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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 681/XII/2ª
REFORÇO DO INVESTIMENTO PÚBLICO EM EDUCAÇÃO
O momento em que esta petição chega ao parlamento é particularmente atual. A
aceleração da refundação do Estado, agora em dose reforçada, ameaça desfigurar o
Estado Social e a educação em particular.
A escola pública está neste momento perante o futuro da institucionalização das
desigualdades através da escola dual, da precarização drástica da docência que
representa o despedimento em mobilidade especial e da gestão autoritária e anti
comunitária imposta pelos Mega agrupamentos. Todo um programa de desqualificação
da escola pública que se desculpa e legitima na austeridade.
Os sucessos da escola pública no Portugal democrático são notáveis. De um país
praticamente analfabeto, em trinta anos Portugal colocou-se numa rota que lhe permite
almejar a níveis europeus de qualificação apesar de nunca o investimento público ter
alcançado sequer a média do PIB de investimento Europeu em educação. Muito se fez
com muito pouco.
São no entanto ganhos que escondem fragilidades extensas. O desinvestimento em
educação ameaça esbanjar todos os ganhos dos últimos trinta anos. No momento em que
53% da população ativa entre os 25 e os 45 anos não tem diploma escolar além do 9º
ano, o desinvestimento na formação de adultos é um disparate económico que Portugal
pagará caro. Numa altura em que, nos últimos dez anos, a escola pública perdeu 50 mil
professores, e quando o ritmo de aposentações dos professores com mais experiência
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ultrapassa os 4500 ao ano, é pura irresponsabilidade lançar outros tantos milhares de
professores para o despedimento da mobilidade especial. Precisamente numa altura em
que se alarga a escolaridade obrigatória. Perdem os alunos, perdem os pais, perde o país.
O Bloco de Esquerda associa-se por isso à petição n.º 198/XII/2ª, promovida pela
FENPROF, CONFAP, FNSP, SIEE, STAL, e CNIPE, defendendo o fim dos cortes do
investimento público em Educação.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do
Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Proceda aos esforços necessários para reforçar o investimento público em Educação a
um nível não inferior a 6% do PIB.
Assembleia da República, 12 de abril de 2013.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 15-16 — 15/04/2013
motivo pelo qual o Bloco de Esquerda considera fundamental que estes hospitais sejam mantidos na esfera
pública.
Não se vê qualquer vantagem para o Estado na entrega da gestão destes hospitais às Misericórdias,
concessão que obviamente terá custos elevados para o Estado. A transferência para particulares da gestão de
hospitais públicos comporta o risco de orientações e decisões divergentes e conflituantes com a matriz da
gestão pública da rede de hospitais do SNS como, aliás, já hoje se verifica com exuberância nos hospitais
públicos em regime de parceria público privada (PPP). O que é público deve ser gerido pelo público, o que é
privado deve ser gerido pelos particulares.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco
de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo:
A manutenção da gestão pública dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde cujos edifícios pertencem às
Misericórdias.
Assembleia da República, 12 de abril de 2013.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda, Helena Pinto — João Semedo — Pedro Filipe
Soares — Cecília Honório — Catarina Martins — Luís Fazenda — Ana Drago — Mariana Aiveca.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 681/XII (2.ª) REFORÇO DO INVESTIMENTO PÚBLICO EM EDUCAÇÃO
O momento em que esta petição chega ao parlamento é particularmente atual. A aceleração da refundação
do Estado, agora em dose reforçada, ameaça desfigurar o Estado Social e a educação em particular.
A escola pública está neste momento perante o futuro da institucionalização das desigualdades através da
escola dual, da precarização drástica da docência que representa o despedimento em mobilidade especial e
da gestão autoritária e anti comunitária imposta pelos Mega agrupamentos. Todo um programa de
desqualificação da escola pública que se desculpa e legitima na austeridade.
Os sucessos da escola pública no Portugal democrático são notáveis. De um país praticamente analfabeto,
em trinta anos Portugal colocou-se numa rota que lhe permite almejar a níveis europeus de qualificação
apesar de nunca o investimento público ter alcançado sequer a média do PIB de investimento Europeu em
educação. Muito se fez com muito pouco.
São no entanto ganhos que escondem fragilidades extensas. O desinvestimento em educação ameaça
esbanjar todos os ganhos dos últimos trinta anos. No momento em que 53% da população ativa entre os 25 e
os 45 anos não tem diploma escolar além do 9.º ano, o desinvestimento na formação de adultos é um
disparate económico que Portugal pagará caro. Numa altura em que, nos últimos dez anos, a escola pública
perdeu 50 mil professores, e quando o ritmo de aposentações dos professores com mais experiência
ultrapassa os 4500 ao ano, é pura irresponsabilidade lançar outros tantos milhares de professores para o
despedimento da mobilidade especial. Precisamente numa altura em que se alarga a escolaridade obrigatória.
Perdem os alunos, perdem os pais, perde o país.
O Bloco de Esquerda associa-se por isso à petição n.º 198/XII (2.ª), promovida pela FENPROF, CONFAP,
FNSP, SIEE, STAL, e CNIPE, defendendo o fim dos cortes do investimento público em Educação.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Proceda aos esforços necessários para reforçar o investimento público em Educação a um nível não
inferior a 6% do PIB.
15 DE ABRIL DE 2013________________________________________________________________________________________________________________
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Apreciação — DAR I série — 25-31 — 19/04/2013
19 DE ABRIL DE 2013
Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — É recorrente: a Sr.ª Deputada fala do que não sabe!
Aplausos do PSD.
A Sr.ª Ana Drago (BE): — Não somos «farinha do mesmo saco»!
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — A Sr.ª Deputada interpreta o que eu lhe disse há bocado como bem
entende, mas apenas corrigi o que estava escrito no seu projeto de resolução, como fiz ao Sr. Deputado Bruno
Dias.
Quer saber qual é a nossa opinião sobre a Caixa Geral de Depósitos? A Caixa Geral de Depósitos deve ter
outro papel neste País, outro papel na economia,…
A Sr.ª Ana Drago (BE): — Qual? Tem alguma ideia?
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — … outro papel para ajudar as pessoas, porque é um banco
forçosamente diferente. Não é um banco comparado aos bancos privados deste País.
Digo mais, Sr. Deputado Bruno Dias: o dinheiro emprestado à banca não foi dinheiro gratuito, paga-se a
juro, e a bom juro (8,5%), como o Sr. Deputado bem sabe. Não foi dinheiro dado à banca, foi emprestado à
banca!
O Sr. Bruno Dias (PCP): — E para que é que serve?
O Sr. João Oliveira (PCP): — Se algum dia for pago!
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — Sr. Deputado João Oliveira, nesta altura, precisamos de serenar os
ânimos e de arranjar pontos de convergência, e não o contrário,…
A Sr.ª Ana Drago (BE): — Precisamos é de emprego! Irresponsáveis!
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — … porque quem está lá fora precisa desses pontos de convergência.
Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. Nuno Encarnação (PSD): — Se os senhores continuam por essa via, então não vale a pena
qualquer diálogo. Felizmente, o Partido Socialista está a perceber o que está a acontecer. E esperamos que o
Partido Socialista, pela voz do Sr. Deputado Basílio Horta, encontre os caminhos de convergência de que
também a banca precisa.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Presidente (António Filipe): — Srs. Deputados, está concluído o debate dos projetos de resolução
n.os
612/XII (2.ª) e 684/XII (2.ª), que serão votados amanhã, no período regimental de votações.
Passamos ao terceiro ponto da ordem do dia, que consiste na apreciação da petição n.º 198/XII (2.ª) —
Apresentada por FENPROF, CONFAP, FNSFP, SIEE, STAL e CNIPE, solicitando à Assembleia da República
o reforço das verbas destinadas à educação, tornando-as suficientes ao normal funcionamento das escolas e
à promoção da qualidade do ensino, conjuntamente com o projeto de resolução n.º 681/XII (2.ª) — Reforço do
investimento público em educação (BE).
Para apresentar o projeto de resolução do Bloco de Esquerda, tem a palavra o Sr. Deputado Luís Fazenda.
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Votação Deliberação — DAR I série — 29-29 — 20/04/2013
20 DE ABRIL DE 2013
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 684/XII (2.ª) — Financiar o investimento para dever menos
(PCP).
O PS solicita que a votação deste projeto de resolução seja feita…
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, peço a palavra para uma interpelação à Mesa.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, nós, CDS, há pouco deixámos passar a solicitação
do Partido Socialista no sentido de, em relação ao projeto de resolução n.º 683/XII (2.ª), um dos seus pontos
ser votado em separado.
Desta vez, lamento mas não temos conhecimento da solicitação anunciada por V. Ex.ª e por isso temos
muita dificuldade em definir, na hora e de memória, o sentido de voto. Se, pelo menos, pudesse ser lido e
discriminado… Podemos, obviamente, ter aquela atitude mais destrutiva, que é votar contra. Ponto! Mas sem
saber porquê não me parece que dignifique, sequer, a democracia.
A Sr.ª Presidente: — O Sr. Deputado Nuno Magalhães tem toda a razão. Aliás, em relação ao projeto de
resolução anterior, os pontos que votámos separadamente deviam ter sido lidos.
Como sempre se presume o conhecimento concreto das bancadas, o que só pode ser assim e não de
outra forma, não li os números do projeto de resolução anterior, mas vou fazê-lo agora, porque todas as
bancadas…
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Sr.ª Presidente, porque os pontos deste projeto de resolução são um
pouco extensos e porque vamos ter um período de debate, na especialidade, sobre o Código de Processo
Civil, propunha que esta votação ficasse para o final.
Entretanto, o CDS, penso, poderia ter tempo de avaliar cada ponto e, no final, votávamos este projeto de
resolução.
Pausa.
A Sr.ª Presidente: — Se todos estiverem de acordo, vamos seguir a sugestão do Sr. Deputado Bernardino
Soares, que me parece funcional e eficaz.
Assim sendo, votaremos o projeto de resolução n.º 684/XII (2.ª), do PCP, mais à frente.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 681/XII (2.ª) — Reforço do investimento público em
educação (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 682/XII (2.ª) — Adequação das remunerações
universitárias aos graus e títulos académicos (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
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