PROJETO DE RESOLUÇÃO N .º 382./XII/1 ª
“RECOMENDA AO GOVERNO QUE SEJA DADA PRIORIDADE ABSOLUTA À NEGOCIAÇÃO DA
LINHA DE CRÉDITO COM O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO PREVISTA NO
ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2012, MEDIANTE DETERMINADOS CRITERIOS”.
O Partido Socialista considera vital o ajustamento ou reajustamento das orientações que
devem estruturar as políticas públicas da internacionalização da economia e das empresas,
como ponto de partida para a retoma do crescimento económico.
Sem retoma do crescimento económico todos os esforços de consolidação orçamental não
terão passado de sacrifícios inúteis e o país não só não conseguirá ultrapassar os bloqueios
ao financiamento externo da sua economia, como corre o sério risco de se vir a encontrar
numa situação política, económica e social semelhante à da Grécia.
Assim, assegurar adequadas condições de financiamento às empresas e apoiar
decididamente o sector privado no combate à recessão anunciada para os próximos meses,
terão de constituir os dois alicerces da politica económica portuguesa.
O PS tem a clara consciência de que a retoma do crescimento económico exige e pressupõe a
garantia da sustentabilidade financeira do Estado, o que passa pelo cumprimento do
Memorandum da Troika e do objetivo do défice de 4,5% para este ano.
Porém, garantir a sustentabilidade financeira do Estado através de uma forte e firme
disciplina orçamental tem necessariamente de conviver com a retoma de uma economia
virada para a inovação, produção e emprego, e para a salvaguarda de políticas sociais que
assegurem sempre a dignidade dos nossos concidadãos na reforma, na doença e no
desemprego.
No presente momento, é determinante que as pequenas e médias empresas tenham
capacidade para realizarem investimentos que proporcionem a produção de bens de uma
forma estruturada e competitiva. Na verdade, as pequenas e médias empresas têm
encontrado muitas dificuldades ao nível do financiamento das suas atividades, o que num
curto espaço de tempo se poderá traduzir num credit crunch , ou seja, numa situação de
redução abrupta e radical dos meios financeiros disponíveis. Este cenário naturalmente que
tornaria inviáveis quaisquer expectativas de recuperação económica.
Um dos instrumentos para o financiamento/cofinanciamento é o Banco Europeu de
Investimento, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento equilibrado da comunidade
através da integração económica e da coesão social. Os projetos financiados pelo Banco são
selecionados com vista a contribuir para a concretização dos objetivos da UE, ao nível do
reforço da competitividade das indústrias e das pequenas e médias empresas europeias. A
este respeito, importa ainda referir que o Partido Socialista apresentou em sede de
Orçamento de Estado para 2012 uma proposta, que foi aprovada, cujo objetivo passava por o
Governo encetar esforços junto Banco Europeu de Investimento, no sentido de
contratualizar uma linha de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do
Partido Socialista apresentam o seguinte Projeto de Resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos do nº5 do artigo 166º da Constituição da
República Portuguesa, recomendar ao Governo que:
1 – Seja dada prioridade absoluta à negociação da linha de crédito com o Banco
Europeu de Investimento prevista no Orçamento de Estado para 2012.
2 – Assegure critérios de seletividade e mérito no acesso à referida linha de
financiamento, garantido uma adequada utilização dos recursos financeiros
disponíveis e dando prioridade ao financiamento dos sectores de bens e serviços
transacionáveis e às empresas exportadoras.
Assembleia da República, 20 de Junho de 2012
Os Deputados,
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Publicação — DAR II série A — 5-6 — 27/06/2012
5 | II Série A - Número: 200 | 27 de Junho de 2012
Os Deputados do PS: Carlos Zorrinho — Basílio Horta — Vieira da Silva — Rui Paulo Figueiredo — Hortense Martins — Duarte Cordeiro — Pedro Delgado Alves — Sónia Fertuzinhos — Jacinto Serrão — Odete João — Fernando Medina.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 382/XII (1.ª) RECOMENDA AO GOVERNO QUE SEJA DADA PRIORIDADE ABSOLUTA À NEGOCIAÇÃO DA LINHA DE CRÉDITO COM O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO PREVISTA NO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012, MEDIANTE DETERMINADOS CRITÉRIOS
O Partido Socialista considera vital o ajustamento ou reajustamento das orientações que devem estruturar as políticas públicas da internacionalização da economia e das empresas, como ponto de partida para a retoma do crescimento económico.
Sem retoma do crescimento económico todos os esforços de consolidação orçamental não terão passado de sacrifícios inúteis e o país não só não conseguirá ultrapassar os bloqueios ao financiamento externo da sua economia, como corre o sério risco de se vir a encontrar numa situação política, económica e social semelhante à da Grécia.
Assim, assegurar adequadas condições de financiamento às empresas e apoiar decididamente o sector privado no combate à recessão anunciada para os próximos meses, terão de constituir os dois alicerces da politica económica portuguesa.
O PS tem a clara consciência de que a retoma do crescimento económico exige e pressupõe a garantia da sustentabilidade financeira do Estado, o que passa pelo cumprimento do Memorandum da Troika e do objetivo do défice de 4,5% para este ano.
Porém, garantir a sustentabilidade financeira do Estado através de uma forte e firme disciplina orçamental tem necessariamente de conviver com a retoma de uma economia virada para a inovação, produção e emprego, e para a salvaguarda de políticas sociais que assegurem sempre a dignidade dos nossos concidadãos na reforma, na doença e no desemprego.
No presente momento, é determinante que as pequenas e médias empresas tenham capacidade para realizarem investimentos que proporcionem a produção de bens de uma forma estruturada e competitiva. Na verdade, as pequenas e médias empresas têm encontrado muitas dificuldades ao nível do financiamento das suas atividades, o que num curto espaço de tempo se poderá traduzir num credit crunch, ou seja, numa situação de redução abrupta e radical dos meios financeiros disponíveis. Este cenário naturalmente que tornaria inviáveis quaisquer expectativas de recuperação económica.
Um dos instrumentos para o financiamento/cofinanciamento é o Banco Europeu de Investimento, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento equilibrado da comunidade através da integração económica e da coesão social. Os projetos financiados pelo Banco são selecionados com vista a contribuir para a concretização dos objetivos da UE, ao nível do reforço da competitividade das indústrias e das pequenas e médias empresas europeias. A este respeito, importa ainda referir que o Partido Socialista apresentou em sede de Orçamento de Estado para 2012 uma proposta, que foi aprovada, cujo objetivo passava por o Governo encetar esforços junto Banco Europeu de Investimento, no sentido de contratualizar uma linha de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do Partido Socialista apresentam o seguinte projeto de resolução: A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República Portuguesa, recomendar ao Governo que: 1 – Seja dada prioridade absoluta à negociação da linha de crédito com o Banco Europeu de Investimento prevista no Orçamento de Estado para 2012.
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Apreciação — DAR I série — 3-28 — 30/06/2012
30 DE JUNHO DE 2012
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, está aberta a sessão.
Eram 10 horas e 9 minutos.
Os Srs. Agentes da autoridade podem abrir as galerias, por favor.
Informo os Srs. Deputados que, na Sala D. Maria, decorrem, a partir deste momento, e durante a manhã,
as eleições de três juízes para o Tribunal Constitucional.
Srs. Deputados, a Sr.ª Secretária vai proceder à leitura do expediente.
A Sr.ª Secretária (Maria Paula Cardoso): — Sr.ª Presidente e Srs. Deputados, deram entrada na Mesa, e
foram admitidas, as seguintes iniciativas legislativas: projeto de lei n.º 258/XII (1.ª) — Altera o artigo 47.º do
Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (sétima alteração ao Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de março)
(PS), que baixou à 1.ª Comissão; proposta de lei n.º 79/XII (1.ª) — Define as bases da política de ambiente,
que baixa à 11.ª Comissão; propostas de resolução n.os
39/XII (1.ª) — Aprova o Acordo de Parceria
Económica entre os Estados do CARIFORUM, por um lado, e a Comunidade Europeia e os seus Estados-
membros, por outro, assinado em Bridgetown, Barbados, a 15 de outubro de 2008, em Bruxelas, Reino da
Bélgica, a 20 de outubro de 2008, em Port-au-Prince, Haiti, em 10 de dezembro de 2009, incluindo os anexos,
protocolos e declarações conjuntas, declarações, declaração conjunta e ata final, que baixa à 2.ª Comissão, e
40/XII (1.ª) — Aprova o Acordo sobre o Espaço de Aviação Comum entre a União Europeia e os seus
Estados-membros, por um lado, e a Geórgia, por outro, assinado em Bruxelas, em 2 de dezembro de 2010,
incluindo os Anexos I a IV, que baixa à 2.ª Comissão; apreciação parlamentar n.º 22/XII (1.ª) — Requerimento
do PS solicitando a apreciação, pela Assembleia da República, do Decreto-Lei n.º 119/2012, de 15 de junho,
que cria, no âmbito do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o fundo
sanitário e de segurança alimentar mais, bem como a taxa de segurança alimentar mais, que baixa à 7.ª
Comissão; e projeto de resolução n.º 395/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a manutenção do sistema de
isenções e descontos em todas as ex-SCUT (BE), que baixa à 5.ª Comissão.
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, da nossa ordem do dia consta a discussão conjunta dos projetos de
resolução n.os
386/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a elaboração de uma lista de pequenas e médias
empresas que apenas atuam no mercado interno, mas com potencial de internacionalização, no sentido de as
orientar para a exportação (PS), 383/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a elaboração de uma lista exaustiva
com os custos de contexto que afetam as empresas exportadoras (PS), 385/XII (1.ª) — Recomenda ao
Governo a adoção de medidas de apoio às pequenas e médias empresas exportadoras (PS), 384/XII (1.ª) —
Recomenda ao Governo que as empresas que prestam o serviço de seguro de crédito possam também atuar
ao nível do pré-financiamento das exportações (PS), 381/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a criação de um
fundo de capitalização das PME participado pelo Estado e pelas principais instituições financeiras
portuguesas, especialmente pelos capitais de risco (PS), 382/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo que seja
dada prioridade absoluta à negociação da linha de crédito com o Banco Europeu de Investimento prevista no
Orçamento do Estado para 2012, mediante determinados critérios (PS), e 391/XII (1.ª) — Recomenda ao
Governo a adoção de medidas com vista à criação de uma garantia para a juventude (PS).
A abrir o debate, tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado Basílio Horta.
O Sr. Basílio Horta (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: O atual quadro económico e social do
País, caraterizado por uma forte recessão na economia e um singular aumento do desemprego,
acompanhados de uma preocupante execução orçamental, justifica que todas as esperanças de recuperação
da economia nacional assentem nas exportações e no investimento estrangeiro.
É certo que as exportações têm continuado a crescer, embora em nítida desaceleração, e muito à custa
dos mercados extracomunitários, que mostraram um crescimento de 18,4%. No entanto, não nos podemos
esquecer que a Europa é responsável por cerca de 70% das nossas exportações e as recentes estimativas
para o seu crescimento colocam em crise a procura externa relevante para as nossas empresas.
Por outro lado, é necessária, mas não suficiente, a existência de procura externa para aumentar ou manter
o ritmo das nossas exportações.
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Votação Deliberação — DAR I série — 30/06/2012
Sábado, 30 de junho de 2012 I Série — Número 128
XII LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2011-2012)
REUNIÃOPLENÁRIADE29DEJUNHODE 2012
Presidente: Ex.ma Sr.ª Maria da Assunção Andrade Esteves
Secretários: Ex.mos
Srs. Maria Paula da Graça Cardoso Nuno André Araújo dos Santos Reis e Sá
S U M Á R I O
A Sr.ª Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas
e 9 minutos. Procedeu-se à eleição de três juízes para o Tribunal
Constitucional, que decorreu durante a sessão. Deu-se conta da apresentação do projeto de lei n.º
258/XII (1.ª), da proposta de lei n.º 79/XII (1.ª), das propostas de resolução n.
os 39 e 40/XII (1.ª), do projeto de
resolução n.º 395/XII (1.ª) e da apreciação parlamentar n.º 22/XII (1.ª).
Foram apreciados, conjuntamente, os projetos de resolução n.
os 386/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a
elaboração de uma lista de pequenas e médias empresas que apenas atuam no mercado interno, mas com potencial de internacionalização, no sentido de as orientar para a exportação (PS), cujo n.º 1 foi aprovado, tendo sido rejeitado o n.º 2, 383/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a elaboração de uma lista exaustiva com os custos de contexto que afetam as empresas exportadoras (PS), que foi aprovado, 385/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas de apoio às pequenas e médias empresas exportadoras (PS), que foi rejeitado, 384/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo que as empresas que prestam o
serviço de seguro de crédito possam também atuar ao nível do pré-financiamento das exportações (PS), que foi rejeitado, 381/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a criação de um fundo de capitalização das PME participado pelo Estado e pelas principais instituições financeiras portuguesas, especialmente pelos capitais de risco (PS), que foi rejeitado, 382/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo que seja dada prioridade absoluta à negociação da linha de crédito com o Banco Europeu de Investimento prevista no Orçamento do Estado para 2012, mediante determinados critérios (PS), que foi aprovado, e 391/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas com vista à criação de uma garantia para a juventude (PS), que foi rejeitado.
Usaram da palavra no debate, a diverso título, os Srs. Deputados Basílio Horta (PS), Adriano Rafael Moreira (PSD), José Luís Ferreira (Os Verdes), Agostinho Lopes (PCP), Catarina Martins (BE), Hélder Amaral (CDS-PP), Nuno Filipe Matias (PSD), Rui Paulo Figueiredo (PS), Maria Paula Cardoso e Nuno Encarnação (PSD), Pedro Delgado Alves (PS), Raúl de Almeida (CDS-PP) e Duarte Filipe Marques e Pedro Saraiva (PSD).
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