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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 695/XII/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO O AUMENTO DE TODAS AS PENSÕES
MINÍMAS
O Governo anunciou, com pompa e circunstância, o aumento entre 2 a 3 euros por mês
das pensões mínimas. Ao contrário do que o Governo anunciou, este aumento de menos
de 10 cêntimos por dia não abrange todas as pensões mínimas. Ficaram de fora desta
atualização 600 mil pensionistas que vivem com menos de 419 euros por mês (o valor
do Indexantes de Apoios Sociais), e mais de um milhão com pensões abaixo do salário
mínimo.
Na verdade, todos os pensionistas que sobreviviam com 274 euros, 303 euros ou 379
euros em 2011, continuam a receber exatamente o mesmo valor em 2013. Estes valores
extremamente baixos, que não permitem escapar à pobreza, representam vidas inteiras
de trabalho com mais de 15, 20 ou 30 anos de descontos.
Não é aceitável que para quem trabalhou toda a vida, a reforma seja sinónimo de
pobreza garantida. As políticas de austeridade impostas por este Governo têm afetado
com especial violência os mais vulneráveis, como é o caso da população idosa com
menos rendimentos e mais exposta a situações de pobreza.
Com esta proposta, o Bloco de Esquerda defende que todos os reformados que recebam
pensão mínima devem ter um aumento mensal de 15 euros. Mesmo sabendo que este
aumento não afastará da pobreza a maioria destes pensionistas, trata-se de uma questão
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de justiça e de dignidade elementares, e de reconhecimento de que quem trabalhou toda
uma vida não pode ser abandonado na reforma.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo o aumento no valor de 15 euros de todas as pensões mínimas.
Assembleia da República, 24 de abril de 2013.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 68-69 — 24/04/2013
II SÉRIE-A — NÚMERO 123
Por conseguinte, o envelhecimento da população exige a existência de políticas, medidas, de estruturas de
apoio social, assim como a disponibilização de serviços públicos e profissionais devidamente qualificados e
preparados que permitam às pessoas mais velhas ter uma vida com dignidade.
Para compreender e perceber o fenómeno do envelhecimento apareceu, nos anos oitenta do século
passado, uma nova área de saber – a Gerontologia. Esta disciplina visa, de acordo com Fernandéz-
Ballasteros (2000), “o estudo das bases biológicas, psicológicas e sociais da velhice e do envelhecimento.”
Na sequência do aparecimento desta nova área do saber, foram criados em Portugal, no início do ano
2000, cursos superiores de Gerontologia, pelo que desde então apareceu uma nova profissão – os
Gerontólogos. Estes profissionais, segundo Pereira (2006) estão habilitados para tarefas ou atividades tão
diversificadas como a promoção de cuidados, promoção do envelhecimento ativo e a promoção do
envelhecimento produtivo.
Havendo então um número cada vez mais crescente de profissionais desta área e, sobretudo tendo em
conta a natureza das funções que podem desenvolver, importa que seja regulamentado o exercício desta
atividade profissional. A regulamentação da profissão de Gerontólogo permitirá salvaguardar não só os
profissionais como os respetivos utentes.
Assim, tendo em consideração o acima exposto, e ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
Regimento, os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da
República recomende ao Governo, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição:
a) Regulamentação da profissão de Gerontólogo, no prazo de 90 dias.
Assembleia da República, 24 de abril de 2013.
Os Deputados do PCP, Carla Cruz — Paula Santos — Bernardino Soares — Jerónimo de Sousa — Paulo
Sá — Miguel Tiago — Francisco Lopes — Bruno Dias — João Ramos — João Oliveira — Honório Novo —
Jorge Machado.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 695/XII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO O AUMENTO DE TODAS AS PENSÕES MÍNIMAS
O Governo anunciou, com pompa e circunstância, o aumento entre 2 a 3 euros por mês das pensões
mínimas. Ao contrário do que o Governo anunciou, este aumento de menos de 10 cêntimos por dia não
abrange todas as pensões mínimas. Ficaram de fora desta atualização 600 mil pensionistas que vivem com
menos de 419 euros por mês (o valor do Indexantes de Apoios Sociais), e mais de um milhão com pensões
abaixo do salário mínimo.
Na verdade, todos os pensionistas que sobreviviam com 274 euros, 303 euros ou 379 euros em 2011,
continuam a receber exatamente o mesmo valor em 2013. Estes valores extremamente baixos, que não
permitem escapar à pobreza, representam vidas inteiras de trabalho com mais de 15, 20 ou 30 anos de
descontos.
Não é aceitável que para quem trabalhou toda a vida, a reforma seja sinónimo de pobreza garantida. As
políticas de austeridade impostas por este Governo têm afetado com especial violência os mais vulneráveis,
como é o caso da população idosa com menos rendimentos e mais exposta a situações de pobreza.
Com esta proposta, o Bloco de Esquerda defende que todos os reformados que recebam pensão mínima
devem ter um aumento mensal de 15 euros. Mesmo sabendo que este aumento não afastará da pobreza a
maioria destes pensionistas, trata-se de uma questão de justiça e de dignidade elementares, e de
reconhecimento de que quem trabalhou toda uma vida não pode ser abandonado na reforma.
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Apreciação — DAR I série — 27-32 — 04/05/2013
4 DE MAIO DE 2013
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Queira fazer o favor de terminar, Sr. ª Deputada.
A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Termino já, Sr. Presidente.
Ao PS quero dizer o seguinte: se estes projetos forem aprovados, em sede de especialidade, podemos
perfeitamente esperar por outros projetos que venham e complementá-los; podemos inclusivamente esperar
pelos projetos da maioria que espero que cheguem.
Os senhores ficam com o compromisso de responder aos bailarinos da Companhia Nacional de Bailado
sobre o timing concreto para a resolução dos seus problemas — os Srs. Bailarinos presentes nas galerias
estão a acenar com a cabeça dizendo que sim. O compromisso está assumido, os senhores podem exigi-lo!
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Não havendo mais inscrições, dou por concluído este debate.
Passamos ao quinto ponto da ordem de trabalhos, que consiste na apreciação da petição n.º 211/XII (2.ª)
— Apresentada por Maria do Rosário Tonilhas Marques Fadista Monteiro da Gama e outros, solicitando à
Assembleia da República a defesa dos direitos dos aposentados, pensionistas e reformados, conjuntamente
com o projeto de resolução n.º 695/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo o aumento de todas as pensões
mínimas (BE).
Para apresentar o projeto de resolução do Bloco de Esquerda, tem a palavra a Sr.ª Deputada Mariana
Aiveca.
A Sr.ª Mariana Aiveca (BE): — Sr. Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Queria, em primeiro lugar, dirigir
uma saudação muito especial aos peticionários aqui presentes e fazia-o na pessoa da primeira subscritora,
Prof.ª Maria do Rosário Gama, que se encontra presente hoje neste Plenário.
O projeto de resolução do Bloco de Esquerda advém exatamente da circunstância constante da petição n.º
211/XII (2.ª), subscrita por 12 541 cidadãos e cidadãs, que apelavam a esta Assembleia que solicitasse a
fiscalização da constitucionalidade das medidas inscritas no Orçamento do Estado para 2013 que
representavam uma brutal carga fiscal sobre os pensionistas.
O Bloco de Esquerda cumpriu a sugestão dos peticionários e solicitou exatamente a fiscalização sucessiva
da constitucionalidade do Orçamento do Estado, cujo resultado é de todos conhecido.
Creio que as intenções dos peticionários aqui presentes não se esgotam apenas na solicitação da
fiscalização da constitucionalidade do Orçamento de Estado e convocam-nos para uma discussão mais
profunda sobre a política do Governo no que aos aposentados e pensionistas diz respeito.
Sabemos que é um grupo com grandes vulnerabilidades hoje; sabemos que a este grupo o Governo
imputou responsabilidades pelo facto de usufruírem da sua pensão, que resultou dos descontos de uma vida
inteira de trabalho.
O Governo, com as medidas que tomou, rompeu o contrato que fez com os pensionistas e aposentados e
cada vez os vai penalizando mais. Aliás, faz isto com todos os grupos profissionais, ou seja, deita para cima
dos pensionistas e aposentados as culpas de usufruírem o seu direito à aposentação. E não contente com o
corte nas pensões, com o corte dos subsídios, o Governo também aumenta os transportes, aumenta o IMI, faz
uma lei das rendas que vai afetar particularmente os pensionistas e reformados, aumenta as taxas
moderadoras. Ou seja, não tem qualquer respeito por este grupo profissional, por este grupo de pessoas, por
toda uma geração que deu ao País o melhor de si mesmo.
Por isso, o Bloco de Esquerda, saudando os peticionários, apresenta nesta Câmara, também, uma
recomendação para que todas as pensões, particularmente as pensões mínimas, tenham um aumento, porque
não é aceitável que, para quem trabalhe uma vida inteira, a reforma seja um sinónimo da pobreza garantida.
Ao contrário do que disse o Governo disse, isto é, que atualizou as pensões mínimas — o que representa
uma falsidade —, o Bloco de Esquerda traz aqui hoje um projeto de resolução para que essa atualização
aconteça de facto: atualização de todas as pensões mínimas!
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Votação Deliberação — DAR I série — 36-36 — 04/05/2013
I SÉRIE — NÚMERO 85
Segue-se a votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 404/XII (2.ª) — Estabelece o regime relativo à
reparação dos danos emergentes de acidentes de trabalho dos bailarinos profissionais, do bailado clássico ou
contemporâneo (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE,
de Os Verdes e da Deputada do PS Isabel Alves Moreira e a abstenção do PS.
Passamos a votar, na generalidade, o projeto de lei n.º 405/XII (2.ª) — Estabelece um regime especial de
segurança social, de reinserção profissional e de reparação de danos decorrentes de acidentes de trabalho
dos bailarinos profissionais (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE,
de Os Verdes e das Deputadas do PS Gabriela Canavilhas e Isabel Alves Moreira e a abstenção do PS.
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, pedi a palavra para anunciar que o Grupo
Parlamentar do CDS entregará uma declaração de voto sobre as três votações anteriores.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 695/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo o aumento de
todas as pensões mínimas (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP, votos a favor do PCP,
do BE, de Os Verdes e da Deputada do PS Isabel Alves Moreiras e a abstenção do Deputado do PS Basílio
Horta.
De seguida, vamos votar o projeto de resolução n.º 656/XII (2.ª) — Apoio extraordinário à Região
Autónoma dos Açores (PCP) (Texto alterado pelo autor em sede de Comissão).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 678/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo um conjunto de
orientações relativas às novas obrigações fiscais para o setor agrícola (PS).
Por solicitação do PSD, e estando o Plenário de acordo, votaremos, em primeiro lugar, os pontos 2 e 5 e,
depois, os pontos 1, 3 e 4.
Vamos votar conjuntamente os pontos 2 e 5 deste projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram aprovados, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP e abstenções do
PCP, do BE e de Os Verdes.
Agora, vamos votar os pontos 1, 3 e 4 do mesmo projeto de resolução.
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PS e
abstenções do PCP, do BE e de Os Verdes.
O Sr. João Ramos (PCP): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
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