PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 1016/XII-3.ª
Pela abolição das portagens nas antigas autoestradas SCUT, a
extinção das atuais Parcerias Público Privadas e a gestão
pública na conclusão das infraestruturas rodoviárias
A introdução de portagens nas autoestradas SCUT confirma-se a cada dia que
passa como uma medida desastrosa para a vida das populações e para as regiões
servidas por esses eixos estruturantes.
O atual Governo PSD/CDS e o anterior Governo PS quiseram impor portagens,
não só a todas as concessões SCUT, mas também aos troços de autoestrada
financiados com fundos públicos nacionais e comunitários, que estavam fora dessas
concessões. O PS, o PSD e o CDS-PP ignoraram as condições estabelecidas para a
introdução das portagens e não levaram em conta os justos protestos de todas estas
regiões, onde as comissões de utentes assumiram papel de destaque.
Esta medida foi “justificada” com o “princípio do utilizador-pagador” e a
necessidade de aumentar as receitas obtidas com a exploração das infraestruturas
rodoviárias nacionais. Na realidade, a introdução das portagens nas concessões
SCUT, visava apenas reduzir as despesas do Estado com as concessões rodoviárias
sem, contudo, tocar nas fabulosas rendas auferidas pelos grupos económicos que
exploram, sem qualquer risco, essas mesmas concessões.
Esta opção trouxe consequências muito graves para as regiões atingidas,
onerando de uma forma profundamente injusta as populações e as empresas dos
distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Aveiro, Porto, Faro,
Viana do Castelo, Braga e Vila Real.
Para além de agravar as dificuldades económicas dos utentes, já duramente
afetados pelo aumento do custo de vida, por cortes salariais e dos subsídios de férias,
esta medida contribuiu para o agravamento da situação económica de muitas
empresas, e dificulta em muito a vida de inúmeras pessoas que utilizavam estas vias
para se deslocar diariamente para o trabalho. A introdução de portagens nas SCUT
não foi uma medida para combater a crise, mas pelo contrário, só veio contribuir para
agravar a crise.
A generalidade destas antigas SCUT não tem alternativas credíveis. Algumas
das estradas nacionais para onde o tráfego dessas vias foi “desviado” estavam entre
as estradas com maior sinistralidade do País. Em partes significativas dos seus
traçados, são autênticas artérias urbanas, não tendo características adequadas ao
tráfego interurbano.
Tal como, já há muito tempo, se alertava em memorando interno dos serviços da
EP/Estradas de Portugal (de 26/10/2006!), «as vias que agora se quer como
alternativas às que atualmente servem em regime de SCUT, não possuem as
características mínimas», acrescentando-se ainda: «pôde-se verificar que, em alguns
casos, o tempo de percurso pelas alternativas era três vezes superior ao efetuado
pelas autoestradas».
A Via do Infante é um exemplo evidente de falta de alternativas válidas. A
estrada nacional N-125, antes da entrada em serviço da Via do Infante, era uma das
vias com maior sinistralidade do País. Em partes significativas do seu traçado, a N-125
é uma autêntica artéria urbana, não tendo características adequadas ao tráfego
interurbano. A anunciada – e sempre adiada – requalificação desta estrada nacional,
quando concretizada, poderá contribuir para a diminuição da sinistralidade nesta via,
mas não a tornará num eixo interurbano alternativo à Via do Infante.
De resto, nem tão pouco há alternativas às autoestradas A23, A24 e A25. No
essencial as estradas nacionais N-16, N-2, N-18 e N-17 não constituem alternativa,
tendo em conta a sua desadequação como vias inter-regionais, o seu elevado estado
de degradação e uma parte significativa do percurso que atravessa diversas
localidades. Em diversos troços, a A23 foi construída sobre os anteriores itinerários
tornando inevitável a sua utilização. Em outros troços, a não utilização da A23 obriga à
circulação pelo interior das localidades. Em outros troços ainda, evitar a A23 obriga a
circular em estradas quase intransitáveis. O trajeto entre Torres Novas e a Guarda
sem passar pela A23, utilizando a N-118, o IP2 e a N-18, obriga a percorrer 231
quilómetros e demora seguramente mais de quatro horas. Pela A23, a distância é de
207 quilómetros e tem uma duração média de 2:10h. Não há, como é evidente,
nenhuma alternativa viável à A23. A introdução de portagens na A23 representa um
retrocesso de décadas nas acessibilidades dos distritos de Santarém, Portalegre,
Castelo Branco e Guarda.
A distância entre Viseu e Chaves pela A24 é de pouco mais de 150 quilómetros
e demora aproximadamente 1:45h, enquanto o mesmo trajeto pela N-2 tem a distância
170 quilómetros, e uma duração de mais de três horas e meia. Pela A25 de Aveiro a
Vilar Formoso, são 190 quilómetros, num percurso que não chega a duas horas. Na
ligação entre estas duas localidades sem utilizar a A24, pela N-17 e pela N-16, a
distância é de 234 quilómetros, e demora mais de quatro horas.
Para além de gravemente lesiva para a vida das populações e das empresas
destas regiões, esta decisão do PS, PSD e CDS foi ainda de uma inqualificável
irresponsabilidade política. Importa aqui relembrar algumas das afirmações constantes
do Relatório n.º 15/2012 - 2.ª Secção do Tribunal de Contas, na sequência da auditoria
sobre as PPP rodoviárias:
«No âmbito do processo de negociação dos contratos SCUT [para a introdução
de portagens], verificou-se que o Estado não efetuou a avaliação do conjunto dos
custos associados à renegociação dos contratos, cujos efeitos contribuem para uma
redução substancial dos benefícios líquidos que lhe são atribuídos. Esses custos são:
- Custo das externalidades ambientais, resultante do desvio de tráfego para as
estradas secundárias;
- Custo do aumento da sinistralidade;
- Custo dos impactos económicos e sociais da região afetada;
- Aumento do custo de manutenção e conservação das vias secundárias para a
Estradas de Portugal e para os municípios afetados com a transferência de tráfego
para aquelas vias. (…)
«Estas negociações permitiram, ainda, às concessionárias uma nova
oportunidade de negócio, o da prestação dos serviços de cobrança de portagens e a
resolução de diversos processos de reequilíbrio financeiro que se encontravam
pendentes. (…)
«A necessidade de introduzir portagens naquelas concessões, tendo em vista a
mitigação dos impactos financeiros, em termos orçamentais, causados pelos
compromissos assumidos nas concessões SCUT, veio colocar o Estado numa posição
negocial mais fragilizada que foi, naturalmente, aproveitada, quer pelas
concessionárias, quer pelas entidades bancárias. (…)»
Daqui se pode legitimamente concluir que a imposição de portagens nas SCUT
foi uma medida terrível para as populações – mas um negócio excelente para as
concessionárias.
Sob o argumento da consolidação orçamental o Governo não só garantiu
substanciais rendas para os grupos económicos e financeiros, através da portagem
paga pelos utilizadores e pelas transferências da EP/Estradas de Portugal, como ainda
ofereceu a esses mesmos grupos uma inestimável vantagem negocial, ao
desencadear novos processos de revisão de contratos a pretexto da introdução de
portagens.
Na perspetiva dos governantes, a indignação e o protesto das populações
perante a profunda iniquidade desta medida seriam eventualmente atenuados com o
anunciado sistema de descontos e isenções nas portagens. Mas se por um lado este
processo encerrava em si mesmo ainda outras injustiças e arbitrariedades – com
destaque para a exclusão de concelhos próximos, “justificada” pelo “critério” da NUT a
que pertenciam – rapidamente o prejuízo sofrido por estas regiões foi ainda mais
longe, com a eliminação pura e simples das isenções e descontos, poucos meses
depois do início de mandato do atual Governo.
Para o PCP, a resposta para o problema que está colocado exige uma resposta
firme e determinada, de coragem política para enfrentar os interesses e o poder dos
grupos económicos. Se o problema de fundo está nas portagens que penalizam as
regiões e nos contratos PPP que penalizam o país e o interesse público, a medida de
fundo tem de ser acabar com essas portagens e essas parcerias – invertendo o rumo
que este Governo vem seguindo, de perpetuar contratos e até mesmo de anunciar
novas parcerias, como a do IP3 Coimbra/Viseu e todas as outras referidas no
designado “Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas”.
Estas opções dos governos PS e PSD/CDS têm suscitado um generalizado
repúdio por parte das populações, autarquias e associações empresariais afetadas
pelas portagens nas ex-SCUT. O PCP associou-se desde a primeira hora a esse justo
protesto e continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para combater esta
injusta medida. Aliás, sublinhe-se esse objetivo é perfeitamente atingível se todos os
deputados eleitos pelos círculos eleitorais atingidos mantiverem na Assembleia da
República as posições que têm manifestado junto das populações que os elegeram.
O PCP reitera a afirmação de um caminho indispensável e urgente: acabar com
as atuais PPP e rejeitar novos contratos qualquer que seja o seu modelo. A solução
para o futuro não pode ser uma tentativa (mais uma) de “aperfeiçoar” o que é péssimo.
Não pode haver mais contratos PPP. O que é imprescindível não é reiniciar – mas sim
inverter – este ciclo de negociações e renegociações que sempre favorecem os
interesses privados.
Não é aceitável, nem se pode permitir, que os anúncios e debates sobre
“infraestruturas” a que se tem assistido no país se traduzam numa operação de
propaganda pré-eleitoral e numa operação de branqueamento ou reabilitação das
PPP.
As Parcerias Público Privadas constituídas em torno de projetos como o IP-8, IP-
2, etc. (as chamadas “subconcessões EP”) confirmaram-se como opção ruinosa para
o interesse público. E o que foi anunciado como “renegociação da PPP” resumiu-se
afinal ao cancelamento substancial de investimento, viadutos inacabados e deixados
ao abandono, caminhos rurais danificados ou até intransitáveis, ameaças à segurança
de pessoas e bens.
O resultado das renegociações das PPP, mantendo-as em vigor, são
pagamentos de centenas de milhões de euros do Estado às subconcessionárias ao
longo das próximas décadas, sem sequer se reduzir as taxas internas de rendibilidade.
Esta situação é insustentável e tem de ser urgentemente resolvida. As opções
estratégicas e políticas de fundo neste domínio têm sido fundamentalmente as
mesmas: favorecer o capital privado e propiciar-lhe negócios de alta rentabilidade.
Uma das mistificações mais recorrentes por parte dos partidos que
desenvolveram parcerias público privadas foi a de tentar confundir PPP com
investimento público ou com obra pública. Ora, o modelo PPP não é nem pode ser
condição para o investimento público. Pelo contrário: é urgente e indispensável colocar
um ponto final a esta opção por este modelo de negócio, assim como urgente e
indispensável é retomar e dinamizar o investimento.
A profunda crise económica em que o país se encontra, a estagnação e o
crescente desemprego, reclamam, não o corte, mas uma forte aposta no investimento
público de qualidade, induzindo o investimento privado, promovendo a atividade dos
sectores produtivos, o crescimento económico e a criação de emprego.
A não ser interrompida, esta ação de forte quebra do investimento público e
privado terá inevitavelmente reflexos ainda mais desastrosos na economia nacional,
no desenvolvimento regional e na vida das populações, agravando as dificuldades de
desenvolvimento das atividades produtivas e dos equipamentos sociais, e conduzindo
o país para o desastre.
Neste quadro, é indispensável o reforço do investimento público como fator
determinante para a modernização e desenvolvimento do país, e como resposta
necessária aos profundos problemas com que Portugal está confrontado, visando a
dinamização do crescimento económico, o estimulo do aparelho produtivo nacional, a
criação de emprego, incrementando o investimento em todas as suas dimensões e
vertentes, na criação de equipamentos e serviços públicos vários, na reabilitação
urbana, nos meios colocados à disposição do Poder Local, nos serviços de educação
e de saúde, na indústria, no ambiente, na energia, nas comunicações – e
evidentemente também na mobilidade, transportes e logística.
Mas essa opção implica forçosamente a substituição do atual modelo de
concessão a privados dos projetos, construção, financiamento, manutenção e ou
exploração, por um modelo integralmente público, com um papel determinante do
conjunto das empresas do sector público, que garanta do ponto de vista técnico, na
construção e manutenção da infraestrutura, a incorporação de uma elevada
percentagem de produção nacional.
O que é urgente e indispensável é portanto uma outra política, uma política
patriótica e de esquerda, e um governo capaz de a concretizar. Rejeitando o “modelo
PPP” e defendendo o interesse nacional.
Nestes termos, e tendo em consideração o acima exposto, ao abrigo da
alínea b) do Artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do número 1 do artigo 4.º
do Regimento da Assembleia da República, os Deputados abaixo assinados do
Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República adote a
seguinte
Resolução
A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição,
resolve recomendar ao Governo as seguintes medidas:
1. A abolição das portagens que foram impostas nas antigas autoestradas SCUT;
2. O desenvolvimento de um processo de extinção das atuais Parcerias Público
Privadas, recorrendo aos mecanismos legais e contratuais que, conforme a
situação aplicável, garantam da melhor forma a salvaguarda do interesse
público, a título de exemplo o resgate, a rescisão, o sequestro ou a
caducidade.
3. A reavaliação das decisões sobre o cancelamento de intervenções na rede
viária a requalificar ou construir, garantindo a criteriosa e rigorosa gestão dos
recursos, estudando as melhores alternativas de projeto e recorrendo à gestão
pública para a conclusão adequada designadamente em eixos como o IP-8, o
IP-2 ou a EN-125.
Assembleia da República, 17 de abril de 2014
Os Deputados,
BRUNO DIAS; JOÃO OLIVEIRA; PAULO SÁ; FRANCISCO LOPES; JOÃO RAMOS;
PAULA BAPTISTA; JORGE MACHADO; JERÒNIMO DE SOUSA; DAVID COSTA;
CARLA CRUZ; MIGUEL TIAGO; PAULA SANTOS; RITA RATO;ANTÓNIO FILIPE
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Publicação — DAR II série A — 34-37 — 22/04/2014
34 | II Série A - Número: 100 | 22 de Abril de 2014
1.º A implementação de um projeto museológico, que mantendo o atual, permita no Museu Militar do Porto homenagear os resistentes ao fascismo, identificar os percursos e os espaços usados pela PIDE e expor documentos relacionados com os presos políticos e a resistência ao fascismo.
2.º Que, para a implementação desse projeto, seja ouvida a URAP, núcleo do Porto, para que sejam recolhidos os contributos e testemunhos de quem lutou, resistiu e sobreviveu à passagem pelo edifício do Heroísmo.
Assembleia da República, 17 de abril de 2014.
Os Deputados do PCP, Jorge Machado — Paula Baptista — Jerónimo de Sousa — João Oliveira — Paula Santos — João Ramos — Paulo Sá — Miguel Tiago — Rita Rato — Carla Cruz — David Costa.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1016/XII (3.ª) PELA ABOLIÇÃO DAS PORTAGENS NAS ANTIGAS AUTOESTRADAS SCUT, A EXTINÇÃO DAS ATUAIS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS E A GESTÃO PÚBLICA NA CONCLUSÃO DAS INFRAESTRUTURAS RODOVIÁRIAS
A introdução de portagens nas autoestradas SCUT confirma-se a cada dia que passa como uma medida desastrosa para a vida das populações e para as regiões servidas por esses eixos estruturantes.
O atual Governo PSD/CDS e o anterior Governo PS quiseram impor portagens, não só a todas as concessões SCUT, mas também aos troços de autoestrada financiados com fundos públicos nacionais e comunitários, que estavam fora dessas concessões. O PS, o PSD e o CDS-PP ignoraram as condições estabelecidas para a introdução das portagens e não levaram em conta os justos protestos de todas estas regiões, onde as comissões de utentes assumiram papel de destaque.
Esta medida foi “justificada” com o “princípio do utilizador-pagador” e a necessidade de aumentar as receitas obtidas com a exploração das infraestruturas rodoviárias nacionais. Na realidade, a introdução das portagens nas concessões SCUT, visava apenas reduzir as despesas do Estado com as concessões rodoviárias sem, contudo, tocar nas fabulosas rendas auferidas pelos grupos económicos que exploram, sem qualquer risco, essas mesmas concessões. Esta opção trouxe consequências muito graves para as regiões atingidas, onerando de uma forma profundamente injusta as populações e as empresas dos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Aveiro, Porto, Faro, Viana do Castelo, Braga e Vila Real.
Para além de agravar as dificuldades económicas dos utentes, já duramente afetados pelo aumento do custo de vida, por cortes salariais e dos subsídios de férias, esta medida contribuiu para o agravamento da situação económica de muitas empresas, e dificulta em muito a vida de inúmeras pessoas que utilizavam estas vias para se deslocar diariamente para o trabalho. A introdução de portagens nas SCUT não foi uma medida para combater a crise, mas pelo contrário, só veio contribuir para agravar a crise.
A generalidade destas antigas SCUT não tem alternativas credíveis. Algumas das estradas nacionais para onde o tráfego dessas vias foi “desviado” estavam entre as estradas com maior sinistralidade do País. Em partes significativas dos seus traçados, são autênticas artérias urbanas, não tendo características adequadas ao tráfego interurbano.
Tal como, já há muito tempo, se alertava em memorando interno dos serviços da EP/Estradas de Portugal (de 26/10/2006!), «as vias que agora se quer como alternativas às que atualmente servem em regime de SCUT, não possuem as características mínimas», acrescentando-se ainda: «pôde-se verificar que, em alguns casos, o tempo de percurso pelas alternativas era três vezes superior ao efetuado pelas autoestradas».
A Via do Infante é um exemplo evidente de falta de alternativas válidas. A estrada nacional N-125, antes da entrada em serviço da Via do Infante, era uma das vias com maior sinistralidade do País. Em partes significativas do seu traçado, a N-125 é uma autêntica artéria urbana, não tendo características adequadas ao
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Votação Deliberação — DAR I série — 40-40 — 15/05/2014
I SÉRIE — NÚMERO 86
Vamos votar o ponto 1 do projeto de resolução n.º 1038/XII (3.ª).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Votamos, agora, o ponto 2 do mesmo projeto de resolução.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Prosseguimos com a votação do projeto de resolução n.º 1041/XII (3.ª) — Recomenda medidas de
salvaguarda da lagoa de Óbidos (BE).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Segue-se o projeto de resolução n.º 1016/XII (3.ª) — Pela abolição das portagens nas antigas autoestradas
SCUT, a extinção das atuais parcerias público-privadas e a gestão pública na conclusão das infraestruturas
rodoviárias (PCP). O PS solicitou a votação separada dos pontos 1, 2 e 3 e creio que todas as bancadas
estarão já informadas.
Sendo assim, vamos votar o ponto 1 do projeto de resolução n.º 1016/XII (3.ª).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP, votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes e abstenções dos Deputados do PS Acácio Pinto, Agostinho Santa, Elza Pais,
Fernando Serrasqueiro, Hortense Martins, João Soares, José Junqueiro, Miguel Freitas e Pedro Delgado
Alves.
Passamos à votação do ponto 2 do projeto de resolução.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Votamos agora o ponto 3 do referido projeto de resolução.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Passamos agora à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão do Ambiente,
Ordenamento do Território e Poder Local, relativo ao projeto de lei n.º 557XII (3.ª) — Procede à segunda
alteração à Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro, que estabelece a titularidade dos recursos hídricos (PSD e
CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP e votos contra do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
O Sr. Deputado Miguel Tiago, do PCP, fez um sinal à Mesa. Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Miguel Tiago (PCP): — Sr.ª Presidente, é apenas para anunciar, em nome do Grupo Parlamentar do
Partido Comunista Português, que vamos apresentar uma declaração de voto sobre o projeto de lei que
acabámos de votar.
A Sr.ª Presidente: — Muito obrigada, Sr. Deputado. Fica registado.
Sr.ª Deputada Odete João, do PS, pediu a palavra. Faça favor, Sr.ª Deputada.
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