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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 601/XII/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO O ALARGAMENTO DA REDE DE CUIDADOS
CONTINUADOS INTEGRADOS BEM COMO O INVESTIMENTO PÚBLICO
EM UNIDADES PÚBLICAS DESTA REDE
O Governo havia prometido que, durante o ano de 2012, abriria 2222 novas camas na
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). De acordo com os dados
oficiais disponíveis, patentes no Relatório de monitorização do desenvolvimento e da
atividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados, referentes a 30 de junho de 2012,
abriram apenas 353 camas. O Governo prometeu mas ficou muito longe de cumprir.
A rede precisa ser alargada de uma forma sustentada e planificada; no entanto, a
estratégia que tem vindo a ser utilizada pelo Governo tem privilegiado a
contratualização com o setor social e privado com fins lucrativos, em detrimento do
investimento público. Esta estratégia está a comprometer o alargamento da rede, que
fica refém da iniciativa destes setores, do seu interesse económico e capacidade de
investimento, diferentes de zona para zona do país. Esta situação é patente em diversos
pontos do país, fazendo-se sentir de uma forma particularmente grave em algumas
regiões, como seja Algarve e Lisboa e Vale do Tejo.
Urge portanto encarar de frente e com compromisso público a existência de uma RNCCI,
garantindo o investimento público na rede bem como o alargamento da mesma, que é e
será cada vez mais necessária.
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Recorde-se que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a esperança média de
vida à nascença em Portugal passou de 67,1 anos de idade em 1970 para 79,6 anos em
2010. Em apenas 40 anos, Portugal aumentou em mais doze anos a esperança média de
vida à nascença. Por outro lado, a natalidade tem vindo a diminuir e, de acordo com o
Censos 2011, atualmente a população idosa, com mais de 65 anos é de 2023 milhões de
pessoas sendo que mais de 1 milhão e 200 mil vivem sós ou na companhia de outros
idosos.
Felizmente, as pessoas vivem agora até mais tarde e muitas fazem-no com saúde e
qualidade de vida, para o que contribuiu inequivocamente a implementação de um
estado social que garantiu serviços públicos de saúde e de segurança social. Não
obstante, muitas são também as pessoas que necessitam de cuidados específicos, seja
por fatores associados à idade seja por questões de saúde associadas a doença. Como tal,
é fundamental garantir que os serviços públicos são capazes de assegurar e
disponibilizar os cuidados adequados nestas situações.
Atendendo a esta realidade, em 2006 foi criada a RNCCI sob tutela do Ministério da
Saúde e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (Decreto-Lei n.º 101/2006,
de 6 de junho). A RNCCI, que presta cuidados continuados integrados e cuidados
paliativos, prevê a existência de quatro tipologias de unidades de internamento, sendo
elas as unidades de convalescença (UC), as unidades de média duração e reabilitação
(UMDR), as unidades de longa duração e manutenção (ULDM) e as unidades de cuidados
paliativos (UCP).
De acordo com os objetivos preconizados no Programa Nacional de Cuidados Paliativos
2011-2013, elaborado pela RNCCI, em 2013 a demora média de admissão em UCP
deveria ser de 24 horas, a taxa de ocupação das UCP deveria ser de 85% ou mais e todas
as pessoas referenciadas para cuidados paliativos para descanso do cuidador deveriam
conseguir ver o seu intento atingido.
Estamos em 2013 e estes objetivos estão muito longe da concretização no que concerne
aos cuidados paliativos. Relativamente aos cuidados continuados integrados, as
carências são também muitas.
Segundo os dados oficiais mais recentes, referentes a 30 de junho de 2012 e patentes no
Relatório de monitorização do desenvolvimento e da atividade da Rede Nacional de
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Cuidados Continuados, há 1010 utentes à espera de uma vaga, havendo 5948 camas
contratualizadas em todo o país, com a seguinte distribuição:
TIPOLOGIAS NORTE CENTRO LISBOA VT ALENTEJO ALGARVE TOTAL
Convalescença 332 202 157 135 80 906
Média duração e reabilitação 540 597 408 159 104 1080
Longa duração e manutenção 963 822 646 391 219 3041
Paliativos 53 45 68 17 10 193
Total 1888 1666 1279 702 413 5948
in Relatório de monitorização do desenvolvimento e da atividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados (30/06/2012)
De acordo com este relatório, durante o primeiro semestre de 2012, abriram 353 novas
camas, sendo 61 em UMDR, 289 em UNLM, 3 em UCP e nenhuma em unidades de
convalescença. Estes números reais - 353 novas camas - não têm qualquer
correspondência com a promessa de 2222 novas camas em 2012 que o Governo havia
efetuado.
O Bloco de Esquerda tem acompanhado atentamente esta situação e por diversas vezes
questionou o Governo, o que nos permite constatar que o Governo é de promessas fáceis
e cumprimentos difíceis. De facto, a RNCCI continua a apresentar muitas debilidades às
quais o Governo tem que fazer face.
Por um lado, há uma manifesta falta de camas que o Governo reconhece, caso contrário
não teria prometido abrir 2222 durante o ano de 2012. Por outro lado, regista-se uma
dificuldade de acesso ainda maior em algumas regiões, como seja Lisboa e Vale do Tejo
(LVT). De facto, 88% dos utentes a aguardar vaga em UCP encontram-se nesta região
sendo que 57% do total de 1010 utentes em espera se situam também em LVT.
É um facto que as camas não irão aparecer se não houver vontade de fazer investimento
público na rede. A escassez de camas verificada em LVT e noutras regiões é originada
pela opção que os governos têm vindo a assumir relativamente à RNCC, que passa pela
contratualização com o setor social e com o setor privado com fins lucrativos, em
detrimento da iniciativa pública, inserida na rede do Serviço Nacional de Saúde. De facto,
apenas 8,7% do total de camas disponibilizadas são do SNS, como se pode constatar no
quadro abaixo:
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ENTIDADE PRESTADORA
Nº ACORDOS
CELEBRADOS
% ACORDOS
CELEBRADOS
Nº CAMAS
CONTRATADAS
% CAMAS POR
ACORDOS
CELEBRADOS
Serviço Nacional de Saúde (SNS) 31 11% 519 8,7%
Instituições Privadas
de Solidariedade Social
(IPSS)
Santa Casa da
Misericórdia
140 52% 2795 47,0%
Outras 49 18% 1245 20,9%
Total IPSS 189 70% 4040 67,9%
PRIVADO com fins lucrativos 50 19% 1389 23,4%
TOTAL 270 5948
In Relatório de monitorização do desenvolvimento e da atividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados, de julho de
2012, referente ao primeiro semestre de 2012 (dados referentes a 30/06/2012)
Verifica-se uma clara opção do Estado em favor das IPSS e inclusivamente do setor
lucrativo, em detrimento do setor público. Esta escolha coloca a rede na dependência
dos interesses do setor social e privado, comprometendo o seu alargamento em função
do interesse destes setores. Por este motivo, existem pouquíssimas camas em
determinadas regiões uma vez que estes setores não têm o mesmo interesse económico
na disponibilização destes serviços em algumas regiões. No entanto, este é um serviço
público, fundamental hoje e no futuro, que tem que ser garantido e disponibilizado aos
cidadãos.
Recorde-se que, há poucos meses foi aprovada a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos,
onde se consagra o direito de acesso dos cidadãos aos cuidados paliativos, definindo “a
responsabilidade do Estado em matéria de cuidados paliativos e criando a Rede
Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP) a funcionar sob tutela do Ministério da Saúde
(Lei n.º 5272012, de 5 de setembro).
Contata-se assim um anacronismo entre as intenções e a prática. Legisla-se no sentido
do reconhecimento de direitos no acesso aos cuidados continuados e paliativos mas as
camas são claramente insuficientes. Existem unidades prontas a funcionar mas o
Governo não as contratualiza.
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A disponibilização de cuidados continuados integrados e de cuidados paliativos às
populações é necessária e fundamental. Urge portanto investir nesta rede, garantindo a
sua existência na esfera pública e assegurando as camas necessárias para dar resposta
às necessidades do país, não descurando nenhuma região, investindo prioritariamente
nas zonas mais deficitárias, providenciando condições para a abertura das unidades que
se encontram já concluídas e garantindo a dimensão pública da rede.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo:
O investimento público em unidades públicas de cuidados continuados
integrados e de cuidados paliativos;
A contratualização com as unidades que se encontram prontas a funcionar;
Investimento prioritário na disponibilização de mais camas nas zonas
particularmente carenciadas, como Lisboa e Vale do Tejo, garantindo camas em
unidades de convalescença, média duração e reabilitação, longa duração e
manutenção e cuidados paliativos de modo a fazer face às necessidades.
Assembleia da República, 1 de fevereiro de 2013.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 26-28 — 01/02/2013
II SÉRIE-A — NÚMERO 77
Pelo exposto, a Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da
Constituição da República Portuguesa, recomendar ao Governo:
Que, durante o ano de 2013, proceda à abertura das unidades de cuidados continuados julgadas
tecnicamente necessárias, enquadradas espacial e temporalmente em planos de desenvolvimento regional da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, tendo em conta as prioridades clínicas, a garantia da qualidade nos serviços prestados e as disponibilidades financeiras.
Palácio de São Bento, 1 de fevereiro de 2013. Os Deputados: Nuno Magalhães (CDS-PP) — Luís Montenegro (PSD) — Teresa Caeiro (CDS-PP) — João
Pinho de Almeida (CDS-PP) — Isabel Galriça Neto (CDS-PP) — João Serpa Oliva (CDS-PP) — Manuel Isaac (CDS-PP) — Telmo Correia (CDS-PP) — Hélder Amaral (CDS-PP) — Abel Baptista (CDS-PP) — João Rebelo (CDS-PP) — Miguel Santos (PSD) — Nuno Reis (PSD) — Carlos Abreu Amorim (PSD) — Cristóvão Simão Ribeiro (PSD) — Luís Menezes (PSD) — Luís Vales (PSD) — Couto dos Santos (PSD) — José Ribeiro e Castro (CDS-PP) — Inês Teotónio Pereira (CDS-PP) — Rui Barreto (CDS-PP) — Michael Seufert (CDS-PP) — Artur Rêgo (CDS-PP) — Raúl de Almeida (CDS-PP) — Margarida Neto (CDS-PP) — Altino Bessa (CDS-PP) — Orísia Roque (CDS-PP) — Cecília Meireles (CDS-PP) — João Paulo Viegas (CDS-PP).
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 601/XII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO O ALARGAMENTO DA REDE DE CUIDADOS CONTINUADOS
INTEGRADOS BEM COMO O INVESTIMENTO PÚBLICO EM UNIDADES PÚBLICAS DESTA REDE
O Governo havia prometido que, durante o ano de 2012, abriria 2222 novas camas na Rede Nacional de
Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). De acordo com os dados oficiais disponíveis, patentes no Relatório de monitorização do desenvolvimento e da atividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados, referentes a 30 de junho de 2012, abriram apenas 353 camas. O Governo prometeu mas ficou muito longe de cumprir.
A rede precisa ser alargada de uma forma sustentada e planificada; no entanto, a estratégia que tem vindo a ser utilizada pelo Governo tem privilegiado a contratualização com o setor social e privado com fins lucrativos, em detrimento do investimento público. Esta estratégia está a comprometer o alargamento da rede, que fica refém da iniciativa destes setores, do seu interesse económico e capacidade de investimento, diferentes de zona para zona do país. Esta situação é patente em diversos pontos do país, fazendo-se sentir de uma forma particularmente grave em algumas regiões, como seja Algarve e Lisboa e Vale do Tejo.
Urge portanto encarar de frente e com compromisso público a existência de uma RNCCI, garantindo o investimento público na rede bem como o alargamento da mesma, que é e será cada vez mais necessária.
Recorde-se que, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a esperança média de vida à nascença em Portugal passou de 67,1 anos de idade em 1970 para 79,6 anos em 2010. Em apenas 40 anos, Portugal aumentou em mais doze anos a esperança média de vida à nascença. Por outro lado, a natalidade tem vindo a diminuir e, de acordo com o Censos 2011, atualmente a população idosa, com mais de 65 anos é de 2023 milhões de pessoas sendo que mais de 1 milhão e 200 mil vivem sós ou na companhia de outros idosos.
Felizmente, as pessoas vivem agora até mais tarde e muitas fazem-no com saúde e qualidade de vida, para o que contribuiu inequivocamente a implementação de um estado social que garantiu serviços públicos de saúde e de segurança social. Não obstante, muitas são também as pessoas que necessitam de cuidados específicos, seja por fatores associados à idade seja por questões de saúde associadas a doença. Como tal, é fundamental garantir que os serviços públicos são capazes de assegurar e disponibilizar os cuidados adequados nestas situações.
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Apreciação — DAR I série — 3-9 — 09/02/2013
8 DE FEVEREIRO DE 2013
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, Srs. Jornalistas, está aberta a sessão.
Eram 10 horas e 4 minutos.
Podem ser abertas as galerias.
Srs. Deputados, não havendo expediente para anunciar, vamos dar início à ordem do dia de hoje, que
consiste na apreciação conjunta dos projetos de resolução n.os
505/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a
abertura e funcionamento das unidades de cuidados continuados já concluídas ou em fase de conclusão, a
partir do início de 2013 (PS), 600/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo que, durante o ano de 2013, proceda à
abertura das unidades de cuidados continuados julgadas tecnicamente necessárias, enquadradas, espacial e
temporalmente, em planos de desenvolvimento regional da Rede Nacional de Cuidados Continuados
Integrados, tendo em conta as prioridades clínicas, a garantia da qualidade nos serviços prestados e as
disponibilidades financeiras (CDS-PP e PSD) e 601/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo o alargamento da
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados bem como o investimento público em unidades públicas
desta rede (BE).
Inscreveram-se, até ao momento, para intervir, os Srs. Deputados Manuel Pizarro, do PS, Isabel Galriça
Neto, do CDS-PP, Nuno Reis, do PSD, e Helena Pinto, do BE.
Para apresentar o projeto de resolução do PS, tem a palavra o Sr. Deputado Manuel Pizarro.
O Sr. Manuel Pizarro (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: A manifesta utilidade do projeto de
resolução que o Partido Socialista apresentou em novembro pode ser bem avaliada pelas reações que
entretanto gerou. Esta semana soubemos que o Sr. Ministro da Saúde, que durante o ano de 2012 andou a
«arrastar os pés» na evolução da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, anunciou na
comunicação social que, em 2013, serão abertas 1146 camas de cuidados continuados, medida que
aprovamos inteiramente. Aliás, é mesmo essa a recomendação que fazemos ao Governo.
Verificamos também com satisfação que os grupos parlamentares da maioria se associaram a um projeto
de resolução que mais não diz do que aquilo que o projeto de resolução do Partido Socialista enunciou em
novembro,…
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Não são as mesmas unidades!
O Sr. Manuel Pizarro (PS): — … ou seja, a necessidade de abrir as unidades que estão prontas.
Queria aproveitar para chamar a atenção para alguns pontos que me parecem muito relevantes.
Em primeiro lugar, os cuidados continuados em Portugal são essenciais, pois pretendem responder, em
matéria de saúde, à enorme mudança demográfica do País, com o envelhecimento da população. Eles são
indispensáveis para prestar cuidados com humanidade e qualidade às pessoas idosas e dependentes
confrontadas com a necessidade de recuperar de doenças agudas e com a possibilidade de essa recuperação
ser feita com o maior grau de autonomia possível.
Segundo ponto muito relevante: esta Rede foi cuidadosamente planeada e foram realizados estudos
prévios. Num País em que tanto se fala de falta de planeamento e de falta de rigor, foram realizados estudos
prévios, cientificamente validados, sobre a dimensão da rede que se pretendia instalar. Aliás, a partir da
criação desta Rede pelo anterior Governo socialista, em 2006, todos os anos as bancadas da atual maioria
parlamentar reclamavam uma aceleração na criação e no desenvolvimento da Rede.
O Sr. Mota Andrade (PS): — Bem lembrado!
O Sr. Manuel Pizarro (PS): — Mesmo quando a crise económica e orçamental do País já estava instalada,
em 2009, em 2010 ou no início de 2011, o que o PSD e o CDS reclamavam era mais rapidez no
desenvolvimento da Rede.
Aplausos do PS.
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Votação Deliberação — DAR I série — 39-39 — 09/02/2013
8 DE FEVEREIRO DE 2013
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP e votos a favor do PS, do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Passamos, agora, à votação do projeto de resolução n.º 505/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a abertura
e funcionamento das unidades de cuidados continuados já concluídas ou em fase de conclusão, a partir do
início de 2013 (PS).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
Segue-se a votação do projeto de resolução n.º 600/XII (2.ª).
A Sr.ª Graça Mota (PSD): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Graça Mota (PSD): — Sr.ª Presidente, quero apenas anunciar que, conforme consta do meu registo
de interesses, tenho interesse na votação a que vamos proceder de seguida.
A Sr.ª Presidente: — Muito obrigada, Sr.ª Deputada.
Vamos, então, proceder à votação do projeto de resolução n.º 600/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo que,
durante o ano de 2013, proceda à abertura das unidades de cuidados continuados julgadas tecnicamente
necessárias, enquadradas, espacial e temporalmente, em planos de desenvolvimento regional da Rede
Nacional de Cuidados Continuados Integrados, tendo em conta as prioridades clínicas, a garantia da qualidade
nos serviços prestados e as disponibilidades financeiras (CDS-PP e do PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Passamos à votação do projeto de resolução n.º 601/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo o alargamento da
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados bem como o investimento público em unidades públicas
desta rede (BE).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
De seguida, vamos votar o projeto de resolução n.º 442/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo que promova
as medidas necessárias no âmbito da revisão das políticas de gestão de resíduos, que permitam melhorar os
indicadores e estatísticas de Portugal, no contexto da UE, no que se refere à geração, tratamento e deposição
em aterros de resíduos (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP, votos contra do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
Srs. Deputados, segue-se a votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 342/XII (2.ª) — Redução de
resíduos de embalagens (Os Verdes).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos votar, na generalidade, o projeto de lei n.º 252/XII (1.ª) — Garante o papel fundamental do Estado
na conservação da natureza e da biodiversidade e revoga as taxas cobradas pelo acesso e visita às áreas
protegidas e pelos serviços e atos praticados pelo ICNB (PCP).
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