PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Apreciação Parlamentar n.º 83/XII-3.ª
Decreto-Lei n.º 43/2014 de 18 de março, que “Procede à criação e regulamentação de um
ciclo de estudos superiores não conferente a grau académico”
O Governo PSD/CDS tem em curso uma “reforma” oculta da rede de ensino superior,
alinhavada nas costas do Parlamento, dos estudantes e das instituições, inseparável do
projeto político de destruição das funções sociais do Estado, de degradação do ensino
superior público e a perversão da sua função social e estratégica.
A opção política do Governo radica na desvalorização do ensino superior politécnico visando
a sua transformação num sistema de formação profissional semiavançado, não superior e
de banda estreita que não serve objetivos de formação e qualificação dos portugueses nem
o desenvolvimento regional e nacional.
O Decreto-Lei nº 43/2014 de 18 de março cria “ um novo tipo de formação superior curta
não conferente de grau, os cursos técnicos superiores profissionais ” (CTSP) de nível 5 do
Quadro Europeu de Qualificações para a Aprendizagem ao Longo da Vida.
O Governo afirma pretender com estes cursos “atrair novos públicos para o ensino superior,
(…) em particular, jovens provindos do ensino secundário profissional”, sendo que
“substituirão progressivamente os cursos de especialização tecnológica”.
Os CTSP terão uma componente geral e científica até 30% da componente letiva e uma
componente técnica em contexto de trabalho a partir de 70% da componente letiva, a
duração de 2 anos (4 semestres). O Governo PSD/CDS pretende que estes cursos iniciem o
seu funcionamento já no ano letivo de 2014/2015, ministrados pelo pessoal docente da
instituição do ensino superior politécnico.
A criação dos CTSP confirma a aposta na profissionalização do ensino, no aprofundamento
do Processo de Bolonha e na estratificação do acesso ao conhecimento e aos mais elevados
graus de ensino consoante as condições económicas e sociais dos estudantes.
Este processo, para lá da propaganda em torno do efeito estatístico que procura alcançar,
serve apenas os interesses imediatos do capital nacional e multinacional de formação de
mão-de-obra descartável, afastando-se das necessidades e aspirações da juventude
portuguesa e do desenvolvimento económico e social do país.
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Nestes termos, e ao abrigo do disposto na alínea c) do artigo 169.º da Constituição da
República Portuguesa e ainda dos artigos 189.º e seguintes do Regimento da Assembleia da
República, os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP, vêm requerer a
Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei n.º 43/2014 de 18 de março, que “Procede à
criação e regulamentação de um ciclo de estudos superiores não conferente a grau
académico”.
Assembleia da República, 28 de março de 2014
Os Deputados,
RITA RATO; PAULA BAPTISTA; JOÃO OLIVEIRA; ANTÓNIO FILIPE; PAULO SÁ; DAVID COSTA;
PAULA SANTOS; JOÃO RAMOS; CARLA CRUZ; MIGUEL TIAGO; BRUNO DIAS
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Publicação — DAR II série B — 6-6 — 29/03/2014
II SÉRIE-B — NÚMERO 38
APRECIAÇÃO PARLAMENTAR N.º 83/XII (3.ª)
DECRETO-LEI N.º 43/2014, DE 18 DE MARÇO, QUE PROCEDE À CRIAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO
DE UM CICLO DE ESTUDOS SUPERIORES NÃO CONFERENTE A GRAU ACADÉMICO
O Governo PSD/CDS-PP tem em curso uma “reforma” oculta da rede de ensino superior, alinhavada nas
costas do Parlamento, dos estudantes e das instituições, inseparável do projeto político de destruição das
funções sociais do Estado, de degradação do ensino superior público e a perversão da sua função social e
estratégica.
A opção política do Governo radica na desvalorização do ensino superior politécnico visando a sua
transformação num sistema de formação profissional semiavançado, não superior e de banda estreita que não
serve objetivos de formação e qualificação dos portugueses nem o desenvolvimento regional e nacional.
O Decreto-Lei n.º 43/2014, de 18 de março, cria “um novo tipo de formação superior curta não conferente
de grau, os cursos técnicos superiores profissionais” (CTSP) de nível 5 do Quadro Europeu de Qualificações
para a Aprendizagem ao Longo da Vida.
O Governo afirma pretender com estes cursos “atrair novos públicos para o ensino superior, (…) em
particular, jovens provindos do ensino secundário profissional”, sendo que “substituirão progressivamente os
cursos de especialização tecnológica”.
Os CTSP terão uma componente geral e científica até 30% da componente letiva e uma componente
técnica em contexto de trabalho a partir de 70% da componente letiva, a duração de 2 anos (4 semestres). O
Governo PSD/CDS pretende que estes cursos iniciem o seu funcionamento já no ano letivo de 2014/2015,
ministrados pelo pessoal docente da instituição do ensino superior politécnico.
A criação dos CTSP confirma a aposta na profissionalização do ensino, no aprofundamento do Processo
de Bolonha e na estratificação do acesso ao conhecimento e aos mais elevados graus de ensino consoante as
condições económicas e sociais dos estudantes.
Este processo, para lá da propaganda em torno do efeito estatístico que procura alcançar, serve apenas os
interesses imediatos do capital nacional e multinacional de formação de mão-de-obra descartável, afastando-
se das necessidades e aspirações da juventude portuguesa e do desenvolvimento económico e social do País.
Nestes termos, e ao abrigo do disposto na alínea c) do artigo 169.º da Constituição da República
Portuguesa e ainda dos artigos 189.º e seguintes do Regimento da Assembleia da República, os Deputados
abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP, vêm requerer a Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei
n.º 43/2014, de 18 de março, que “Procede à criação e regulamentação de um ciclo de estudos
superiores não conferente a grau académico”.
Assembleia da República, 28 de março de 2014.
Os Deputados do PCP, Rita Rato — Paula Baptista— João Oliveira— António Filipe— Paulo Sá— David
Costa— Paula Santos— João Ramos— Carla Cruz — Miguel Tiago — Bruno Dias.
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PETIÇÃO N.º 347/XII (3.ª)
APRESENTADA PELA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PROFESSORES (FENPROF), COM O TÍTULO
“NÃO PERMITIREMOS A DESTRUIÇÃO DA CGA!”, SOLICITANDO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA QUE
SEJA REALIZADA UMA AUDITORIA, SUPERVISIONADA PELO TRIBUNAL DE CONTAS, À CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES A FIM DE SE APURAR RESPONSABILIDADES E DE SE ENCONTRAR
SOLUÇÕES COM VISTA À SUA SUSTENTABILIDADE
Os signatários que subscrevem esta petição, da iniciativa da Federação Nacional dos Professores –
FENPROF, preocupados com o futuro da CGA e das pensões para que descontaram ao longo de toda a sua
vida de trabalho, considerando que: