PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 739/XII-2.ª
Pela defesa dos CTT Correios de Portugal, pela manutenção do
seu carácter totalmente público e pela melhoria da qualidade
do serviço público postal
Exposição de motivos
Tal como o PCP tem vindo a afirmar, os Correios não são nem podem ser um
lucrativo negócio de alguns. Os Correios são um serviço público fundamental às
populações, à economia nacional, ao desenvolvimento regional e à coesão territorial.
A empresa CTT Correios de Portugal é uma empresa pública que, apesar de mal
gerida (em particular na última década), e à custa dos salários dos trabalhadores e da
degradação da qualidade, continua a distribuir anualmente dividendos ao seu
accionista, sendo um contribuinte líquido em termos de receita para o Estado. Os
Correios devem ser, não uma empresa para acumular lucros, mas sim o garante de
um serviço público de correios à medida das necessidades do país, das populações,
da economia nacional e do desenvolvimento, com uma gestão que vise o equilíbrio
económico-financeiro e o investimento na melhoria da qualidade.
Nos últimos meses, a Administração dos CTT, cujo mandato é, pelos vistos,
apenas o de preparar a empresa para ser privatizada, dando cumprimento às
determinações do anterior e atual governo tem acelerado um conjunto de medidas que
não cumprem com o contrato de concessão e reduzem a oferta e a qualidade dos
serviços, contribuindo para acentuar as assimetrias regionais.
Isso mesmo é o que tem vindo a acontecer, nomeadamente com a Rede de
Balcões, com o encerramento de estações de correio um pouco por todo o país (cerca
de 120 em 2012, estando previstas mais cerca de 200 até ao final do ano de 2013).
Em diversos casos, o encerramento acontece pela “calada da noite” por ordens diretas
da hierarquia da empresa, inclusive proibindo os funcionários de informar os utentes
do que vai suceder.
Verifica-se assim a subtração à Rede Pública Postal de uma parte importante da
mesma, fechando-as e “substituindo-as pelo agenciamento a terceiros de postos de
correios que funcionam, na sua maioria, onze meses por ano, deixando muitas
localidades a dezenas de quilómetros da estação de correios mais próxima quando
durante décadas dispuseram de uma inserida na comunidade. Isso quando os
concessionários não resolvem pura e simplesmente encerrar os postos sem que os
CTT disso tenham conhecimento seis meses após o encerramento.
No caso da Juntas de Freguesia que pactuaram com os CTT no encerramento
de Estações de Correios, alojando no seu interior postos de correios, a situação chega
ao ponto de essas Juntas de Freguesia financiarem com os seus fundos o
funcionamento dos postos. Neste processo, os representantes autodenominados
“diretores dos CTT” chegam ao ponto de chantagearem Juntas de Freguesia,
ameaçando-as de pura e simples extinção do serviço nas suas localidades, se não
aceitarem para si os postos propostos ou se não “apoiarem” os postos criados no mais
variado tipo de estabelecimentos.
Também o sigilo e a inviolabilidade do serviço postal são por essa via
ameaçados e a confidencialidade comprometida, uma vez que a entidade que assume
o serviço (Junta de Freguesia, papelaria, mercearia, etc.), pode aceder por essa via a
um conjunto de informação privada dos cidadãos. Desde os bancos e outras
instituições com que o cidadão se relaciona, até à existência de notificações, dívidas,
etc., o simples conhecimento sobre a recepção ou não de correio num determinado
momento significa informação que não deve ser conhecida por outros para além do
cidadão em causa e dos CTT (onde a obrigação de respeito pelo sigilo e
inviolabilidade das correspondências está enquadrada em termos profissionais e
disciplinares).
Ora, é obrigação do Estado garantir a prestação do serviço de correios, com
qualidade e sem discriminações. Isso mesmo implica que se coloque um ponto final à
presente política de encerramentos de estações de correio e de distribuição não diária
de todas as correspondências.
Esta matéria suscita ainda preocupações à luz de exemplos como o do processo
de encerramento do COCC/Centro Operacional de Correio do Centro (Coimbra) que, a
concretizar-se, criará enormes excedentes de trabalhadores (cerca de 170) e,
sobretudo, levará, por exemplo, a que todo o correio de Coimbra para a Lousã tenha
que ir a Lisboa para ser tratado e depois regressar à zona de origem para ser
distribuído.
Desde já, as opções do Governo e da Administração dos CTT (ao que tudo
indica, com o aval da ANACOM) apontam para um aumento das tarifas do serviço
postal, em vigor desde esta semana, que vem agravar mais este quadro preocupante
para as populações e empresas.
A Administração veio a público anunciar uma “atualização” do tarifário, afirmando
estar em causa um aumento médio anual de 2,9%.Mas esse nível “médio”, que só por
si seria injusto e inaceitável, traduz-se afinal numa realidade bem mais gravosa. Por
exemplo, o preço do selo do Correio Azul, até 20 gramas no formato normalizado,
passa de 47 para 50 cêntimos, ou seja, um aumento de 6,38 por cento. O selo do
Correio Normal, até 20 gramas normalizado, aumenta de 32 para 36 cêntimos, ou
seja, 12,5 por cento.
Avança entretanto a diferenciação de preços praticados, em função das regiões
servidas: começando para já no segmento do correio normal em quantidade
(particularmente relevante para as atividades económicas), é promovida uma
estratégia de discriminação tarifária, com preços mais baixos para correio com origem
em Lisboa, Porto ou Coimbra e com destino em Lisboa ou Porto. Esta é uma opção
com particular e preocupante significado para a coesão territorial do País no que
concerne ao aprofundamento das assimetrias regionais e que contraria o que foi
prática desde sempre, ou seja a perequação tarifária (tarifas iguais para todo o
território nacional).
Esta política que tem sido seguida visa evidentemente preparar a empresa para
a privatização e liberalização dos serviços postais, aprovada no quadro da União
Europeia com a cumplicidade activa dos sucessivos governos nacionais.
A privatização dos CTT interessa ao grande capital que vê aqui a possibilidade
de embolsar os lucros que têm ido para os cofres do Estado e ter ao dispor os milhões
de euros que, diariamente, a Empresa movimenta.
Conforme tem acontecido noutros casos similares de privatização de empresas
de serviço público, as consequências são gravíssimas no que respeita ao acesso aos
serviços e à qualidade destes, e acentuam-se os ataques aos direitos dos
trabalhadores, a precariedade do trabalho e o pagamento de salários ainda mais
baixos.
Não será com a privatização que o Estado se dispensará dos encargos
relacionados com a prestação do serviço público. Nenhum privado adquire as
empresas em privatização para arcar com esses custos que, inevitavelmente, irá exigir
que o Estado cubra. E a situação agrava-se ainda mais com a liberalização total dos
serviços postais. Se, como tem vindo a público, os CTT viessem a ser vendidos a uma
qualquer entidade estrangeira, seria a própria soberania nacional que seria posta em
causa.
Neste cenário de crise acentuada, é urgente que a política para o sector postal
siga um novo rumo. Em nome do interesse nacional, dos direitos das populações e
dos trabalhadores, impõe-se que a liberalização seja abandonada e que a anunciada
privatização dos CTT seja cancelada.
Num quadro em que o actual Governo reitera as suas intenções de avançar com
a privatização dos Correios, importa mais do que nunca afirmar com clareza a rejeição
destas opções de capitulação, de ataque aos serviços públicos, de abandono do País,
e afirmar pelo contrário a exigência de uma política de defesa do interesse nacional,
do desenvolvimento e de respeito pelas populações e pelos trabalhadores.
Nestes termos, e tendo em consideração o acima exposto, ao abrigo da
alínea b) do Artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do número 1 do artigo 4.º
do Regimento da Assembleia da República, os Deputados abaixo assinados do
Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República adopte a
seguinte
Resolução
A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição,
resolve:
1. Pronunciar-se contra a privatização da empresa CTT Correios de Portugal
e em defesa da melhoria da qualidade do serviço público postal, com a
manutenção do carácter totalmente público da empresa;
2. Recomendar ao Governo
a) O cancelamento imediato dos encerramentos e agenciamentos de
estações de correios e a consequente reabertura e retorno à Rede
Pública Postal de todas as Estações de Correios já encerradas;
b) A reversão das políticas de segmentação dos serviços de distribuição
e tratamento de correio, reintegrando-os na estrutura dos CTT e
garantindo o cumprimento da distribuição diária de todas as
correspondências;
c) O fim imediato do processo de encerramento do COCC/Centro
Operacional de Correio do Centro (Coimbra) bem como de quaisquer
outros Centros Operacionais de Correio.
d) A revogação do processo de liberalização dos serviços postais.
Assembleia da República, 24 de maio de 2013
Os Deputados,
BRUNO DIAS; BERNARDINO SOARES; JOÃO OLIVEIRA; ANTÓNIO FILIPE; RITA
RATO; HONÓRIO NOVO; PAULO SÁ; JOÃO RAMOS
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Publicação — DAR II série A — 20-22 — 25/05/2013
II SÉRIE-A — NÚMERO 140
A criação de um balcão descentralizado, localizado nas estruturas dos serviços das Direções Regionais de Agricultura, dirigido aos pequenos agricultores afetados pelo fim do regime de isenções de forma a garantir todo o apoio necessário às exigências de cumprimento do novo regime de fiscalidade, permitindo assim a neutralidade da medida em termos financeiros para os pequenos agricultores.
Assembleia da República, 24 de maio de 2013. As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda — Pedro Filipe Soares — Cecília
Honório — Catarina Martins — Mariana Aiveca — Helena Pinto — João Semedo — Ana Drago.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 739/XII (2.ª)
PELA DEFESA DOS CTT – CORREIOS DE PORTUGAL, PELA MANUTENÇÃO DO SEU CARÁCTER
TOTALMENTE PÚBLICO E PELA MELHORIA DA QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO POSTAL
Exposição de motivos
Tal como o PCP tem vindo a afirmar, os Correios não são nem podem ser um lucrativo negócio de alguns. Os Correios são um serviço público fundamental às populações, à economia nacional, ao desenvolvimento regional e à coesão territorial.
A empresa CTT – Correios de Portugal é uma empresa pública que, apesar de mal gerida (em particular na última década), e à custa dos salários dos trabalhadores e da degradação da qualidade, continua a distribuir anualmente dividendos ao seu acionista, sendo um contribuinte líquido em termos de receita para o Estado. Os Correios devem ser, não uma empresa para acumular lucros, mas sim o garante de um serviço público de correios à medida das necessidades do país, das populações, da economia nacional e do desenvolvimento, com uma gestão que vise o equilíbrio económico-financeiro e o investimento na melhoria da qualidade.
Nos últimos meses, a Administração dos CTT, cujo mandato é, pelos vistos, apenas o de preparar a empresa para ser privatizada, dando cumprimento às determinações do anterior e atual governo tem acelerado um conjunto de medidas que não cumprem com o contrato de concessão e reduzem a oferta e a qualidade dos serviços, contribuindo para acentuar as assimetrias regionais.
Isso mesmo é o que tem vindo a acontecer, nomeadamente com a Rede de Balcões, com o encerramento de estações de correio um pouco por todo o país (cerca de 120 em 2012, estando previstas mais cerca de 200 até ao final do ano de 2013). Em diversos casos, o encerramento acontece pela “calada da noite” por ordens
diretas da hierarquia da empresa, inclusive proibindo os funcionários de informar os utentes do que vai suceder.
Verifica-se assim a subtração à Rede Pública Postal de uma parte importante da mesma, fechando-as e “substituindo-as pelo agenciamento a terceiros de postos de correios que funcionam, na sua maioria, onze meses por ano, deixando muitas localidades a dezenas de quilómetros da estação de correios mais próxima quando durante décadas dispuseram de uma inserida na comunidade. Isso quando os concessionários não resolvem pura e simplesmente encerrar os postos sem que os CTT disso tenham conhecimento seis meses após o encerramento.
No caso da Juntas de Freguesia que pactuaram com os CTT no encerramento de Estações de Correios, alojando no seu interior postos de correios, a situação chega ao ponto de essas juntas de freguesia financiarem com os seus fundos o funcionamento dos postos. Neste processo, os representantes autodenominados “diretores dos CTT” chegam ao ponto de chantagearem juntas de freguesia, ameaçando-as de pura e simples extinção do serviço nas suas localidades, se não aceitarem para si os postos propostos ou se não “apoiarem” os postos criados no mais variado tipo de estabelecimentos.
Também o sigilo e a inviolabilidade do serviço postal são por essa via ameaçados e a confidencialidade comprometida, uma vez que a entidade que assume o serviço (junta de freguesia, papelaria, mercearia, etc.),
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Apreciação — DAR I série — 12-21 — 01/06/2013
I SÉRIE — NÚMERO 97
Sr.ª Deputada, vamos para além da «espuma» do debate e daquilo que hoje estamos a discutir. Todos nós
estamos preocupados com as pequenas e médias empresas e, sobretudo, com a redução dos custos de
contexto relativamente ao que elas devem operar.
Mas há uma verdade indesmentível, Srs. Deputados: foi este Governo, foi esta maioria que resolveu o
problema do IVA de caixa; foi este Governo, foi esta maioria que apresentou um crédito fiscal sem paralelo na
nossa democracia; e é este Governo, é esta maioria que está a combater, sem tréguas, a fraude e a evasão
fiscais. Isto é indesmentível, Sr.ª Deputada!
Podemos fazer aqui a retórica política que quisermos, mas há um facto que é indesmentível: as medidas
concretas são estas todas, que todos conhecemos.
Além disso, o Governo sabe ouvir. Fê-lo ontem mesmo, no que respeita às questões do anexo relativo aos
rendimentos de categoria B e das obrigações declarativas dos agricultores. Quando as coisas não estão
devidamente formatadas ou não estão devidamente compaginadas, o Governo, naturalmente, adia-as e
arranja soluções que possam facilitar a vida aos empresários. Isto é que é um Governo dialogante, um
Governo que sabe ouvir os empresários.
Protestos da Deputada do BE Ana Drago.
Sr.ª Deputada Hortense Martins, incompetência é vir falar das pequenas e médias empresas em Portugal e
não criar condições (que foi o que o seu Governo não fez) que lhes deem capacidade para crescer e assim
aumentar o emprego.
Aplausos do Deputado do PSD Pedro Lynce.
Protestos da Deputada do PS Hortense Martins.
Quando a Sr.ª Deputada diz, referindo-se a «toda a gente», que ninguém compreende as medidas do
Governo, «toda a gente» não é o seu camarada Domingues Azevedo, «toda a gente» significa que a
generalidade das empresas portuguesas, a generalidade das pessoas singulares beneficiará com as medidas
em sede IVA, com os incentivos fiscais e com as deduções à coleta; isto é, com o estímulo decidido por este
Governo.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, está encerrado este debate sobre faturação e comunicação de
faturas.
Vamos, por isso, entrar no segundo ponto da ordem do dia, que consiste no debate, na generalidade, do
projeto de lei n.º 408/XII (2.ª) — Estabelece as condições de salvaguarda dos monopólios naturais no domínio
público do Estado (BE), conjuntamente com os projetos de resolução n.os
714/XII (2.ª) — Recomenda ao
Governo a suspensão do processo de privatização dos CTT, manutenção da empresa no Estado e o reforço
das suas competências (BE), 735/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a suspensão do processo de
privatização dos CTT Correios de Portugal (PS) e 739/XII (2.ª) — Pela defesa dos CTT Correios de Portugal,
pela manutenção do seu carácter totalmente público e pela melhoria da qualidade do serviço público postal.
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Drago.
A Sr.ª Ana Drago (BE): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: O Bloco de Esquerda apresenta hoje um
projeto de lei e um projeto de resolução sobre matérias que consideramos fundamentais para o futuro do País.
O debate sobre a soberania do Estado português tem atravessado os últimos dois anos da política em
Portugal. Ora, o projeto que apresentamos sobre a questão dos monopólios naturais — portanto, a proibição
da sua privatização — é exatamente um debate sobre a soberania, sobre essa máxima que tem animado a
política portuguesa, de que é sempre o povo que mais ordena, e sobre a possibilidade de fazemos escolhas
democráticas.
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Votação Deliberação — DAR I série — 51-51 — 01/06/2013
1 DE JUNHO DE 2013
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do CDS-PP, do PCP e do BE, votos a favor
do PS e a abstenção de Os Verdes.
Vamos, agora, votar o projeto de resolução n.º 739/XII (2.ª) — Pela defesa dos CTT Correios de Portugal,
pela manutenção do seu caráter totalmente público e pela melhoria da qualidade do serviço público postal
(PCP).
Srs. Deputados, o PS requereu à Mesa que este projeto de resolução fosse votado do seguinte modo:
primeiro, os pontos 1 e 2. d), em conjunto; depois, os restantes pontos.
Se não houver oposição, assim faremos.
Pausa.
Não havendo objeções, vamos, então, votar conjuntamente os pontos 1 e 2. d) do referido projeto de
resolução.
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do
PCP, do BE e de Os Verdes.
Segue-se a votação conjunta dos demais pontos do mesmo projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do
PCP, do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Odete João (PS): — Sr.ª Presidente, peço desculpa, permite-me o uso da palavra?
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr.ª Deputada Odete João.
A Sr.ª Odete João (PS): — Sr.ª Presidente, quero informar que, relativamente à votação dos projetos de
resolução n.os
714/XII (2.ª) e 739/XII (2.ª), sobre os Correios de Portugal, o Grupo Parlamentar do Partido
Socialista apresentará uma declaração de voto.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Srs. Deputados, vamos, agora, proceder à votação do projeto de resolução n.º 740/XII (2.ª) — Recomenda
ao Governo que assegure as condições necessárias à formação dos novos médicos (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 737/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo que assegure a
qualidade da formação médica garantindo formação pós-graduada adequada a todos os médicos (PS).
O Bloco de Esquerda solicitou a votação em separado dos pontos 1 e 2 deste projeto de resolução.
Não havendo objeções, começamos por votar o ponto 1.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
Votamos, agora, o ponto 2 do mesmo projeto de resolução.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, votos contra do PCP e de Os Verdes e
abstenções do PSD, do CDS-PP e do BE.
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