Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 1
Grupo Parlamentar
PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 60/XII/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A SUSPENSÃO DA
PRIVATIZAÇÃO/CONCESSÃO DAS LINHAS SUBURBANAS DA CP
Como é hoje amplamente reconhecido, a ferrovia é uma escolha de mobilidade que terá
um papel cada vez mais central no futuro, por razões económicas e ambientais. Por esse
motivo, o investimento na ferrovia, na requalificação, modernização e expansão da rede
ferroviária é um objectivo estratégico para o desenvolvimento económico do país.
Nesse contexto, a ferrovia tem sido correctamente entendida como um serviço público
essencial e como factor de coesão territorial. Apesar do desinvestimento a que foi votada
a rede ferroviária nacional, ela continua a representar um serviço público de
importância estratégica para o país.
O último Governo do Partido Socialista veio, no entanto, tentar modificar a forma como a
ferrovia deveria passar a ser vista pelo poder político. Ao publicar o Decreto-lei n.º 137-
A/2009, o anterior Governo trouxe à letra da lei uma nova concepção do serviço
ferroviário prestado pela CP, introduzindo para o efeito alterações de fundo nos
Estatutos da empresa que vieram inaugurar a possibilidade de concessão/privatização
das linhas suburbanas da CP.
Aliás, esta nova concepção está bem patente numa resposta que o anterior Ministério
das Obras Públicas, Transportes e Comunicações emite, e que consta do relatório final da
Comissão da Assembleia da República competente, a propósito da Petição n.º 75/XI/1.ª
apresentada por um grupo de cidadãos em representação das comissões de utentes das
linhas ferroviárias suburbanas de Lisboa, da comissão de trabalhadores da CP e do
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 2
Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário como reacção ao dito
decreto-lei. Nessa nota emitida pelo anterior Ministério é possível ler-se o seguinte: “ O
novo modelo plasmado no Decreto-lei n.º 137-A/2009 permite preparar a CP para o novo
mercado ferroviário europeu, liberalizado e de forte contexto concorrencial, conferindo-lhe
flexibilidade na gestão/operação. Assim, é atribuída à CP a concessão do serviço público do
transporte ferroviário de passageiros no território nacional, mantendo-se essa atribuição
por via legal até à celebração de futuro(s) contrato(s) de concessão.”
Esta visão sobre a gestão da ferrovia parece ignorar os exemplos e anteriores ensaios da
sua privatização que conhecemos, quer a nível nacional quer a nível europeu. Nunca é
demais relembrar que o único caso de concessão de linhas ferroviárias em Portugal, a
empresa Fertagus do grupo Barraqueiro – primeiro operador privado a assegurar a
gestão e exploração comercial de uma linha ferroviária em Portugal - tem vindo a
revelar-se francamente prejudicial para o equilíbrio das contas do Estado. É sabido que
o Estado pagava até ao ano passado indemnizações compensatórias à empresa Fertagus
– sobre isto vale a pena referir que os lucros obtidos pela Fertagus devem-se em
exclusivo ao financiamento que esta recebe do Estado, prova disso é a diminuição em
16,3% dos resultados alcançados pela empresa em 2010 relativamente ao ano anterior,
coincidente com a redução de 700 mil euros nas indemnizações compensatórias
entregues pelo Estado, fora estas apresenta apenas prejuízo. Vale a pena ainda referir
que de acordo com dados de 2009, o preço/Km na Fertagus é 83% superior em relação
ao preço praticado pela CP pela mesma distância, o que, dado ser o único exemplo
nacional de ferrovia privatizada, é bem demonstrativo dos efeitos que a privatização de
linhas ferroviárias acarreta. Por outro lado, o panorama internacional aponta para uma
prevalência de empresas públicas neste sector. É o que acontece no Reino Unido,
Alemanha, França, Espanha ou Itália. Aliás, as experiências de privatização da ferrovia,
com destaque para o Reino Unido nos anos 90, tiveram como resultado perdas
significativas na qualidade e segurança do serviço, regularidade e pontualidade das
carreiras, aumento das tarifas, supressão de percursos, etc.
Depois do caminho trilhado pelo anterior Governo, que acordou com a troika uma
aceleração das privatizações das empresas que constavam no famigerado PEC-IV, entre
elas a CP-carga, consta do programa do XIX Governo Constitucional que se deve
proceder “ à definição do modelo de privatização/ concessão do operador ferroviário
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 3
estatal e à sua efectiva concretização, designadamente na actividade do transporte de
mercadorias e suburbano de passageiros ”, justificando esta decisão com base na
necessidade de tomar medidas “ que permitam a resolução dos défices operacionais
crónicos e das dívidas financeiras crescentes e insustentáveis”.
De facto, o novo Governo faz um correcto diagnóstico da situação mas insiste
infelizmente em ficar alheio às suas causas – a gestão do sector dos transportes,
particularmente o sector ferroviário, tem sido contínua e irresponsavelmente
partidarizada, o que resulta necessariamente numa gestão incapaz de responder às
exigências de mobilidade das populações. Revela-se então imperativo, designadamente
face à profunda crise em que se encontra o nosso país, que o Estado encare a ferrovia
como um sector fundamental de investimento público, cuja prioridade seja a melhoria
das condições de mobilidade das pessoas e que estas vejam no transporte ferroviário
público uma alternativa viável e de qualidade ao transporte individual.
As linhas suburbanas da CP, apesar do esquecimento e flagrante desinvestimento a que
têm vindo a ser votadas nos últimos anos, representam um elevado potencial económico
- prova disso é o enorme interesse demonstrado por alguns grupos privados na sua
exploração - falta portanto uma visão estratégica para o sector em nome do serviço
público.
A privatização da ferrovia em geral e das linhas suburbanas em particular, não é uma
decisão de consequências imprevisíveis. É uma decisão de consequências bem
previsíveis e desastrosas para as políticas de mobilidade, ambiente, desenvolvimento e
coesão territorial. É por isso que o Bloco de Esquerda contrapõe uma política de
Investimento Público em que a ferrovia deve assumir um lugar de destaque.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo:
A suspensão da privatização/concessão da CP – Caminhos de Ferro Portugueses,
nomeadamente na actividade do transporte suburbano de passageiros, prevista no
Programa do actual Governo.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592 - Fax: 21 391 7459
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://www.beparlamento.net/ 4
Assembleia da República, 25 de Agosto de 2011.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
---
Publicação — DAR II série A — 135-136 — 31/08/2011
135 | II Série A - Número: 021 | 31 de Agosto de 2011
Nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, a Assembleia da República recomenda ao Governo:
— A avaliação de acções correctivas com vista à aprovação de um conjunto de medidas mais eficazes na fiscalização e reforço das condições de protecção ambiental e de segurança do Parque Natural da Arrábida; — A monitorização da adequação e concretização do POPNA, nos termos do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial; — A alteração do POPNA, adoptando as medidas necessárias para assegurar a protecção do Parque Natural da Arrábida; — Proceda ao levantamento, coordenação e clarificação das atribuições e competências das entidades envolvidas no processo, a nível nacional, regional e local.
Assembleia da República, 24 de Agosto de 2011 Os Deputados do CDS-PP: Nuno Magalhães — João Pinho de Almeida — Hélder Amaral — José Manuel Rodrigues — João Paulo Viegas — Altino Bessa — Margarida Neto — Artur Rêgo — João Gonçalves Pereira.
———
PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 60/XII (1.ª) RECOMENDA AO GOVERNO A SUSPENSÃO DA PRIVATIZAÇÃO/CONCESSÃO DAS LINHAS SUBURBANAS DA CP
Como é hoje amplamente reconhecido, a ferrovia é uma escolha de mobilidade que terá um papel cada vez mais central no futuro, por razões económicas e ambientais. Por esse motivo, o investimento na ferrovia, na requalificação, modernização e expansão da rede ferroviária é um objectivo estratégico para o desenvolvimento económico do País.
Nesse contexto, a ferrovia tem sido correctamente entendida como um serviço público essencial e como factor de coesão territorial. Apesar do desinvestimento a que foi votada a rede ferroviária nacional, ela continua a representar um serviço público de importância estratégica para o País.
O último governo do Partido Socialista veio, no entanto, tentar modificar a forma como a ferrovia deveria passar a ser vista pelo poder político. Ao publicar o Decreto-Lei n.º 137-A/2009 o anterior governo trouxe à letra da lei uma nova concepção do serviço ferroviário prestado pela CP, introduzindo para o efeito alterações de fundo nos estatutos da empresa que vieram inaugurar a possibilidade de concessão/privatização das linhas suburbanas da CP.
Aliás, esta nova concepção está bem patente numa resposta que o anterior Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações emite, e que consta do relatório final da Comissão da Assembleia da República competente, a propósito da petição n.º 75/XI (1.ª) apresentada por um grupo de cidadãos em representação das comissões de utentes das linhas ferroviárias suburbanas de Lisboa, da comissão de trabalhadores da CP e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário como reacção ao dito decreto-lei. Nessa nota emitida pelo anterior Ministério é possível ler-se o seguinte:
«O novo modelo plasmado no Decreto-Lei n.º 137-A/2009 permite preparar a CP para o novo mercado ferroviário europeu, liberalizado e de forte contexto concorrencial, conferindo-lhe flexibilidade na gestão/operação. Assim, é atribuída à CP a concessão do serviço público do transporte ferroviário de passageiros no território nacional, mantendo-se essa atribuição por via legal até à celebração de futuro(s) contrato(s) de concessão.»
Esta visão sobre a gestão da ferrovia parece ignorar os exemplos e anteriores ensaios da sua privatização que conhecemos, quer a nível nacional quer a nível europeu. Nunca é demais relembrar que o único caso de concessão de linhas ferroviárias em Portugal, a empresa Fertagus do Grupo Barraqueiro — primeiro operador privado a assegurar a gestão e exploração comercial de uma linha ferroviária em Portugal —, tem vindo a revelar-se francamente prejudicial para o equilíbrio das contas do Estado. É sabido que o Estado pagava até
---
Apreciação — DAR I série — 47-53 — 02/09/2011
2 DE SETEMBRO DE 2011
A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Para uma nova intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Michael
Seufert.
O Sr. Michael Seufert (CDS-PP): — Sr. ª Presidente, queria, muito brevemente, pedir para se anexar aos
documentos que o Sr. Deputado Pedro Alves pediu para serem distribuídos o documento que deu origem ao
despacho do ministro Mariano Gago, que foi a proposta externa da FCT para que se prolongassem por um
ano as parcerias com as universidades norte-americanas. É que o ex-Ministro Mariano Gago respondeu: «Tem
razão, concordo com o teor do pedido externo que é feito pela FCT, apesar de o ideal ser prolongar por cinco
anos, e isso será feito oportunamente, após ser feita a avaliação pelo próximo governo, como todos temos a
certeza que irá acontecer.»
Aplausos do CDS-PP.
A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Srs. Deputados, terminado este ponto da ordem de trabalhos,
passamos à apreciação conjunta da petição n.º 75/XI (1.ª) — Apresentada por José Manuel Oliveira o outros,
manifestando a total discordância com a privatização das linhas suburbanas da CP e exigindo que a
Assembleia da República impeça a concretização desta medida e revogue as alterações nos Estatutos da CP
que o permitem, do projecto de resolução n.º 60/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a suspensão da
privatização/concessão das linhas suburbanas da CP (BE) e, na generalidade, do projecto de lei n.º 42/XII (1.ª)
— Defende o carácter público da CP e da gestão das suas linhas, revogando o Decreto-Lei n.º 137-A/2009, de
12 de Junho, que aprova o regime jurídico aplicável à CP - Comboios de Portugal, EPE e os Estatutos da CP.
Em primeiro lugar, para uma intervenção de apresentação do projecto de resolução, tem a palavra a Sr.ª
Deputada Catarina Martins.
A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: Começaria por saudar os peticionários
que apresentaram a petição contra a privatização das linhas suburbanas da CP. Todos os que aqui estamos
sabemos que as linhas suburbanas da CP são o prato mais desejado pelos privados no que é a privatização
que está planeada por este Governo para os transportes públicos.
As linhas suburbanas são o prato mais apetecido por razões que se compreendem bem: são as mais
utilizadas, aquelas para as quais não há alternativa. O modelo de desenvolvimento das nossas cidades, que
empurrou as pessoas para fora dos centros urbanos, faz com que a mobilidade seja muito necessária nas
linhas suburbanas. Portanto, os privados que ficarem com as ligações suburbanas da CP, se o programado
pelo Governo for para a frente, sabem que terão aqui uma renda garantida, porque poderão cobrar o que
quiserem a milhares de utentes sem qualquer alternativa.
Portanto, a privatização das linhas suburbanas da CP é um grande negócio para as empresas privadas,
mas é um péssimo negócio para o Estado e para os utentes.
É um péssimo negócio para os utentes, como tem vindo a ser provado, pela Europa fora, nos ensaios de
privatização. E julgo que o que está mais na memória das pessoas talvez seja o que aconteceu no Reino
Unido, com os grandes problemas de segurança no transporte ferroviário, com a privatização das linhas
ferroviárias.
É um prejuízo grave para o Estado, porque as linhas suburbanas são aquelas que, pelo seu uso intensivo,
são as mais essenciais, do ponto de vista estratégico e até do ponto de vista da saúde financeira das
empresas de transporte ferroviário e, portanto, da CP.
Não podemos confundir o que tem sido o investimento errado do Estado e o que tem sido a gestão, muitas
vezes até danosa, das nossas empresas públicas de transporte, com o potencial claro que têm as linhas
suburbanas da CP e o grande serviço público que prestam.
O Programa do Governo — em contradição, aliás, com o que consta do Memorando da tróica, que fala de
privatização — fala de concessão ou privatização das linhas da CP. E diz isto sem mais, como quem anda a
«vender o País às postas» e, portanto, «vai também a CP» e as ligações.
Queremos lembrar — aqui todos perdemos e é bom pôr cobro a isto e ter uma visão séria sobre o que é a
mobilidade e sobre o que são os transportes públicos — que, mesmo antes da concessão (ou da privatização)
estar feita, já temos os danos dessa ideia. Ontem mesmo, soubemos que aquilo que foi anunciado como uma
---
Votação Deliberação — DAR I série — 39-39 — 09/09/2011
9 DE SETEMBRO DE 2011
O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Sim, Sr.ª Presidente, é também para anunciar que o Grupo
Parlamentar do PS apresentará na Mesa uma declaração de voto por escrito.
A Sr.ª Presidente. — Fica registado, Srs. Deputados.
Vamos passar à votação do projecto de resolução n.º 60/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a suspensão
da privatização/concessão das linhas suburbanas da CP (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do projecto de lei n.º 42/XII (1.ª) — Defende o carácter público
da CP e da gestão das suas linhas, revogando o Decreto-Lei n.º 137-A/2009, de 12 de Junho, que aprova o
regime jurídico aplicável à CP — Comboios de Portugal, EPE, e os Estatutos da CP (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Vamos votar agora, na generalidade, o projecto de lei n.º 1/XII (1.ª) — Combate os falsos recibos verdes
convertendo-os em contratos efectivos (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Srs. Deputados, vamos proceder à votação, na generalidade, do projecto de lei n.º 3/XII (1.ª) — Combater a
precariedade e os falsos recibos verdes (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.
A Sr.ª Presidente: — Para que efeito, Sr.ª Deputada?
A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — Sr.ª Presidente, é para informar que o Grupo Parlamentar do PS
apresentará na Mesa uma declaração de voto por escrito sobre estas duas últimas votações.
A Sr.ª Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Continuando, vamos votar, na generalidade, o projecto de lei n.º 8/XII (1.ª) — Introduz uma taxa sobre as
transferências para paraísos fiscais (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Srs. Deputados, segue-se a votação, na generalidade, do projecto de lei n.º 40/XII (1.ª) — Cria uma taxa
autónoma especial sobre transferências financeiras para paraísos fiscais (BE).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP e votos a favor do PCP,
do BE e de Os Verdes.
Srs. Deputados, segue-se a votação do projecto de resolução n.º 30/XII (1.ª) — Ligação ferroviária a Beja
(Os Verdes).
Abrir texto oficial