ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Projeto de Resolução n.º 759/XII/2ª
Recomenda ao Governo a criação de um regime específico de navegação
nos estuários dos rios
Exposição de motivos
Portugal assegurou uma relevantíssima presença na história das nações enquanto país de
destemidos navegadores e descobridores de novos mundos, subindo rios e desbravando
mares.
Com três quartos das suas fronteiras definidas pelo oceano, mesmo se em algumas épocas
esteve de costas voltadas para ele, Portugal tem o seu destino indelevelmente traçado pela
ligação ao meio aquático, e as dificuldades que o mundo da economia atravessa hoje vêm
lembrar um mar de oportunidades por explorar que continua ali ao virar da porta.
No mar e nas suas ligações fluviais estão um futuro de potencialidades ligadas ao desporto,
ao turismo, à medicina, à energia, à alimentação.
Foi recentemente estimado que a economia do mar represente direta ou indiretamente
cerca de 11% do PIB, de 12% do emprego, e de 17% dos impostos indiretos na economia
portuguesa.
O desenvolvimento das atividades náuticas, envolvendo um crescente número e variedade
de embarcações e de desportistas justifica a necessidade de um continuado ajustamento do
regime jurídico em vigor que, mantendo o nível de segurança exigível para as embarcações
e seus utilizadores, permita uma maior celeridade e flexibilidade no processo de registo das
embarcações e certificação dos navegadores de recreio.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Em Portugal a navegação nos rios e seus estuários, está subordinada ao regime jurídico da
atividade da náutica de recreio, e ao respetivo Regulamento aprovado pelo Decreto-Lei n.º
124/2004, de 25 de Maio.
Esta regulamentação revela-se contudo demasiado marcada pela pressão do que se
perspetiva ser o futuro, menorizando ou revelando-se ineficaz para salvaguardar o
património histórico e as vivências de populações das zonas ribeirinhas que querem ter um
papel no presente e no futuro que são também seus por direito.
Contrariando o que se poderia tornar uma perda irreparável, e fazendo eco da Carta de
Barcelona datada de 2003, iniciativa que procurou lançar as bases para a salvaguarda do
«património marítimo flutuante», uma legião de entusiastas lusos vem aderindo ao espírito
do European Maritime Heritage através de uma atividade deveras meritória.
Esse crescente grupo de cidadãos, com muito empenho e energia, e o inestimável apoio de
alguns municípios, têm procurado manter a tradição ajudando a que as artes não se percam,
e vêm recuperando embarcações abandonadas, reconstruindo novas, copiando modelos
antigos, e organizando passeios, concentrações, e regatas.
Como corolário dessa dedicação, foi em 2008, no dia Europeu do Mar, institucionalizada a
«Marinha do Tejo» enquanto pólo vivo do Museu da Marinha, composto pelas
embarcações típicas que navegam no Tejo, recuperando o tempo dos catraios, das canoas,
botes e faluas, fragatas, varinos, bateiras e chatas.
Contudo, as tradicionais e típicas embarcações, outrora tão relevantes para a economia
local, quer através do transporte de pessoas quer do abastecimento de géneros –
substituindo as pontes inexistentes e as tortuosas estradas -, estão hoje muito
condicionadas na sua movimentação e arredadas do seu potencial contributo para essa
importante indústria portuguesa que é o Turismo, por ausência de tratamento específico
adequado.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A experiência internacional mostra iniciativas diferenciadoras que salvaguardam este tipo
de património e devolvem um papel relevante na atualidade às embarcações do passado,
integrando-as harmoniosamente no tecido social e económico nacional.
Os regimes especiais aplicados à navegação nos rios e seus estuários na Holanda ou em
Itália merecem no seu enfoque um olhar especial pela atenção dedicada às embarcações
tradicionais enquanto objetos de cultura e componentes históricas, e apontam um caminho
a seguir.
Seria importante definir «neste país à beira-mar plantado» um regime de Transporte fluvial
não regular que proporcione localmente opções de transporte ocasional, e no contexto de
uma atividade de inegável interesse turístico, articulados com licenciamento municipal
adequado.
O potencial das atividades tradicionais como a construção naval e os transportes
marítimos, a pesca e a transformação de pescado, o turismo, as energias de ondas e marés,
a biotecnologia, a alimentação ou medicina são indiscutivelmente o futuro para regiões
ribeirinhas mas não só.
É importante que volte a haver transporte mais fluido, liberto nestes espelhos de água,
embarcações tradicionais típicas das localidades servidas por vias fluviais, a alegrar a
paisagem, a servir população, a animar o turismo.
A dotação estratégica de algumas rampas de acesso ou a colocação de simples argolas para
acostagem são exemplo algumas pequenas intervenções que contribuiriam positivamente
para a afirmação destas atividades e deveriam também por isso ser prosseguidas.
Hoje, estas ocupações na pequena construção naval, na pintura e na calafetagem de
embarcações, incentivando reminiscências de um passado vivo que precisa de ser
acarinhado estão a impulsionar um potencial turístico que, significativamente, não tem
passado despercebido a passageiros e organizadores de cruzeiros.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Portugal enquanto país-destino de turismo tem assistido a um crescimento muito
significativo do número de cruzeiros que fazem escala nos nossos portos, daqui resultando
naturais apelos a um aumento do investimento dirigido a este sector.
O apelo do mar e dos rios e a vontade de neles navegar, as aventuras à vela ou a remo, ou
até em desculpável concessão a pequenos motores auxiliares, tem dado espaço para o
reflorescimento de atividades pitorescas recorrendo a não raro a estaleiros improvisados
por vezes nos próprios jardins das suas casas.
Portugal foi e será nação de navegadores e marinheiros enquanto souber preservar a sua
Cultura e a sua História.
O Plano Estratégico de Transportes 2011-2015, concebido num período de dificuldades
extremas do País resultantes da atual conjuntura põe em evidência o importante papel do
sistema marítimo-portuário na economia nacional e na competitividade.
No domínio dos portos e da atividade portuária assistiu-se ao longo dos últimos dois anos
a uma reorganização do trabalho e da atividade portuária, e na redução de custos de
contexto associados enquanto contributo para a dinamização destas atividades ligadas ao
mar.
A procura parece justificar a aposta nestas pequenas atividades colaterais tão importantes
também para a micro-economia e o micro-emprego e um esforço nesse sentido das
entidades com competência na matéria para a definição de um normativo equilibrado e
adequado para uma marinharia dos rios e estuários que teima em não desaparecer,
acenando com um enorme potencial em domínios ainda pouco explorados e fonte de
enorme riqueza material e cultural.
Assim:
A Assembleia da República resolve, nos termos do disposto no n.º 5 do artigo 166º da
Constituição da República Portuguesa, recomendar ao Governo que:
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
1. Pondere a criação de um normativo específico para as embarcações típicas dos rios e seus
estuários tendo em consideração as suas características especiais;
2. Defina um regime de prestação de serviços no âmbito do transporte fluvial público não
regular abrangendo as embarcações típicas e outras vocacionadas para o mesmo;
3. Preveja a dotação simples de infraestruturas ligeiras e outras facilidades pelo significativo
impacto positivo que têm nestas atividades;
4. Confira coerência e integre estas atividades na estratégia e lógica da Economia do Mar e
proximidades.
Palácio de São Bento, 07 de junho de 2013
Os Deputados do Grupo Parlamentar do PSD,
LUÍS MONTENEGRO; PEDRO LYNCE; LUÍS MENEZES; PAULO BATISTA SANTOS; JOSÉ
MATOS ROSA; ANTÓNIO PRÔA; PEDRO DO Ó RAMOS; HÉLDER SOUSA SILVA; NUNO
MATIAS; BRUNO COIMBRA; ULISSES PEREIRA; ANA SOFIA BETTENCOURT; PAULO SIMÕES
RIBEIRO; SÉRGIO AZEVEDO; BRUNO VITORINO; NILZA DE SENA; MIGUEL SANTOS;
FERNANDO MARQUES; PEDRO PINTO; NUNO ENCARNAÇÃO
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Publicação — DAR II série A — 40-42 — 07/06/2013
II SÉRIE-A — NÚMERO 149
Os Deputados, Luís Montenegro (PSD) — Nuno Magalhães (CDS-PP) — Miguel Santos (PSD) — Teresa
Caeiro (CDS-PP) — Nuno Reis (PSD) — Isabel Galriça Neto (CDS-PP).
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 759/XII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO A CRIAÇÃO DE UM REGIME ESPECÍFICO DE NAVEGAÇÃO NOS
ESTUÁRIOS DOS RIOS
Exposição de motivos
Portugal assegurou uma relevantíssima presença na história das nações enquanto país de destemidos
navegadores e descobridores de novos mundos, subindo rios e desbravando mares.
Com três quartos das suas fronteiras definidas pelo oceano, mesmo se em algumas épocas esteve de
costas voltadas para ele, Portugal tem o seu destino indelevelmente traçado pela ligação ao meio aquático, e
as dificuldades que o mundo da economia atravessa hoje vêm lembrar um mar de oportunidades por explorar
que continua ali ao virar da porta.
No mar e nas suas ligações fluviais estão um futuro de potencialidades ligadas ao desporto, ao turismo, à
medicina, à energia, à alimentação.
Foi recentemente estimado que a economia do mar represente direta ou indiretamente cerca de 11% do
PIB, de 12% do emprego, e de 17% dos impostos indiretos na economia portuguesa.
O desenvolvimento das atividades náuticas, envolvendo um crescente número e variedade de
embarcações e de desportistas justifica a necessidade de um continuado ajustamento do regime jurídico em
vigor que, mantendo o nível de segurança exigível para as embarcações e seus utilizadores, permita uma
maior celeridade e flexibilidade no processo de registo das embarcações e certificação dos navegadores de
recreio.
Em Portugal a navegação nos rios e seus estuários, está subordinada ao regime jurídico da atividade da
náutica de recreio, e ao respetivo Regulamento aprovado pelo Decreto-Lei n.º 124/2004, de 25 de maio.
Esta regulamentação revela-se contudo demasiado marcada pela pressão do que se perspetiva ser o
futuro, menorizando ou revelando-se ineficaz para salvaguardar o património histórico e as vivências de
populações das zonas ribeirinhas que querem ter um papel no presente e no futuro que são também seus por
direito.
Contrariando o que se poderia tornar uma perda irreparável, e fazendo eco da Carta de Barcelona datada
de 2003, iniciativa que procurou lançar as bases para a salvaguarda do «património marítimo flutuante», uma
legião de entusiastas lusos vem aderindo ao espírito do European Maritime Heritage através de uma atividade
deveras meritória.
Esse crescente grupo de cidadãos, com muito empenho e energia, e o inestimável apoio de alguns
municípios, têm procurado manter a tradição ajudando a que as artes não se percam, e vêm recuperando
embarcações abandonadas, reconstruindo novas, copiando modelos antigos, e organizando passeios,
concentrações, e regatas.
Como corolário dessa dedicação, foi em 2008, no dia Europeu do Mar, institucionalizada a «Marinha do
Tejo» enquanto pólo vivo do Museu da Marinha, composto pelas embarcações típicas que navegam no Tejo,
recuperando o tempo dos catraios, das canoas, botes e faluas, fragatas, varinos, bateiras e chatas.
Contudo, as tradicionais e típicas embarcações, outrora tão relevantes para a economia local, quer através
do transporte de pessoas quer do abastecimento de géneros – substituindo as pontes inexistentes e as
tortuosas estradas –, estão hoje muito condicionadas na sua movimentação e arredadas do seu potencial
contributo para essa importante indústria portuguesa que é o Turismo, por ausência de tratamento específico
adequado.
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Apreciação — DAR I série — 3-7 — 31/01/2014
31 DE JANEIRO DE 2014
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados e Srs. Jornalistas, está aberta a sessão.
Eram 15 horas e 6 minutos.
Podem ser abertas as galerias.
Hoje não há expediente para anunciar.
Peço aos Srs. Deputados que ainda não tomaram os seus lugares o favor de o fazerem para criarmos
condições de forma a podermos escutar a intervenção do primeiro orador da tarde.
Pausa.
O primeiro ponto da ordem do dia consta da discussão conjunta do projeto de resolução n.º 759/XII (2.ª) —
Recomenda ao Governo a criação de um regime específico de navegação nos estuários dos rios (PSD), do
projeto de lei n.º 495/XII (3.ª) — Institui um regime especial de defesa e valorização das embarcações
tradicionais portuguesas enquanto património cultural nacional (PCP), na generalidade, e do projeto de
resolução n.º 924/XII (3.ª) — Libertação da via da água e transporte não regular em estuários (PCP).
Os partidos autores das iniciativas dispõem de mais 1 minuto, como é habitual.
Encontram-se inscritos, para apresentar estas iniciativas, os Srs. Deputados Nuno Filipe Matias, pelo PSD,
e Bruno Dias, pelo PCP.
Estão ainda inscritos para intervir os Srs. Deputados Jorge Fão, do PS, João Viegas, do CDS-PP, e Helena
Pinto, do BE.
Para uma intervenção, pelo PSD, tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Filipe Matias.
O Sr. Nuno Filipe Matias (PSD): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Portugal tem a sua força e
genética ligada de forma inseparável à força da natureza que é a água, o mar e os espaços marítimos dos
nossos rios.
O nosso País aproveitou, ao longo de toda a sua História, esta ligação única e privilegiada para fazer dela
janela de oportunidade para potenciar crescimento, conhecimento e desenvolvimento.
Ao longo da nossa vida, enquanto nação, fomos audazes e tivemos sucesso quando aproveitámos estas
potencialidades.
Sabemos que a economia do mar e áreas associadas representa direta ou indiretamente cerca de 11% do
PIB, 12% do nosso emprego e 17% dos impostos indiretos na economia portuguesa. Sabemos que temos
condições naturais únicas e excecionais. Mas sabemos também que existe valor económico, social e
ambiental associado que não pode ser menosprezado.
E é partindo desta noção das potencialidades que temos, da necessidade de preservar o nosso património,
mas também de alavancar atividades e economias locais que levou a que o Grupo Parlamentar do PSD
apresentasse este projeto de resolução, que defende a criação de um regime específico de navegação nos
estuários dos nossos rios.
Trata-se de um trabalho, é bom recordar em nome da honestidade intelectual, que resultou de uma
preocupação conjunta que foi partilhada por um número alargado de associações ligadas a estes sectores,
que aproveito para cumprimentar e agradecer, na pessoa do Prof. Carvalho Rodrigues, um português que
sempre nos habituou a alargar horizontes com ambição.
Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Este projeto procura mostrar que a realidade dos nossos rios e dos
seus estuários se enriquece no exato momento em que reconhecemos que a aposta na revitalização das
nossas frentes ribeirinhas, no apoio à preservação das nossas embarcações típicas, no estímulo à atividade
turística associada, bem como na alavancagem das atividades locais a dinamizar é um passo essencial, de
forma a que, desde o transporte fluvial não regular, de carácter turístico, à construção naval, às pescas, ao
turismo, à energia das marés, à biotecnologia, à alimentação e mesmo à medicina, possamos e devamos ter
nestas riquezas verdadeiras janelas de oportunidade que é fundamental enquadrar, apoiar, regulamentar e
incentivar para devolver uma estratégica e lógica, objetiva e coerente, que potencie a visão de crescimento de
uma verdadeira economia do mar e de proximidade, que seja indutora de desenvolvimento nas áreas
ribeirinhas e que seja de desenvolvimento social e civilizacional das nossas gentes.
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Requerimento de adiamento de Votação — DAR I série — 33-33 — 01/02/2014
1 DE FEVEREIRO DE 2014
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do
PCP, do BE e de Os Verdes.
O Sr. Isidro Araújo (PSD): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, Sr. Deputado.
O Sr. Isidro Araújo (PSD): — Sr.ª Presidente, é para informar que apresentaremos uma declaração de
voto sobre esta matéria
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
Em relação aos projetos de resolução n.os
759/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a criação de um regime
específico de navegação nos estuários dos rios (PSD) e 924/XII (3.ª) — Libertação da via da água e transporte
não regular em estuários (PCP), foi apresentado, pelo PSD e pelo PCP, um requerimento solicitando a sua
baixa à Comissão de Economia e Obras Públicas, sem votação, pelo prazo de 15 dias, que vamos votar.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, Sr. Deputado.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, creio ter percebido que os projetos de resolução que
acabámos de votar baixariam à Comissão de Economia e Obras Públicas, e questiono-me se não seria mais
adequado baixarem à Comissão de Agricultura e Mar.
A Sr.ª Presidente: — O Sr. Deputado Nuno Magalhães questiona, e com toda a razão…
O Sr. João Oliveira (PCP): — Transportes!…
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Não faço questão, Sr.ª Presidente, e estou aqui a ver que há grupos
parlamentares que preferem esta Comissão. Era apenas uma sugestão.
Assim, retiro o que disse e ficará como a Sr.ª Presidente distribuiu, ou seja, baixará à Comissão de
Economia e Obras Públicas. Basta ver pelos sinais das outras bancadas que há alguma oposição e não
vamos fazer disto um caso, certamente.
A Sr.ª Presidente: — Sr. Deputado Nuno Magalhães, de facto, a natureza da matéria parece lembrar a
Comissão de Agricultura, mas a formulação do requerimento é para que baixe à Comissão de Economia.
Sr. Deputado João Oliveira, faça favor.
O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr.ª Presidente, a justificação do requerimento, que, de resto, é um
requerimento conjunto do PCP e do PSD, que são os autores das iniciativas, é que isto é uma matéria que
trata de transportes, no caso concreto, de táxi fluvial. Portanto, foi essa a justificação para que a Comissão
competente fosse essa.
A Sr.ª Presidente: — Muito obrigada, Sr. Deputado João Oliveira. De qualquer maneira, como todos os
Srs. Deputados sabem, há uma cultura de funcionamento parlamentar em que, muitas vezes, as comissões de
matérias conexas se conjugam.
Sendo assim, vamos prosseguir com as votações, votando em seguida, na generalidade, o projeto de lei n.º
495/XII (3.ª) — Institui um regime especial de defesa e valorização das embarcações tradicionais portuguesas
enquanto património cultural nacional (PCP).
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Votação Deliberação — DAR I série — 19/04/2014
Sábado, 19 de abril de 2014 I Série — Número 75
XII LEGISLATURA 3.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2013-2014)
REUNIÃOPLENÁRIADE17DEABRILDE 2014
Presidente: Ex.ma Sr.ª Maria da Assunção Andrade Esteves
Secretários: Ex.mos
Srs. Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco Rosa Maria da Silva Bastos de Horta Albernaz
S U M Á R I O
A Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas e 8
minutos. Procedeu-se ao debate conjunto, na generalidade, dos
projetos de lei n.os
437/XII (2.ª) — Alteração à Lei n.º 30/84, de 5 de setembro, alterada pelas Leis n.
os 4/95, de 21 de
fevereiro, 15/96, de 30 de abril, e 75-A/97, de 22 de julho, e pela Lei Orgânica n.º 4/2004, de 6 de novembro (Lei-Quadro do Sistema de Informações da República Portuguesa – SIRP) (PSD e CDS-PP), 438/XII (2.ª) — Primeira alteração à Lei n.º 9/2007, de 19 de fevereiro, que estabelece a orgânica do Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e revoga os Decretos-Leis n.
os 225/85,
de 4 de julho, e 254/95, de 30 de setembro (PSD e CDS-PP), 465/XII (3.ª) — Aprova o regime do segredo de Estado
(PSD e CDS-PP), 466/XII (3.ª) — Cria a entidade fiscalizadora do regime de segredo de Estado (PSD e CDS-PP), 302/XII (2.ª) — Cria a Comissão da Assembleia da República para a Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (PCP), 553/XII (3.ª) — Primeira alteração à Lei n.º 6/94, de 7 de abril, que aprova o regime do segredo de Estado (PCP), 554/XII (3.ª) — Regime das matérias classificadas (PS), 555/XII (3.ª) — Regime do segredo de Estado (PS), e 556/XII (3.ª) — Protege a missão do SIRP e o segredo de Estado, criando inibições ao vínculo imediato e reforçando direitos fundamentais em processo judicial (Primeira alteração à Lei n.º 9/2007, de 19 de fevereiro, e quinta alteração à Lei n.º 30/84, de 5 de setembro) (BE), que foram aprovados. Usaram da palavra os Deputados Teresa Leal Coelho (PSD), António Filipe
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