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Grupo Parlamentar
PROJETO DE LEI N.º 177/XII/1.ª
INTRODUZ UMA TAXA SOBRE A TRANSAÇÃO DE PRODUTOS
FINANCEIROS (TAXA TOBIN)
Exposição de motivos
É hoje amplamente reconhecido que a crise financeira iniciada em 2007 foi a mais grave
desde o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e deixou à vista a desregulação que
tinha sido permitida ao sistema financeiro. Com esta crise, milhões de empregos foram
destruídos e os efeitos na economia real estão ainda longe de ser ultrapassados. A
especulação criou a crise e agora a fatura está a ser imposta às pessoas.
A desregulação dos mercados financeiros começou nos anos 70 do século passado. A
crise do petróleo de 73 e o desmantelamento do sistema de Bretton Woods em 1971
marcaram o fim de 30 anos em que a regulação da atividade financeira, a proteção dos
trabalhadores, o desenvolvimento dos estados sociais e a intervenção pública para o
investimento e o emprego garantiram três décadas de crescimento moderado com
reduzidos níveis de desemprego e menores níveis de desigualdades sociais.
O processo de desregulamentação dos sistemas financeiros e de liberalização dos
mercados de capitais, iniciado por Ronald Reagan e Margaret Thatcher nos anos 70, foi o
facto determinante na configuração do sistema capitalista financeiro que deu origem a
esta crise. Este processo teve como ponto alto a eliminação do Glass Steagl Act, que
obrigava a uma separação entre a banca comercial e de investimento.
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Desde o início deste processo de liberalização, pudemos assistir a uma multiplicação dos
offshores, das mirabolantes formas de engenharia fiscal em que a especulação assenta,
das instituições financeiras que escapam a qualquer tipo de supervisão ( shadow banking
system), com um correspondente aumento dos níveis de alavancagem e de titularização
do crédito. O processo de liberalização e privatizações teve também consequências ao
nível da abrangência e qualidade dos serviços públicos e das condições de trabalho nas
sociedades desenvolvidas.
Em suma, os últimos 40 anos de desregulação financeira foram responsáveis por um
crescimento medíocre das economias, pelo aumento do desemprego e pelo acentuar das
desigualdades sociais.
A progressiva “financeirização” das economias, caracterizada pelo aumento do peso do
sistema financeiro no funcionamento na economia, tornou a produção real dependente
de lógicas especulativas, promoveu o endividamento, quer do setor financeiro como das
famílias, e aumentou exponencialmente o volume de ativos financeiros em circulação. É
esta a realidade de um sistema altamente volátil e instável, cujo valor da riqueza fictícia
criada nestes mercados é hoje 16 vezes superior ao PIB real.
A desregulação levou à crise. A instabilidade criada pelo funcionamento dos mercados
financeiros desregulamentados e liberalizados conduziu ao boom do subprime em 2007,
e foi responsável pela sua transformação em crise financeira global, que obrigou à
intervenção dos Estados para salvar instituições financeiras em todo o mundo.
Mas, a realidade demonstra que, para os mercados financeiros, o crime compensa: quem
criou a crise, acabou por ser salvo à custa dos Estados. No total, estima-se que os Estados
Europeus tenham empenhado cerca de 4,6 biliões de euros para resgatar o setor
financeiro que, segundo a Comissão Europeia, beneficia de vantagens fiscais de
aproximadamente 18 mil milhões de euros por ano com isenções de IVA nos serviços
financeiros.
A consciência da absoluta impunidade dos atores financeiros relativamente à atual
situação tem suscitado duras críticas por parte de várias instituições e personalidades
internacionais, que, mais uma vez, apelam à implementação de uma taxa sobre as
transações financeiras - a Taxa Tobin -, já anteriormente proposta pelo Bloco de
Esquerda.
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As vantagens associadas à sua implementação são várias. Em primeiro lugar por razões
de equidade fiscal. Note-se que, ao contrário de todas as outras transações na economia
(bens de consumo e investimento), sujeitas a IVA, as transações financeiras não pagam
qualquer imposto. Em segundo lugar, por uma questão de justiça e de distribuição de
sacrifícios. O que se verifica hoje é que são os mercados financeiros e os seus
intervenientes os únicos a não sofrer com os processos de ajustamento orçamental para
correção de dívidas que os próprios causaram. Em terceiro lugar porque permite a
introdução de um fator de dissuasão de operações financeiras especulativas. Essas
operações representam hoje cerca de 80% de todas as transações do mundo, sem
qualquer benefício para a economia, e com pesadas consequências para a estabilidade
do sistema financeiro.
Note-se que esta está longe de ser uma proposta isolada. Países como a Bélgica, o Chipre,
a França, a Finlândia, a Grécia, a Irlanda, a Itália, a Roménia, a Polónia, Singapura, o
Reino Unido e Taiwan já têm em vigor, ainda que de forma não harmonizada, taxas
sobre transações financeiras. No caso do Reino Unido, o maior centro financeiro da
europa, tem em vigor, desde 1808, uma taxa de 0,5% sobre a compra de ações.
Ao nível da União Europeia, esta medida tem reunido apoiantes. Perante a recusa do G20
em avançar com a medida em termos internacionais, a própria Comissão Europeia
anunciou já estar a estudar a possibilidade da futura implementação de uma taxa sobre
as transações financeiras. Nas palavras do próprio Presidente da Comissão Europeia, “É
altura do setor financeiro dar uma contribuição para a sociedade”.
Ainda assim, e perante o atraso nas negociações europeias, o Presidente Francês, Nicolas
Sarkosy, anunciou que a taxa Tobin “não pode esperar mais”, declarando a sua intenção
de avançar unilateralmente, sem o apoio dos parceiros europeus, para a introdução de
uma taxa de 0,1% sobre a aquisição de títulos financeiros.
É necessário que a legislação portuguesa acompanhe este debate europeu e seja
implementada a Taxa Tobin. É esse o objetivo da presente proposta legislativa, que
resultará no combate à especulação financeira.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados
do Bloco de Esquerda, apresentam o seguinte Projecto de Lei:
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Artigo 1.º
Objecto
A presente lei determina a aplicação de uma taxa autónoma de 0,1% sobre a transação
de ações, obrigações e unidades de participação de fundos de investimento, e sobre a
transação de produtos derivados efetuadas na Bolsa de Lisboa.
Artigo 2.º
Âmbito de aplicação
A presente lei aplica-se a todas as transações de compra e venda de títulos
representativos de ações, obrigações ou fundos de investimento e de instrumentos
derivados no mercado regulamentado e não regulamentado da Bolsa de Lisboa.
Artigo 3º
Taxa sobre transações
1 - É alvo de retenção, por parte da Euronext Lisboa, o valor resultante da aplicação da
taxa 0,1% sobre o valor da transação de títulos financeiros, nomeadamente, ações,
obrigações, unidades de participação de fundos de investimento e produtos financeiros
derivados;
2 - O valor resultante da aplicação das taxas suprarreferidas é devido, na sua totalidade,
ao adquirente do objeto de transação, devendo ser liquidado no momento da realização
da mesma.
Artigo 4.º
Regulamentação
O Governo regulamenta através de portaria a presente lei no prazo máximo de 60 dias
após a sua publicação.
Assembleia da República, 17 de fevereiro de 2012.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Publicação — DAR II série A — 10-12 — 22/02/2012
10 | II Série A - Número: 125 | 22 de Fevereiro de 2012
Assembleia da República, 17 de fevereiro de 2012 As Deputadas e os Deputados do BE: Mariana Aiveca — Luís Fazenda — Catarina Martins — Pedro Filipe Soares — João Semedo — Francisco Louçã — Ana Drago — Cecília Honório.
——— PROJETO DE LEI N.º 177/XII (1.ª) INTRODUZ UMA TAXA SOBRE A TRANSAÇÃO DE PRODUTOS FINANCEIROS (TAXA TOBIN)
Exposição de motivos
É hoje amplamente reconhecido que a crise financeira iniciada em 2007 foi a mais grave desde o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, e deixou à vista a desregulação que tinha sido permitida ao sistema financeiro.
Com esta crise, milhões de empregos foram destruídos e os efeitos na economia real estão ainda longe de ser ultrapassados. A especulação criou a crise e agora a fatura está a ser imposta às pessoas.
A desregulação dos mercados financeiros começou nos anos 70 do século passado. A crise do petróleo de 73 e o desmantelamento do sistema de Bretton Woods em 1971 marcaram o fim de 30 anos em que a regulação da atividade financeira, a proteção dos trabalhadores, o desenvolvimento dos estados sociais e a intervenção pública para o investimento e o emprego garantiram três décadas de crescimento moderado com reduzidos níveis de desemprego e menores níveis de desigualdades sociais.
O processo de desregulamentação dos sistemas financeiros e de liberalização dos mercados de capitais, iniciado por Ronald Reagan e Margaret Thatcher nos anos 70, foi o facto determinante na configuração do sistema capitalista financeiro que deu origem a esta crise. Este processo teve como ponto alto a eliminação do Glass Steagl Act, que obrigava a uma separação entre a banca comercial e de investimento.
Desde o início deste processo de liberalização, pudemos assistir a uma multiplicação dos off-shores, das mirabolantes formas de engenharia fiscal em que a especulação assenta, das instituições financeiras que escapam a qualquer tipo de supervisão (shadow banking system), com um correspondente aumento dos níveis de alavancagem e de titularização do crédito. O processo de liberalização e privatizações teve também consequências ao nível da abrangência e qualidade dos serviços públicos e das condições de trabalho nas sociedades desenvolvidas.
Em suma, os últimos 40 anos de desregulação financeira foram responsáveis por um crescimento medíocre das economias, pelo aumento do desemprego e pelo acentuar das desigualdades sociais.
A progressiva «financeirização» das economias, caracterizada pelo aumento do peso do sistema financeiro no funcionamento na economia, tornou a produção real dependente de lógicas especulativas, promoveu o endividamento, quer do setor financeiro quer das famílias, e aumentou exponencialmente o volume de ativos financeiros em circulação. É esta a realidade de um sistema altamente volátil e instável, cujo valor da riqueza fictícia criada nestes mercados é hoje 16 vezes superior ao PIB real.
A desregulação levou à crise. A instabilidade criada pelo funcionamento dos mercados financeiros desregulamentados e liberalizados conduziu ao boom do subprime em 2007 e foi responsável pela sua transformação em crise financeira global, que obrigou à intervenção dos Estados para salvar instituições financeiras em todo o mundo.
Mas, a realidade demonstra que para os mercados financeiros o crime compensa: quem criou a crise, acabou por ser salvo à custa dos Estados. No total, estima-se que os Estados europeus tenham empenhado cerca de 4,6 biliões de euros para resgatar o setor financeiro que, segundo a Comissão Europeia, beneficia de vantagens fiscais de aproximadamente 18 mil milhões de euros por ano com isenções de IVA nos serviços financeiros.
A consciência da absoluta impunidade dos atores financeiros relativamente à atual situação tem suscitado duras críticas por parte de várias instituições e personalidades internacionais, que, mais uma vez, apelam à implementação de uma taxa sobre as transações financeiras — a Taxa Tobin — , já anteriormente proposta pelo Bloco de Esquerda.
As vantagens associadas à sua implementação são várias. Em primeiro lugar, por razões de equidade fiscal. Note-se que, ao contrário de todas as outras transações na economia (bens de consumo e
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Discussão generalidade — DAR I série — 33-39 — 10/03/2012
10 DE MARÇO DE 2012
O Sr. Bruno Dias (PCP): — O PCP apresenta propostas concretas e soluções construtivas para um
problema real e, enquanto isso, o PSD e o PS entretêm-se a discutir de quem é a culpa e, enquanto isso, as
pessoas são penalizadas com um modelo de TDT que ia dar muito dinheiro a ganhar a alguns e prejuízos
pesados para a esmagadora maioria.
O Sr. Honório Novo (PCP). — Exatamente!
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Enquanto os senhores só vêm os custos para o Estado de uma oferta decente
de canais na TDT, passam-vos ao lado os milhões do negócio da rede 4G, das poupanças em energia com o
apagão analógico, das vendas de equipamentos, dos contratos de televisão paga, etc.…
Então, quem é que paga todo este dinheiro, Deputados? Todo este dinheiro vai para onde? Então, os
senhores não sabem que a lei estabelece que os preços a pagar à PT pelas estações de televisão têm de ser
baseados nos custos e não na especulação que os senhores apoiam? E os senhores não sabem também que
a ANACOM já determinou a diminuição de custos no pagamento à PT por parte das televisões em 2008 e em
2011? Os senhores andam pelas regiões a inaugurar emissores, que só lá estão pela luta das populações, e
vêm para aqui impedir que as soluções avancem de forma concreta?
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Muito bem!
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Na semana em que a RTP assinala os 55 anos, o PCP propõe que o serviço
público de televisão se integre em pleno nesta época da televisão digital terrestre e passe para o século XXI.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor de terminar, Sr. Deputado.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Não aceitaremos, e daremos uma luta muito firme e determinada, esse projeto
que o PSD e o CDS trazem agora do Governo, que é o de fazer a RTP recuar a 1968 quando só havia um
canal de televisão.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor de terminar, Sr. Deputado.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Não vão conseguir, Srs. Deputados, se o povo português fizer frente a esse
projeto!
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Srs. Deputados, vamos passar ao ponto 4 da nossa ordem de
trabalhos, com a discussão conjunta, na generalidade, dos projetos de lei n.os
177/XII (1.ª) — Introduz uma
taxa sobre a transação de produtos financeiros (Taxa Tobin) (BE) e 191/XII (1.ª) — Cria a taxa sobre
transações financeiras em bolsa (PCP).
Para apresentar o projeto de lei n.º 177/XII (1.ª), do BE, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Filipe Soares.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Na quarta-feira da passada
semana, o Banco Central Europeu (BCE) permitiu empréstimos ao setor financeiro num valor de 530 000
milhões de euros. Num só dia, o BCE emprestou ao setor financeiro a uma taxa de juro de 1%, por um período
de três anos, o dobro do que emprestou a países como a Grécia, a Irlanda e Portugal. E já não falo na
diferença das taxas de juro, porque, por exemplo, para Portugal o mesmo Banco Central Europeu emprestou a
uma taxa de juro de 4,8%…
Está, assim, demonstrada, com base neste dia da semana passada, a desigualdade com que se considera
o setor financeiro e com que se consideram os países e as necessidades dos povos.
É exatamente esta desigualdade e estes dois pesos e duas medidas que motivam a apresentação do
presente diploma pelo Bloco de Esquerda, porque, ao longo dos últimos 40 anos, assistimos à desregulação
dos mercados financeiros e sabemos que quem desregula abre as portas à especulação e quem abre as
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Votação na generalidade — DAR I série — 45-45 — 10/03/2012
10 DE MARÇO DE 2012
Vamos votar, na generalidade, o projeto de lei n.º 166/XII (1.ª) — Altera o Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de
31 de maio (Estabelece o regime da utilização dos recursos hídricos), introduzindo menções específicas para
as explorações de aquicultura e a atribuição de títulos de utilização de recursos hídricos a associações sem
fins lucrativos (Sétima alteração ao Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de maio, que estabelece o regime da
utilização dos recursos hídricos) (PS).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes e abstenções
do PSD e do CDS-PP.
O diploma baixa igualmente à 11.ª Comissão.
Segue-se a votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 167/XII (1.ª) — Estabelece a universalidade do
acesso à televisão digital terrestre e o alargamento da oferta televisiva (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PS.
O Sr. Paulo Campos (PS): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Paulo Campos (PS): — Sr.ª Presidente, é para anunciar que apresentarei na Mesa uma declaração
de voto por escrito.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado.
Srs. Deputados, vamos passar à votação do projeto de resolução n.º 238/XII (1.ª) — Recomenda ao
Governo a abertura dos canais da RTP Madeira e da RTP Açores na Televisão Digital Terrestre em todo o
território nacional, visto já estarem disponíveis nas respetivas regiões autónomas (PS).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PS, do BE e
de Os Verdes e a abstenção do PCP.
O Sr. Jacinto Serrão (PS): — Sr.ª Presidente, peço a palavra para interpelar a Mesa.
A Sr.ª Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Jacinto Serrão (PS): — Sr. Presidente, vejo aqui registados os Deputados do PSD e do CDS-PP
eleitos pela Madeira, mas constato que, neste momento, não se encontram na Sala para procederem às
respetivas votações. Gostaria, pois, de interpelar a Mesa para esse efeito.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Bem lembrado!
A Sr.ª Presidente: — Sr. Deputado, a Mesa não especificou a composição dos grupos parlamentares,
indicou apenas o resultado pela globalidade dos grupos parlamentares. Mas fica registado, naturalmente, o
que o Sr. Deputado Jacinto Serrão acaba de indicar.
Passamos à votação, na generalidade, do projeto de lei n.º 177/XII (1.ª) — Introduz uma taxa sobre a
transação de produtos financeiros (Taxa Tobin) (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do PCP, do BE,
de Os Verdes e dos Deputados do PS Isabel Alves Moreira e Sérgio Sousa Pinto e a abstenção do PS.
O Sr. Sérgio Sousa Pinto (PS): — Peço a palavra, Sr.ª Presidente.
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