Projeto de Resolução n.º 621/XII/2ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE APOIE A RECUPERAÇÃO DO
MERCADO DO BOLHÃO ATRAVÉS DE FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO
O mercado do Bolhão é certamente o mais histórico, emblemático e tradicional
mercado da cidade do Porto, apresentando raízes na cultura, história, tradição
e economia da cidade.
A sua existência remonta ao século XIX, mas a sua atual construção data de
1914, sob a direção do arquiteto António Correia da Silva. No seu tempo foi
uma obra pioneira a nível de técnicas de construção e na utilização de betão
armado.
No ano de 2014 o atual mercado do Bolhão completará o seu centésimo
aniversário, sendo por isso a altura ideal para encontrar soluções.
O seu edifício que durante décadas serviu gerações de portuenses, é crucial do
ponto de vista económico e social para a cidade e a região, constituindo um
ponto crucial do turismo, do desenvolvimento das tradições locais e da
economia social.
A evolução histórica e a mudança de algumas formas de consumo acabaram
por afetar este mercado, como tantos outros pelo país. Nos últimos anos, a
degradação do mercado é cada vez mais uma realidade, não garantido
condições mínimas de segurança e qualidade a vendedores e consumidores.
A sua degradação levou a que muitos vendedores abandonassem a sua
atividade tradicional, mas os que ainda se mantem lutam diariamente pelo
futuro do mercado e pela sua dignidade.
Desde 1998 que está pronto a ser executado um projeto de requalificação e
modernização do Mercado do Bolhão, da autoria do Arquiteto Joaquim
Massena, vencedor de um concurso público internacional realizado na década
de 90, projeto que custou a um milhão de euros.
Em 2006, a Câmara Municipal do Porto (CMP), colocou de lado o projeto já
aprovado e avançou com novo concurso, com o objetivo de concessionar o
Mercado a privados.
Venceu o concurso a empresa TCN (TramCroNe), cujo projeto defendia a
destruição do interior do mercado e na criação de um centro comercial.
Entre a contestação generalizada , mais de 50 mil cidadãos da cidade Porto
uniram-se para defender o mercado do Bolhão, através da Petição nº 434/X,
apreciada nesta AR na Legislatura anterior, solicitando que fossem acionados
os meios disponíveis para manter vivo o mercado do Bolhão, ao mesmo tempo
que requeria o reforço do seu tecido humano e empresarial, sem comprometer
a sua história, impedido a sua destruição pela Câmara Municipal do Porto.
Esta petição e respetivo relatório foram objeto de discussão no plenário da
Assembleia da República tendo, as suas conclusões sido aprovadas por
aprovadas por unanimidade.
Perante a contestação popular e a posição de todos os partidos representados
na Assembleia da Republica a Câmara Municipal do Porto encomendou um
projeto mais reduzido, elaborado pelo IGESPAR, com um custo de execução
estimado de cerca de 20 milhões de euros, e que retomava parcialmente o
projeto de 1998.
Incumbe ao Estado encontrar as soluções, com recurso aos fundos
comunitários do QREN, para o futuro do mercado, visto que o montante
necessário para a recuperação só pode ser conseguido através de
financiamento europeu.
Face à atual situação do Mercado do Bolhão torna-se assim inadiável avançar
com a sua requalificação, sob pena da situação estrutural e funcional deste
equipamento poder vir a atingir uma situação irreversível de sustentação.
Neste sentido, e ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, os
Deputados do Partido Socialista abaixo-assinados apresentam o presente
Projeto de Resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos do disposto do n.º 5 do artigo
166.º da Constituição da República Portuguesa, recomendar ao Governo que:
1) Adote as medidas adequadas para que, no âmbito dos fundos
comunitários, seja assegurado o financiamento necessário para que
o Mercado do Bolhão seja recuperado garantindo o respeito pela sua
história, tradição e características arquitetónicas.
Assembleia da República, 22 fevereiro 2013
Os Deputados,
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Publicação — DAR II série A — 33-34 — 22/02/2013
22 DE FEVEREIRO DE 2013
Assim, consciente da crescente importância do turismo religioso na economia nacional, o XIX Governo
Constitucional adotou na sua proposta de revisão do PNET medidas relevantes, nomeadamente ao nível da
relevância e do destaque conferido no documento a este setor turístico, e também registamos que muito tem
sido feito pela disponibilidade do Turismo de Portugal em apoiar a realização de atividades no âmbito do
Turismo Religioso.
Pretendemos, no entanto, também ver a Assembleia da República a confirmar a importância deste
segmento turístico, a par com os demais produtos também estratégicos, em igual plano de
reconhecimento.
Face ao exposto, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados dos
Grupos Parlamentares do PSD e CDS-PP, abaixo-assinados, apresentam o seguinte projeto de resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República
Portuguesa, recomendar ao Governo que:
O Turismo Religioso seja considerado como um dos produtos estratégicos a incluir no Plano
Estratégico Nacional do Turismo (PNET), no âmbito da atual revisão do plano de desenvolvimento
do turismo no horizonte de 2015.
Palácio de São Bento, 21 de fevereiro de 2013.
Os Deputados: Luís Montenegro (PSD) — Nuno Magalhães (CDS-PP) — Luís Menezes (PSD) — Paulo
Batista Santos (PSD) — Hélder Amaral (CDS-PP) — Carina Oliveira (PSD) — Nuno Reis (PSD) — João Paulo
Viegas (CDS-PP) — Vasco Cunha (PSD) — Duarte Marques (PSD) — Manuel Isaac (CDS-PP) — Jorge Paulo
Oliveira (PSD) — Mendes Bota (PSD) — Pedro Pimpão (PSD) — Nuno Filipe Matias (PSD) — Hugo Lopes
Soares (PSD) — Maria José Castelo Branco (PSD) — Maria Ester Vargas (PSD) — Cláudia Monteiro de
Aguiar (PSD) — Nuno Encarnação (PSD) — Isilda Aguincha (PSD) — Fernando Marques (PSD) — Nuno
Serra (PSD) — Carlos São Martinho (PSD) — Luís Leite Ramos (PSD) — Maria Paula Cardoso (PSD) —
Fernando Virgílio Macedo (PSD) — Afonso Oliveira (PSD) — Laura Esperança (PSD) — Eduardo Teixeira
(PSD) — Paulo Simões Ribeiro (PSD) — Paulo Cavaleiro (PSD) — Emídio Guerreiro (PSD).
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 621/XII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO QUE APOIE A RECUPERAÇÃO DO MERCADO DO BOLHÃO ATRAVÉS
DE FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO
O mercado do Bolhão é certamente o mais histórico, emblemático e tradicional mercado da cidade do
Porto, apresentando raízes na cultura, história, tradição e economia da cidade.
A sua existência remonta ao século XIX, mas a sua atual construção data de 1914, sob a direção do
arquiteto António Correia da Silva. No seu tempo foi uma obra pioneira a nível de técnicas de construção e na
utilização de betão armado.
No ano de 2014 o atual mercado do Bolhão completará o seu centésimo aniversário, sendo por isso a
altura ideal para encontrar soluções.
O seu edifício que durante décadas serviu gerações de portuenses, é crucial do ponto de vista económico e
social para a cidade e a região, constituindo um ponto crucial do turismo, do desenvolvimento das tradições
locais e da economia social.
A evolução histórica e a mudança de algumas formas de consumo acabaram por afetar este mercado,
como tantos outros pelo país. Nos últimos anos, a degradação do mercado é cada vez mais uma realidade,
não garantido condições mínimas de segurança e qualidade a vendedores e consumidores.
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Votação Deliberação — DAR I série — 33-33 — 23/03/2013
23 DE MARÇO DE 2013
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.
Este diploma baixa à 6.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, a proposta de lei n.º 130/XII (2.ª) — Procede à segunda alteração ao
Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de maio, que define o regime jurídico da construção, do acesso e da
instalação de redes e infraestruturas de comunicações eletrónicas, conformando-o com a disciplina da Lei n.º
9/2009, de 4 de março, e do Decreto-Lei n.º 92/2010, de 26 de julho, que transpuseram as Diretivas
2005/36/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de setembro de 2005, relativa ao reconhecimento
das qualificações profissionais, e 2006/123/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de dezembro de
2006, relativa aos serviços no mercado interno.
Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP, votos contra do PCP e
de Os Verdes e a abstenção do BE.
Este diploma baixa à 6.ª Comissão.
Vamos, agora, proceder à votação global da proposta de resolução n.º 55/XII (2.ª) — Aprova, para
ratificação, a Decisão do Conselho de Governadores do Banco Europeu de Investimento, de 31 de dezembro
de 2012, no que se refere ao aumento do capital do Banco.
Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PSD, do PS, do CDS-PP e do BE e abstenções
do PCP e de Os Verdes.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 621/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo que apoie a
recuperação do Mercado do Bolhão através de financiamento comunitário (PS).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o texto de substituição, apresentado pela Comissão de Economia e Obras Públicas, relativo
aos projetos de resolução n.os
592/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo medidas dirigidas ao setor da
construção civil e imobiliário, em particular nas Comunidades Intermunicipais do Cávado e do Ave (PSD) e
608/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a tomada de medidas para o relançamento do setor da construção
civil (PS).
A pedido do Bloco de Esquerda, vamos votar, em separado, o ponto 9 do texto de substituição.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP e votos contra do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Votamos, agora, os restantes pontos do referido texto de substituição.
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
A Sr.ª Carla Cruz (PCP): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Para que efeito, Sr.ª Deputada?
A Sr.ª Carla Cruz (PCP): — Sr.ª Presidente, é para informar que, relativamente à votação deste texto de
substituição, o Grupo Parlamentar do PCP apresentará na Mesa uma declaração de voto por escrito.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
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