de compensação dos professores prejudicados pela retificação das listas de colocação e consequente anulação das colocações, no âmbito da bolsa de contratação de escola para o ano letivo de 2014-2015.
Assembleia da República, 11 de novembro de 2014.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda — Pedro Filipe Soares — Cecília Honório — Mariana Mortágua — Catarina Martins — Helena Pinto — João Semedo — Mariana Aiveca.
A DIVISÃO DE REDAÇÃO E APOIO AUDIOVISUAL.
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Votação Deliberação — DAR I série — 39-40 — 06/12/2014
6 DE DEZEMBRO DE 2014
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 1163/XII (4.ª) — Pela salvaguarda do interesse estratégico
nacional que constitui a Portugal Telecom (PS).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Sr. Deputado Bruno Dias, tem a palavra.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Sr.ª Presidente, quero anunciar que o Grupo Parlamentar do PCP vai
apresentar uma declaração de voto escrita relativa à matéria que acabámos de votar.
A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Fica registado, Sr. Deputado Bruno Dias.
Prosseguimos com a votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 682/XII (4.ª) — Procede à primeira
alteração da Lei n.º 14/2008, de 12 de março, que proíbe e sanciona a discriminação em função do sexo no
acesso a bens e serviços e seu fornecimento (PSD e CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
O diploma baixa à 1.ª Comissão.
Agora, vamos proceder à votação do projeto de resolução n.º 1166/XII (4.ª) — Visa a eliminação das
barreiras arquitetónicas pela garantia do direito de todos os cidadãos à mobilidade e à acessibilidade (Os
Verdes).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1164/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo o cumprimento
da legislação sobre acessibilidades e medidas mais eficazes para a eliminação de barreiras arquitetónicas
(BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 689/XII (4.ª) — Alteração à Lei n.º 64/2014, de
26 de agosto (PS).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Agora, vamos votar o projeto de resolução n.º 1147/XII (4.ª) — Recomenda ao Governo a manutenção dos
contratos de arrendamento rural com rendeiros do Estado, não aplicando critério de situação de reforma para
proceder à rescisão de contratos e permitindo a passagem do arrendamento entre vivos a descendentes
(PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 1155/XII (4.ª) — Processo de compensação dos
professores prejudicados pelo Governo no processo da bolsa de contratação de escola (BE).
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