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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 458/XII/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE ISENÇÕES
E DESCONTOS EM TODAS AS EX-SCUT
O Bloco de Esquerda tem vindo a denunciar que a introdução de portagens nas ex-SCUT
foi uma decisão errada e a realidade tem vindo a demonstrar que assim é. Em primeiro
lugar porque foi um enorme ataque ao desenvolvimento regional e à mobilidade das
populações. Em segundo lugar porque deixa as populações, na esmagadora maioria dos
casos, sem alternativas reais não portajadas. Por último, e não menos importante,
porque tem enormes custos sociais, ambientais e de segurança rodoviária, causando o
caos nas antigas estradas nacionais, aumentando o número de acidentes rodoviários e
aumentando a poluição nos centros habitacionais.
O modelo SCUT, criado em 1997, constituiu um importante instrumento de política
económica. Apesar de erradamente ter associada uma visão sobre a mobilidade
marcadamente rodoviária, a medida permitiu ao Estado assumir o investimento nas
acessibilidades em zonas carenciadas, com óbvios impactos sociais e económicos para as
regiões em causa. A ideia era permitir uma mobilidade que promovesse o
desenvolvimento económico e a coesão territorial. A introdução do sistema de portagens
colocou em causa este esforço e mostrou-se errado também na perspetiva das contas
públicas, pois permitiu aos privados passarem o risco do investimento para o lado do
Estado, colocando-se na posição de detentores de rendas por várias décadas.
Os governos que promoveram a introdução das portagens, acabando com o modelo
SCUT, criaram um sistema de isenções e descontos justificando que, dessa forma,
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minorariam os custos para as populações. Pareceu ser um regime criado para
fragmentar e fragilizar a contestação popular à introdução das portagens, até pela
temporalidade deste regime. O próprio critério selecionado para decidir quais as regiões
que poderiam manter as isenções para lá do período inicialmente previsto constitui um
potencial de injustiça, pois não tem em conta fatores tão relevantes como a distribuição
da riqueza ou a taxa de desemprego, entre outros.
O sistema de isenções e descontos inicialmente terminava a dia 30 de junho de 2012. O
atual governo entendeu prolongá-lo, mas manteve o caráter temporário da medida que é
agora válida apenas até ao final do mês de setembro de 2012. O Bloco de Esquerda
mantém a sua exigência de revogação das portagens nas ex-SCUT e continuará a
apresentar propostas nesse sentido. Mas não fica indiferente à necessidade de garantir
que, enquanto o pagamento de portagens nestas vias não é revogado, o sistema de
isenções e descontos se mantém. Não é demais lembrar que a introdução de portagens,
mesmo com o atual regime de isenções e descontos, já provocou quebras de tráfego que
chegam aos 50 por cento, com todas as consequências negativas económicas fortíssimas
para as regiões afetadas. No momento de crise profunda que o país enfrenta, o fim do
regime de isenções e descontos em quaisquer das ex-SCUT seria um duro golpe para as
populações e economias locais.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que mantenha o sistema de isenções e descontos em todas as ex-SCUT.
Assembleia da República, 18 de setembro de 2012.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 57-58 — 21/09/2012
21 DE SETEMBRO DE 2012
1. Altere o entendimento divulgado na Circular n.º B11075804B de 08/06/2011, no sentido de que o direito
à compensação, a que se referem os artigos 252.º, n.º 3, e 253.º, n.º 4, do RCTFP, se verifica sempre que a
caducidade do contrato a termo não decorra da vontade do trabalhador e este não obtenha uma nova
colocação que lhe assegure a manutenção de uma relação jurídica de emprego público;
2. Promova a revisão das decisões que, com os fundamentos constantes daquela circular, recusaram o
pagamento da compensação aos docentes cujos contratos caducaram sem que lograssem obter nova
colocação, independentemente de terem ou não esses docentes recorrido para tribunal da decisão.
Assembleia da República, 19 de setembro de 2012.
Os Deputados do PCP: Miguel Tiago — Rita Rato — Jerónimo de Sousa — João Oliveira — António Filipe
— Bernardino Soares — Paulo Sá — João Ramos — Paula Santos.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 458/XII (2.ª)
RECOMENDA AO GOVERNO A MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE ISENÇÕES E DESCONTOS EM
TODAS AS EX-SCUT
O Bloco de Esquerda tem vindo a denunciar que a introdução de portagens nas ex-SCUT foi uma decisão
errada e a realidade tem vindo a demonstrar que assim é. Em primeiro lugar porque foi um enorme ataque ao
desenvolvimento regional e à mobilidade das populações. Em segundo lugar porque deixa as populações, na
esmagadora maioria dos casos, sem alternativas reais não portajadas. Por último, e não menos importante,
porque tem enormes custos sociais, ambientais e de segurança rodoviária, causando o caos nas antigas
estradas nacionais, aumentando o número de acidentes rodoviários e aumentando a poluição nos centros
habitacionais.
O modelo SCUT, criado em 1997, constituiu um importante instrumento de política económica. Apesar de
erradamente ter associada uma visão sobre a mobilidade marcadamente rodoviária, a medida permitiu ao
Estado assumir o investimento nas acessibilidades em zonas carenciadas, com óbvios impactos sociais e
económicos para as regiões em causa. A ideia era permitir uma mobilidade que promovesse o
desenvolvimento económico e a coesão territorial. A introdução do sistema de portagens colocou em causa
este esforço e mostrou-se errado também na perspetiva das contas públicas, pois permitiu aos privados
passarem o risco do investimento para o lado do Estado, colocando-se na posição de detentores de rendas
por várias décadas.
Os governos que promoveram a introdução das portagens, acabando com o modelo SCUT, criaram um
sistema de isenções e descontos justificando que, dessa forma, minorariam os custos para as populações.
Pareceu ser um regime criado para fragmentar e fragilizar a contestação popular à introdução das portagens,
até pela temporalidade deste regime. O próprio critério selecionado para decidir quais as regiões que poderiam
manter as isenções para lá do período inicialmente previsto constitui um potencial de injustiça, pois não tem
em conta fatores tão relevantes como a distribuição da riqueza ou a taxa de desemprego, entre outros.
O sistema de isenções e descontos inicialmente terminava a dia 30 de junho de 2012. O atual governo
entendeu prolongá-lo, mas manteve o caráter temporário da medida que é agora válida apenas até ao final do
mês de setembro de 2012. O Bloco de Esquerda mantém a sua exigência de revogação das portagens nas ex-
SCUT e continuará a apresentar propostas nesse sentido. Mas não fica indiferente à necessidade de garantir
que, enquanto o pagamento de portagens nestas vias não é revogado, o sistema de isenções e descontos se
mantém. Não é demais lembrar que a introdução de portagens, mesmo com o atual regime de isenções e
descontos, já provocou quebras de tráfego que chegam aos 50 por cento, com todas as consequências
negativas económicas fortíssimas para as regiões afetadas. No momento de crise profunda que o país
enfrenta, o fim do regime de isenções e descontos em quaisquer das ex-SCUT seria um duro golpe para as
populações e economias locais.
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Votação Deliberação — DAR I série — 24/11/2012
Sábado, 24 de novembro de 2012 I Série — Número 22
XII LEGISLATURA 2.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2012-2013)
REUNIÃOPLENÁRIADE23DENOVEMBRODE 2012
Presidente: Ex.ma Sr.ª Maria da Assunção Andrade Esteves
Secretários: Ex.mos
Srs. Maria Paula da Graça Cardoso Rosa Maria da Silva Bastos de Horta Albernaz Jorge Manuel Capela Gonçalves Fão
S U M Á R I O
A Sr.ª Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas
e 9 minutos. Na continuação da discussão, na especialidade, da
proposta de lei n.º 103/XII (2.ª) — Aprova o Orçamento do Estado para 2013, o Sr. Deputado Pedro Jesus Marques (PS) interpelou a Mesa sobre a apresentação de propostas de alteração à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013, acerca do que se pronunciaram os Srs. Deputados Duarte Pacheco e Paulo Batista Santos (PSD).
Foi avocada pelo Plenário, a solicitação do PCP, a votação de propostas dos artigos 25.º-A e 25.º-B, que foram rejeitadas. Foi ainda avocada pelo Plenário a votação dos artigos 28.º, 43.º, 57.º, 75.º, 76.º e 77.º da proposta de lei, solicitada pelo PSD e CDS, pelo PS, pelo PCP e pelo BE, que foram aprovados com as alterações entretanto introduzidas. Usaram da palavra, além do Sr. Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social (Marco António Costa), os Sr. Deputados Maria das Mercês Soares (PSD), Mariana Aiveca (BE), Nuno Sá (PS), Jorge Machado (PCP), Rita Rato (PCP), José Luís Ferreira (Os Verdes), Adão Silva (PSD), Honório Novo (PCP), Michael Seufert (CDS-PP) e Pedro Jesus Marques (PS).
Deu-se conta da entrada na Mesa do projeto de resolução n.º 508/XII (2.ª).
Prosseguiu a discussão, na especialidade, da proposta de lei n.º 103/XII (2.ª), tendo sido discutidos os artigos 83.º a
133.º e propostas de artigos novos. Pronunciaram-se, a diverso título, além dos Srs. Secretários de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa (Paulo Simões Júlio), da Solidariedade e da Segurança Social (Marco António Costa), Adjunto e da Defesa Nacional (Paulo Braga Lino) e do Tesouro (Maria Luís Albuquerque), os Srs. Deputados Paulo Sá (PCP), Maurício Marques (PSD), José Luís Ferreira (Os Verdes), Fernando Marques (PSD), Jorge Machado e Rita Rato (PCP), Artur Rêgo (CDS-PP), Clara Marques Mendes (PSD), Nuno Sá (PS), Adão Silva e Adriano Rafael Moreira (PSD), Bruno Dias (PCP), Abel Baptista (CDS-PP), Jorge Fão (PS), Catarina Martins (BE), Paulo Campos (PS), Afonso Oliveira (PSD), Carlos Zorrinho e Eduardo Cabrita (PS), Honório Novo (PCP) e Nuno Reis (PSD).
Foram rejeitados os projetos de resolução n.os
401/XII (1.ª) — Pela abolição das portagens nas antigas autoestradas SCUT e a manutenção das atuais isenções até à eliminação das portagens (PCP) e 458/XII (2.ª) — Recomenda ao Governo a manutenção do sistema de isenções e descontos em todas as ex-SCUT (BE).
Foi também rejeitado o projeto de resolução n.º 487/XII (2.ª) — Recomenda a urgente abertura dos concursos para financiamento ao cinema e audiovisual do ICA (BE).
Foram aprovados os projetos de resolução n.os
503/XII (2.ª) — Orientações relativas à negociação do Quadro
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